Estas notícias que vieram em dose dupla, não serve para amenizar e como incentivo a não punição dos política brasileiros, mas para mostrar que devemos sair desse complexo de inferioridade e que devemos buscar novas formas de punição dos políticos sem apelar para discurso barato de esquerda-direita e mau amigo-meu inimigo que invade a mídia e as casas legislativas.
Veja esse caso em Londres, gostou dinheiro público pra fins privados e o caso de Paris, de um nepotismo de presidência.
A BBC5 está discutindo agora um caso de gastos ilícitos em que um político gastou dinheiro público com pay-per-view e declarou como segunda casa um local onde na verdade vivia a maior parte do tempo, infringindo as regras legais da Inglaterra.
O que chamou a atenção foi a recomendação para que pedisse perdão às “House of Commons”. Não se trata de cassar mandato, prender, pendurar em praça pública, mas de fazer com que a pessoa vá à autoridade eleita e assuma o que fez de errado.
É uma tremenda diferença em relação ao nosso atual sistema punitivo, belicoso e ineficaz, cujo ícone maior é o Maluf.
Sou a favor da punição plena, mas para casos gravíssimos como o da Tapioca uma medida como esta parece ter mais eficácia, inclusive para preservar a dignidade de Justiça brasileira, que invariavelmente sai com a pecha de ineficaz, por não punir em tempo hábil, ou simplesmente por não evitar que essas práticas aconteçam.
No caso inglês a notícia está sendo veiculada pela mídia do país, sem qualquer sensacionalismo, e a pena social de ter de se dirigir à população parece estar surtindo um efeito muito mais interessante do que a entrega das cabeças dos bagrinhos de terceiro escalão.
Jacqui Smith will not have to pay money back after breaching expenses rules. Victoria discusses the situation with Smith’s constituency chairman Albert Wharrad and Juliet Samuel, who’s hoping to bring a private prosecution against the MP.
http://www.bbc.co.uk/5live/
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Um dos filhos do presidente francês Nicolas Sarkozy, Jean, de 23 anos, pode se tornar presidente do EPAD, organismo público que administra o La Defense, um dos maiores distritos de negócios da Europa nas cercanias de Paris. A nomeação gerou polêmica no país e acusações de nepotismo contra o governante.
Se Jean Sarkozy “não tivesse o sobrenome que tem, ocuparia o lugar em que está hoje em dia?”, indagou neste domingo a dirigente socialista Segolene Royal, que em 2007 disputou a presidência com Sarkozy.
Jean Sarkozy, nascido em setembro de 1986 e filho mais novo do primeiro casamento do presidente francês, está cursando o segundo ano da faculdade de Direito. Desde junho de 2008, trabalha como vereador por Neuilly sur Seine, rico distrito do oeste de Paris onde cresceu, no departamento de Hauts de Seine.
Além disso, coordena o grupo regional da União para um Movimento Popular (UMP), formação que levou seu pai à presidência.
Na quinta-feira passada, a UMP anunciou a candidatura de Jean Sarkozy para o Estabelecimento Público de Urbanismo de La Defense (EPAD).
O deputado socialista Arnaud Montebourg afirmou:
- O setor imobiliário da região parisiense é ouro negro. Há dinheiro por trás e interesses por trás.
Deputados e ministros da direita defenderam o jovem Sarkozy, cuja “legitimidade”, afirmam, está no fato de ter sido eleito. O deputado Patrick Balkany elogiou:
- Aos 22 anos, Jean Sarkozy tinha muito talento. E posso dizer que, aos 23, talvez tenha mais do que seu pai quando tinha a sua idade.
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Mais uma…
O premier Silvio Berlusconi não atravessa bons momentos.
Na semana que passou, a Corte Constitucional cassou a lei ordinária que beneficiava Berlusconi com a suspensão de rumoroso processo criminal por corrupção.
Perante o tribunal de Milão, o feito vai voltar a tramitar nesta semana. A condenação de Berlusconi é mais do que certa. O co-réu, David Mills, já foi condenado por falso testemunho ao omitir, para favorecer Berlusconi, fatos sobre corrupção perpetrada pelo atual premier.
Quinta feira, Masimo Ciancimino, –filho do falecido capo mafioso Vito Ciancimino, que foi prefeito de Palermo e passou sete anos preso por associação mafiosa–, compareceu ao programa televisivo Anno Zero da Raí 2. Na entrevista, ele deixou claro que Marcello Dell´Utri, braço direito de Berlusconi e senador pela Sicília, era o elo entre a Máfia e política. Foi Dell´Utri quem indicou um mafioso para cavalariço e agricultor numa fazenda de Berlusconi, apesar dele nunca ter tratado de cavalos e nunca atuado como lavrador. Para Ciancimino, a Máfia exigia alguém próxima de alguns negócios do premier.
Não bastasse, ninguém mais acredita na sua história de ter Berlusconi conquistado Patrizia D´Addario e feito sexo com ela de graça. Na sua primeira aparição em programa televisivo, Patrizia recordou um diálogo com Berlusconi, que gravou e está na posse do Ministério Público de Bari.
Berlusconi disse-lhe o seguinte: “Alessia, me conte o seu nome verdadeiro, não o de prostituta e coloque num papel o número do seu telefone, para que possa chamar-te para outros encontros”.