Golpe de 1964: diziam-se democratas

1 abril, 2010

Nestes dias a presidente da ANJ, Judith Brito, fala ‘Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo’.

Neste momento que a grande imprensa brasileira assume-se como partido político, lembramos 46 anos atrás quando esta mesma imprensa apoio e propagou o golpe militar, agindo como partido, muito mais que isso, como golpistas sem legalidade e legitimidade.

Para recordar e aprender vejamos este post do Acerto de Contas:

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”  Assim já dizia um hitlerista de carteirinha, coração e alma. Vejamos como a jornalada brasileira repetiu em coro a mentira de que o golpe militar de 1964 foi uma “revolução democrática”, relembrando algumas manchetes daquela semana em que teve início um período ainda muito pouco esclarecido de 20 anos da nossa recente história.

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”

(O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)

E o melhor de todos, o editorial de O Globo de 2 de abril de 1964:

“Ressurge a Democracia”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”


Crack – vício em três doses!

27 outubro, 2009

Matéria do G1 mostra como é assustador o avanço e as consequências do uso do crack, que está chegando com força na Paraíba. Mas como estamos afirmando constantemente, é melhor combater do início do que depois, quando o tráfico, as armas e a violência se reforçam.

Agora que esta droga virou um problema de classe média e alta, a grande mídia que escreve e depende dela passou a abordar o assunto com maior constância e com aquele tom de indignidade e de falta de respeito do poder público. Chamando assim o governo para sua responsabilidade. Apesar dos motivos serem negativos a atuação do governo, sim, é bem vinda.

Um episódio trágico, no último fim de semana, fez um pai expor sua dor publicamente deixando muitas famílias em alerta. Ao afirmar que viu uma pessoa boa se transformar em um assassino, referindo-se ao filho usuário de crack que estrangulou a amiga de 18 anos, ele revelou a dimensão dos efeitos devastadores dessa droga que já é altamente consumida em rodas de classe média.

De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cerca de 40% dos usuários são pessoas de classe média.

O estágio devastador da droga pode ser percebido no relato de um estudante de classe média alta, de 24 anos, que revela em seu blog pessoal a luta para se afastar do vício, depois de três anos.

“O crack realmente acaba com qualquer um. É muito poderoso. Conheço quase todos os tipos de drogas que temos no Brasil. Só nunca usei heroína. Classifico o crack como a mais viciante de todas. Com um efeito curto e muito intenso, devido a depressão após o uso, o usuário se vê obrigado a usar grandes quantidades. Não dá para fumar só uma pedrinha se você tem carro e dinheiro no bolso”, conta.

Droga atinge o cérebro em oito segundos

Conforme estudos científicos, ao ser fumado, o crack atinge o cérebro em cerca de oito segundos, após passar pelos pulmões e pelo coração. Vicia com apenas três ou quatro doses. O efeito dura de um a dois minutos.

A droga produz insônia, falta de apetite e hiperatividade. O uso prolongado causa sensação de perseguição e irritabilidade, o que leva o usuário a agir de forma violenta.

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Aplaudimos a pretensão do MP e do CONEN da Paraíba tomarem a iniciativa de combate as drogas. Vejam matéria do WSCOM. Esperamos que não seja apenas para inglês ver.

O Ministério Público da Paraíba e o Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-PB) vão desenvolver um projeto piloto de combate ao uso de drogas. A medida foi tomada em reunião, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, nesta segunda-feira (26). Segundo proposta do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle filho, o projeto deverá conter metas a serem alcançadas, de forma que produza resultados efetivos. Ficou acertado que a minuta do projeto será apresentada no dia 14 de dezembro.

Para o procurador-geral, o MP está trabalhando na linha das parcerias. “Podemos instituir uma política e ser o fio condutor desse projeto. Firmamos o compromisso de ajudar o Conselho no que for necessário. Queremos que esse trabalho conjunto tenha resultados práticos, que o Conen seja sentido pela sociedade”, ressaltou Oswaldo Filho.


A (falta de) transparencia do Sistema Correio

19 outubro, 2009

Pelo jeito a carapuça serviu. Hoje Helder Moura escreve em sua coluna que Obama está com síndrome de Deus e que perdeu o equilíbrio, após resolver enfrentar o partido político que se transformou a FOX, ultrapassando uma atitude de fiscalização para uma de perseguição. A carapuça serviu porque o Correio faz algo similar aqui na Paraíba. Inclusive o Jornal desta segunda é prova cabal. Dedicou uma página inteira a José Maranhão, cheio de belas fotos, e não citou nenhuma vez a primeira pesquisa sobre a sucessão governamental de 2010, pois seu candidato não foi bem. Alias a pesquisa se quer foi citada na coluna do comentarista, que sempre aborda todos os assuntos políticos de relevância, nem no portal do sistema como mostramos aqui e nem no jornal escrito ou na programação da TV.

Devemos perceber que o problema não está nas empresas de mídia apoiar ou não esse ou aquele candidato, mas em esconder ou fingir suas escolhas e intenções políticos para manipular o noticiário (e ainda dizer que não faz isso) e por fim, o cidadão – leitor, pois é isso que por decorrência ocorre na cobertura política. Ou seja, falta transparência na prática jornalística e empresarial dessas empresas de mídia. O leitor fica a mercê das intenções das mídias e seus comentaristas. Sua denúncia só aparecerá na TV ou rádio se for do interesse do dono. O que é muito triste.

Será que o leitor-ouvinte deve se submeter aos interesses desses grupos de mídia para ver suas denuncias e demandas ganhar publicidade? Isso não é um abuso? Onde está à transparência e a ética. Será que o leitor deve ficar sem ter acesso às informações que são relevantes segundo todos os demais veículos? Olhe que o slogan do Jornal Correio é “jornalismo com ética e paixão”. Parece que paixão sim, mas ética (no sentido elevado da palavra), não. Como se vê Helder Moura está mais defendendo o seu lado do que tentando comentar fatos com maior consciência critica.

Aí o leitor-cidadão fica no meio de jogo político entre empresários de mídia, políticos, partidos e não sabe como se situar. Se o leitor não for atento, não tiver acesso a diversas mídias e não sair nas ruas, com certeza viveriam preso num mundo de fantasias, pois lhe negaram algo. O leitor do sistema correio nem sabe que José Maranhão foi muito mal numa pesquisa de um dos institutos mais conhecidos, muito embora questionado, do País. E aí? Será que isso é liberdade de imprensa?


A mídia política paraibana. Um verdadeiro partido político

17 outubro, 2009

É notória as ligações políticas entre rádios, tvs e jornais com partidos e grupos políticos. Cada vez mais a atuação da mídia está se distanciando de padrão de qualidade e jornalismo ético para se aproximar de uma atuação restrita e subordinada a interesses ocultos, muitos vezes difíceis de ocultar.

O pior disso é que tais mídias se escondem por traz do fumaça da pretensa imparcialidade e neutralidade para manipular a população e seus leitores. Abusam assim da liberdade de expressão. Esse problema não é só do Brasil, ou da Paraíba, mas ocorre no mundo todo. Veja o caso da atuação de Israel junto as mídias digitais ou não, que este blog já mostrou.

Interessante ler também o artigo sobre o processo que está ocorrendo no EUA entre Obama e a FOX. Veja este comentários do Observatório da Imprensa:

O jornalista Luiz Carlos Azenha transcreve em seu blog Vi o Mundo matéria publicadano The Nation no domingo (11/10) [ver aqui] repercutindo entrevista que a diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, concedeu à rede de televisão CNN e também declarações feitas a repórteres do The New York Times, nas quais ela afirma:

“A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano” (…) “não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN.”

“A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico.”

E disse mais:

“Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição.”

Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?

Não avançaríamos no debate democrático se a grande mídia assumisse publicamente suas posições e reconhecesse que, sim, além dos editoriais, dos artigos e das colunas, a cobertura que faz – ou a ausência dela – é também opinativa e, às vezes, partidária?

Como afirmei a mídia paraibana não fica de fora. Todos sabem das ligações do senador José Maranhão com o Sistema Correio, inclusive seu suplente de senador, que agora é senador, é o dono do sistema. Deste modo é cada vez mais de esperar a atuação político do Correio para ajudar Maranhão nessa “nova” fase política. E por consequencia prejudicar seu principal rival, neste momento Ricardo Coutinho.

A atuação começou cedo. Não se deu cobertura do Prêmio que o Prefeito, ou melhor a prefeitura ganhou em Brasília por preservar o patrimônio histórico. Pelo contrário, falou-se de problemas pontuais da cidade. Claro para iludir o eleitor-leitor-ouvinte.

A atuação política do sistema continuou neste sábado. Após a primeira pesquisa realizada para 2010 por instituto de renome nacional. Apesar de pesquisas não teres significados de previsão, e sem, sentido de situação. Todos os maiores portais do estado divulgaram em manchete a pesquisa que estava disponível desde as 15h.  Mas o correio não deu nem uma nota, omitiu-se e não informou (o mínimo a se esperar).

Os três maiores portais da internet paraibana são o Paraíba 1, Wscom e Portal Correio. Apenas o correio não falou do resultado e os demais portais médios e menores repercutiram, veja o quadro abaixo:

Pesquisa IBOPE

Será que chegaremos a algo parecido como nos EUA?

É bom lembrar que os dados foram amplamente favoráveis a Ricardo e mostrou que ele tem envergadura para enfrentar Maranhão.


O Desprezo por Lula. Mesquinharia. Vocês vão ter que engolir!

5 outubro, 2009

Há que se registrar para não passar em branco. O Brasil, o Rio de Janeiro será sede das olimpíadas de 2016. Muito se especula sobre quais razões levaram o Brasil a conseguir tal fato. Há muitos créditos e um deles não se pode deixar de dar, o crédito pelo trabalho de Lula. Pode-se até questionar se há outros mais relevantes, mas entre os importantes está seu trabalho dentro e fora do país.

Agora. O que a grande mídia vem fazendo, e está fazendo com o presidente não tem igual. O Fantástico de ontem é apenas sintomático. Desde a chamada da reportagem que a EXCLUSÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA foi percebida. Não fala Lula, falo PRESIDENTE. Um comentarista do blog de Nassif notou, e ele sabiamente postou. Quantos não notaram. Chega a ser triste por ver a pequinês dessa grande imprensa do sul do País e de um conjunto de pessoas, um círculo fechado.

O Presidente foi sim responsável, um dos, por tal conquista. Hoje, quando abro o jornal local, está uma matéria falando que Tóquio reclamou da atuação de bastidor do governo, e diz que o Japão deveria ter feito o mesmo. Mas abaixo vai um vídeo de Lula falando o que está cada vez mais visível, a DIFERENÇA de cobertura entre a imprensa nacional e internacional sobre o fato e sobre o governo. Trata-se de ver, pelo menos, para aqueles raivoso, os fatos mínimos, ter um ponto mínimo de acordo. Mas parece que os aloprados são os da mídia.

Cada vez mais temos que fazer discursos e não comentários sobre a atuação de certas pessoas da grande mídia nacional. Temos que aguentar o que aquilo que está ficando insuportável. Eles sempre acharam e ainda acham, apesar de todo esse tempo, que Lula não sabe nada, é um nada, não vale nada. Eles só não sabem explicar como Lula chegou na presidência, se reelegeu, conquistou o mundo, conseguiu melhorar a renda, a economia, impulsionou o Brasil lá fora, sendo tido como figura importante na Europa e EUA (tudo o que eles queriam ser ou ter).

Não sabem ou não conseguem ou não querem entender como um pé rapado consegue tudo isso. Inventam mil desculpas, fala de produto da mídia, falam de sorte, falam de herança passada, atribuem a outras pessoas. Enfim, não falam em duendes, papai noel e coelhinho da páscoa, porque já seria o cúmulo. Esnobam ele por tudo isso. Maltratam ele por tudo isso. Usam palavras “bonitas” que machucam mais que palavrão, tapas e beliscões.

E o que temos? Um homem, é presidente é, mas é um homem que passa um governo a pedradas vindas da grande mídia nacional e do sul. Um homem que tem que trabalhar pelo País e continuar mantendo-se firme apenas da música lá na mídia. E ele tem que ser superior a isso tudo, essa mesquinharia, essa pequenês, essa raiva preconceituosa, essa inveja contida, essa vontade de tomar seu lugar. Tem que ser maior e se MOSTRA maior que isso. Aí está seu valor. E cada vez mais tem valor.

E na hora da vitória ele tem todo o direito de falar. Porque é a hora de falar. Então como disse Zagalo: “Vocês vão ter que me engolir”.

Por Hooligan

Nassif, o “Fantástico” de hoje vai entrar para a história, como o JN de 1989 e a edição do debate Collor/Lula. A globo simplesmente “limou” o presidente da cerimônia de escolha da cidade. Na abertura do programa, um “clip” contendo imagens da cidade e da delegação, na expectativa da escolha. Após o anúncio, mostrou a festa, a comemoração. Focaram o Pelé, que nem abriu a boca, duas vezes. O Lula, nenhuma!!!

Pior foi depois, durante o programa, uma matéria mostrando o Nuzman dizendo sobre o que considerou importante para a conquista… Disse “o discurso do Havelange”, e mostra o velhão falando, “o mapa-mundi”, e mostra o tal mapa… E ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE O DISCURSO DO LULA!!! Não é que nao mostraram o discurso dele, é que simplesmente nem foi mencionado que ele discursou e emocionou a todos! Depois mostraram só umas imagens “de bastidores”, em que ele aparece meio de “papagaio de pirata”, como que pra dizer que sua participaçao foi acessória, simbólica! Se alguém se “informou” só pelo “Fantástico”, ficou com a nítida impressao que Lula não teve NENHUMA INFLUENCIA na escolha do Rio!!!

É incrível, a globo não se cansa de tentar escrever sua versão da história… E cria esses momentos que a gente não pode deixar esquecidos!


O caso Mineiro das ligações entre imprensa e governo

24 agosto, 2009

Apartir do Blog Anais Político pode ver um vídeo que me levou a conhecer um caso que vem se arrastando desde de 2006 no internet, que as vezes trabalha em ondas de repercussão. Creio que esta seja a 3ª onda dos vídeos. Pois bem os casos mostram as ligações e pressões do governo de Minas sobre  editores e jornalista da mídia local. Indiretamente há uma sugestão de que profissionais são demitidos pelos chefes como resultado das pressões, os profissionais negam isso, mas deixam claro como são as relaçõe sentre governo e imprensa.

Ligações similares são também sugeridas na internet em relação ao governo de São Paulo e Rio Grande do Sul, todos do PSDB. O mais negativo disto tudo é que ligações são negadas com base no argumento da imparcialidade e isenção que haveria nas empresas de mídia. O que é muito fraco.

O Primeiro vídeo é um documentário de fim de curso que foi feito iniciado em novembro de 2004 e finalisado, lançado, em junho de 2006, vespera das eleições para o Governo de Estado.  O nome do vídeo chamasse “Liberdade, essa palavra” e foi feito por Marcelo Baêta.

Vejam a parte Dois ….. e Final.

O vídeo caiu como uma bomba na eleição e foi utilizado pela oposição a Aécio. Gerou então uma reação do governo que foi feita por vídeo.

Veja vídeo um ….. e dois.

Outro vídeo foi feito entre 2007 e 2008, quando foi lançado no site Current. O autor (Daniel Florêncio) também não possui ligações partidária e utilizou basicamente o vídeo anterior para fazer o seu, claro que acrescenta algumas coisas novas. Este segundo teve uma maior repercussão fora de Minas que o primeiro e despertou o interesse por este.

Veja o vídeo com tradução.

Este vídeo foi a gota d’água, gerando maior rebate por parte do Governo de Minas, principalmente por ter dado a entender que as demissões de jornalistas foi feitas a manda de Aécio. O PSDB, fez dois vídeos para tentar rebater as acusações.

Veja vídeo um … e vídeo dois.

O governo acusou os autores de ligação partidária, o que não foi provado, mas sim negado pelos autores. Entretanto, os vídeos foram utilizados pela oposição, assim como as notícias de jornais também são utilizadas nas disputas. Veja um debate entre Daniel e o Governo, agora é sem vídeo, só por escrito.

Mídia & Governo: Angu-de-caroço em Minas Gerais

Mídia & Governo 2: Uma câmera na mão, irresponsabilidade na cabeça


O cinismo da grande mídia e o 3º mandato – Lula e Uribe

20 agosto, 2009

Esssa aqui não merece nenhum tipo de comentário. O que se vê já é bastante para entender tudo. Mas não podemos deixar de publicar, é um fato afirmativo de uma argumentação que a Folha tentar desmantelar em seu edital de hoje, afirmando que “denuncismo” como algo surreal. Aqui está a miséria moral da grande mídia do sul, exposto. Veja o caso de Honduras, será que não há algo de similar. E se na Colômbia começar uma “revolução” para derrubar Uribe.. aí, meu Deus, vai ser o pior golpe das Américas, a mídia só iria falar disso uns três meses seguidos…

Por Hugh Bronstein

BOGOTÁ (Reuters) – O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ficou mais próximo de buscar uma segunda reeleição em 2010 após o Senado do país ter aprovado na noite de quarta-feira uma lei que o permite buscar o terceiro mandato.

Uma votação apertada será realizada na Câmara na próximo semana sobre o tema.

A lei pede a realização de um referendo que perguntará aos eleitores se eles querem mudar a Constituição para permitir que o presidente, forte líder no combate à violência, possa concorrer novamente no pleito de maio.

Uribe ainda não disse publicamente se vai tentar mais uma reeleição. Mas seu governo está pressionando bastante pela realização da consulta popular.

O presidente foi eleito pela primeira vez em 2002 e depois reeleito em 2006, após uma mudança na Constituição que permitiu o segundo mandato. Ele é um herói para muitas pessoas por ter tornado as cidades e estradas colombianas mais seguras após um acordo com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas e as Farc.

Uribe é o principal aliado do governo norte-americano na região, onde governos vizinhos, liderados pelo venezuelano Hugo Chávez, criticam regularmente as políticas norte-americanas e reforçam seus laços com Rússia, China e Irã.

(Reportagem adicional de Monica Garcia)

Essa peróla foi replicada sem revisão por quase todas as grandes mídias, é só ver no Google.

A grande imprensa brasileira mostra a tua cara de pau. Quando um deputado petista sugeriu o terceiro mandato para Lula, ela acusou a manobra de golpe. Mas quando o assunto é Álvaro Uribe o tratamento é outro. Veja o que publicou o “Estadão” nesta quinta-feira (preste atenção no que vai em negrito), destacados acima, como no original. Veja o blog que atentou para o fato.

Veja mais:

http://olhosdonorte.wordpress.com/2009/06/04/terceiro-mandato-mais-uma-perseguicao-da-midia-contra-lula/

http://olhosdonorte.wordpress.com/2009/05/17/fhc-o-mandato-presidencial-e-a-republica-de-remendos/


O que vale mais? Ter soluções para a crise do senado ou o caso Lina-Dilma?

18 agosto, 2009

Veja como os jornais repercutem as notícias do dia.

FSP - o que vale mais

Aqui está os pesos e as medidas. O Senado está numa profunda crise institucional que tomou a cena nacional e da grande mídia durante meses. Queria-se a cabeça do Sarney, não solucionar a crise. Ninguém estava interessado em soluções apenas em derrubar Sarney.

Agora a vítima da vez é Dilma, quer dizer, mais uma vez. O destaque da Folha na internet deixa isso bem claro! Os demais jornais na internet só falam da Lina. A FGV e as soluções para a crise do senado, que muitos acham um horror, não merece atenção nenhuma. Economizar 365 milhões por mês não vale nada. O que é isso? Se não é hipocrisia?

Os interesses obscuros que muitos dizem não existir, existe. E está tão claro. É só ver além do que está na manchete, ver o que o jornal renuncia em destacar.

A mídia com esse tipo de comportamento é uma coisa muito difícil de engolir… muito mesmo.


A guerra virtual. Israel e a manipulação da opinião pública

17 agosto, 2009

Em post passado, este blog já havia comentado como Israel estava criando padrão para manipular a opinião pública por disfarce. Neste post afirmamos: Este tipo de ação cria um nova padrão no mundo da mídia. Esta não poderá mais  ser analisada da mesma forma, pois há uma revolução em curso principalmente trazida pela internet e agora associada com este tipo de ação.

Pois bem. Esta ação não era algo isolado e pontual como alguém poderia achar. Mas trata-se de quase uma politica pública do exército de Israel, em todos os sentidos. Veja abaixo notícia de um site Português que mostra como ocorre tais práticas e como jovens são recrutados.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel montou uma equipa cuja tarefa é navegar na Internet 24h por dia, disseminando boas notícias sobre Israel. Os seus membros trabalham sob disfarce e fazem tudo para desacreditar os que defendem os direitos humanos e justiça para os palestinianos.
Por Jonathan Cook, em Nazaré

O forte apoio a Israel expressado nas secções de conversa dos sítios web, nos fóruns da Internet, nos blogs, no Twitter e Facebook, pode não ser tudo aquilo que parece.

Foi noticiado que o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel iria estabelecer uma equipa especial e incógnita de trabalhadores cuja tarefa seria navegar na Internet 24h por dia, disseminando boas notícias sobre Israel.

Jovens israelitas sedentos de Internet, principalmente aqueles que se formaram recentemente e soldados desmobilizados com conhecimentos de línguas, estão a ser recrutados para actuarem como cibernautas normais enquanto divulgam as posições do governo sobre o conflito no Médio Oriente.

“Para todas as intenções e propósitos, a Internet é um teatro de operações no conflito israelo-palestiniano e nós temos de ser activos nesse teatro, caso contrário, perdemos”, disse Ilan Shturman que é o responsável pelo projecto.

A existência de uma “equipa de Guerra na Internet”surgiu quando foi incluída no orçamento deste ano do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Cerca de 150.000 dólares foram postos de lado para a primeira fase de desenvolvimento, com um acréscimo esperado para o próximo ano.

A equipa ficará sob a autoridade de extenso departamento que já lida com aquilo a que os israelitas apelidam dehasbara, oficialmente traduzido por “explicações públicas”, mas que geralmente significa propaganda. Inclui não apenas o trabalho de relações públicas do governo como também assuntos mais secretos que o ministério tem com várias organizações privadas e iniciativas que promovem a imagem de Israel na imprensa, na TV e na Internet.

Numa entrevista dada este mês ao jornal de negócios Calcalist, Shturman, o director-adjunto do departamento dohasbara, admitiu que a sua equipa estava a trabalhar sob disfarce.

“Os nossos agentes não dirão: ‘Olá, eu sou do departamento de hasbara do Ministério dos Negócios Estrangeiros e quero-lhe dizer o seguinte’. Nem se identificarão necessariamente como israelitas”, disse ele. “Falarão como cibernautas e cidadãos e vão escrever respostas que parecem pessoais mas serão baseadas numa lista de mensagens que o Ministério desenvolveu.”

Rona Kuperboim, colunista no Ynet, o site de notícias mais popular de Israel, denunciou a iniciativa acrescentando que era um indicador de que Israel se tinha tornado num “estado polícia do pensamento”.

Disse ainda que “boas relações públicas não tornam a realidade nos Territórios Ocupados mais bonita. Estão a ser mortas crianças, lares estão a ser bombardeados e famílias estão a morrer à fome.”

A sua coluna foi saudada por vários talkbackers1 que perguntaram como é que podiam candidatar-se a esse trabalho na equipa do Ministério.

O projecto é a formalização das práticas de relações públicas que o ministério desenvolveu especificamente para o ataque de Israel a Gaza em Janeiro e Fevereiro últimos.

“Durante a Operação em Gaza, apelámos às comunidades judaicas no estrangeiro e, com a sua ajuda, recrutámos alguns milhares de voluntários que se juntaram a outros israelitas”, disse o Sr. Shturman.

“Nós fornecemos o material de enquadramento e de hasbara e enviámo-los para representarem o ponto de vista de Israel no sites de notícias e em sondagens na Internet.”

Não obstante ter sido criticado por organizações de direitos humanos por enganar os visitantes sobre aquilo que era mostrado nas imagens, o exército israelita também teve uma conta num dos sites mais populares no site de partilha de vídeos, YouTube, onde disponibilizava vídeos regularmente.

CONTINUE LENDO! AQUI.


Globo X Record: Poder, manipulação e cobertura

15 agosto, 2009

Demorou um pouco é verdade, mas já veio à tona um fato que estava tão na cara e que ninguém fala: a guerra entre as redes Record e Globo. Desde a primeira reportagem do Jornal Nacional sobre a denúncia do Ministério Público de São Paulo que incriminou o bispo Edir Macedo e outros nove membros da Igreja Universal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, algo que beneficiou entre outras empresas a Record, ficou claro que a Globo não estava fazendo uma simples cobertura jornalística.

O JN forçou a barra ao dar um grande espaço, ao relembrar o vídeo antigo de Edir Marcedo doutrinando seus pastores, e ao destacar a pretensa cobertura internacional e nacional sobre o caso. Neste momento algo além das denúncias contra o Bispo, a IURD e a Record veio à tona: a intenção da maior rede de TV aberta do Brasil atingir em cheio a imagem e credibilidade da sua maior rival, a Rede Record.

Fiquei esperando para ver os próximos passos, para ver o comportamento da Record e a repercussão da mídia e da internet sobre a guerra. Já que após as denúncias o foco ficou apenas na IURD e na manipulação que pastores estariam fazendo, no rio de dinheiro que o dízimo movimenta entre histórias de pessoas desiludidas. Mas a foco de atenção começa a volta para a guerra das redes, o que é muito bom, pois é um momento único que a população tem para discutir a mídia brasileira através de algo que está bem perto dela a Globo e a Record. É também uma chance de ver o poder destas redes e o passado/presente não muito ético. Creio que Nassif foi um dos primeiros a mostrar, sem comentar o assunto.  Na Paraíba Júnior Miranda também comentou o caso, afirmando que era tudo farinho do mesmo saco. Meus caros leitores, não se assustem com tudo o que está acontecendo. Isso é bom para que entendamos como se dá as relações e o jogo pelo poder da mídia no Brasil. Elas brigam e brigam por quererem aumentar sua influência política e midiática. Cabe a nós brasileiros não entrar nesse joguete. Devemos zelar pela qualidade da programação.

Aí veio o Acerto de Contas, que até então era só críticas a IURD. André foi lá e disse: O melhor de toda essa briga é que as duas emissoras estão corretas, cada uma na sua, claro, com a boa dosagem de parcialidade que seus interesses demandam. Nunca uma briga foi tão pedagógica, tanto para identificar o que se esconde nos cacos da história de cada emissora, quanto para exercitar a percepção de como o jornalismo se traveste do mito da imparcialidade.

Inclusive sugeriu um bom vídeo. Vale a pena mesmo ver. O mais incrível disto foi que a Globo conseguiu que o vídeo não fosse exposto no Brasil, pelo menos são boatos que afirmam por aí. Uma estratégia tipo Xuxa. Trata-se de Muito Além do Cidadão Kane.

Pois bem trato agora uma matéria que vale apenas ler. Ela trata de desvio de finalidade, também. Mostra como não se pode utilizar um espaço público, como a concessão de TV aberta para fazer brigas comerciais. O mais importante disso tudo é a aprendizagem que nós cidadãos teremos sobre a mídia, sobre a necessidade de democratizar a produção de informação e sobre as interpretações parciais e as notícias não noticiadas ou super noticiadas que escondem interesses. Outra coisa, parece-me que a Globo partiu para o tudo ou nada, pois esta disputa dará maior visibilidade a Record e ainda implicará em trazer para frente da mídia os podre da Globo, mas deixa que nisso que eles pesem.

Vejam o primeiro round e a entrevista sobre o uso de espaço público para briga comercial.

Abertura dos telejornais nas duas maiores emissoras do país. Começa mais um capítulo da batalha televisiva iniciada um dia antes entre as redes Globo e Record.

Para além da disputa pela audiência, o incidente desnuda o uso indevido de espaços públicos para disputas particulares. A avaliação é de Laurindo Leal Filho, doutor em ciências da comunicação pela USP (Universidade de São Paulo) e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade.

- São duas empresas comerciais que se utilizam do espaço público – que não é delas, é da sociedade – para resolver pendências comerciais e empresariais. Isso é absolutamente incompatível com o Estado democrático.

Autor de diversos livros sobre o assunto (“A TV sob controle, a resposta da sociedade ao poder da televisão” e “A melhor TV do mundo, o modelo britânico de televisão”, dentre outros), Laurindo avalia, nesta entrevista a Terra Magazine, que a disputa comercial entre os dois canais tem como ponto positivo a exposição da história de “relações promíscuas” da Rede Globo. Além de evidenciar a defesagem e a falta de legislação para o setor de telecomunicações.

O estopim da luta de foice entre os dois canais foi a publicação de reportagem com mais de 10 minutos de duração pelo Jornal Nacional na terça-feira, 11, repercutindo denúncia do Ministério Público de São Paulo que incriminou o bispo Edir Macedo e outros nove membros da Igreja Universal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

No dia seguinte, o revide. Em reportagem de cerca de 15 minutos veiculada pelo Jornal da Record, a emissora – controlada pela Universal – recorreu a imagens de arquivo para vincular a Globo à ditadura militar e aos escândalos Time-Life e Proconsult. E destacou que a emissora carioca ignorou o movimento Diretas-Já, em 1984.

Nesta quinta-feira, novo round, com os mesmíssimos ingredientes.

Em nota enviada a Terra Magazine, a Central Globo de Comunicação afirma que está dando ao caso Universal “tratamento equivalente” ao que deu a outros fatos jornalísticos, como a deflagração da Operação Satiagraha, em julho de 2008. A central de comunicação da Rede Record afirmou, por sua vez, que a emissora “não está atacando ninguém, apenas respondendo às acusações feitas e aos ataques que partiram da Rede Globo”.

“O que o cidadão em casa tem a ver com a briga entre a empresa Record e a empresa Globo? Ele não tem nada a ver com isso”, critica Laurindo. ” Ele tem que receber um serviço público correto de rádio e TV, que atenda aos seus interesses e as suas necessidades Laurindo”. LEIA A ENTREVISTA AQUI

Vejam isso também: http://www.youtube.com/watch?v=dhGICd1SR4M

Segunda abordaremos um fato correlacionado, como a mídia em geral virou o campo de guerra e de disputais na sociedade. Na sociedade da mídia as disputas se travam na mídia, no discurso. Vamos ver o caso de Israel que está sistematizando este tipo de atuação.


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