Governo está “nem aí” para verba Federal

O Governo do Estado parece que está com o cofre muito cheio, pois as verbas federais para o sistema penitenciário são desprezíveis. Para um cofre apertado, qualquer dinheiro é bem vindo, mas segundo Vita alguns podem dar o desfrute de virar às costas. Se tais verbas são desprezíveis o governo poderia direcionar uma quantia igual para o aumento dos delegados e policiais ou para alguma organização social, que saberia dar o devido valor a este dinheiro.

Para ele o Ministério Público deveria esquecer o sistema prisional, assim como o Governo faz. Deveria priorizar educação e saúde, assim como o Governo não faz. Ele reclama do pau de arara que alunos usam par ir à escola, mas esquece que esse problema é do governo dele. Aliás Maranhão criticou muito Cássio por isso.

Foi uma frase infeliz é claro, mas mostra como o Gestão está “nem aí” para o que os outros órgãos falam e sugerem. E sente-se ofendido por que outro órgão está cumprindo sua missão. Se o MP foi inoperante em relação a outros assuntos, pelo menos nesse ele não foi. Se ele queria insinuar alguma atitude política por trás da ação, não fez diretamente e terminou se perdendo…

Se diante dos problemas, busca-se culpar os outros e/ou desqualificar os demais órgãos, é porque não se tem interesse em resolvê-los, quer apenas gerir o caos, ou deixar a máquina funcionando como sempre, afinal não somos uma suíça (e nem se quer ser?!). O resto é esperar que o dinheiro caia do céu… por que não se vai “correr atrás”.

Vejam a reportagem do Paraíba 1 que traz a fala do secretário.

“As verbas federais enviadas para a administração de presídios na Paraíba são desprezíveis”. A frase é do secretário Roosevelt Vita, da pasta de Cidadania e Administração Penitenciária da Paraíba, que minimizou o pedido de suspensão das verbas federais feito pelo Ministério Público Federal na Paraíba. Ele disse ainda que “aqui não é a Suiça, temos prisões, escolas e favelas caóticas”.

Segundo ele, somando toda a verba de um ano daria para pagar o almoço da população carcerária na Paraíba por 14 dias. Ele ainda insinuou que o Ministério Público deveria se preocupar com a qualidade das escolas e da Saúde. “Falta merenda escolar e crianças são carregadas em paus-de-arara. E os hospitais são roletas russas”, revelou.

Vita disse que tragédias podem acontecer em qualquer lugar e que as condições dos presídios paraibanos são precárias, mas que está entra as melhores do Brasil. “O défcite no sistema prisional da Paraíba é pequeno quando comparado ao do resto do país”, disse. No entanto, independente da colocação neste ranking, o presídio do Roger deveria abrigar pouco mais de 300 detentos, mas tem quase 900.

Ele aproveitou a entrevista ao Paraíba1 para contar como tudo aconteceu no dia em que os presos atearam fogo nos colchões e cerca de 50 pessoas ficaram feridas e seis morreram. “Corredores apertados e o vento soprando contra não permitiram que as celas fossem abertas. Os agentes precisaram quebrar as paredes pelo lado de fora para salvar os detentos”.

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