Poder político e dinheiro “sujam” eleição de instituições na Paraíba

8 Novembro, 2009

Temática de suma importância para quem observa o cenário político paraibano e nacional. Mostra também a capacidade do Paraíba 1 em observar e tentar analisar tais fatos. O movimento estudantil já conhece muito bem essas forças.

A interferência do poder político e da influência econômica no processo de escolha interna das instituições na Paraíba já está chamando a atenção da academia. Nas universidades, o assunto já toma conta de debates em salas de aula e se transforma em teses e monografias. O “fenômeno” em questão está sendo avaliado em seus níveis de contaminação desde a base – como as Sociedades de Amigos de Bairro e Conselhos Tutelares – até esferas de influência poderosas, como a Ordem dos Advogados do Brasil e a poderosa Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB).

“Lamentavelmente, nos últimos tempos, existe bastante material para estudo sobre essa contaminação sem limites das instituições no processo de partidarização de escolha dos dirigentes”, avalia o cientista político Ítalo Fittipaldi. Segundo o especialista, as informações sobre o desvirtuamento das eleições internas nas instituições são “assombrosas e preocupantes”.

Em João Pessoa, a situação é crítica, por exemplo, nas eleições dos conselhos tutelares. Até mesmo a “compra” de candidatos por agentes políticos se transformou numa realidade que já não é mais escondida. “A negociação é grande, tem vereadores aí que estão dando de R$ 2 mil a R$ 5 mil para o conselheiro fazer a campanha”, revelou Carlos Antônio Ribeiro da Silva, 32 anos, educador social que está tentando a recondução ao cargo de conselheiro, mas se diz desestimulado em função da concorrência desleal com candidatos apoiados por donos de mandatos.

A presidente do Conselho Tutelar Sudeste de João Pessoa, Lindinalra da Silva, 28 anos, denunciou que grande parte dos candidatos a conselheiro encara o cargo como “trampolim político”. “Infelizmente virou um cabide de emprego. O que motiva, hoje, algumas pessoas a concorrerem ao cargo de conselheiro tutelar é o salário, a oportunidade de estar em um meio político-partidário”, denuncia Lindinalra.

Ítalo Fittipaldi vê com preocupação esse fenômeno da partidarização de eleições e avalia como perigosa a intensificação dessas interferências. “O grande problema é essas instituições se transformarem em apêndices de partidos políticos, em uma espécie de extensão de legendas, porque assim elas perdem até mesmo a sua legitimidade de representação”, disse o especialista.


Crack – vício em três doses!

27 Outubro, 2009

Matéria do G1 mostra como é assustador o avanço e as consequências do uso do crack, que está chegando com força na Paraíba. Mas como estamos afirmando constantemente, é melhor combater do início do que depois, quando o tráfico, as armas e a violência se reforçam.

Agora que esta droga virou um problema de classe média e alta, a grande mídia que escreve e depende dela passou a abordar o assunto com maior constância e com aquele tom de indignidade e de falta de respeito do poder público. Chamando assim o governo para sua responsabilidade. Apesar dos motivos serem negativos a atuação do governo, sim, é bem vinda.

Um episódio trágico, no último fim de semana, fez um pai expor sua dor publicamente deixando muitas famílias em alerta. Ao afirmar que viu uma pessoa boa se transformar em um assassino, referindo-se ao filho usuário de crack que estrangulou a amiga de 18 anos, ele revelou a dimensão dos efeitos devastadores dessa droga que já é altamente consumida em rodas de classe média.

De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cerca de 40% dos usuários são pessoas de classe média.

O estágio devastador da droga pode ser percebido no relato de um estudante de classe média alta, de 24 anos, que revela em seu blog pessoal a luta para se afastar do vício, depois de três anos.

“O crack realmente acaba com qualquer um. É muito poderoso. Conheço quase todos os tipos de drogas que temos no Brasil. Só nunca usei heroína. Classifico o crack como a mais viciante de todas. Com um efeito curto e muito intenso, devido a depressão após o uso, o usuário se vê obrigado a usar grandes quantidades. Não dá para fumar só uma pedrinha se você tem carro e dinheiro no bolso”, conta.

Droga atinge o cérebro em oito segundos

Conforme estudos científicos, ao ser fumado, o crack atinge o cérebro em cerca de oito segundos, após passar pelos pulmões e pelo coração. Vicia com apenas três ou quatro doses. O efeito dura de um a dois minutos.

A droga produz insônia, falta de apetite e hiperatividade. O uso prolongado causa sensação de perseguição e irritabilidade, o que leva o usuário a agir de forma violenta.

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Aplaudimos a pretensão do MP e do CONEN da Paraíba tomarem a iniciativa de combate as drogas. Vejam matéria do WSCOM. Esperamos que não seja apenas para inglês ver.

O Ministério Público da Paraíba e o Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-PB) vão desenvolver um projeto piloto de combate ao uso de drogas. A medida foi tomada em reunião, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, nesta segunda-feira (26). Segundo proposta do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle filho, o projeto deverá conter metas a serem alcançadas, de forma que produza resultados efetivos. Ficou acertado que a minuta do projeto será apresentada no dia 14 de dezembro.

Para o procurador-geral, o MP está trabalhando na linha das parcerias. “Podemos instituir uma política e ser o fio condutor desse projeto. Firmamos o compromisso de ajudar o Conselho no que for necessário. Queremos que esse trabalho conjunto tenha resultados práticos, que o Conen seja sentido pela sociedade”, ressaltou Oswaldo Filho.


Paraíba não vai bem em Educação e Segurança.

19 Outubro, 2009

Nesta semana saíram algumas informações que mostram como a Paraíba anda tem muito o que fazer. Revela como muito pouco foi feito em educação e saúde.

Uma pesquisa realizada pela oscip Viva Comunidade fez uma radiografia da apreensão e mortes por armas de fogo em todo Brasil. Segundo a pesquisa, a Paraíba está entre os estados em que houve o maior aumento no número de mortes por armas de fogo entre 1996 e 2006 (período de realização da pesquisa).

Veja aqui a pesquisa completa

Os índices revelaram que o Estado está em quarto lugar, num ranking nacional, em que a taxa de mortalidade por armas de fogo cresceu 125% em entre 1996 e 2006. Dados mais atualizados mostram que, entre 2003 e 2006, o crescimento é de 33%, ocupando a quinta colocação.

Considerando somente a evolução a partir de 2003, segundo a pesquisa, foram observados maiores aumentos nas taxas nos estados do Maranhão (36,0%), Paraíba (33,0%) e Rio Grande do Norte (30,5%). 

Para efeito de comparação, o estado de Pernambuco, que tem um dos maiores índices de violência do país, teve um crescimento de 34% nos dez anos da pesquisa e conseguiu ter uma redução de 6,9% entre os anos de 2003 e 2006.

O G1 realizou um levantamento a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) que mostra que os professores da rede básica de educação da Paraíba têm a segunda pior média salarial do Brasil, com um salário de R$ 1.057, perdendo apenas para Pernambuco com uma média de R$ 982.

Leia aqui a matéria completa do G1

Segundo um levantamento feito pela Paraíba1, a maior remuneração que um professor da rede municipal de ensino de João Pessoa pode receber é de R$ 1.092,44 e de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem), esse valor vale só para os professores licenciados.

Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.

Com certeza esses temas devem fazer parte da campanha de 2010. Há que se fazer propostas concretas e não apenas discurso para iludir e ganhar votos. Tem que se tratar a questão de frente. Os problemas já batem a porta, sejam o crescimento do crack e a greve da política civil e delegados.


A falta de ética política lá fora!

12 Outubro, 2009

Estas notícias que vieram em dose dupla, não serve para amenizar e como incentivo a não punição dos política brasileiros, mas para mostrar que devemos sair desse complexo de inferioridade e que devemos buscar novas formas de punição dos políticos sem apelar para discurso barato de esquerda-direita e mau amigo-meu inimigo que invade a mídia e as casas legislativas.

Veja esse caso em Londres, gostou dinheiro público pra fins privados e o caso de Paris, de um nepotismo de presidência.

A BBC5 está discutindo agora um caso de gastos ilícitos em que um político gastou dinheiro público com pay-per-view e declarou como segunda casa um local onde na verdade vivia a maior parte do tempo, infringindo as regras legais da Inglaterra.

O que chamou a atenção foi a recomendação para que pedisse perdão às “House of Commons”. Não se trata de cassar mandato, prender, pendurar em praça pública, mas de fazer com que a pessoa vá à autoridade eleita e assuma o que fez de errado.

É uma tremenda diferença em relação ao nosso atual sistema punitivo, belicoso e ineficaz, cujo ícone maior é o Maluf.

Sou a favor da punição plena, mas para casos gravíssimos como o da Tapioca uma medida como esta parece ter mais eficácia, inclusive para preservar a dignidade de Justiça brasileira, que invariavelmente sai com a pecha de ineficaz, por não punir em tempo hábil, ou simplesmente por não evitar que essas práticas aconteçam.

No caso inglês a notícia está sendo veiculada pela mídia do país, sem qualquer sensacionalismo, e a pena social de ter de se dirigir à população parece estar surtindo um efeito muito mais interessante do que a entrega das cabeças dos bagrinhos de terceiro escalão.

Jacqui Smith will not have to pay money back after breaching expenses rules. Victoria discusses the situation with Smith’s constituency chairman Albert Wharrad and Juliet Samuel, who’s hoping to bring a private prosecution against the MP.

http://www.bbc.co.uk/5live/

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Um dos filhos do presidente francês Nicolas Sarkozy, Jean, de 23 anos, pode se tornar presidente do EPAD, organismo público que administra o La Defense, um dos maiores distritos de negócios da Europa nas cercanias de Paris. A nomeação gerou polêmica no país e acusações de nepotismo contra o governante.

Se Jean Sarkozy “não tivesse o sobrenome que tem, ocuparia o lugar em que está hoje em dia?”, indagou neste domingo a dirigente socialista Segolene Royal, que em 2007 disputou a presidência com Sarkozy.

Jean Sarkozy, nascido em setembro de 1986 e filho mais novo do primeiro casamento do presidente francês, está cursando o segundo ano da faculdade de Direito. Desde junho de 2008, trabalha como vereador por Neuilly sur Seine, rico distrito do oeste de Paris onde cresceu, no departamento de Hauts de Seine.

Além disso, coordena o grupo regional da União para um Movimento Popular (UMP), formação que levou seu pai à presidência.

Na quinta-feira passada, a UMP anunciou a candidatura de Jean Sarkozy para o Estabelecimento Público de Urbanismo de La Defense (EPAD).

O deputado socialista Arnaud Montebourg afirmou:

- O setor imobiliário da região parisiense é ouro negro. Há dinheiro por trás e interesses por trás.

Deputados e ministros da direita defenderam o jovem Sarkozy, cuja “legitimidade”, afirmam, está no fato de ter sido eleito. O deputado Patrick Balkany elogiou:

- Aos 22 anos, Jean Sarkozy tinha muito talento. E posso dizer que, aos 23, talvez tenha mais do que seu pai quando tinha a sua idade.

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Mais uma…

O premier Silvio Berlusconi não atravessa bons momentos.

Na semana que passou, a Corte Constitucional cassou a lei ordinária que beneficiava Berlusconi com a suspensão de rumoroso processo criminal por corrupção.

Perante o tribunal de Milão, o feito vai voltar a tramitar nesta semana. A condenação de Berlusconi é mais do que certa.  O co-réu, David Mills, já foi condenado por falso testemunho ao omitir, para favorecer Berlusconi, fatos sobre corrupção perpetrada pelo atual premier.

Quinta feira, Masimo Ciancimino, –filho do falecido capo mafioso Vito Ciancimino, que foi prefeito de Palermo e passou sete anos preso por associação mafiosa–, compareceu ao programa televisivo Anno Zero da Raí 2. Na entrevista, ele deixou claro que Marcello Dell´Utri, braço direito de Berlusconi e senador pela Sicília, era o elo entre a Máfia e política. Foi Dell´Utri quem indicou um mafioso para cavalariço e agricultor numa fazenda de Berlusconi, apesar dele nunca ter tratado de cavalos e nunca atuado como lavrador. Para Ciancimino, a Máfia exigia alguém próxima de alguns negócios do premier.

Não bastasse, ninguém mais acredita na sua história de ter Berlusconi conquistado Patrizia D´Addario e feito sexo com ela de graça. Na sua primeira aparição em  programa televisivo, Patrizia recordou um diálogo com Berlusconi, que gravou e está na posse do Ministério Público de Bari.

Berlusconi disse-lhe o seguinte: “Alessia, me conte o seu nome verdadeiro, não o de prostituta e coloque num papel o número do seu telefone, para que possa chamar-te para outros encontros”.


O Desprezo por Lula. Mesquinharia. Vocês vão ter que engolir!

5 Outubro, 2009

Há que se registrar para não passar em branco. O Brasil, o Rio de Janeiro será sede das olimpíadas de 2016. Muito se especula sobre quais razões levaram o Brasil a conseguir tal fato. Há muitos créditos e um deles não se pode deixar de dar, o crédito pelo trabalho de Lula. Pode-se até questionar se há outros mais relevantes, mas entre os importantes está seu trabalho dentro e fora do país.

Agora. O que a grande mídia vem fazendo, e está fazendo com o presidente não tem igual. O Fantástico de ontem é apenas sintomático. Desde a chamada da reportagem que a EXCLUSÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA foi percebida. Não fala Lula, falo PRESIDENTE. Um comentarista do blog de Nassif notou, e ele sabiamente postou. Quantos não notaram. Chega a ser triste por ver a pequinês dessa grande imprensa do sul do País e de um conjunto de pessoas, um círculo fechado.

O Presidente foi sim responsável, um dos, por tal conquista. Hoje, quando abro o jornal local, está uma matéria falando que Tóquio reclamou da atuação de bastidor do governo, e diz que o Japão deveria ter feito o mesmo. Mas abaixo vai um vídeo de Lula falando o que está cada vez mais visível, a DIFERENÇA de cobertura entre a imprensa nacional e internacional sobre o fato e sobre o governo. Trata-se de ver, pelo menos, para aqueles raivoso, os fatos mínimos, ter um ponto mínimo de acordo. Mas parece que os aloprados são os da mídia.

Cada vez mais temos que fazer discursos e não comentários sobre a atuação de certas pessoas da grande mídia nacional. Temos que aguentar o que aquilo que está ficando insuportável. Eles sempre acharam e ainda acham, apesar de todo esse tempo, que Lula não sabe nada, é um nada, não vale nada. Eles só não sabem explicar como Lula chegou na presidência, se reelegeu, conquistou o mundo, conseguiu melhorar a renda, a economia, impulsionou o Brasil lá fora, sendo tido como figura importante na Europa e EUA (tudo o que eles queriam ser ou ter).

Não sabem ou não conseguem ou não querem entender como um pé rapado consegue tudo isso. Inventam mil desculpas, fala de produto da mídia, falam de sorte, falam de herança passada, atribuem a outras pessoas. Enfim, não falam em duendes, papai noel e coelhinho da páscoa, porque já seria o cúmulo. Esnobam ele por tudo isso. Maltratam ele por tudo isso. Usam palavras “bonitas” que machucam mais que palavrão, tapas e beliscões.

E o que temos? Um homem, é presidente é, mas é um homem que passa um governo a pedradas vindas da grande mídia nacional e do sul. Um homem que tem que trabalhar pelo País e continuar mantendo-se firme apenas da música lá na mídia. E ele tem que ser superior a isso tudo, essa mesquinharia, essa pequenês, essa raiva preconceituosa, essa inveja contida, essa vontade de tomar seu lugar. Tem que ser maior e se MOSTRA maior que isso. Aí está seu valor. E cada vez mais tem valor.

E na hora da vitória ele tem todo o direito de falar. Porque é a hora de falar. Então como disse Zagalo: “Vocês vão ter que me engolir”.

Por Hooligan

Nassif, o “Fantástico” de hoje vai entrar para a história, como o JN de 1989 e a edição do debate Collor/Lula. A globo simplesmente “limou” o presidente da cerimônia de escolha da cidade. Na abertura do programa, um “clip” contendo imagens da cidade e da delegação, na expectativa da escolha. Após o anúncio, mostrou a festa, a comemoração. Focaram o Pelé, que nem abriu a boca, duas vezes. O Lula, nenhuma!!!

Pior foi depois, durante o programa, uma matéria mostrando o Nuzman dizendo sobre o que considerou importante para a conquista… Disse “o discurso do Havelange”, e mostra o velhão falando, “o mapa-mundi”, e mostra o tal mapa… E ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE O DISCURSO DO LULA!!! Não é que nao mostraram o discurso dele, é que simplesmente nem foi mencionado que ele discursou e emocionou a todos! Depois mostraram só umas imagens “de bastidores”, em que ele aparece meio de “papagaio de pirata”, como que pra dizer que sua participaçao foi acessória, simbólica! Se alguém se “informou” só pelo “Fantástico”, ficou com a nítida impressao que Lula não teve NENHUMA INFLUENCIA na escolha do Rio!!!

É incrível, a globo não se cansa de tentar escrever sua versão da história… E cria esses momentos que a gente não pode deixar esquecidos!


O máximo da ética de conveniências: Arthur Virgílio

27 Setembro, 2009

Neste domingo a Rede Record estreou seu portal de notícias. Mas um dos tentáculos de grupo de mídia que não pára de crescer. Agora, como eles falam, estão aí para quebrar o monopólio da mídia (Globo) e instalar o oligopólio. Enfim… O site parece bem leve e com toques similares ao do G1. Mais uma cópia da Record.

Mas vamos ao assunto título. Lá tem uma matéria bem interessante sobre os gastos exagerados dos políticos. Fala como senadores torram nosso dinheiro e como temos o “parlamento” mais caro do mundo. Inclusive no ranking dos mais gastadores de combustíveis aparece Cícero Lucena aqui da Paraíba. Que está torrando o dinheiro do congresso para fazer sua campanha política para 2010 e não para tratar de assuntos de interesses de projetos e matérias sociais.

Vale apenas ler esta matéria que consolida com gráficos o segundo “parlamento” mais caro do mundo, o nosso. Clique aqui.

O mais interessante é ver Arthur Virgílio o máximo da ética segundo a grande mídia brasileira, aquele paladino que empunhava a bandeira suja da ética contra Sarney, mas que esquecia que estava no mesmo clube. Depois de dar uma de bonzinho e recussar as verbas extras do congresso, voltou atrás. Era só uma fachada para sair bem na foto. Veja a matéria:

Alguns senadores abriram mão dos R$ 15 mil extra e não usaram nada nesses três meses, como é o caso dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). Este último se arrependeu de abrir mão da grana e vai pedir a verba de volta, disse que fez de tudo mas não dá para ficar sem esse dinheiro e alegou que está tendo dificuldades financeiras no Amazonas, seu Estado.

- Abri mão de abrir mão porque está muito difícil, está demais. Vou usar limitadamente, mas vou usar quando necessário.

O cientista político Humberto Dantas, consultor do Movimento Voto Consciente, disse que o gasto com a verba extra pode até ter uma boa explicação e estar dentro da lei, mas isso não explica tudo porque os senadores em muitos casos ultrapassam o limite do bom senso e da ética.

- No caso dos combustíveis, é muito estranho porque se você roda o Estado inteiro você não pode gastar no mesmo posto de gasolina, não tem carro que tem autonomia para ir e voltar, a não ser que o cara tenha uma rede de postos pelo Estado inteiro, mas não é isso.

Circula no Senado uma proposta para acabar com a verba indenizatória e, no lugar, aumentar o salário dos senadores de R$ 16.512 por mês para R$ 24,5 mil. A proposta do Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) é equiparar o que ganha um senador ao que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, eles querem ganhar o teto salarial pago a funcionários públicos.


Quando o JN não sabe onde se esconder

27 Setembro, 2009

O jornalismo no Brasil cada vez mais política, e um político de baixo nível. Está também perdendo a noção de responsabilidade e qualidade. Vale a pena ler o post de Luis Nassif:

Matéria do Jornal Nacional sobre o dossiê falso da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A matéria informa que o Ministério Público considerou as acusações falsas e investiga agora se o agente aposentado recebeu dinheiro ou não para divulgar o dossiê.

O valor de um dossiê é diretamente proporcional à repercussão que ele tenha na imprensa. Um dossiê divulgado pelo Giba Um tem valor ínfimo. Pela Veja e pelo Jornal Nacional, valor alto. Se o dossiê foi financiado por alguém e se tionha a expectativa de emplacar em ambos os veículos, o valor certamente foi elevado.

O JN admite, também, que na matéria que deu em maio – repercutindo a Veja – informou que o relatório era da Polícia Federal e não tinha tido sequencia.

Toda essa armação, do lado da Globo, foi de Ali Kamel – que sempre trabalhou estreitamente ligado com o sistema Veja. Na época, foi criticado pelo Nelson Sá, na Folha, que apontou a malícia de colocar a armação de Diogo Mainardi no ar, para poder atingir o Franklin Martins. Kamel rebateu, disse que a imagem ficou “apenas” alguns segundos. “Apenas”… para milhões de telespectadores do Jornal Nacional.

Nenhum jornalista sério do país endossaria as acusações de Mainardi, nenhum. Kamel endossou, sabendo que era alta a possibilidade de ser uma armação. Como endossou a campanha macartista contra livros didáticos, conduzida pela Abril.

São sempre os mesmos personagens e sempre o mesmo jogo de favores recíprocos.

VEJA VÍDEO AQUI>


Os médicos avançam, sempre, sobre outras carreiras

24 Setembro, 2009

A classe médica é muito forte e corporativista. Querem concentrar inúmeras clínicas sobre suas asas, mas por uma questão de força do que argumento. Todas as demais profissões devem girar em torno dos médicos, não devem ter equilíbrio nestas relações. Inúmeros são os profissionais que se queixam, é só juntar as peças…

Vejam esta reportagens: o que antes era um absurdo, não científico e prática até ilegal, agora é desejada com afinco pelos médicos.

Fábio R. Pozzebom/ABr

Rodolfo Torres

Sem regulamentação no país, a acupuntura tem boas chances de se tornar uma atividade privativa dos médicos. O manejo da milenar técnica oriental, que consiste em inserir agulhas finíssimas em determinados pontos do corpo para aliviar dores e até mesmo curar doenças, está sendo discutido na proposta que estabelece os critérios para o exercício da medicina, que é conhecida como o projeto do Ato Médico (PL 7703/06). 

Na semana passada, a Câmara aprovou pedido de urgência na análise dessa proposta. Com isso, a matéria, que tramita na Comissão de Educação e Cultura, terá de ser analisada pelo Plenário em no máximo 60 dias. Apesar de o parecer não ter sido apresentado no colegiado, deputados já apresentaram emendas à proposta para que a técnica também seja conduzida por outros profissionais da saúde. 

Um desses parlamentares é Paulo Rubem Santiago (PDT-PE). Formado em Educação Física, ele ressalta que a acupuntura é uma prática de intervenção mecânica, na qual não há prescrição de medicamentos – esta, sim, que seria uma competência exclusiva dos médicos. “A promoção da saúde pode ser assegurada por um conjunto de práticas, por uma equipe multidisciplinar”, afirma o deputado. 

Outro parlamentar contrário à exclusividade dos médicos no exercício da acupuntura é Índio da Costa (DEM-RJ). Para ele, “médicos em geral são contra as soluções orientais”. “Há lobby forte da indústria farmacêutica para que a medicina alternativa não vigore, mas todos que somos clientes sabemos que funciona muito bem”, argumenta o deputado fluminense. 

O projeto de lei do Ato Médico estabelece que a denominação de médico é privativa dos graduados em cursos superiores de Medicina e condiciona o exercício da profissão ao registro no Conselho Regional de Medicina. Também restringe aos médicos a prescrição de medicamentos, a prerrogativa de formular o diagnóstico e o tratamento e de indicar a realização de cirurgias.

Deputados e médicos

Do outro lado, deputados que são médicos afirmam que a competência para a prática da acupuntura deve ser debatida em audiência pública. “O assunto deve ser tratado pelo conhecimento, não pelo lado corporativo”, afirma Eleuses Paiva (DEM-SP), um dos autores do requerimento de urgência para análise da matéria. 

Para o parlamentar paulista, algumas técnicas na acupuntura podem causar risco ao paciente e exigem conhecimento aprofundado de disciplinas como Fisiologia (ciência que estuda o funcionamento do organismo) e Farmacologia (estudo do efeito de substâncias químicas no organismo). 

O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi (PMDB-RS), ressalta que a profissão de acupunturista ainda não foi regulamentada e que a classe médica terá de ser convencida de que a técnica pode ser praticada por outros profissionais. “Os médicos têm residência médica para exercerem a técnica. Os outros não.”

Congresso em Foco tenta, desde a última sexta-feira (18), ouvir o relator do projeto na Comissão de Educação, Lobbe Neto (PSDB-SP). Mas o deputado, que é biomédico por formação, não retornou o contato da reportagem. 

Reações de profissionais

O presidente do Conselho Federal de Biomedicina, Sílvio Cecchi, afirma que é “completamente contra” a medida e afirma que a proposta é uma “reserva de mercado que vai contra todos os princípios da saúde”. “As outras profissões já vêm exercendo a acupuntura há muitos anos, e a medicina nunca se interessou… Esse é um método de tratamento, não de diagnóstico”, sustenta ele. 

Médico e conselheiro do Conselho Federal de Medicina, Wirlande Luz admite que a acupuntura é prática recente entre os seus colegas de profissão. No entanto, ele cobra que a atividade seja regulamentada e que a qualificação de acupunturista, incluindo a grade curricular do profissional que deseja exercer a função, seja explicitada em lei. “Muita gente acha que é só meter a agulha.”

O médico ressalta que a acupuntura é um procedimento invasivo, uma vez que perfura a pele do indivíduo. “Todo procedimento invasivo deve ser executado por médicos”, defende, complementando que é possível que complicações ocorram durante a execução da acupuntura. “Na hora que der uma complicação, tem de ter alguém com habilidade de médico para resolver.”

Segundo o site do Centro de Estudos de Acupuntura e Terapias Alternativas (Ceata), escola de acupuntura e de terapias naturais sediada em São Paulo e fundada em 1981, a acupuntura “não pode ser classificada como ato médico, uma vez que na China não é exercida por médicos alopatas e difere substancialmente dos métodos da medicina ocidental”


Estado mais pobre, secretários mais ricos

17 Setembro, 2009

Realmente é uma vergonha. Pesquisa mostra que os secretários do Estado da Paraíba recebem os maiores salários entre aqueles do Nordeste. E não custa nada lembrar que a Paraíba é dos estado mais pobres da região. É de se ver que aqui a renda percapita e o custo de vida é menor, de modo que esse salário torna-se uma afronta a sociedade. Estado sensivelmente mais desenvolvidos como Pernambuco, Ceará e Bahia tem salário mais modicos.

Realmente não dá para entender, só é possível dizer que nossa política serve para um clube de amigos, que parece que toma conta do estado independe das cores partidárias. Vejam a matéria:

Leia abaixo a tabela de salários por Estado:

Estado Salário
Paraíba R$ 13.778,02
Sergipe R$ 12.000,00
Ceará R$ 10.977,79
Bahia R$ 10.364,07
Rio Grande do Norte R$  8.000,00
Piauí R$  8.000,00
Maranhão R$  7.204,97
Pernambuco R$  7.000,00
Alagoas R$  6.600,00

A inabilidade hábil que fomenta a luta PT-PSDB

12 Setembro, 2009

Uma boa análise sobre a situação política do País é feita por Nassif em sua coluna.

As brigas entre PT e PSDB pelo poderio estatal ultrapassa os limites do aceitável em alguns momento e terminam por atrapalhar a criações de convergências necessárias ao desenvolvimento do País.

É incrível como se criam imagens sobre os fatos para que a discussão seja levada para o seu lado, impedindo o diálogo produtivo. É esta “habilidade” que bem utilizada principalmente pelo psdb que termina por criar um padrão não util para o País. Trata-se de uma inabilidade que é hábil para si mesma.

Por outo lado, o artigo mostra os recuos do PSDB assim como do PT em 2002.

Ontem, o PSDB mudou sua posição em relação ao pré-sal. Decidiu não mais fazer oposição sistemática ao projeto do governo. Antes, havia desistido da oposição sistemática ao Bolsa Família. Nos dois momentos, a radicalização foi pautada pelo noticiário, ainda bastante  apegado a slogans do período fernandista. O ajuste de rumos foi motivado pelo reconhecimento de que esses dois temas se incorporaram definitivamente na agenda política brasileira.

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Antes disso, o PT havia aberto mão de bandeiras históricas para abraçar temas como responsabilidade fiscal, mercado de capitais, respeito aos contratos, manutenção da privatização. Essas duas posturas ajudam a entender um pouco o panorama político brasileiro. O primeiro ponto é que não existem partidos programáticos, e sim pragmáticos (no plano político), que vão se amoldando aos ventos políticos. O segundo ponto é a extrema dificuldade do discurso político racional, não ideológico. Nos anos 70, o surgimento de grandes estatais foi importante para completar o ciclo de industrialização brasileiro. Com a estatização ganhando vida própria, seguiu-se um período de exageros que paralisou a economia. No começo dos anos 90, foi necessário um furacão para romper um conjunto de dogmas que vicejavam na economia.

Segue-se um período inicial de guerra ideológica, enaltecendo o novo modelo, da prevalência do mercado. Em um primeiro momento, provoca um arejamento no modelo econômico. Depois, interesses se estratificam e a ideologia passa a se sobrepor à busca das melhores práticas para o país. Em vez de ferramenta de modernização, o livre mercado torna-se um mantra que paralisa qualquer pro atividade das políticas públicas. Foi uma dura luta a introdução, pelo governo Lula, de novos elementos na discussão econômica. Primeiro, consolidaram-se os conceitos de políticas sociais (com o Bolsa-Família e o salário mínimo). Mas só com a crise global o modelo anterior recebeu seu golpe de misericórdia, com a comprovação, na prática, da importância dos grandes bancos públicos como fator de regulação do mercado e da Petrobras como elemento central da política industrial a ser implementada em torno do pré-sal.

O risco, agora, será a radicalização na volta do pêndulo. Por exemplo, atribuem-se todos problemas da telefonia ao modelo de privatização de FHC. Embora a privatização pudesse ter sido bem melhor estruturada, os problemas atuais decorrem da falta de fiscalização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). E ai a razão não são falhas do modelo mas da falta de pressão social e política sobre o órgão – que está há oito anos na órbita do governo Lula. Em algumas áreas, haverá a necessidade de estatais fortes; não em todas. Será necessário aumentar a estrutura de serviços do Estado, mas sem preconceitos contra os métodos de gestão. Será necessário fortalecer tanto a Petrobras quanto o mercado de capitais para a nova etapa de desenvolvimento. Infelizmente, não existe um partido programático que possa passar ao largo da ideologização barata.