ROUBOLATION: paródia política

21 fevereiro, 2010

Maicow Pinto, personagem da banda Scrash Music Fuleration parodiando uma das músicas mais tocadas do carnaval 2010, o rebolation do Parangolé, criou o Roubolation. O retrato da desconfiança e insatisfação do eleitorado brasileiro em relação a política torta feita no Brasil.

Grupos que se aproveitam do cargo e autoridade que possuem e se apropriam do dinheiro público faz os brasileiros acreditarem menos no sistema político. Por outro lado, a renovação das gerações, o próprio combate a corrupção e a reflexão crítica da população é um grande caminho para mudar este cenário.

Enquanto isso fiquemos com a paródia para curtir e se preparar para a eleição 2010.

Quem aparece neste vídeo é o apresentador Claúdio Elias.  Versão original está neste link: http://www.youtube.com/watch?v=kptpDrX7C_k

Mais informações sobre a banda: http://www.scrashmusic.com.br/


Folia de Rua 2010 – Programação – João Pessoa

1 fevereiro, 2010

Dia: 5 de Fevereiro (Sexta-feira)

Abertura Oficial com Os Blocos
Filiados da Associação Folia de Rua.

Palco Principal:
Local: Centro Historico – Concentração: 19hs.

Show: Alceu Valença + Renata Arruda + Diana Miranda
+ Beto Brito + Gracinha Telles + Paulo Ditarso + Ragina Braw
+ Lis Albuquerque + Anair Claro + Jairo Madruga e Orquestra
de Frevo Parahíba POP.

Blocos que fazem a Abertura no Centro:

Bloco Folia Cidadã
Local: Porto do Capim – Centro.
Concentração: 17hs.

Bloco Anjo Azul
Local: Ao Lado da Faculdade de Direito – Centro.
Concentração: 18hs.

Bloco do Pinguim
Local: Pavilhão do Chá – Centro.
Concentração: 19hs.

Picolé de Manga
Local: Cordão Encarnado – Varadouro.
Concetração: 19hs.

Confete e Serpentina
Local: Praça Dom Úlrico – Centro.
Concentração: 19hs.

Bloco da Limpeza
Local: Ponto de Cem Réis- Centro
Concentração: 19hs.

Dia: 6 de Fevereiro (Sábado)

Bloco dos Atletas
Local: Av. Epitácio Pessoa – Praia de Tambaú.
Concentração: 18hs.

Bloco Dixmantelados do Cristo
Local: Rua: Ranieire Mazile – Bairro do Cristo.
Concentração: 19hs.

Bloco Eternamente Flamengo
Local: Principal dos Funcionários II – B. dos Funcionários II
Concentração: 19hs.

Bloco Virgens de Mangabeira
Local: Mangabeira por Dentro – Mangabeira.
Concentração: 19hs.

Bloco Tambiá Folia
Local: Avenida Principal – Bairro de Tambiá
Concentração: 19hs.

Bloco Amoringa dos Bancários
Local: Avenida Principal – Bairro dos Bancários.
Concentração: 19hs.

Bloco Agitada Gang
Local: Av. Epitácio Pessoa – Praia de Tambaú.
Concentração: 16hs.

Bloco As Piabas
Local: Feirinha de Tambaú – Praia de Tambaú.
Concentração: 19hs.

Dia: 7 de Fevereiro (Domingo)

Bloco As Virgens deTambaú
Local: Av. Epitácio Pessoa – Praia de Tambaú.
Concentração: 18hs.

Bloco dos Imprensados
Local: Av. Cabo Branco – Praia de Cabo Branco.
Concentração: 16hs.

Bloco Viúvas da Torre
Local: Av. Carneiro da Cunha -Bairro da Torre
Concentração: 18hs.

Dia: 8 de Fevereiro (Segunda-feira).

Bloco da Melhor Idade
Local: Busto de Tamandaré – Praia de Tambaú
Concentração: 17hs.

Dia: 9 de Fevereiro (Terça-feira)

Bloco Portadores da Folia
Local: Av.Cabo Branco – Praia de Cabo Branco.
Concentração: 16hs.

Bloco Unidos do Castelo
Local: Av. Principal do Bairro – Castelo Branco.
Concentração: 19hs.

Bloco 25 Bichos
Local: Principal de Jaguaribe por Dentro – Jaguaribe.
Concentração: 19hs.

Bloco Baratas dos Bancários
Local: Av. Principal dos Bancários -Bancários.
Concentração: 18hs.

Bloco Acorde Miramar
Local: Av. Tito Silva/Praça das Muriçocas – Miramar
Concentração: 22hs.

Dia: 11 de Fevereiro (Quinta-feira)

Bloco Galo do 13 de Maio
Local: Praça Assis Chateuaubriand – 13 de Maio
Concentração: 18hs.

Bloco Canto do Teteu
Local: Principal de Jaguaribe por Dentro – Jaguaribe.
Concentração: 19hs.

Bloco Cordão do Frevo Rasgado
Local: No final da Av. Manaíra – Manaíra
Concentração: 19hs.

Dia: 12 de Fevereiro (Sexta-feira)

Bloco Cafuçu
Local: Ponto de Cem Réis – Centro
Concentração: 18hs.

Bloco Elefante da Torre
Local: Av. Principal do Bairro – Torre
Concetração: 19hs.

Dia: 13 de Fevereiro (Sábado)

Bloco Boi do Bessa
Local: Golfinho Bar – Praia do Bessa
Concentração: 13hs.

Bloco As Peruas do Valentina
Local: Av. Principal do Bairro – Valentina
Concentração: 15h30m.

Bloco Urso Gay
Local: Mangabeira por Dentro – Mangabeira.
Concentração: 19hs.

Dia: 10 de Fevereiro (Quarta-feira)

Bloco Muriçocas do Miramar

Foi colocado a programação do Folia de Rua, mas esquecemos que o bloco das Muriçocas não faz parte do Folia, oficialmente. Ele irá sair sim!!!

Visitem o site do Bloco.


O duplo reveillon e a farra do poder

1 janeiro, 2010

Um dia ele acordou e viu que não tinha palco nem palanque para subir quando da maior festa dos povos da humanidade. Aí se deu conta que tinha o poder lhe dado pelas regras democráticas e percebeu que: se eu não tenho reveillon para ir, posso montar um para mim. Faço uma grande festa, terei meu palanque e ganharei a mídia.

Assim acordou num dia destes nosso rei (ops) governador José Maranhão. E João Pessoa teve duas festas de fim de ano. Algo inigualável. Só faltou Lula fazer uma festa aqui também. Seria ótimo para divulgar a sua candidata sucessora. Não acham? E o paraibano teria três festas, muitas opções para ir.

E assim foi feito. Como previsto, a festa de Maranhão teve muito mais pessoas que a da Prefeitura. Se fosse para disputar público, o prefeito teria contratado qualquer outra banda de apelo popular. Mas a questão não é por aí. Foram festas diferentes, para públicos, estilos e gostos diferentes. O problema está no que foi colocado acima, a festa de Maranhão, da pessoa, e a festa da prefeitura, da instituição. Foi isso que vimos na virada de 2009-2010 em João Pessoa.

Todos na cidade aproveitaram bem as festas, do seu modo e com seu gosto, mas todos também sabem que Maranhão fez a festa apenas como uma forma de afrontar e mostra que é melhor (só porque traz mais público para uma FESTA) que o prefeito. Quem esteve na cidade nesse último mês sabe que foi assim e sabe que uma gestão pública não se pode guiar por tais referências. Ninguém vota em quem faz a festa mais bonita, isso é picuinha e das grandes com dinheiro público. Como toda ação pode ter vários sentidos e objetivos, pelo menos o público que foi teve a oportunidade de curtir sua banda preferida do jeito que quis. Agora vamos para a festa do próximo rei, o rei momo.


CRACK – a morte ronda João Pessoa e o Nordeste

18 novembro, 2009

Segundo reportagem do JPB o crack é consumido ou já foi consumido por 2% da população de João Pessoa. É o pouco alarmante. Este blog desde o início de sua operação há um ano alertava o surto de consumo de crack na Paraíba. É assustador. Precisamos urgentemente da atuação do poder público em vários segmentos, que vai da prevenção até o tratamento.

Abaixo colocamos os vídeos sobre a série de oito reportagens do JPB sobre o avanço do crack no Nordeste e na Paraíba. Valem a pena ver, não podemos deixar de lado. Este blog já mostrou em post anterior que o crack é o centro nervoso do aumento da criminalidade da Paraíba. Combater o crack é garantir segurança pública e saúde a população. Não queremos ver zumbis humanos como na cracolândia em São Paulo.

Vejam o post. Toda esta violência tem um centro nervoso, uma espinha dorsal que se chama CRACK. Trata-se de droga de baixa qualidade e preço, sendo aquela que possui os efeitos mais nocivos a saúde e a família. Ainda, é uma droga de fácil dependência, sendo seu vício extremo. Esta droga invadiu a Paraíba nos últimos anos, com o apoio de pessoas de outros estados.

Valorizamos a reportagem da Tv cabo Branco, é a grande mídia acordando para um problema gravíssimo. Temos a vantagem de poder combater no início, não podemos perder essa oportunidade em meio a escuridão atual e apagão futura, se nada ocorrer.

Primeiro vídeo

Segundo vídeo

Terceiro vídeo

Quarto vídeo

Quinto vídeo

Sexto vídeo

Sétimo vídeo

Oitavo vídeo


Aliança Ricardo Coutinho – Cássio Cunha Lima. Resultado da pesquisa e análises

16 novembro, 2009

Este blog colocou no ar sua primeira pesquisa. Durante dois meses (16 de setembro até 15 de novembro) os leitores puderam votar e expressar sua opinião sobre esta muito falada aliança entre Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho para montar uma chapa nas próximas eleições. O blog perguntou, Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador?.

Eram três opções: sim, não e estou em dúvida. Os resultados indicam que 65% dos votantes aprovam a aliança, enquanto 30% desaprovam, e não votaria em Ricardo. A pesquisa parte do pressuposto de que os votantes são eleitores de Ricardo. Deste modo, um terço destes não gostam da ideia de Ricardo se juntar com os Cunha Lima.

Esta pesquisa não possui validade científica, pois não trabalhou com amostras estratificadas da população do Estado, mas expressas tendências similares àqueles da pesquisa IBOPE, no qual 52% aprovam e 28% são contra, principalmente se consideramos seu pressuposto. Saindo do campo das dados quantitativos e entrando no campo das argumentações podemos inserir esta pesquisa em alguns análise macro da situação política do Estado para 2010.

Até agora a aliança vem sendo propagada e desejada com fervor por Cássio Cunha Lima e seus seguidores e aliados. Ricardo aceita por omissão, por não manifestar seu apoio ou recusa ao que está sendo dito. Ele sabe que está numa berlinda e que para vencer precisa de apoios e palanques no interior, mas a qual custo, fazendo aliança com que tipo de políticos e partidos?

O grupo dos Ricardistas não é maior que o grupo de Maranhistas e Cassistas, talvez seja similar aos Ciceristas. O grande diferencial de Ricardo é sua gestão em João Pessoa, suas novas ideias e resultados obtidos, e isso se dá num contexto de velhos nomes desgastados pela história e sua própria atuação. Isso lhe garante os eleitores desvinculados a políticos e partidos, o eleitor médio da Paraíba. Ou seja, é um momento único para o prefeito. Assim percebemos que essas pesquisas refletem mais a aceitação de  Ricardo entre os Cassistas, do que o contrário. E isso já se firmou, mesmo que Cássio fale que não quer, vai ficar registrado que um dia ele quis e lutou por tal aliança.

Neste momento temos o grande problema de Ricardo, abandonar sua base e até dar as costas para sua história e ideias para obter o apoio político e midiatico de Cássio. Se tal guinada for feita, ele não será mais Ricardo, mas sim, um dos fortes seguidores de Cássio Cunha Lima. Não terá mais sua base de apoio e será um alienígena na base de Cássio, um mero apêndice dos Cunha Lima, como já foi Cozete e agora é Cícero. Os dois vivem na pele os malefícios de sua fidelidade e apoio aos Cunha Limas. Ou seja, pode ser uma morte prevista do prefeito, com um leve suspiro se conseguir ocupar o poder.

As cartas estão na mesa, os próximos passos é que definirão como será as composições para 2010. Se Ricardo conseguir o apoio do PT e do PCdoB, como do PTB e PP ele terá muito musculatura que compense um possível apoio formal que ele pode vir a fazer para Cássio, o que será uma grande tristeza e um ponto negativo na renovação da política do Estado, haja vista que nestes últimos 30 anos a política paraibana se resumiu a uma briga entre Cunha Lima e Maranhão, seja no mesmo partido ou não.

Em breve o blog completará um ano de atuação e muitos leitores conquistados. E novas pesquisas estarão no ar.


PMDB rifa o PT em diversos Estados.

4 novembro, 2009

Quanto vai custar a candidatura do PT a presidência? A morte do partido, sua subserviência aos comandos de um outro partido? Pois bem, as coisas parecem que se encaminham para algo parecido. Será que o PT vai virar partido de cúpula e desconsiderar seus militantes?

Vamos a notícia:

A comissão escalada pelas cúpulas do PMDB e do PT para tentar um entendimento nos Estados em que os dois partidos estão em disputa aberta nas eleições de 2010 faz sua primeira reunião hoje, na sede do PT em Brasília. Os dez petistas e dez peemedebistas que compõem a comissão fizeram reuniões prévias para levantar os problemas eleitorais no Brasil, tal como ficara acertado quando PT e PMDB fecharam a aliança nacional em torno da candidatura à Presidência da República da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em Minas Gerais, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, não se conforma de liderar as pesquisas eleitorais com mais de 40% das intenções de voto em qualquer cenário e ainda ter de enfrentar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que não ultrapassa 12% na preferência. Ele disse que, deste jeito, perdem os dois. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), também não aceita a candidatura de Lindberg Farias (PT), que já obteve o apoio do diretório fluminense para se apresentar como candidato no horário eleitoral do PT no rádio e na televisão. O programa vai ao ar no fim de novembro.

No Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli mandou avisar que está pronto para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff, mas que não o fará caso o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, entre na briga pelo governo estadual. Para demonstrar boa vontade, ele avisa que já se acertou com o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e que não haverá dificuldade em fazer uma dobradinha com o petista.

Ceará

Também é grande a gritaria do PMDB contra o PT no Ceará – do deputado e ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB). O protesto é contra a candidatura ao Senado do ministro da Previdência Social, José Pimentel. Em jantar da cúpula peemedebista ontem à noite na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), Eunício se queixou de que Pimentel faz uma campanha agressiva com dinheiro da Previdência para competir com ele.

A preocupação dos governistas no Ceará é grande porque uma das duas vagas ao Senado deve ficar com a oposição, já que o senador Tasso Jereissati (PSDB) disputa a reeleição com o apoio do governador Cid Gomes (PSB) e do irmão Ciro, deputado e pré-candidato pelo PSB à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Refletindo sobre 2010 – Rubens Nóbrega

4 novembro, 2009

O jornalista Rubens Nóbrega do Sistema Correio publicou na coluna diário sua, podemos dizer, indecisão sobre o peito de 2010. Ele se diz sem opção. O que merece destaque desta análise pessoal do jornalista além da sinceridade é a falta de subterfúgios e argumentos ocultos, o que está cada vez mais raro.

Essas palavras capacita o leitor a fazer suas análises e tomar sua posição, que pode similar ao do jornalista ou mesmo contrário. O que vale é a autonomia.

Por isso merece destaque essa reflexão.

Começo a entrar em pânico pela primeira vez na minha vida de eleitor. Juro que nunca me aconteceu antes o que está acontecendo agora: faltando um ano para a próxima eleição, ainda não sei em quem votar para governador do meu Estado.
A causa da aflição tem a ver com a minha opção pessoal, irrenunciável e intransferível em matéria de escolhas políticas dentro da democracia possível que temos: sou visceralmente contra o voto nulo ou o voto em branco.
Com todo respeito a quem defende o contrário, considero que anular o voto é nulificar a própria participação no processo – esse sim, efetivamente democrático – de cobrança, protesto, crítica, sugestão ou denúncia contra o eleito ou ao eleito.
Votar em branco, então, é negar princípio basilar da existência humana: reconhecer, entre muitos, pelo menos um que tenha alguma qualidade, um mínimo de valor para merecer voto que lhe permita representar minimamente o eleitor.
Resumindo, o voto tem que valer, tem que ser política e eleitoralmente válido, para o bem ou para o mal. Se for para o mal, na falta do recall temos a alternativa de não apenas negar o voto como lutar de alguma forma para derrotar quem não correspondeu.
É assim que funciona em nossa claudicante democracia, que não melhora um tico se os cidadãos começarem a adotar posturas e a fundamentar decisões num absenteísmo que no final das contas reverte contra todos.
É bem verdade que nesse meu ativismo – e de muita gente mais, creio – está embutido um risco muito sério: o de se votar no menos ruim, de se escolher alguém por exclusão. Acontece. Principalmente quando dá segundo turno.
De qualquer sorte, como já disse uma vez o filósofo Paulo Soares sobre a candidatura do próprio irmão, Soares Madruga, “dos males, o menor”. O problema é que para 2010 não estou vendo até agora sequer um mal menor.
E aí me bate aquela aflição medonha…

Votar em Maranhão?
Como, se até agora, oito meses após tomar de volta o poder, o seu governo se comporta como quem entende que governar se resume a tocar obras sem tocar, no sentido de resolver, os problemas mais cruciantes da Paraíba?
Chego a pensar que o governador e seus auxiliares realmente acreditam que resolver a saúde, por exemplo, significa construir ou concluir hospitais e botar pra funcionar, sem que exista no Estado uma política pública de saúde digna desse título.
E o que dizer da Educação? Alguém aí poderia me apontar algum programa educacional conseqüente e de resultados mensuráveis, palpáveis, concebido e posto em prática por este governo para acabar ou pelo menos atacar repetência ou evasão escolar?
Dá pra falar em educação pública com um mínimo de qualidade quando o Estado paga tão mal aos seus professores e não dispõe deles em quantidade minimamente suficiente – concursados, qualificados – em centenas de escolas?
Segurança? Dá pra falar em segurança pública com mais de uma centena de cidades sem delegado ou com duas centenas policiadas por no máximo cinco policiais militares, sem contar greve dos policiais e o pior salário do Brasil que dizem receber?
E o que o governo faz para resolver ou, pelo menos, ensaia resolver? Sinceramente, não vejo nada. E temo que o próprio governo se ache o máximo porque toma de conta. E nisso, reconheço, é mil vezes melhor do que o antecessor.

Votar em Ricardo?
Até o início deste ano, o dilema que confesso agora não existia. Estava certo de votar em Ricardo Coutinho para governador. Afinal, o Mago dera provas em seu primeiro mandato de prefeito da Capital que poderia fazer diferente.
Mas aí o alcaide e suas circunstâncias levaram-no para um lado que faz do discurso da diferença mero exercício de retórica e sua prática política muito parecida ou igual à daqueles que ele combatia ontem (Cássio Cunha Lima) e hoje (José Maranhão).
Quer ver uma coisa: tem coisa mais cassista – ou maranhista, para quem assim preferir – que se aliar (ou tentar aliar-se) a alguém como Cássio Cunha Lima, ícone do mais desbragado patrimonialismo que já se adonou do poder na Paraíba?
Desse jeito, onde vai parar aquela belíssima palavra de ordem (repetida ad nausean por Ricardo na campanha de 2004) de ‘resgatar o caráter público da administração pública’ que a Prefeitura da Capital perdera sob Cícero Lucena?
Desde quando ou a partir de quando Cássio se tornou melhor do que Cícero aos olhos, corações e mentes do ricardismo? Ou será que vale qualquer coisa para se chegar a um poder que pode mais ou pode quase tudo, em se tratando da Paraíba?
Não é só a aproximação ou a tentativa de fazer dobradinha com Cássio (e o que ele representa) que me fez repensar e, por enquanto, desistir de votar em Ricardo Coutinho para governador do meu Estado.
A proximidade com o cassismo parece ter contaminado irremediavelmente o nosso prefeito, a julgar pelo esforço de cooptação – em curso no atual mandato – movido a dinheiro público.
Digo isso pelo que li e vi comprovado ontem na última edição do Contraponto, que exibe a relação de membros de um partido que teve o professor Chico Barreto como candidato a prefeito em 2008 e esse mesmo time joga hoje no time do prefeito Ricardo.
Não apenas joga como foi responsável por denúncias que deixaram Barreto muito mal na fita perante o eleitorado naquela disputa, acusado de ter recebido dinheiro de duvidosa procedência para espinafrar o alcaide.
E o que tem isso? Tem que o Contraponto prova reproduzindo atos publicados no Semanário Municipal (órgão oficial da PMJP) e tudo o mais que os mesmos denunciantes hoje são bem aquinhoados prestadores de serviço ao governo do PSB.
Aí eu pergunto: tem coisa mais cassista – ou maranhista – do que isso? Ou já posso perguntar assim: tem coisa mais ricardista do que isso?


A (falta de) transparencia do Sistema Correio

19 outubro, 2009

Pelo jeito a carapuça serviu. Hoje Helder Moura escreve em sua coluna que Obama está com síndrome de Deus e que perdeu o equilíbrio, após resolver enfrentar o partido político que se transformou a FOX, ultrapassando uma atitude de fiscalização para uma de perseguição. A carapuça serviu porque o Correio faz algo similar aqui na Paraíba. Inclusive o Jornal desta segunda é prova cabal. Dedicou uma página inteira a José Maranhão, cheio de belas fotos, e não citou nenhuma vez a primeira pesquisa sobre a sucessão governamental de 2010, pois seu candidato não foi bem. Alias a pesquisa se quer foi citada na coluna do comentarista, que sempre aborda todos os assuntos políticos de relevância, nem no portal do sistema como mostramos aqui e nem no jornal escrito ou na programação da TV.

Devemos perceber que o problema não está nas empresas de mídia apoiar ou não esse ou aquele candidato, mas em esconder ou fingir suas escolhas e intenções políticos para manipular o noticiário (e ainda dizer que não faz isso) e por fim, o cidadão – leitor, pois é isso que por decorrência ocorre na cobertura política. Ou seja, falta transparência na prática jornalística e empresarial dessas empresas de mídia. O leitor fica a mercê das intenções das mídias e seus comentaristas. Sua denúncia só aparecerá na TV ou rádio se for do interesse do dono. O que é muito triste.

Será que o leitor-ouvinte deve se submeter aos interesses desses grupos de mídia para ver suas denuncias e demandas ganhar publicidade? Isso não é um abuso? Onde está à transparência e a ética. Será que o leitor deve ficar sem ter acesso às informações que são relevantes segundo todos os demais veículos? Olhe que o slogan do Jornal Correio é “jornalismo com ética e paixão”. Parece que paixão sim, mas ética (no sentido elevado da palavra), não. Como se vê Helder Moura está mais defendendo o seu lado do que tentando comentar fatos com maior consciência critica.

Aí o leitor-cidadão fica no meio de jogo político entre empresários de mídia, políticos, partidos e não sabe como se situar. Se o leitor não for atento, não tiver acesso a diversas mídias e não sair nas ruas, com certeza viveriam preso num mundo de fantasias, pois lhe negaram algo. O leitor do sistema correio nem sabe que José Maranhão foi muito mal numa pesquisa de um dos institutos mais conhecidos, muito embora questionado, do País. E aí? Será que isso é liberdade de imprensa?


A mídia política paraibana. Um verdadeiro partido político

17 outubro, 2009

É notória as ligações políticas entre rádios, tvs e jornais com partidos e grupos políticos. Cada vez mais a atuação da mídia está se distanciando de padrão de qualidade e jornalismo ético para se aproximar de uma atuação restrita e subordinada a interesses ocultos, muitos vezes difíceis de ocultar.

O pior disso é que tais mídias se escondem por traz do fumaça da pretensa imparcialidade e neutralidade para manipular a população e seus leitores. Abusam assim da liberdade de expressão. Esse problema não é só do Brasil, ou da Paraíba, mas ocorre no mundo todo. Veja o caso da atuação de Israel junto as mídias digitais ou não, que este blog já mostrou.

Interessante ler também o artigo sobre o processo que está ocorrendo no EUA entre Obama e a FOX. Veja este comentários do Observatório da Imprensa:

O jornalista Luiz Carlos Azenha transcreve em seu blog Vi o Mundo matéria publicadano The Nation no domingo (11/10) [ver aqui] repercutindo entrevista que a diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, concedeu à rede de televisão CNN e também declarações feitas a repórteres do The New York Times, nas quais ela afirma:

“A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano” (…) “não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN.”

“A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico.”

E disse mais:

“Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição.”

Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?

Não avançaríamos no debate democrático se a grande mídia assumisse publicamente suas posições e reconhecesse que, sim, além dos editoriais, dos artigos e das colunas, a cobertura que faz – ou a ausência dela – é também opinativa e, às vezes, partidária?

Como afirmei a mídia paraibana não fica de fora. Todos sabem das ligações do senador José Maranhão com o Sistema Correio, inclusive seu suplente de senador, que agora é senador, é o dono do sistema. Deste modo é cada vez mais de esperar a atuação político do Correio para ajudar Maranhão nessa “nova” fase política. E por consequencia prejudicar seu principal rival, neste momento Ricardo Coutinho.

A atuação começou cedo. Não se deu cobertura do Prêmio que o Prefeito, ou melhor a prefeitura ganhou em Brasília por preservar o patrimônio histórico. Pelo contrário, falou-se de problemas pontuais da cidade. Claro para iludir o eleitor-leitor-ouvinte.

A atuação política do sistema continuou neste sábado. Após a primeira pesquisa realizada para 2010 por instituto de renome nacional. Apesar de pesquisas não teres significados de previsão, e sem, sentido de situação. Todos os maiores portais do estado divulgaram em manchete a pesquisa que estava disponível desde as 15h.  Mas o correio não deu nem uma nota, omitiu-se e não informou (o mínimo a se esperar).

Os três maiores portais da internet paraibana são o Paraíba 1, Wscom e Portal Correio. Apenas o correio não falou do resultado e os demais portais médios e menores repercutiram, veja o quadro abaixo:

Pesquisa IBOPE

Será que chegaremos a algo parecido como nos EUA?

É bom lembrar que os dados foram amplamente favoráveis a Ricardo e mostrou que ele tem envergadura para enfrentar Maranhão.


Eleições 2010: o movimento político na Paraíba

17 outubro, 2009

As conversas, táticas, discursos e ações para formular alianças políticas com vistas a 2010 já estão a solta e algumas coisas já estão ficando claras. Vamos aqui para algumas curtas do blog sobre 2010!

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Ricardo Coutinho agora é o candidato sem mídia, isso ocorre desde que sua postura de candidato a governo está cada vez mais firme. Recebeu esta semana um prêmio institucional pela preservação do patrimônio histórico em Brasília, mas não teve a devida repercussão na mídia local, pelo contrário preferiram pinçar fatos negativos da cidade no noticiário.

Policiais civis e delegados entram em greve na próxima semana e o maior jornal impresso do Estado, o Jornal Correio, não noticia na capa e ainda esconde a notícia dentro do jornal. Se fosse na época de Cássio….

José Maranhão tenta forçar os partidos do PT, PCdoB e PSB a aceitarem sua candidatura para 2010 (continuando com a aliança) atuando a partir da cúpula dos partidos. Esquece o governador que diferente dos outros partidos, estes tem consultas internas e não se submetem a decisões de “gabinete”. É a adaptação a nova política…

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Ações como essas são apenas uma das várias que o PMDB está fazendo por baixo dos panos para minar a candidatura de Ricardo. Há plano de prejudicar sua bancada na Câmara de Vereadores, há plano de reforçar críticas a prefeitura na mídia e há planos para esvaziar suas alianças.

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Desde de quando a aliança PT/PMDB/PSB já tinha seu candidato para 2010 definido? Desde quando Maranhão é o candidato da aliança? Essas perguntas são relevantes, pois quando se fala que o PSB rompeu com o PMDB pressupõe que Ricardo não aceita a candidatura de Maranhão ao governo em 2010. Os dois tem legitimidade para propor suas candidatura para o Governo.

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O Governo Maranhão está abandonando a segurança pública a sua própria sorte. Ele não deve repetir o erro de Cássio, é o que se espera. Policiais e delegados estão em greve e o governo mostra que está “nem aí” para o fato. Por outro lado, o número de assaltos a ônibus e a carros (muitos deles por usuários de crack, que fazem para pagar dívidas ou alimentar o vício) cresce e o número de mortes por encomenda também. Será que uma greve deve ser tratada assim, e logo nesse momento?

Manuel Júnior insiste em afirmar que saiu do PSB por causa da paquera de Cássio com Ricardo. Mas pelo visto, ele não queria mesmo era apoiar a candidatura de Ricardo para o Governo e ainda ter que deixar de lado o palanque de Maranhão.

Ruy Carneiro achar que quem critica o governo é oposição. Essa definição é tão vazia quanto autoritária. Quer dizer que quando Cássio critica Cícero, afirmando que ele não tem densidade política, ele passar a ser oposição. Essa visão visa afirmar que a Paraíba se resume a PMDB e PSDB, a Maranhão e Cássio.

O blog está há um mês com uma pesquisa no ar. Pergunta-se: Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador? O resultado está 69% sim e 24% não. Esse padrão se mantém desde de o início. Vote você também.

Hoje sai a primeira pesquisa da Tv Cabo branco para o Governo em 2010.

A pesquisa saiu. Empate técnico entre Ricardo e Maranhão (38% e 37% respectivamente), mas Ricardo ganha no segundo turno por 47% contra 41%. Pelo jeito a situação de Ricardo não se complicou como disse Ciro Gomes. A pesquisa foi realizada após os resultados da troca trocade partidos.


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