Golpe de 1964: diziam-se democratas

1 abril, 2010

Nestes dias a presidente da ANJ, Judith Brito, fala ‘Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo’.

Neste momento que a grande imprensa brasileira assume-se como partido político, lembramos 46 anos atrás quando esta mesma imprensa apoio e propagou o golpe militar, agindo como partido, muito mais que isso, como golpistas sem legalidade e legitimidade.

Para recordar e aprender vejamos este post do Acerto de Contas:

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”  Assim já dizia um hitlerista de carteirinha, coração e alma. Vejamos como a jornalada brasileira repetiu em coro a mentira de que o golpe militar de 1964 foi uma “revolução democrática”, relembrando algumas manchetes daquela semana em que teve início um período ainda muito pouco esclarecido de 20 anos da nossa recente história.

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”

(O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)

E o melhor de todos, o editorial de O Globo de 2 de abril de 1964:

“Ressurge a Democracia”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”


Paraíba: o 4º Estado que mais desvia verbas federais

8 março, 2010

Essa reportagem não deveria ser deixada de lado. Vale a penar registrar e sempre lembrar aos políticos sobre esse item e sobre o que eles fazem para combater tal quadro.

A Folha de São Paulo trouxe neste fim de semana uma reportagem em que o jornal traça um panorama sobre a quantidade de recursos federais desviados em obras públicas. O texto diz que de cada R$ 100 pagos pelo Governo Federal R$ 29 são desviados e que proporcionalmente a Paraíba é o quarto estado brasileiro que mais desvia verbas públicas.

Segundo o periódico, os dados são da Polícia Federal, mas a assessoria do órgão em Brasília diz que trata-se de “informações vazadas” e por isto eles não iriam comentar o caso. As obras investigadas também não foram divulgadas porque o caso estaria em segredo de justiça.

A Folha diz que 303 obras foram analisadas e que elas somam um gasto total de R$ 3,7 bilhões em dinheiro federal. Destes, nada menos do que R$ 700 milhões teriam sido desviados. Tanto em números absolutos e proporcionais o Rio de Janeiro seria o estado mais corrupto do Brasil, com o desvio de 38,57% de tudo o que foi investido pelo Governo Federal.

Em números absolutos a Paraíba não desponta entre os primeiros, mas quando se analisa proporcionalmente o estado fica em quarto lugar (segundo mais corrupto do Nordeste). Segundo a Folha, foram desviados pelos governos (estadual e municipais) paraibanos 25,13% do total de investimentos vindos de Brasília.

À Frente da Paraíba, estão Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. E ela é seguida bem de perto por dois outros estados nordestinos, Maranhão e Pernambuco, que teriam desviado 22,86% e 22,78% respectivamente.

A lista dos dez estados mais corruptos divulgados pela Folha ainda tem São Paulo, Paraná, Tocantis e Goiás e teriam como base o Serviço de Perícias de Engenharia e Meio Ambiente da PF.

O trabalho da Polícia Federal incluiria inspeções em obras como edificações, vias pavimentadas, sistema de esgoto, rodovias, portos e aeroportos que contaram com verbas do Governo Federal entre 1994 e 2009.


EUA, França e Brasil disputam hegemonia no Haiti

19 janeiro, 2010

Reportagem relevante que mostrar como anda as disputas políticas em relação ao Haiti. Cada um desses países tem uma ascendência em relação ao Haiti, historicamente falando. Os EUA estão atropelando tudo e todos para se colocar como líder no país. Entretanto a liderança da missão da ONU está com o Brasil, isso no mínimo deveria ser respeitado.

Apesar da disputa o mais importante é que a ajuda esteja chegando.

Enquanto os haitianos lutam por sobrevivência após o devastador terremoto da semana passada, os Estados Unidos, a França e o Brasil estão “brigando pela predominância” no país, diz um artigo publicado no site da revista alemã Der Spiegel.

O artigo, assinado pelo correspondente da revista em Londres, Carsten Volkery, diz que o governo haitiano acompanha esse desenrolar “desfalecido”.

Como exemplo da disputa pela predominância no país, a revista cita a decisão do presidente haitiano, René Préval, de passar o controle do aeroporto de Porto Príncipe para os americanos, que causou uma “chiadeira internacional” e que levou o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, a dizer que os EUA praticamete “anexaram” o aeroporto.

França e Brasil protestaram formalmente em Washington, “porque aviões americanos receberam prioridade para pousar em Porto Príncipe enquanto aviões de organizações de ajuda eram desviados para a República Dominicana”, segundo a revista.

Spiegel diz que o Brasil, que lidera as forças da missão de paz no Haiti, “não pensa em abrir mão do controle sobre a ilha” e que, se depender da vontade do governo Lula, o projeto de reconstrução do Haiti “deve permanecer um projeto latino-americano”.

A disputa diplomática em andamento “lembra ao passado político da ilha”, diz a revista, “quando constantemente os oito milhões de haitianos se tornavam em um joguete de interesses internacionais”.

Colônia

Por causa da situação precária no país e da fragilidade do governo, vários analistas ouvidos pelo artigo preveem que o país mais pobre das Américas pode voltar a se tornar uma “espécie de colônia”.

“Desde 2004, a ilha é um protetorado da ONU”, diz a revista, lembrando que as tropas de paz zelam pela ordem e segurança no país, treinam a polícia local e até organizam as eleições.

Henry Carey, especialista em Haiti da Georgia State University, diz no artigo que o mandato da ONU deverá ser estendido e que o país voltará a ser uma colônia, “dessa vez da ONU”.

Para o analista, isso seria “positivo”, se for mantida a recente tendência de estabilização econômica e política verificada no país.

Não deixe de ler: Por que o Haiti é tão pobre? A História responde


Saiba como ajudar o Haiti

15 janeiro, 2010

Foi uma tragédia sem tamanhos. Um daqueles momentos sem explicações humanas. Mas é hora de mobilização para que ajudemos aquele País que simplesmente não tem nada que posso contornar tal situação e não ser força, vontade e o apoio do mundo. Para orientar quem deseja ajudar aqui vai algumas informações:

Grupos humanitários que atuam no Haiti pediram às empresas que doem dinheiro para ajudar as vítimas do terremoto, em vez de itens como roupas e tendas, que não podem ser distribuídas ainda devido à extensão da devastação.  As entidades tentam atender às necessidades mais urgentes, como água e remédios, e manter o espaço aéreo haitiano liberado para receber esses produtos.

Como ajudar?

Os interessados em ajudar as vítimas do terremoto no Haiti podem fazer um depósito nas contas da ONG Viva Rio e também do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. As doações para a Organização das Nações Unidas (ONU) devem ser feitas para a ONG Viva Rio.

ONG Viva Rio:
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6

Cruz Vermelha
Banco HSB
Agência 1276
Conta 14526 – 84
Aos interessados em fazer depósito online, o CNPJ do Comitê Internacional da Cruz Vermelha é 04.359688/0001-51.

Onde obter informações

Informações sobre brasileiros no Haiti
O Ministério das Relações Exteriores instalou uma sala de crise sobre o Haiti. O gabinete ficará 24 horas em funcionamento. Informações podem ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones:

(0xx61) 3411.8803
(0xx61) 3411.8805
(0xx61) 3411.8808
(0xx61) 3411. 8817
(0xx61) 3411.9718
(0xx61) 8197.2284.

Busca por familiares
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um site especial para ajudar milhares de pessoas no Haiti e no exterior a encontrar a familiares desaparecidos no devastador terremoto que assolou o país mais pobre das Américas na terça-feira.

O endereço do site é: www.icrc.org/familylinks


Poder político e dinheiro “sujam” eleição de instituições na Paraíba

8 novembro, 2009

Temática de suma importância para quem observa o cenário político paraibano e nacional. Mostra também a capacidade do Paraíba 1 em observar e tentar analisar tais fatos. O movimento estudantil já conhece muito bem essas forças.

A interferência do poder político e da influência econômica no processo de escolha interna das instituições na Paraíba já está chamando a atenção da academia. Nas universidades, o assunto já toma conta de debates em salas de aula e se transforma em teses e monografias. O “fenômeno” em questão está sendo avaliado em seus níveis de contaminação desde a base – como as Sociedades de Amigos de Bairro e Conselhos Tutelares – até esferas de influência poderosas, como a Ordem dos Advogados do Brasil e a poderosa Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB).

“Lamentavelmente, nos últimos tempos, existe bastante material para estudo sobre essa contaminação sem limites das instituições no processo de partidarização de escolha dos dirigentes”, avalia o cientista político Ítalo Fittipaldi. Segundo o especialista, as informações sobre o desvirtuamento das eleições internas nas instituições são “assombrosas e preocupantes”.

Em João Pessoa, a situação é crítica, por exemplo, nas eleições dos conselhos tutelares. Até mesmo a “compra” de candidatos por agentes políticos se transformou numa realidade que já não é mais escondida. “A negociação é grande, tem vereadores aí que estão dando de R$ 2 mil a R$ 5 mil para o conselheiro fazer a campanha”, revelou Carlos Antônio Ribeiro da Silva, 32 anos, educador social que está tentando a recondução ao cargo de conselheiro, mas se diz desestimulado em função da concorrência desleal com candidatos apoiados por donos de mandatos.

A presidente do Conselho Tutelar Sudeste de João Pessoa, Lindinalra da Silva, 28 anos, denunciou que grande parte dos candidatos a conselheiro encara o cargo como “trampolim político”. “Infelizmente virou um cabide de emprego. O que motiva, hoje, algumas pessoas a concorrerem ao cargo de conselheiro tutelar é o salário, a oportunidade de estar em um meio político-partidário”, denuncia Lindinalra.

Ítalo Fittipaldi vê com preocupação esse fenômeno da partidarização de eleições e avalia como perigosa a intensificação dessas interferências. “O grande problema é essas instituições se transformarem em apêndices de partidos políticos, em uma espécie de extensão de legendas, porque assim elas perdem até mesmo a sua legitimidade de representação”, disse o especialista.


Crack – vício em três doses!

27 outubro, 2009

Matéria do G1 mostra como é assustador o avanço e as consequências do uso do crack, que está chegando com força na Paraíba. Mas como estamos afirmando constantemente, é melhor combater do início do que depois, quando o tráfico, as armas e a violência se reforçam.

Agora que esta droga virou um problema de classe média e alta, a grande mídia que escreve e depende dela passou a abordar o assunto com maior constância e com aquele tom de indignidade e de falta de respeito do poder público. Chamando assim o governo para sua responsabilidade. Apesar dos motivos serem negativos a atuação do governo, sim, é bem vinda.

Um episódio trágico, no último fim de semana, fez um pai expor sua dor publicamente deixando muitas famílias em alerta. Ao afirmar que viu uma pessoa boa se transformar em um assassino, referindo-se ao filho usuário de crack que estrangulou a amiga de 18 anos, ele revelou a dimensão dos efeitos devastadores dessa droga que já é altamente consumida em rodas de classe média.

De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cerca de 40% dos usuários são pessoas de classe média.

O estágio devastador da droga pode ser percebido no relato de um estudante de classe média alta, de 24 anos, que revela em seu blog pessoal a luta para se afastar do vício, depois de três anos.

“O crack realmente acaba com qualquer um. É muito poderoso. Conheço quase todos os tipos de drogas que temos no Brasil. Só nunca usei heroína. Classifico o crack como a mais viciante de todas. Com um efeito curto e muito intenso, devido a depressão após o uso, o usuário se vê obrigado a usar grandes quantidades. Não dá para fumar só uma pedrinha se você tem carro e dinheiro no bolso”, conta.

Droga atinge o cérebro em oito segundos

Conforme estudos científicos, ao ser fumado, o crack atinge o cérebro em cerca de oito segundos, após passar pelos pulmões e pelo coração. Vicia com apenas três ou quatro doses. O efeito dura de um a dois minutos.

A droga produz insônia, falta de apetite e hiperatividade. O uso prolongado causa sensação de perseguição e irritabilidade, o que leva o usuário a agir de forma violenta.

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Aplaudimos a pretensão do MP e do CONEN da Paraíba tomarem a iniciativa de combate as drogas. Vejam matéria do WSCOM. Esperamos que não seja apenas para inglês ver.

O Ministério Público da Paraíba e o Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-PB) vão desenvolver um projeto piloto de combate ao uso de drogas. A medida foi tomada em reunião, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, nesta segunda-feira (26). Segundo proposta do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle filho, o projeto deverá conter metas a serem alcançadas, de forma que produza resultados efetivos. Ficou acertado que a minuta do projeto será apresentada no dia 14 de dezembro.

Para o procurador-geral, o MP está trabalhando na linha das parcerias. “Podemos instituir uma política e ser o fio condutor desse projeto. Firmamos o compromisso de ajudar o Conselho no que for necessário. Queremos que esse trabalho conjunto tenha resultados práticos, que o Conen seja sentido pela sociedade”, ressaltou Oswaldo Filho.


Paraíba não vai bem em Educação e Segurança.

19 outubro, 2009

Nesta semana saíram algumas informações que mostram como a Paraíba anda tem muito o que fazer. Revela como muito pouco foi feito em educação e saúde.

Uma pesquisa realizada pela oscip Viva Comunidade fez uma radiografia da apreensão e mortes por armas de fogo em todo Brasil. Segundo a pesquisa, a Paraíba está entre os estados em que houve o maior aumento no número de mortes por armas de fogo entre 1996 e 2006 (período de realização da pesquisa).

Veja aqui a pesquisa completa

Os índices revelaram que o Estado está em quarto lugar, num ranking nacional, em que a taxa de mortalidade por armas de fogo cresceu 125% em entre 1996 e 2006. Dados mais atualizados mostram que, entre 2003 e 2006, o crescimento é de 33%, ocupando a quinta colocação.

Considerando somente a evolução a partir de 2003, segundo a pesquisa, foram observados maiores aumentos nas taxas nos estados do Maranhão (36,0%), Paraíba (33,0%) e Rio Grande do Norte (30,5%). 

Para efeito de comparação, o estado de Pernambuco, que tem um dos maiores índices de violência do país, teve um crescimento de 34% nos dez anos da pesquisa e conseguiu ter uma redução de 6,9% entre os anos de 2003 e 2006.

O G1 realizou um levantamento a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) que mostra que os professores da rede básica de educação da Paraíba têm a segunda pior média salarial do Brasil, com um salário de R$ 1.057, perdendo apenas para Pernambuco com uma média de R$ 982.

Leia aqui a matéria completa do G1

Segundo um levantamento feito pela Paraíba1, a maior remuneração que um professor da rede municipal de ensino de João Pessoa pode receber é de R$ 1.092,44 e de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem), esse valor vale só para os professores licenciados.

Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.

Com certeza esses temas devem fazer parte da campanha de 2010. Há que se fazer propostas concretas e não apenas discurso para iludir e ganhar votos. Tem que se tratar a questão de frente. Os problemas já batem a porta, sejam o crescimento do crack e a greve da política civil e delegados.


A falta de ética política lá fora!

12 outubro, 2009

Estas notícias que vieram em dose dupla, não serve para amenizar e como incentivo a não punição dos política brasileiros, mas para mostrar que devemos sair desse complexo de inferioridade e que devemos buscar novas formas de punição dos políticos sem apelar para discurso barato de esquerda-direita e mau amigo-meu inimigo que invade a mídia e as casas legislativas.

Veja esse caso em Londres, gostou dinheiro público pra fins privados e o caso de Paris, de um nepotismo de presidência.

A BBC5 está discutindo agora um caso de gastos ilícitos em que um político gastou dinheiro público com pay-per-view e declarou como segunda casa um local onde na verdade vivia a maior parte do tempo, infringindo as regras legais da Inglaterra.

O que chamou a atenção foi a recomendação para que pedisse perdão às “House of Commons”. Não se trata de cassar mandato, prender, pendurar em praça pública, mas de fazer com que a pessoa vá à autoridade eleita e assuma o que fez de errado.

É uma tremenda diferença em relação ao nosso atual sistema punitivo, belicoso e ineficaz, cujo ícone maior é o Maluf.

Sou a favor da punição plena, mas para casos gravíssimos como o da Tapioca uma medida como esta parece ter mais eficácia, inclusive para preservar a dignidade de Justiça brasileira, que invariavelmente sai com a pecha de ineficaz, por não punir em tempo hábil, ou simplesmente por não evitar que essas práticas aconteçam.

No caso inglês a notícia está sendo veiculada pela mídia do país, sem qualquer sensacionalismo, e a pena social de ter de se dirigir à população parece estar surtindo um efeito muito mais interessante do que a entrega das cabeças dos bagrinhos de terceiro escalão.

Jacqui Smith will not have to pay money back after breaching expenses rules. Victoria discusses the situation with Smith’s constituency chairman Albert Wharrad and Juliet Samuel, who’s hoping to bring a private prosecution against the MP.

http://www.bbc.co.uk/5live/

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Um dos filhos do presidente francês Nicolas Sarkozy, Jean, de 23 anos, pode se tornar presidente do EPAD, organismo público que administra o La Defense, um dos maiores distritos de negócios da Europa nas cercanias de Paris. A nomeação gerou polêmica no país e acusações de nepotismo contra o governante.

Se Jean Sarkozy “não tivesse o sobrenome que tem, ocuparia o lugar em que está hoje em dia?”, indagou neste domingo a dirigente socialista Segolene Royal, que em 2007 disputou a presidência com Sarkozy.

Jean Sarkozy, nascido em setembro de 1986 e filho mais novo do primeiro casamento do presidente francês, está cursando o segundo ano da faculdade de Direito. Desde junho de 2008, trabalha como vereador por Neuilly sur Seine, rico distrito do oeste de Paris onde cresceu, no departamento de Hauts de Seine.

Além disso, coordena o grupo regional da União para um Movimento Popular (UMP), formação que levou seu pai à presidência.

Na quinta-feira passada, a UMP anunciou a candidatura de Jean Sarkozy para o Estabelecimento Público de Urbanismo de La Defense (EPAD).

O deputado socialista Arnaud Montebourg afirmou:

- O setor imobiliário da região parisiense é ouro negro. Há dinheiro por trás e interesses por trás.

Deputados e ministros da direita defenderam o jovem Sarkozy, cuja “legitimidade”, afirmam, está no fato de ter sido eleito. O deputado Patrick Balkany elogiou:

- Aos 22 anos, Jean Sarkozy tinha muito talento. E posso dizer que, aos 23, talvez tenha mais do que seu pai quando tinha a sua idade.

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Mais uma…

O premier Silvio Berlusconi não atravessa bons momentos.

Na semana que passou, a Corte Constitucional cassou a lei ordinária que beneficiava Berlusconi com a suspensão de rumoroso processo criminal por corrupção.

Perante o tribunal de Milão, o feito vai voltar a tramitar nesta semana. A condenação de Berlusconi é mais do que certa.  O co-réu, David Mills, já foi condenado por falso testemunho ao omitir, para favorecer Berlusconi, fatos sobre corrupção perpetrada pelo atual premier.

Quinta feira, Masimo Ciancimino, –filho do falecido capo mafioso Vito Ciancimino, que foi prefeito de Palermo e passou sete anos preso por associação mafiosa–, compareceu ao programa televisivo Anno Zero da Raí 2. Na entrevista, ele deixou claro que Marcello Dell´Utri, braço direito de Berlusconi e senador pela Sicília, era o elo entre a Máfia e política. Foi Dell´Utri quem indicou um mafioso para cavalariço e agricultor numa fazenda de Berlusconi, apesar dele nunca ter tratado de cavalos e nunca atuado como lavrador. Para Ciancimino, a Máfia exigia alguém próxima de alguns negócios do premier.

Não bastasse, ninguém mais acredita na sua história de ter Berlusconi conquistado Patrizia D´Addario e feito sexo com ela de graça. Na sua primeira aparição em  programa televisivo, Patrizia recordou um diálogo com Berlusconi, que gravou e está na posse do Ministério Público de Bari.

Berlusconi disse-lhe o seguinte: “Alessia, me conte o seu nome verdadeiro, não o de prostituta e coloque num papel o número do seu telefone, para que possa chamar-te para outros encontros”.


O Desprezo por Lula. Mesquinharia. Vocês vão ter que engolir!

5 outubro, 2009

Há que se registrar para não passar em branco. O Brasil, o Rio de Janeiro será sede das olimpíadas de 2016. Muito se especula sobre quais razões levaram o Brasil a conseguir tal fato. Há muitos créditos e um deles não se pode deixar de dar, o crédito pelo trabalho de Lula. Pode-se até questionar se há outros mais relevantes, mas entre os importantes está seu trabalho dentro e fora do país.

Agora. O que a grande mídia vem fazendo, e está fazendo com o presidente não tem igual. O Fantástico de ontem é apenas sintomático. Desde a chamada da reportagem que a EXCLUSÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA foi percebida. Não fala Lula, falo PRESIDENTE. Um comentarista do blog de Nassif notou, e ele sabiamente postou. Quantos não notaram. Chega a ser triste por ver a pequinês dessa grande imprensa do sul do País e de um conjunto de pessoas, um círculo fechado.

O Presidente foi sim responsável, um dos, por tal conquista. Hoje, quando abro o jornal local, está uma matéria falando que Tóquio reclamou da atuação de bastidor do governo, e diz que o Japão deveria ter feito o mesmo. Mas abaixo vai um vídeo de Lula falando o que está cada vez mais visível, a DIFERENÇA de cobertura entre a imprensa nacional e internacional sobre o fato e sobre o governo. Trata-se de ver, pelo menos, para aqueles raivoso, os fatos mínimos, ter um ponto mínimo de acordo. Mas parece que os aloprados são os da mídia.

Cada vez mais temos que fazer discursos e não comentários sobre a atuação de certas pessoas da grande mídia nacional. Temos que aguentar o que aquilo que está ficando insuportável. Eles sempre acharam e ainda acham, apesar de todo esse tempo, que Lula não sabe nada, é um nada, não vale nada. Eles só não sabem explicar como Lula chegou na presidência, se reelegeu, conquistou o mundo, conseguiu melhorar a renda, a economia, impulsionou o Brasil lá fora, sendo tido como figura importante na Europa e EUA (tudo o que eles queriam ser ou ter).

Não sabem ou não conseguem ou não querem entender como um pé rapado consegue tudo isso. Inventam mil desculpas, fala de produto da mídia, falam de sorte, falam de herança passada, atribuem a outras pessoas. Enfim, não falam em duendes, papai noel e coelhinho da páscoa, porque já seria o cúmulo. Esnobam ele por tudo isso. Maltratam ele por tudo isso. Usam palavras “bonitas” que machucam mais que palavrão, tapas e beliscões.

E o que temos? Um homem, é presidente é, mas é um homem que passa um governo a pedradas vindas da grande mídia nacional e do sul. Um homem que tem que trabalhar pelo País e continuar mantendo-se firme apenas da música lá na mídia. E ele tem que ser superior a isso tudo, essa mesquinharia, essa pequenês, essa raiva preconceituosa, essa inveja contida, essa vontade de tomar seu lugar. Tem que ser maior e se MOSTRA maior que isso. Aí está seu valor. E cada vez mais tem valor.

E na hora da vitória ele tem todo o direito de falar. Porque é a hora de falar. Então como disse Zagalo: “Vocês vão ter que me engolir”.

Por Hooligan

Nassif, o “Fantástico” de hoje vai entrar para a história, como o JN de 1989 e a edição do debate Collor/Lula. A globo simplesmente “limou” o presidente da cerimônia de escolha da cidade. Na abertura do programa, um “clip” contendo imagens da cidade e da delegação, na expectativa da escolha. Após o anúncio, mostrou a festa, a comemoração. Focaram o Pelé, que nem abriu a boca, duas vezes. O Lula, nenhuma!!!

Pior foi depois, durante o programa, uma matéria mostrando o Nuzman dizendo sobre o que considerou importante para a conquista… Disse “o discurso do Havelange”, e mostra o velhão falando, “o mapa-mundi”, e mostra o tal mapa… E ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE O DISCURSO DO LULA!!! Não é que nao mostraram o discurso dele, é que simplesmente nem foi mencionado que ele discursou e emocionou a todos! Depois mostraram só umas imagens “de bastidores”, em que ele aparece meio de “papagaio de pirata”, como que pra dizer que sua participaçao foi acessória, simbólica! Se alguém se “informou” só pelo “Fantástico”, ficou com a nítida impressao que Lula não teve NENHUMA INFLUENCIA na escolha do Rio!!!

É incrível, a globo não se cansa de tentar escrever sua versão da história… E cria esses momentos que a gente não pode deixar esquecidos!


O máximo da ética de conveniências: Arthur Virgílio

27 setembro, 2009

Neste domingo a Rede Record estreou seu portal de notícias. Mas um dos tentáculos de grupo de mídia que não pára de crescer. Agora, como eles falam, estão aí para quebrar o monopólio da mídia (Globo) e instalar o oligopólio. Enfim… O site parece bem leve e com toques similares ao do G1. Mais uma cópia da Record.

Mas vamos ao assunto título. Lá tem uma matéria bem interessante sobre os gastos exagerados dos políticos. Fala como senadores torram nosso dinheiro e como temos o “parlamento” mais caro do mundo. Inclusive no ranking dos mais gastadores de combustíveis aparece Cícero Lucena aqui da Paraíba. Que está torrando o dinheiro do congresso para fazer sua campanha política para 2010 e não para tratar de assuntos de interesses de projetos e matérias sociais.

Vale apenas ler esta matéria que consolida com gráficos o segundo “parlamento” mais caro do mundo, o nosso. Clique aqui.

O mais interessante é ver Arthur Virgílio o máximo da ética segundo a grande mídia brasileira, aquele paladino que empunhava a bandeira suja da ética contra Sarney, mas que esquecia que estava no mesmo clube. Depois de dar uma de bonzinho e recussar as verbas extras do congresso, voltou atrás. Era só uma fachada para sair bem na foto. Veja a matéria:

Alguns senadores abriram mão dos R$ 15 mil extra e não usaram nada nesses três meses, como é o caso dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). Este último se arrependeu de abrir mão da grana e vai pedir a verba de volta, disse que fez de tudo mas não dá para ficar sem esse dinheiro e alegou que está tendo dificuldades financeiras no Amazonas, seu Estado.

- Abri mão de abrir mão porque está muito difícil, está demais. Vou usar limitadamente, mas vou usar quando necessário.

O cientista político Humberto Dantas, consultor do Movimento Voto Consciente, disse que o gasto com a verba extra pode até ter uma boa explicação e estar dentro da lei, mas isso não explica tudo porque os senadores em muitos casos ultrapassam o limite do bom senso e da ética.

- No caso dos combustíveis, é muito estranho porque se você roda o Estado inteiro você não pode gastar no mesmo posto de gasolina, não tem carro que tem autonomia para ir e voltar, a não ser que o cara tenha uma rede de postos pelo Estado inteiro, mas não é isso.

Circula no Senado uma proposta para acabar com a verba indenizatória e, no lugar, aumentar o salário dos senadores de R$ 16.512 por mês para R$ 24,5 mil. A proposta do Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) é equiparar o que ganha um senador ao que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, eles querem ganhar o teto salarial pago a funcionários públicos.


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