Veja é acusada de plágio em reportagem

Para muitos esse plágio pode parecer algo não surpreendente, afinal a revista é algo de sérias acusações de mal jornalismo e de transformar notícia em mercadoria, senão veja o dossiê feito por um dos mais respeitados jornalista do Brasil, Luis Nassif: o chamado Caso Veja.

Este caso está basntante documentodos, não parece uma simples coincidência, antes o contrário. Toda a história começa em 29 de dezembro de 2008, no contexto da guerra em gaza. Neste dia a blogueira Ayesha Saldanha publicou um post com um conjunto de depoimentos de bloqueiros de Gaza e de palestinos: Palestine: Bloggers in Gaza describe the fear. Este post foi traduzido e referenciado adequadamente pelo blogueiro brasileiro Caim, em seu antigo blog no dia 03 de janeiro de 2009: Direto de Gaza: blogueiros palestinos frente ao conflito. 

Agora começa os problemas. No dia 5 de janeiro, poucos dias deppois de Caim publicar o post referenciado, a Veja publica a “notícia” Blogueiros narram drama da guerra em Gaza, do jornalista André Pontes. Se você ver a notícia de Veja constatará que os blog palestinos citados, os trechos dos blog que foram citados e a idéia geram da reportagem foi copiada sem referência do blog de Caim e de Ayesha. No final a reportagem acrescenta coisas, talvez para “aperfeiçoar” mostrando o lado israelense. VEJA e COMPARE. Tire suas conclusões.

Esta história foi citada sem maiores informações por Luiz Nassif no post: O plágio da Veja. Gerando replicações e comentários maiores de Daniel Duende em seu blog: Veja copia artigo do Global Voices traduzido por blogueiro. O blogueiro Caim em seu novo blog publicou o post O dia em que a Veja visitou meu blog. Lá ele explica outros fatos que constatam o provável quase certo plágio. Caim constatou atravez do sistema de rastremaneto de acesso Sitemeter que um computador da Abril acesso seu post traduzido, aquele lá de 03 de janeiro. Caim completa a saga:

“O primeiro movimento que fiz ao constatar algumas semelhanças entre os textos foi enviar um email para o chefe da redação da Veja.com solicitando maiores esclarecimentos e avisando que comunicaria Ayesha Saldanha sobre o ocorrido – o que fiz logo após. Por sua vez, Ayesha entrou em contato com a colaboradora e porta-voz da Global Voices no Brasil, a Paula Góes, que também enviou email para Veja pedindo esclarecimentos.
Até a manhã de hoje, a Paula e eu não recebemos nenhum email resposta da Veja. E olha que, após o dia em que enviei o email, o Sitemeter detectou três outras entradas no Livre correspondentes aos computadores da Abril.com. Será que o caso foi encaminhado ao jurídico, setor geralmente responsável nas empresas pela avaliação de supostos plágios? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Afinal, a Veja.com sequer nos comunicou que nossa solicitação fora corretamente averiguada e que um processo interno fora instaurado para apurar o caso. O que revela certa dose de despreocupação por parte da Veja em atender solicitamente as pessoas e encerrar uma querela de fácil resolução.

Talvez, nessa altura do campeonato, o jurídico da Veja esteja mais preocupado em responder as dezenas de processos que pesam sobre a imaculada imagem da revista do que em emitir uma simples resposta aos questionamentos da Ayesha, da Paula e do Caim. Maldito dia em que a Veja visitou o meu blog.”

Como afimar o blog acerto de contas: ESSA VOCÊ NÃO VERÁ NA GRANDE IMPRENSA…

Mais um caso negativo para a história desta revista que tem a alcunha de ser a maior e mais lida revista semanal do país. Triste, não?! Depois dessa, para quem não conehce, vale a pena ler o dossiê veja, que talvez vire até livro.

Agora quem paragará o pato, o jornalista ou a revista. Talvez a revista tire o corpo fora, e aí…

Deixe uma resposta