CRACK – a morte ronda João Pessoa e o Nordeste

18 Novembro, 2009

Segundo reportagem do JPB o crack é consumido ou já foi consumido por 2% da população de João Pessoa. É o pouco alarmante. Este blog desde o início de sua operação há um ano alertava o surto de consumo de crack na Paraíba. É assustador. Precisamos urgentemente da atuação do poder público em vários segmentos, que vai da prevenção até o tratamento.

Abaixo colocamos os vídeos sobre a série de oito reportagens do JPB sobre o avanço do crack no Nordeste e na Paraíba. Valem a pena ver, não podemos deixar de lado. Este blog já mostrou em post anterior que o crack é o centro nervoso do aumento da criminalidade da Paraíba. Combater o crack é garantir segurança pública e saúde a população. Não queremos ver zumbis humanos como na cracolândia em São Paulo.

Vejam o post. Toda esta violência tem um centro nervoso, uma espinha dorsal que se chama CRACK. Trata-se de droga de baixa qualidade e preço, sendo aquela que possui os efeitos mais nocivos a saúde e a família. Ainda, é uma droga de fácil dependência, sendo seu vício extremo. Esta droga invadiu a Paraíba nos últimos anos, com o apoio de pessoas de outros estados.

Valorizamos a reportagem da Tv cabo Branco, é a grande mídia acordando para um problema gravíssimo. Temos a vantagem de poder combater no início, não podemos perder essa oportunidade em meio a escuridão atual e apagão futura, se nada ocorrer.

Primeiro vídeo

Segundo vídeo

Terceiro vídeo

Quarto vídeo

Quinto vídeo

Sexto vídeo

Sétimo vídeo

Oitavo vídeo


Olho por olho, dente por dente? Caso misterioso em João Pessoa

13 Setembro, 2009

Caso misterioso em João Pessoa. O vendedor de automóveis Laerte de Oliveira dos Santos Filho foi morto a tiros por quatro homens. Tudo indica que foi morte por encomenda. Mas diferente do que vinha acontecendo na cidade, não houve participação do assassino da moto preta.

A polícia trabalha com algumas suspeitas. A mais forte indica um possível envolvimento entre Laerte e o ex-prefeito e atual vereador de Caaporã, Manoel Antônio dos Santos, de 67 anos, que foi preso na noite da sexta-feira em João Pessoa acusado de receptação e porte ilegal de arma.

Informações preliminares dão conta de que o carro que o ex-prefeito usava quando foi preso teria sido passado a ele por Laerte. A Polícia ainda investiga outras ligações entre os dois.

Entenda a prisão do vereador:

O ex-prefeito e atual vereador de Caaporã, Manoel Antônio dos Santos (67 anos), foi preso na noite desta sexta-feira (11) em João Pessoa acusado de receptação e porte ilegal de arma.

Ele estava em um Uno preto, em frente ao campus da Universidade Federal da Paraíba, quando foi abordado por policiais, que investigam agora a procedência do carro em que ele estava.

No momento da prisão ele estava com um revólver, o que é proibido por lei e desrespeita a legislação vigente sobre o porte de armas.

Manoel do Fumo, como é conhecido o parlamentar, foi enviado à Central de Polícia e permanece sob custódia policial. Ele está em uma cela especial, mas ainda não se sabe para onde ele será enviado.

Esse tipo de criminalidade é assustador e relembra tempos passados que parece que não foram. Você não sabe mais com que tipo de pessoa esta interagindo seja numa fila, no trânsito, na rua ou em qualquer lugar. O pior são as pessoas que vivem de matar os outros. As investigações devem ser feitas, mas já temos um desafio para a Polícia da Paraíba, que ainda deixa muito a desejar, e uma marca negativa para o Estado.


Segurança pública em pauta. Até que enfim!

27 Agosto, 2009

Nesta quarta-feria deputados da Paraíba discutiram, e feio, sem rumo e só com acusações, os problemas graves por que passa nosso estado no que tange a segurança pública. Neste blog já vimos vários posts sobre o avanço significativo do tráfico e consumo de crack no Estado. Além disto, há um aumento dos homicídios, com cada vez mais requintes de crueldade e toque de encomenda. Moto preta, menino carbonizado, invasão de casa para matar por encomenda etc.

Trata-se de um estado muito grave que demanda ação policial planejada e com setores de inteligência ativo. Além de políticas socias de geração de renda. Não se pode deixar essa assunto passar em branco, quando mais cedo o combate melhor os resultados. Essa máxima deve ser levantada com princípio na segurança. Diante disso tudo a discussão na Assembléia foi positiva por trazer o assunto à tona na Casa que deve bem debatê-lo. Mas não deve reduzir o debate a uma troca de acusações sem futuro.

Tragam-se números, projetos, idéias, comissões para debates. Cobrar é o primeiro passo, mas temos que avançar e muito. Incluindo a colocação desse tema com um dos grandes assuntos da eleição de 2010. A paraíba não pode mais esperar, senão até bala perdida, estado paralelo já estarão firme e forte num estado que vende a tranquilidade como aspecto do turismo e que é um dos estados mais pobres. Esses são apenas argumentos pragmáticos para um tema que deve ser sempre combatido pelo qualidade de vida e bem estar social.

Por favor, não vamos tratar um assunto deste como um tema político stricto senso. Vejam como foi o debate na Assembléia:

As bancadas de situação e de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba voltaram a bater boca na tarde desta quarta-feira (26) e o mote foi mais uma vez o problema da segurança pública no Estado e os alarmantes índices de criminalidade que vêm sendo registrados. O deputado estadual Zenóbio Toscano (PSDB) disse que o governador José Maranhão (PMDB) “não disse para que veio até agora”, mas o situacionista Gervásio Filho (PMDB) reagiu e disse que o Governo vem arrumando a casa.

Zenóbio é extremamente enfático ao falar sobre a segurança pública paraibana. “Nunca se matou e nunca se assaltou tanto na Paraíba como nestes últimos meses. Mas ainda assim nós não vemos ações efetivas da Secretaria de Segurança Pública para amenizar o problema”, disparou.

Especificamente sobre Gustavo Gominho, ele criticou uma declaração recente do secretário, quando disse que as coisas estavam ruim, e que ainda iriam piorar mais. “Que mensagem otimista é esta para a população paraibana? Está na hora então de se fazer alguma coisa para evitar esta situação”, destacou, criticando o que ele chamou de “paralisia” do Governo. “Já são sete meses de gestão e até agora nada”, completou. LEIA MAIS>

Mais um caso impactante. Agora a própria polícia é acusada. Esse é só mais um item para mostrar a complexidade da questão. Policiais são acusados de estuprar e matar flanalinhas.

Na madrugada desta quinta-feira (27) uma flanelinha disse ter sido abusada sexualmente por policiais militares e um outro flanelinha foi encontrado morto no Bairro das Indústrias. Neste caso, os suspeitos de praticar o crime também são policiais.

A flanelinha identificada como C.C.J.S, de 20 anos, disse ter sido estuprada quando estava na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, quando três policiais, que estavam numa viatura a abordaram e a violentaram dentro do carro da polícia.

A denúncia foi feita na 3ª Delegacia Distrital, que está investigando o caso. A mulher vai passar por exames no Departamento Médico Legal de João Pessoa. Segundo a Polícia, no horário que a vítima informou ter sido abusada não havia nenhuma viatura naquela área.

Outro crime envolvendo policiais e um flanelinha foi registrado na 1ª Delegacia Distrital da Capital. O corpo do flanelinha Jailson Laurentino dos Santos, de 19 anos, foi encontrado por volta das 5h da manhã no Bairro das Indústrias, em João Pessoa.

A vítima estava com as mão amarradas e sem os olhos. Segundo familiares, Jailson foi visto pela última vez na companhia de policiais. Ele estava desaparecido desde a última segunda-feira (24).


Buracos na cidade: parceria entre Prefeitura e CAGEPA

30 Julho, 2009

Já estava para escrever um post sobre os buracos que visivelmente estão tomando conta das ruas de João Pessoa. Neste inverno diferente dos anos anteriores houve um aumento sensível dos buracos nas ruas, pode ter havido um descuido das autoridades em tomar medidas preventivas, possa ser que o asfalto já perdeu seu tempo de “garantia”, o que configura descuido do mesmo jeito, e possa ser que as eleições do ano anterior e a mudança de governo no estado tenha atrapalhado a manutenção de serviços cotidianos.

Apesar destas especulações, o fato é que os buracos estão visíveis em vários bairros e ruas da cidade, passou até a ser tema de boca a boca e dos jornais. Como sempre a mídia discutindo de quem é a responsabilidade, da prefeitura ou da CAGEPA. Para mim há uma parceria entre prefeitura e CAGEPA para deixar a cidade cheia de buracos. Em comparação a nos anteriores é nítido que a prefeitura não agiu a tempo e com força para tapar os buracos, tendo que agir em cima da hora. Veja esta notícia.

Por seu turno, a CAGEPA vem fazendo buracos pela cidade para cuidar da rede de água e esgoto, só que faz o buraco, demora muito tempo para terminar o serviço, e quando fecha o buraco, faz um serviço mal feito. Aqui mesmo perto de casa há uma buraco em que colocaram uma “faixa” dizendo que era o buraco da CAGEPA. Perto da integração há um, perto do Juliano Moreira há outros que a CAGEPA não fez o serviço como deveria.

Ou seja, a parceria entre prefeitura e CAGEPA está dando certo e deixando as ruas da cidade cheia de buracos. Só que agora esta parceria tácita pode virar uma parceria formal. A CAGEPA mandou o ofício e divulgou no site do governo, que com base em entendimentos verbais anterior deseja montar um Plano de Ação Conjunta entre as duas entidades. Veja aqui o ofício. Como se vê a parceria agora é para tapar os buracos e sanar os problemas da antiga parceria.

Esperamos que esta nova parceira dê frutos. É clara a responsabilidade das duas entidades neste episódio. A falta de prevenção por um lado e o serviço mal feito pelo outro. Agora é esperar.


Caso Elisa. Ex-secretária prova que estava dentro da lei

23 Julho, 2009

Primeiro, vamos relembrar e entender o caso.

No ano de 2008, o jornalista Clilson Júnior apresentou denúncias em seu Blog sobre uma suposta irregularidade na contratação da professora Elisa Gonsalves para desenvolver um projeto na Prefeitura Municipal de João Pessoa. A matéria intitulava-se “Marajá? Prefeitura de JP empenha 174 mil para ex-secretária da educação”. O portal ClickPB também veiculou a notícia, no dia 12 de julho de 2008: “Prefeitura de JP paga R$ 174 mil por curso de secretária demitida”.

A falsa notícia foi transformada em assunto do programa de propaganda eleitoral dos candidatos João Gonçalves e Francisco Barreto, que denunciavam um suposto favorecimento, já que a professora tinha exercido o cargo de Secretária de Educação do Município de João Pessoa.

Em 2009, o ClickPB noticiou: “Aníbal diz que já denunciou caso de Elisa ao Tribunal de Contas”, referindo-se ao deputado Aníbal Marcolino. No dia 31 de março de 2009, o ClickPB noticiou “Devolver dinheiro é assumir irregularidade da PMJP, diz Hervásio sobre caso de Elisa”, referindo-se ao vereador Hervásio Bezerra.

Deu uma rápida olhada no site Clickpb e blogdoClilson e não vi nada sobre a nota de Elisa, não houve nenhuma retratação ou sequer uma replicação da nota de Elisa.

Veja nota da Elisa:

JUSTIÇA APROVA TRABALHO DA PROFESSORA ELISA GONSALVES

Tribunal de Contas, Ministério Público e Fazenda Pública constataram que denúncias contra ex-secretaria de Educação do município de João Pessoas não procedem e afirmam “notória especialização” da professora.

A professora Elisa Gonsalves, ex-secretaria de Educação do Município de João Pessoa, intensifica com mais felicidade o seu trabalho de formação dos profissionais de educação. Sua felicidade se deve ao fato de que a Justiça se pronunciou em três instancias diferentes sobre as calunias que foram noticiadas sobre ela no último ano.

Denúncias feitas pelo blog do Clilson que a acusavam de ser marajá da educação municipal, e posteriormente usadas na campanha eleitoral de 2008, foram analisadas pela Justiça. Nenhuma irregularidade foi encontrada. A professora não recebeu R$ 174 mil nem devolveu dinheiro.

Ficou provada a inocência da professora Elisa em três instâncias diferentes da Justiça, a 7ª Vara da Fazenda Pública, o Tribunal de Contas e o Ministério Público.

O Juiz João Batista Vasconcelos, da 7ª Vara da Fazenda Pública, afirma em seu parecer: “à luz do que consta no contrato em questão, resta demonstrada a notória especialização da contratada, eis que seu trabalho é marcado por características individualizadoras, restando evidenciado que sua atividade é a mais adequada à plena satisfação do objeto do contrato”. Também destaca que a singularidade exigida na Lei é encontrada nas características que estão presentes na contratada, no caso a professora Elisa.

O Juiz conclui que a contratada, professora Elisa, “reúne uma excelência curricular, sendo singular no mercado, detentora clara de notória especialização, conforme corroboram os documentos acostados aos autos, preenchendo, assim, os requisitos exigidos legalmente para enquadrar-se na hipótese de inexigibilidade de licitação. Portanto, não há o que se falar em nulidade do Processo Administrativo”.

Prestígio e notória especialização

Em 25 de maio de 2009, o Ministério Público também se pronunciou sobre as denuncias. O Promotor de Justiça, Adrio Nobre Leite, promoveu o arquivamento do processo, que foi iniciado por um ofício do ex-vereador Severino Paiva. O Promotor afirma que “houve a confirmação do ajuste à legalidade, a partir da manifestação trazida pela auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, inclusive com a constatação de que os valores percebidos pela professora não se destinaram somente à mesma, mas a uma equipe”.

O Promotor afirma que “a competição resta inviável, em virtude de estarmos diante de uma profissional habilitada à prestação de um serviço técnico especializado, consistente em treinamento profissional, por ser merecedora de prestígio e reconhecimento (notória especialização)”, o que tornou singular a referida profissional.

O Promotor afirma ainda que “não há, destarte, que se questionar a qualificação relevante da profissional tanto no mercado local quanto no âmbito nacional”.

Informada destas decisões judiciais, a professora Elisa disse que vai continuar processando por danos morais os responsáveis pela veiculação das falsas reportagens. “Os danos causados à minha imagem, ao meu trabalho e à minha saúde foram imensos. Infelizmente, até hoje tenho que lidar com comentários grosseiros. Mas sigo confiando na Justiça.


Estado Paralelo em JP. Onde estão nossas autoridades?

19 Julho, 2009

O Blog já vem há alguns meses destacando o problema do tráfico de crack na região metropolitana de João Pessoa. Falar em crack é o mesmo que falar em vício (vejam a cracolância em São Paulo) em comércio ilegal, em formação de grupos armados, em estado paralelo, em mortes por encomenda, em Governo sem poder!

Esta realidade pode parecer longe da Paraíba, mas está cada vez mais perto. E a omissão do estado, da polícia pode marcar um futuro nebuloso para nossa população. Há de se combater o tráfico e o crack na raiz, quando se começa. Quanto mais cedo melhor, é como um câncer. Mas nossas autoridades não veem nem ouvem. Estamos abandonados??????

Mais uma vez, cadê nossas autoridades executivas, legislativas e judiciárias?

Vejam reportagem do Jornal O Norte.

A Constituição Federal cita, em seu artigo 144, que todo cidadão tem direito à cidadania, dignidade, vida, liberdade e à segurança. Esses princípios fundamentais é apenas uma utopia e fica apenas no papel se observada a triste realidade vivida por comunidades carentes de João Pessoa. A violência está tão enraizada na vida das pessoas que uma dessas comunidades foi denominada de Iraque pelos próprios moradores, numa referência ao país que há décadas vive em conflito com outras nações, principalmente, os Estados Unidos. O curioso é que a comunidade Iraque fica encravada numa área invadida a poucos metros da Central de Polícia e também do Comando Geral da Polícia Militar do 1º Batalhão. Apesar da proximidade, o tráfico na favela Iraque e as cenas de violência entre gangues é uma triste realidade. Em determinados locais, o poder paralelo do crime é tão forte que nem mesmo a polícia tem acesso porque controle imposto não tem limite.

Do alto de barreiras ouda laje das casas, os bandidos ditam leis e controlam, através de celulares, códigos e até rádio-escuta, a entrada e a saída de pessoas. Quando da aproximação da polícia os criminosos detonam fogos de artifícios para avisar os comparsas de que armas ou drogas devem ser escondidas como forma de evitar flagrantes.O poder paralelo faz com que os bandidos demarquem territórios, impondo terror à população e desafiando a segurança pública.

O bairro São José, anexo a Manaíra, outro local onde o poder de fogo dos criminosos é visível. No ano passado o então comandante da Polícia Militar, coronel Kelson Chaves, colocou câmeras em alguns pontos do bairro, mas o resultado não foi satisfatório. O São José tem um dos maiores índices de criminalidade de João Pessoa.

A Ilha do Bispo é outra comunidade muito afetada pelo alto índice crimes praticados por gangues que disputam pontos de distribuição de drogas. Há duas semanas a Polícia Militar realizou uma operação surpresa no bairro e foi recebida a bala por quatro bandidos. Houve reação dos policiais e um adolescente tombou morto.

Os moradores da comunidade Bola na Rede, vizinho ao Bairro dos Novais, vivem uma situação de medo e têm seus direitos de ir e vir suprimidos pelos bandidos.Os traficantes de drogas determinaram o ‘toque de recolher’ nas ruas da localidade após as 22h, sob de punição aos que desobedecerem.

Estudantes que frequentam escolas afastadas da Bola na Rede dizem que precisam andar em grupo no período noturno para pode voltar para casa. As casos de violência são muitos, mas ninguém da comunidade se arrisca a falar para não sofrer represálias.

Em meio a tanta violência, uma professora de 25 anos diz que enfrenta o risco de estar em sala de aula pelo prazer de ensinar crianças e adultos através do Programa Brasil Alfabetizado, do governo federal. Rosineide Leal Mota reside na comunidade Bola na Rede e todas as noite ministra aula na sede da associação de moradores para uma classe com 20 anos de diferentes faixas etárias.

Rosineide lembra que em pleno horário de aula já ouviu tiros disparados por gangues que disputam espaço para vender droga, mas ela diz que eles não pertubam as pessoas da comunidade. ” A guerra deles é com pessoas de outras áreas”, afirma a professora, acrescentando ser vocacionada para o exercício do magistério. A professora é noiva e acredita que quando casar não terá como continuar ensinando na comunidade, mas diz ter esperança de que a prefeitura de João Pessoa possa instalar uma escola no local.

Criminalidade avança na Paraíba: polícia é recebida a bala

Traficantes fazem estado paralelo em João Pessoa

Paraíba é rota do tráfico em larga escala


Irracionalidade: chacina na família Santos

9 Julho, 2009

Esta manhã a Paraíba amanheceu chocada e sem entender ao certo o que aconteceu no bairro do Rangel.

Carlos José  e Edileuza de Oliveira mataram a golpes de fação seus vizinhos: o pai e três filhos. A mãe das crianças, grávida de gêmeos, está em estado grave junto com um quarto filho do casal no Hospital de Emergência e Traumas. Um quinto filho não sofreu ferimentos, pois se escondeu debaixo da cama até tudo acabar.

Tragédias familiares como a do Casal Nardoni e dos Richthofen chocaram o Brasil. Neste caso, tudo teria ocorrido devido há um cascudo que o filho do casal acusado teria levado de uma das crianças do casal assassinada. O cenário, segundo os policiais, era de uma verdadeira carnificina. Pedaços de corpos estariam espalhados por toda a casa. Até uma mão de criança foi encontrada em cima de um armário.

Nome das vítimas:

Moises Soares Filho – 36 anos (PAI) 
Raissa Soares dos Santos – 2 anos 
Raquel Soares dos Santos – 10 anos 
Rai Sares dos Santos – 4 anos

Nome dos sobreviventes em estado grave:

Ian Soares dos Santos de 6 anos;

Divanisa Lima dos Santos de 26 anos;

Não se tem informações, há nomes desencontrados como Rian Priciano ou Luciano de 11 anos.

Motivação - Carlos José revelou para a polícia que havia ficado revoltado com seu vizinho, Moisés por ter sido demitido de uma fábrica de gesso onde ambos trabalhavam. Ele culpava Moisés pela demissão.

No início dessa semana, segundo as informações, filhos de Carlos José e Moisés teriam se desentendido por causa do desaparecimento de uma galinha e o filho mais velho de Moisés teria agredido um dos filhos de Carlos o que gerou a ameaça de vingança.

No início da madrugada desta quinta-feira, quando a rua estava calma e sem movimentação o casal resolveu se dirigir à residência de Moisés armados com uma faca e um facão e agredir a todos.

Após a chacina, Carlos e Edileuza retornaram para casa, mas não contavam que um dos filhos de Moisés escondido assistiu a tudo. Saiu de casa gritando, pedindo socorro, acordando os vizinhos, que chamaram a polícia.

Ao retornar para casa, Carlos e Edileuza tomaram banho, guardaram as roupas sujas de sangue e também as armas. Eles foram presos quando estavam deitados e tentaram negar os crimes. Ambos foram autuados em flagrante na 9ª Delegacia Distrital.

nicialmente Carlos e Edileuza tentaram negar a autoria dos crimes. Mas os PMs encontraram as roupas sujas de sangue e eles resolveram confessar. Carlos revelou que agiu em vingança, enquanto que Edileuza disse que acompanhou o marido e ficou na janela da casa do vizinho assistindo a ação dele.

Várias viaturas dao 5º BPM se posicionaram na frente da 9ª Delegacia Distrital, pois havia a informação de que pessoas queriam invadir a delegacia para vingança.

Mãe morre com filhos gêmeos na barriga:

O Hospital de Trauma confirmou a morte de mais uma vítima da chacina que aconteceu no bairro do Rangel, na madrugada da última quinta-feira (9). Mais cedo, Divanisa Lima, de 37 anos, que estava grávida, teve uma parada cardíaca e perdeu os gêmeos. No começo da tarde desta sexta-feira (10), ela veio a falecer.

Inicialmente, o Trauma declarou que Divanisa não corria risco de morte, mas que não era possível ter certeza sobre o estado dos bebês porque a mãe deveria ficar em observação por 72 horas. Ela foi submetida a uma cirurgia para reconstruir o couro capilar depois de ter sida atingida por vários golpes de facão.

Os último sobreviventes da chacina são o menino Rian, de 6 anos, que continua internado no hospital de trauma. E o irmão de 11 ano que se escondeu embaixo da cama enquanto a família era esquartejada. Eles perderam o pai e cinco irmãos, além da mãe quando o vizinho, Carlos José dos Santos, de 25 anos, invadiu a casa e começou a atacar a família com um facão.

O acusado chegou a decepar a mão de uma criança e degolar as vítimas. A esposa dele, Edileuza Oliveira dos Santos, de 26 anos, foi presa como cúmplice do crime. Na delegacia, Carlos assumiu toda a responsabilidade pela chacina.

Os acusados estão detidos no presídio feminino do Bom Pastor e do Roger, em João Pessoa. No local, o clima é de tensão porque os detentos anunciaram que não aceitariam Carlos José. Ele está em uma cela isolada.

Casa dos assassinos parcialmente destruída:

A casa onde mora o casal acusado de cometer a chacina em que morreram cinco pessoas de uma só família – além de dois gêmeos no quarto mês de gestação -, nesta quinta-feira (9), em João Pessoa, foi parcialmente destruida por populares revoltados, por volta das 16h30m desta sexta-feira (10), no Bairro do Rangel.

A destruição, segundo apurou o Portal Correio, começou com dois homens desconhecidos, de aproximadamente 35 anos, que chegaram ao local numa moto.

Imediatamente após os dois homens darem início à destruição da casa, de padrões muito modestos, moradores do bairro resoltados com o assassinato de várias pessoas aderiram à destruição da casa de Edileuza Oliveira dos Santos, de 26 anos, e Carlos José dos Santos, de 25 anos, os dois acusados de terem cometido o crime.

A chacina aconteceu na madrugada de quinta-feira: quatro membros da mesma família, três crianças e um homem, foram assassinados a golpes de facão e faca no bairro do Rangel, Capital.


Criminalidade avança na Paraíba: polícia é recebida a bala

16 Junho, 2009

Esta pequena notícia que está no portal wscom, abaixo, revela como está a situação da criminalidade na região metropolitana. Há tempos noticiamos neste blog como o consumo e venda de crack avança na Paraíba. Junto deste fato percebemos a organização dos criminosos, a qualificação de suas ações e as mortes por encomenda aumentando no noticiário.

Todas estas ações estão ligadas ao crack. Neste últimos dias estamos vendo ações que só seriam pensaveis no Rio de Janeiro. Familias sendo expulsas de casa; senhoras vendendo crack em pousadas; artistas sendo presos por uso de crack e roubo para alimentar o vício. Trata-se de um estado paralelo que está se organizando na região metropolitana e que a polícia tem que reagir. Não só ela, mas o governo como um todo, como afirmamos desde o início: quando mais cedo o combate melhor os resultados. Mas… essa n]ao virou ainda uma questão de “estado” na Paraíba.

Veja a notícia, ela em si só já é um marco desta ação maior da criminalidade:

No final da tarde desta terça-feira, 16, o Ciop (Centro Integrado de Operações Policiais) foi a Ilha do Bispo de que havia quatro homens armados circulando pelas ruas do bairro. Quando a polícia foi checar a denuncia já foi recebida a bala.

Na troca de tiros dois dos integrantes do bando foram baleados. Um deles morreu com um tiro na nuca.

O outro baleado conseguiu fugir junto com os outros integrantes. A polícia re4aliza buscas no local para tentar localizar o restante do bando.


Traficantes fazem estado paralelo em João Pessoa

12 Junho, 2009

Duas notícias deste semana podem ser uma marca, diga-se de passagem, formal, de um processo que já vem amadurecendo nos últimos anos. A invasão do crack em diversos bairros da capital e a estruturação de grupos de criminosos que atuam para garantir a distribuição da droga. Desde o início do blog está é uma preocupação constante, é só fazer uma pesquisa em nossos tags.

ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE ESTADO?CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA?

Hoje trago duas reportagens que confirmam nossas preocupações:

Família expulsa de casa por traficantes:

Após ajuda da Secretaria de Ação Social do munícipio de Cabedelo, a família que foi agredida e expulsa de casa por traficantes de drogas no Renascer voltou para as ruas, pois a ajuda esperada só durou uma noite em uma pousada local.

A família, que passou a manhã toda na porta do Sistema Correio tentando ajuda para denunciar a situação que estavam passando, dessa vez retorna para dizer que a ajuda prometida pela Prefeitura de Cabedelo findou-se.

“Ficamos hospedados durante a noite na pousada, e na manhã de hoje fomos levados para umas casas da prefeitura no conjunto Renascer, mas todas as casas estavam ocupadas e ficamos mais uma vez na rua”, desabafa a Mãe, que tem a identidade preservada por questões de segurança.

 

Traficantes instituem toque de recolher

Os moradores da comunidade do Taipa, bairro do Costa e Silva, em João Pessoa, estão experimentando viver uma situação jamais vista, nem esperada, de ter seus direitos de ir e vir suprimidos pela bandidagem que toma conta da área. Os traficantes de drogas determinaram o ‘toque de recolher’ nas ruas da localidade após as 22h, sob de punição aos que desobedecerem.

Em reportagem assinada por Alessandra Bernardo, ilustrada por Stanley Talião, o CORREIO desta sexta-feira conta todo o drama de que é vítima a comunidade do Taipa há cerca de três semanas. Segundo a repórter, a nova rotina está mudando os hábitos da comunidade e afetando os estudantes do turno da noite, que têm que sair da escola às 21h30 para não serem ‘punidos’ com agressões físicas ou até a morte.

Muitos estudantes até já trocaram de turno com medo da situação. As denúncias são muitas, mas ninguém se arrisca a se identificar para não sofrer represálias, como um estudante que trocou de horário e revelou porque: “Ninguém é doido de contrariar as ordens dos bandidos, pois sabe que pode morrer de graça”.

 

Grupos organizados lutam pelo domínio do tráfico em João Pessoa:

O secretário estadual de Segurança Pública, Gustavo Gominho, admitiu na tarde desta quarta-feira 10 que a grande quantidade de mortes que estão acontecendo em João Pessoa nos últimos dias são financiadas pelo tráfico drogas e que as ordens para as execuções estão vindo de dentro dos presídios.

“É uma briga entre grupos organizados pelo domínio do tráfico de drogas em áreas da Capital”, afirmou.

A declaração Gominho foi feita durante entrevista coletiva concedida na tarde de hoje na sede da secretária de Segurança, localizada no Bairro de Mangabeira, para anunciar uma série de ações que serão desenvolvidas pelas polícias Civil e Militar no combate à criminalidade.

O secretário revelou que já tem os nomes dos mentores, que são presidiários, faltando apenas identificar os executores, bandidos que estão em liberdade, o que deve acontece nos próximos dias.

Gominho disse também que depois de identificar a ação, montou um plano de operações que se dividiram em três frentes de atuação: “primeiro irá desarticular as quadrilhas; segundo realizará um trabalho de prevenção ostensiva, que acontecerá em forma de blitz nas periferias e bairros nobres da Capital; e por fim executará uma operação que não pode revelar, mas que será desencadeada nos próximos dias, onde deverão ser identificados e presos os executores”. 

Lembrem, isso é apenas o começo! Se a situação não for combatida de início, a qualidade de vida tão pregada como marca de João Pessoa vai para o beleleu.


João Pessoa: o assassino da moto preta

22 Maio, 2009

Nestes últimos meses, incluindo a ano passado alguns assassinatos tem chamado a atenção dos mais atentos aqui em João Pessoa e região. Há sempre pessoas que usam uma moto preta para matar pessoas específicas. Não roubam nada e muitos não são pessoas abastadas. 

Hoje, aconteceu mais um crime destes:

Passados alguns dias em que a grande João Pessoa registrou quatro assassinatos em plena luz do dia, mais uma pessoa foi executada, desta vez logo após o meio dia e próximo ao Fórum Civil da Capital, na Avenida João Machado.

O assassinato foi praticado por dois homens não identificados que se aproximaram de Mago em uma moto preta.

A vítima, inicialmente identificada apenas por Mago, ainda tentou fugir quando percebeu que seria assassinato, mas foi baleado nas costas por um dos motoqueiros e ao cair foi atingido mais duas vezes, na mão e na cabeça.

A probabilidade de que seja acertos de contas é muito grande. A problema é que não se sabe bem qual seja o motivos e se os assassinatos tem motivos similartes. É possível, por exemplo, que seja mortes por dívida de drogas, haja vista o crescente tráfico, uso e apreensão de crack na região metropolitana. O blog já vem alertando sobre isso e sobre a necessidade de combate urgente e agora que está no início.

Mortes deste tipo é uma afronta grave a todo o sistema de justiça da sociedade. Trata-se de julgamento e execução de sentenças, o que por isso só já é uma afronta, e por fim a execução com pena de morte. O Que é proibido no País. 

Alguns podem pensar que são apenas bandidos matando bandidos ou algo parecido. Mas a polícia e a sociedade não pode fazer vista grossa, pois isso só fartalecerá essas pessoas que atuam na surdina e matam sem medo da justiça.

Os casos parecem soltos, mas a presença de bandidos em moto preta mostra algum tipo de ligação entre elas. Onde está a nossa polícia científica? Onde está os poderes constituídos que levam tapas na cara a cada morte deste tipo?

Mais uma vez: quanto mais cedo o combate melhor será nosso futuro. Organizações criminosas paralelas ao estado não podem se instalar na Paraíba.