Interessante post de Nassif mostra que depois do banho midiático de alarmismo, cameça-se a perceber correlações entre o noticiário e a expectativa dos consumidores. Já havíamos relatado esta tendência em posts anteriores: Dados sobre desemprego mostram alarmismo da mídia.
Do Valor
Por Sérgio Leo
Pessimismo ainda é o sentimento predominante entre os empresários, embora em menor grau do que o verificado em fevereiro, segundo a Sondagem Industrial mensal divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O pessimismo reduziu-se porque as grandes empresas confiam no aumento da demanda nos próximos meses. Mas a sondagem industrial constatou que os empresários apontam, no primeiro trimestre deste ano, a pior queda no uso da capacidade instalada da indústria, na produção e em número de empregados desde 1999.
“É possível que esse segundo trimestre do ano seja um trimestre de transição”, disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. O gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, comentou que os indicadores mostram a disseminação dos efeitos da crise internacional, antes restritos às grandes empresas, para as pequenas e médias, apontando uma redução de demanda nessas companhias, devido ao desemprego e à existência de estoques ainda acima do desejado.
A retração no fim do ano passado foi provocada, segundo Fonseca, em grande medida pelo “choque na confiança”, o abalo provocado nas expectativas de consumo e renda com as notícias da crise mundial. Agora são efeitos reais, de redução do mercado. “É muito importante reverter a queda na demanda”, comentou, ao notar que, aparentemente, para as grandes empresas, há sinais de que essa reversão poderá vir dos recentes pacotes de apoio governamentais, no Brasil e no exterior. (continua no clipping)
Comentário
A avaliação confirma a percepção de que a crise se aprofundou devido ao noticiário intensamente negativo do último trimestre do ano.
Para completar vejam essa do PHA:
“Varejo – Marisa admite ter errado na dose de pessimismo. O presidente da Marisa, Marcio Golfarb, admitiu ontem ter errado ao apostar em um cenário ‘catastrófico’ para o primeiro trimestre deste ano. Com medo de uma forte desaceleração do consumo … a varejista (sic) reduziu demasiadamente os seus estoques e perdeu a oportunidade de vender mais.”
Fizemos um comentário sobre a pauta da mídia para esta crise
Comentários a crise mundial: medidas, impactos, mídia e pauta
Escrito por José Bezerra 







