Aliança Ricardo Coutinho – Cássio Cunha Lima. Resultado da pesquisa e análises

16 Novembro, 2009

Este blog colocou no ar sua primeira pesquisa. Durante dois meses (16 de setembro até 15 de novembro) os leitores puderam votar e expressar sua opinião sobre esta muito falada aliança entre Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho para montar uma chapa nas próximas eleições. O blog perguntou, Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador?.

Eram três opções: sim, não e estou em dúvida. Os resultados indicam que 65% dos votantes aprovam a aliança, enquanto 30% desaprovam, e não votaria em Ricardo. A pesquisa parte do pressuposto de que os votantes são eleitores de Ricardo. Deste modo, um terço destes não gostam da ideia de Ricardo se juntar com os Cunha Lima.

Esta pesquisa não possui validade científica, pois não trabalhou com amostras estratificadas da população do Estado, mas expressas tendências similares àqueles da pesquisa IBOPE, no qual 52% aprovam e 28% são contra, principalmente se consideramos seu pressuposto. Saindo do campo das dados quantitativos e entrando no campo das argumentações podemos inserir esta pesquisa em alguns análise macro da situação política do Estado para 2010.

Até agora a aliança vem sendo propagada e desejada com fervor por Cássio Cunha Lima e seus seguidores e aliados. Ricardo aceita por omissão, por não manifestar seu apoio ou recusa ao que está sendo dito. Ele sabe que está numa berlinda e que para vencer precisa de apoios e palanques no interior, mas a qual custo, fazendo aliança com que tipo de políticos e partidos?

O grupo dos Ricardistas não é maior que o grupo de Maranhistas e Cassistas, talvez seja similar aos Ciceristas. O grande diferencial de Ricardo é sua gestão em João Pessoa, suas novas ideias e resultados obtidos, e isso se dá num contexto de velhos nomes desgastados pela história e sua própria atuação. Isso lhe garante os eleitores desvinculados a políticos e partidos, o eleitor médio da Paraíba. Ou seja, é um momento único para o prefeito. Assim percebemos que essas pesquisas refletem mais a aceitação de  Ricardo entre os Cassistas, do que o contrário. E isso já se firmou, mesmo que Cássio fale que não quer, vai ficar registrado que um dia ele quis e lutou por tal aliança.

Neste momento temos o grande problema de Ricardo, abandonar sua base e até dar as costas para sua história e ideias para obter o apoio político e midiatico de Cássio. Se tal guinada for feita, ele não será mais Ricardo, mas sim, um dos fortes seguidores de Cássio Cunha Lima. Não terá mais sua base de apoio e será um alienígena na base de Cássio, um mero apêndice dos Cunha Lima, como já foi Cozete e agora é Cícero. Os dois vivem na pele os malefícios de sua fidelidade e apoio aos Cunha Limas. Ou seja, pode ser uma morte prevista do prefeito, com um leve suspiro se conseguir ocupar o poder.

As cartas estão na mesa, os próximos passos é que definirão como será as composições para 2010. Se Ricardo conseguir o apoio do PT e do PCdoB, como do PTB e PP ele terá muito musculatura que compense um possível apoio formal que ele pode vir a fazer para Cássio, o que será uma grande tristeza e um ponto negativo na renovação da política do Estado, haja vista que nestes últimos 30 anos a política paraibana se resumiu a uma briga entre Cunha Lima e Maranhão, seja no mesmo partido ou não.

Em breve o blog completará um ano de atuação e muitos leitores conquistados. E novas pesquisas estarão no ar.


Crime organizado, mídia e política

9 Novembro, 2009

Qual o limite? Se todos esses fatos forem verdades trata-se de um absurdo sem comparação. O crime organizado se aproveitando de todas as instituições da sociedade para fazer valer seus interesses ilegais, imorais. Até onde vamos parar?

Veja reportagem do Domingo Espetacular.


Gilmar Mendes, alguém descontrolado e fora dos limites

20 Outubro, 2009

Gilmar Mendes quer transformar o Estado de Direito refém de suas interpretações jurídicas, quer que o judiciário desconsidere as interpretações jurídicas de seus pares, afirmando serem estes pessoas superficiais e facilmente influenciáveis (deixemos de lado o traço autoritário de suas falas); quer impor a pauta dos demais tribunais superiores ou não, e dos juízes; quer definir a linha de julgamento dos juízes a partir de recados expressos nas inúmeras entrevistas que oferece; quer impor a dureza das leis para seus inimigos e a passividade e lentidão (para ficar no mínimo) aos seus aliados.

O ministro afirma, ou melhor, assume que tomou uma decisão política e não jurídica quando soltou o banqueiro Daniel Dantas e busca justificativas legitimadoras, como se político fosse, da extrapolação de suas prerrogativas e nessa “viagem” diz que a “polícia federal passaria a mandar no Brasil”.

O Brasil tem que discutir isso, tem que se envergonhar disso. Como o Brasil, como que pessoas sérias confiam autoridade e missões a esses tipos engraçados. A esses tipos obcecados de indivíduos que não vislumbram limites para sua atuação.

Esse tipo de ação vem coagindo a atuação de seus pares nas interpretações jurídicas, como pressionando e enquadrando a atuação de agentes públicos, fazendo insinuações na mídia, não apenas contra o executivo, mas também contra a própria justiça, a ponto de um ministro (Joaquim Barbosa) ter que se levantar publicamente contra a forma de se pôr do presidente do STF. É esse tipo de ação da autoridade máxima do judiciário que vem amedrontando seus pares e parceiros.

Um juiz que não consegue enxergar o limite de sua atuação e toma as questões jurídicas como se pessoais fossem, impõe uma nova forma, perigosa, de institucionalidade, que desconsidera a impessoalidade. Como o Estado pode agir quando um líder de um de seus poderes foge ao controle.


Os péssimos políticos paraibanos, com exceções

9 Outubro, 2009

Esse início de mês foi daqueles para os políticos da Paraíba, pois constatou o quanto eles são ruins e não apresentam nada de útil para a sociedade. Antes de queremos acabar com os políticos, ou melhores com estes representantes, devemos querer trocá-los. a renovação é a melhor forma de oxigenar a política com qualidade.

Pois bem, o martírio dos políticos paraibanos começou quando a ong Transparência Brasil constatou que 84% dos projetos dos nossos deputados estaduais não tem relevância ou impacto social. Veja que número dantesco. Vejam:

Sessões especiais, homenagens, batismos e datas comemorativas. Estes projetos correspondem a 84% das matérias apresentadas pelos deputados estaduais da Paraíba deste 2007.  No topo da lista, com 1.726 ações, aparecem as proposituras com o intuito de homenagear alguém ou alguma instituição do Estado. São os chamados ‘votos de aplausos’ ou mesmo a condecoração através de medalhas. Para a Organização Não-Governamental Transparência Brasil, este tipo de projeto traz pouco ou nenhum impacto à vida do cidadão, sendo considerado quase que irrelevante para as atividades legislativas do País. E TEM TODA RAZÃO!

Na Paraíba, o estudo mostrou que quando se trata da qualidade de propostas apresentadas, os deputados estão deixando a desejar. Segundo o levantamento, apenas 16% das matérias apresentadas pelos integrantes do parlamento estadual têm algum tipo de impacto sobre a vida dos cidadãos. São propostas que tratam de temas ligados ao meio ambiente, aos consumidores, a segurança, saúde, educação, criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), dentre outros. 
No entanto, a organização ainda lembra: “classificar um projeto como dotado de impacto não significa julgá-lo meritório, mas apenas que, se aprovado, teria conseqüências concretas sobre a comunidade”.

Trata-se de uma grande vergonha. Para completar, hoje saiu uma pesquisa do site congresso em foco, mostrando que a bancada federal da paraíba é a terceira pior bancada do congresso! Fica na frente apenas de Rondônia e Sergipe.

A consulta foi feita incluindo jornalistas de 53 veículos de comunicação do país, entre jornais, emissoras de TV e rádio, agências de notícia e portais de internet. Repórteres, editores, produtores de TV, colunistas, chefes de redação, jornalistas que trabalham em rádio, comentaristas – dos grandes jornais e revistas do país, da internet, da mídia regional e de órgãos de comunicação públicos – fizeram questão de depositar o voto na urna itinerante que, de terça-feira (16) até quinta-feira (18), percorreu as dependências do Congresso e as principais redações da capital federal.

Todo o processo de votação e apuração foi acompanhado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que apoiaram a iniciativa.

Mas como em todo caso há as exceções. No caso da bancada federal, mais relevante, o deputado Luiz Couto foi o melhor da Paraíba e o 10º em termos de Nordeste.

O site Congresso em Foco publicou um ranking da atuação parlamentar no qual Luiz Couto (PT) foi escolhido como sendo o político paraibano com melhor atuação no Congresso Nacional no ano passado, conforme avaliação feita por 204 jornalistas que cobrem as atividades desenvolvidas por deputados e senadores.

Além de ser eleito o melhor parlamentar paraibano, o que já havia ocorrido em 2007, Luiz Couto também apareceu na lista como o décimo deputado federal mais atuante do Nordeste e o décimo primeiro entre os 93 deputados do PT na Câmara.

Atual vice-líder da bancada do PT e membro titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Luiz Couto destaca-se na Câmara pelo combate ao crime organizado, à prostituição infantil e pelo empenho com que fiscaliza os recursos públicos e defende os interesses da Paraíba e do Nordeste, particularmente na ampliação de programas sociais e destinação de recursos para investimentos produtivos no Estado.

Isso é apenas um alerta e uma forma de avaliarmos a atuação de nossos políticos, deste modo estamos com informações qualificadas para melhor votar. Exercer o voto com qualidade pode mudar o futuro da política e do País. Então, nas vésperas de uma nova eleição, guardem essas informações.


Das vazamento seletivos-políticos da PF

12 Setembro, 2009

Como vem se tornando uma praxe a Folha e a reporter Andrea Michael vazam informações que podem simplesmente atrapalhar uma investigação da Polícia Federal. Ou seja, quem perde são os brasileiros.

Ainda, soa como uma forma de antecipar críticas este trecho da notícia ou nota: “Nesta semana, PF, Ministério Público Federal e Justiça souberam que dados vazaram para investigados.”

Segundo Nassif trata-se da arte de melar investigações. Paulo Henrique vai mais longe, pede a demissão do delegado e do diretor geral da PF. Realmente parece que esses vazamentos são político-seletivos para beneficiar quem tem poder.

É uma grande rede de contatos, em que policiais, agentes e servidores repassam informações de segurança para reporteres que sem nenhum pudor transformam em manchetes. Por fim, quem sai beneficiado é aquele que está sendo investigado e pode com isso queimar provas, cada vez mais difíceis em investigações de corrupção e lavagem de dinheiro. Mas no fim cada qual quer se dar bem no seu negócio, e depois reclamam dos políticos.

Vejam a nota da Falha de São Paulo:

A Polícia Federal prepara operação de busca e apreensão em algumas das maiores empreiteiras do país, informa reportagem de Mônica Bergamo eAndrea Michael, publicada neste sábado pela Folha(íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A ação da PF inclui as casas de executivos das empresas, acusadas de fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva na execução de obras em aeroportos de todo o país. Os desvios chegariam a R$ 500 milhões.

Entre os alvos estão OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Nielsen, Queiroz Galvão e Gautama.


A inabilidade hábil que fomenta a luta PT-PSDB

12 Setembro, 2009

Uma boa análise sobre a situação política do País é feita por Nassif em sua coluna.

As brigas entre PT e PSDB pelo poderio estatal ultrapassa os limites do aceitável em alguns momento e terminam por atrapalhar a criações de convergências necessárias ao desenvolvimento do País.

É incrível como se criam imagens sobre os fatos para que a discussão seja levada para o seu lado, impedindo o diálogo produtivo. É esta “habilidade” que bem utilizada principalmente pelo psdb que termina por criar um padrão não util para o País. Trata-se de uma inabilidade que é hábil para si mesma.

Por outo lado, o artigo mostra os recuos do PSDB assim como do PT em 2002.

Ontem, o PSDB mudou sua posição em relação ao pré-sal. Decidiu não mais fazer oposição sistemática ao projeto do governo. Antes, havia desistido da oposição sistemática ao Bolsa Família. Nos dois momentos, a radicalização foi pautada pelo noticiário, ainda bastante  apegado a slogans do período fernandista. O ajuste de rumos foi motivado pelo reconhecimento de que esses dois temas se incorporaram definitivamente na agenda política brasileira.

***

Antes disso, o PT havia aberto mão de bandeiras históricas para abraçar temas como responsabilidade fiscal, mercado de capitais, respeito aos contratos, manutenção da privatização. Essas duas posturas ajudam a entender um pouco o panorama político brasileiro. O primeiro ponto é que não existem partidos programáticos, e sim pragmáticos (no plano político), que vão se amoldando aos ventos políticos. O segundo ponto é a extrema dificuldade do discurso político racional, não ideológico. Nos anos 70, o surgimento de grandes estatais foi importante para completar o ciclo de industrialização brasileiro. Com a estatização ganhando vida própria, seguiu-se um período de exageros que paralisou a economia. No começo dos anos 90, foi necessário um furacão para romper um conjunto de dogmas que vicejavam na economia.

Segue-se um período inicial de guerra ideológica, enaltecendo o novo modelo, da prevalência do mercado. Em um primeiro momento, provoca um arejamento no modelo econômico. Depois, interesses se estratificam e a ideologia passa a se sobrepor à busca das melhores práticas para o país. Em vez de ferramenta de modernização, o livre mercado torna-se um mantra que paralisa qualquer pro atividade das políticas públicas. Foi uma dura luta a introdução, pelo governo Lula, de novos elementos na discussão econômica. Primeiro, consolidaram-se os conceitos de políticas sociais (com o Bolsa-Família e o salário mínimo). Mas só com a crise global o modelo anterior recebeu seu golpe de misericórdia, com a comprovação, na prática, da importância dos grandes bancos públicos como fator de regulação do mercado e da Petrobras como elemento central da política industrial a ser implementada em torno do pré-sal.

O risco, agora, será a radicalização na volta do pêndulo. Por exemplo, atribuem-se todos problemas da telefonia ao modelo de privatização de FHC. Embora a privatização pudesse ter sido bem melhor estruturada, os problemas atuais decorrem da falta de fiscalização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). E ai a razão não são falhas do modelo mas da falta de pressão social e política sobre o órgão – que está há oito anos na órbita do governo Lula. Em algumas áreas, haverá a necessidade de estatais fortes; não em todas. Será necessário aumentar a estrutura de serviços do Estado, mas sem preconceitos contra os métodos de gestão. Será necessário fortalecer tanto a Petrobras quanto o mercado de capitais para a nova etapa de desenvolvimento. Infelizmente, não existe um partido programático que possa passar ao largo da ideologização barata.


Consumidor/cantor faz clip contra United Airlines e bomba na internet

31 Agosto, 2009

A partir do Blog do Luis Nassif tive contato com este caso que merece ser falado. Leiam o post a seguir e entenderão.

O cantor canadense Dave Carroll, que ficou famoso por contar o drama de seu estimado violão Taylor quebrado enquanto viajava pela United Airlines, prepara novamente a artilharia virtual contra a companhia. Conversei ontem com Carroll por telefone e ele me contou que começa a gravar seu segundo clipe na próxima terça-feira , 5 de agosto.

A letra da nova música já está pronta e vai conta sua experiência trágica com o serviço de atendimento da United. “A música é engraçada como a primeira e vai falar bastante sobre a Sra. Irlweg, líder do serviço de relacionamento com clientes. E claro, falará também sobre como nosso contato poderia ter sido bem melhor”, antecipou ao Zeros e Uns.

O primeiro clipe, com a música “United Breaks Guitars” foi colocado no YouTube em 6 de julho e até agora já foi assistido quase quatro milhões de vezes — a música também é vendida pelo iTunes e site da banda por 99 centavos de dólar. Ela conta a ordem cronológica dos acontecimentos infelizes de Carroll com a United sobre seu violão Taylor com 10 anos de idade e avaliado em 3 500 dólares, quebrado durante o transporte de bagagem numa viagem com sua banda entre a cidade canadense de Halifax e Nebraska, nos Estados Unidos. (em Nebraska, a banda faria um show, e a sorte de Carroll foi ter levado um violão reserva).

A segunda música vem para cumprir uma “promessa” que Carroll fez em seu último contato com companhia área em novembro do ano passado. Depois de muito tentar um reembolso pelo violão quebrado e aturar o impasse entre a United e a Air Canada – empresa que representa a companhia na cidade de Halifax – o cantor escreveu em um e-mail que faria uma trilogia de músicas e colocaria na internet. “Ninguém sequer me respondeu depois daquele último e-mail”, disse.

No entanto, um dia depois de o vídeo chegar ao YouTube, a United já começou a procurar Carroll. “Eu estava viajando, e só falei com eles uns quatro dias depois. Ofereceram 1 200 dólares em dinheiro e mais 1 200 dólares em bônus para voar. Eu respondi que não queria, que dessem para outra pessoa”. Segundo Carroll, a United comentou sobre o vídeo, que achou engraçado, e só.

O que podia ser apenas um desabafo de um cliente insatisfeito já causa impactos expressivos para a United. Especula-se que as perdas sofridas pela companhia superam 180 milhões de dólares com a queda de mais de 10% nas ações depois de que o vídeo foi ao ar. (ou seja, um exemplo claro de como uma empresa não pode subestimar o poder das mídias sociais e os danos que uma exposição do tipo pode ter às suas operações).

Sucesso viral

A banda de Dave Caroll, Sons of Maxwell, existe há 15 anos e já gravou 8 CDs, mas era praticamente uma anônima antes do episódio United. “A internet mostrou um sucesso que nunca tínhamos visto. De um dia para outro, nosso site saltou de meras 100 visitas por dia, para mais de 150 000″.

Desde o início do mês, Caroll já viajou várias cidades americanas e canadenses fazendo shows – de um ritmo pop folk, diferente do country do vídeo –, além de ter participado de diversos programas de TV e até palestras sobre o poder do consumidor na internet.

“Eu jamais imaginava que uma reclamação particular ia ganhar essa dimensão. Fiz o clipe, coloquei no meu Facebook, mandei para alguns amigos e chegou no que vemos agora”, afirma. “Isso mostra o poder que o consumidor tem na internet. E a atenção que as companhias precisam ter sobre a qualidade de seus serviços”. (perguntei se ele tem medo de ser processado ou se chegou a ser ameaçado de alguma forma, e a resposta foi não para as duas questões).

O segundo vídeo que começa a ser produzido na próxima semana deve chegar ao YouTube até o meio de agosto. A terceira música também virá em breve. Pode ser que Carroll inclua alguma posição da United sobre o que foi feito sobre sua situação. Mas qualquer que seja essa resposta, com certeza já chega tarde.

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Veja Clip com tradução!

Aqui no Brasil as empresas agem do mesmo jeito. Elas não estão nem aí se você liga para o SAC, se entra com reclamação no PROCON. As empresas só começam a se preocupar com seus problemas, criados por elas, quando ligamos para a Anatel ou entramos na Justiça. Agora temos que inventar novas formas para mostrar que o consumidor realmente tem força, como falam tanto por aí, inclusive na academia.

Esperamos que a empresa torne esta situação um grande aprendizado.


Uma ANJ corporativa aos 30 anos

26 Agosto, 2009

Veja esse post do VioMundo. ANJ -Associação Nacional dos Jornais, comemorou 30 anos citando e criticando a censura em 31 casos. Citou até a censura ao Estadão, mas não citou um caso de censura em que um associado fez contra um jornalista premiado nacional e internacionalmente. Pois é… e assim segue o Brasil. Esses dias a mídia está num beco sem saída.

Vejam:

Prezado Azenha

Antes de mais nada, obrigado pelo seu apoio à causa.

Vi um seu comentário onde cita meu caso. Queria lembrá-lo que a ANJ, em comemoração aos seus 30 anos, divulgou na semana passada 31 casos de censura à imprensa nos últimos 12 meses, 16 dos quais pelo judiciário. Mas não incluiu o meu caso de censura. Por quê? Talvez porque a censura tenha sido pedida por um associado da entidade, o grupo Liberal, de Belém. O espírito corporativo falou mais alto do que a missão?

Um abraço,

Lúcio Flávio Pinto / Jornal Pessoal


Nota do Viomundo:
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) completou 30 anos. Diz defender a liberdade de imprensa. Mas, como fica claro acima, só de “certa imprensa”. Ou seja, quando se trata de censura praticada pelo grupo Liberal, afiliado da TV Globo no Pará, não há “liberdade de imprensa” em jogo. Mas, quando se trata do Estadão, sim. Quando o governo golpista de Honduras expulsa a Telesur ou fecha a rádio Globo local, tudo bem. Mas quando Chávez fecha a RCTV, é um escândalo. Infelizmente alguns excelentes jornalistas, como o Lúcio Flávio, acabam pagando o preço dessa hipocrisia. Se há um aspecto positivo nisso, é que o episódio contribui para mostrar a jovens jornalistas como funcionam essas associações que dizem defender a liberdade de imprensa. São hipócritas. E usurpadoras de uma causa nobre. São entidades patronais que defendem a liberdade de empresa dos patrões. Só dos patrões.

Entenda a censura:

Idelber Avelar escreve no Biscoito Fino e a Massa:

Prepare-se, caro leitor, para outro mergulho no Brasil profundo. Lúcio Flávio Pinto (foto) talvez seja hoje o jornalista mais respeitado e destemido da Região Norte. Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal, empreitada independente, que não aceita anúncios, tem tiragem quinzenal de 2 mil exemplares e mesmo assim provoca um fuzuê danado entre os poderosos, dada a coragem com que Lúcio investiga falcatruas e crimes. Lúcio já ganhou quatro prêmios Esso. Recebeu também dois prêmios da Federação Nacional dos Jornalistas em 1988, por suas matérias dedicadas ao assassinato do ex-deputado Paulo Fonteles e à violenta manifestação de protesto dos garimpeiros de Serra Pelada. Em 1997, ele recebeu o Colombe d’Oro per la Pace, um dos mais importantes prêmios jornalísticos da Itália. Em 1987, foi o jornalista que investigou o rombo de 30 milhões de dólares no Banco da Amazônia, por uma quadrilha chefiada pelo presidente interino do banco e procurador jurídico do maior jornal local, O Liberal.

Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, dono (junto com seu irmão, Romulo Maiorana Jr.) do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar, contratados nas suas horas vagas e depois promovidos na corporação. O espancamento, crime de covardia inominável, só rendeu a Maiorana a condenação a doar algumas cestas básicas.

Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O texto, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado -, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava. A obrainvestigativa de Lúcio fala por si própria: veja a qualidade da prosa e da pesquisaque informa o trabalho de Lúcio e julgue você mesmo. O que ele oferece em seus textos, entre muitas outras coisas, é a documentação, história e raízes daquilo que é sabido até mesmo pelos mosquitos do mercado Ver-o-Peso: que n’O Liberal só se publica aquilo que é de interesse da corja dos Marinho.

Mas eis que chega do Pará a estranha notícia de que o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém, condenou Lúcio a pagar a soma de 30 mil reais aos irmãos Maiorana – representantes paraenses, lembrem-se, da organização comandada pelos Marinho. Lúcio também foi condenado a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios. A pérola de justificativa do juiz fala do “bom lucro” de um jornal artesanal, de tiragem de 2 mil exemplares porquinzena. Ainda por cima, o juiz proíbe Lúcio de usar “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”, o que constitui, segundo entendo, extrapolação característica de censura prévia contrária à Constituição Federal. O juiz fundamenta sua decisão dizendo que Lúcio havia “se envolvido em grave desentendimento” com eles. É a velha praga do eufemismo: um espancamento pelas costas se transforma em “desentendimento”. A reação de Lúcio à sentença pode ser lida nesse texto.

O Biscoito se solidariza com Lúcio, coloca o site à disposição para o que for necessário — inclusive para a publicação de qualquer material objeto de censura prévia – e suspira de cansaço ao fazer outro post que mais parece autoplágio, dada a tediosa repetição desses absurdos. Resta a pergunta: até quando os Frias, Marinho, Civita, Mesquita e seus comparsas vão manter esse poder criminoso Brasil afora?”


Os “marajás” do Bolsa Família – não existem.

25 Agosto, 2009

Este post merece ser publicado e replicado, pois quando o TCU disse que várias pessoas do Bolsa Família tinha em seu nome carros e eram políticos, não merecendo o recurso, a mídia fez como sempre uma tempestade, todos falaram mal. É claro que a fiscalização deve ser uma tônica forte do programa assim como o indice de saída. Esse post não redime ninguém, mas serve para dar a devida contrapartida que a mídia não deu. O ministério fez uma audiência para desmentir as notícias e provar que quem estava fazendo maracutaia eram pessoas que tem dinheiro, ao colocar seu bens em nome de gente pobre.

Vejam:

Por Roseli Garcia

Caro Nassif,

Encaminho a apresentação e um texto sobre coletiva do Bolsa Família realizada no dia 20 de agosto e gostaria,se fosse possível, que você tratasse do tema. O MDS decidiu fazer a coletiva para mostrar que as irregularidades apontadas pelo TCU de alguns beneficiários, especialmente aquelas que revelam propriedades de carros de alto valor e políticos eleitos em 2004 – pleito municipal – não são reais. Como o programa passou mais de um mês exposto por causa desse relatório, o MDS verificou em parceria com os municípios aqueles casos mais graves, cujas denúncias em sua maioria não se concretizaram.

Assessora de imprensa do Programa Bolsa Família

Comentário

Não me lembro de ter lido nada na imprensa sobre essa coletiva.

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Vale replicar esse comentário:

Enviado por: Joa Carlos

Mas e a receita não vai fiscalizar estes indivíduos que mantem o patrimônio em nome de pobres coitados?


Globo X Record: Poder, manipulação e cobertura

15 Agosto, 2009

Demorou um pouco é verdade, mas já veio à tona um fato que estava tão na cara e que ninguém fala: a guerra entre as redes Record e Globo. Desde a primeira reportagem do Jornal Nacional sobre a denúncia do Ministério Público de São Paulo que incriminou o bispo Edir Macedo e outros nove membros da Igreja Universal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, algo que beneficiou entre outras empresas a Record, ficou claro que a Globo não estava fazendo uma simples cobertura jornalística.

O JN forçou a barra ao dar um grande espaço, ao relembrar o vídeo antigo de Edir Marcedo doutrinando seus pastores, e ao destacar a pretensa cobertura internacional e nacional sobre o caso. Neste momento algo além das denúncias contra o Bispo, a IURD e a Record veio à tona: a intenção da maior rede de TV aberta do Brasil atingir em cheio a imagem e credibilidade da sua maior rival, a Rede Record.

Fiquei esperando para ver os próximos passos, para ver o comportamento da Record e a repercussão da mídia e da internet sobre a guerra. Já que após as denúncias o foco ficou apenas na IURD e na manipulação que pastores estariam fazendo, no rio de dinheiro que o dízimo movimenta entre histórias de pessoas desiludidas. Mas a foco de atenção começa a volta para a guerra das redes, o que é muito bom, pois é um momento único que a população tem para discutir a mídia brasileira através de algo que está bem perto dela a Globo e a Record. É também uma chance de ver o poder destas redes e o passado/presente não muito ético. Creio que Nassif foi um dos primeiros a mostrar, sem comentar o assunto.  Na Paraíba Júnior Miranda também comentou o caso, afirmando que era tudo farinho do mesmo saco. Meus caros leitores, não se assustem com tudo o que está acontecendo. Isso é bom para que entendamos como se dá as relações e o jogo pelo poder da mídia no Brasil. Elas brigam e brigam por quererem aumentar sua influência política e midiática. Cabe a nós brasileiros não entrar nesse joguete. Devemos zelar pela qualidade da programação.

Aí veio o Acerto de Contas, que até então era só críticas a IURD. André foi lá e disse: O melhor de toda essa briga é que as duas emissoras estão corretas, cada uma na sua, claro, com a boa dosagem de parcialidade que seus interesses demandam. Nunca uma briga foi tão pedagógica, tanto para identificar o que se esconde nos cacos da história de cada emissora, quanto para exercitar a percepção de como o jornalismo se traveste do mito da imparcialidade.

Inclusive sugeriu um bom vídeo. Vale a pena mesmo ver. O mais incrível disto foi que a Globo conseguiu que o vídeo não fosse exposto no Brasil, pelo menos são boatos que afirmam por aí. Uma estratégia tipo Xuxa. Trata-se de Muito Além do Cidadão Kane.

Pois bem trato agora uma matéria que vale apenas ler. Ela trata de desvio de finalidade, também. Mostra como não se pode utilizar um espaço público, como a concessão de TV aberta para fazer brigas comerciais. O mais importante disso tudo é a aprendizagem que nós cidadãos teremos sobre a mídia, sobre a necessidade de democratizar a produção de informação e sobre as interpretações parciais e as notícias não noticiadas ou super noticiadas que escondem interesses. Outra coisa, parece-me que a Globo partiu para o tudo ou nada, pois esta disputa dará maior visibilidade a Record e ainda implicará em trazer para frente da mídia os podre da Globo, mas deixa que nisso que eles pesem.

Vejam o primeiro round e a entrevista sobre o uso de espaço público para briga comercial.

Abertura dos telejornais nas duas maiores emissoras do país. Começa mais um capítulo da batalha televisiva iniciada um dia antes entre as redes Globo e Record.

Para além da disputa pela audiência, o incidente desnuda o uso indevido de espaços públicos para disputas particulares. A avaliação é de Laurindo Leal Filho, doutor em ciências da comunicação pela USP (Universidade de São Paulo) e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade.

- São duas empresas comerciais que se utilizam do espaço público – que não é delas, é da sociedade – para resolver pendências comerciais e empresariais. Isso é absolutamente incompatível com o Estado democrático.

Autor de diversos livros sobre o assunto (“A TV sob controle, a resposta da sociedade ao poder da televisão” e “A melhor TV do mundo, o modelo britânico de televisão”, dentre outros), Laurindo avalia, nesta entrevista a Terra Magazine, que a disputa comercial entre os dois canais tem como ponto positivo a exposição da história de “relações promíscuas” da Rede Globo. Além de evidenciar a defesagem e a falta de legislação para o setor de telecomunicações.

O estopim da luta de foice entre os dois canais foi a publicação de reportagem com mais de 10 minutos de duração pelo Jornal Nacional na terça-feira, 11, repercutindo denúncia do Ministério Público de São Paulo que incriminou o bispo Edir Macedo e outros nove membros da Igreja Universal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

No dia seguinte, o revide. Em reportagem de cerca de 15 minutos veiculada pelo Jornal da Record, a emissora – controlada pela Universal – recorreu a imagens de arquivo para vincular a Globo à ditadura militar e aos escândalos Time-Life e Proconsult. E destacou que a emissora carioca ignorou o movimento Diretas-Já, em 1984.

Nesta quinta-feira, novo round, com os mesmíssimos ingredientes.

Em nota enviada a Terra Magazine, a Central Globo de Comunicação afirma que está dando ao caso Universal “tratamento equivalente” ao que deu a outros fatos jornalísticos, como a deflagração da Operação Satiagraha, em julho de 2008. A central de comunicação da Rede Record afirmou, por sua vez, que a emissora “não está atacando ninguém, apenas respondendo às acusações feitas e aos ataques que partiram da Rede Globo”.

“O que o cidadão em casa tem a ver com a briga entre a empresa Record e a empresa Globo? Ele não tem nada a ver com isso”, critica Laurindo. ” Ele tem que receber um serviço público correto de rádio e TV, que atenda aos seus interesses e as suas necessidades Laurindo”. LEIA A ENTREVISTA AQUI

Vejam isso também: http://www.youtube.com/watch?v=dhGICd1SR4M

Segunda abordaremos um fato correlacionado, como a mídia em geral virou o campo de guerra e de disputais na sociedade. Na sociedade da mídia as disputas se travam na mídia, no discurso. Vamos ver o caso de Israel que está sistematizando este tipo de atuação.