Aliança Ricardo Coutinho – Cássio Cunha Lima. Resultado da pesquisa e análises

16 Novembro, 2009

Este blog colocou no ar sua primeira pesquisa. Durante dois meses (16 de setembro até 15 de novembro) os leitores puderam votar e expressar sua opinião sobre esta muito falada aliança entre Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho para montar uma chapa nas próximas eleições. O blog perguntou, Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador?.

Eram três opções: sim, não e estou em dúvida. Os resultados indicam que 65% dos votantes aprovam a aliança, enquanto 30% desaprovam, e não votaria em Ricardo. A pesquisa parte do pressuposto de que os votantes são eleitores de Ricardo. Deste modo, um terço destes não gostam da ideia de Ricardo se juntar com os Cunha Lima.

Esta pesquisa não possui validade científica, pois não trabalhou com amostras estratificadas da população do Estado, mas expressas tendências similares àqueles da pesquisa IBOPE, no qual 52% aprovam e 28% são contra, principalmente se consideramos seu pressuposto. Saindo do campo das dados quantitativos e entrando no campo das argumentações podemos inserir esta pesquisa em alguns análise macro da situação política do Estado para 2010.

Até agora a aliança vem sendo propagada e desejada com fervor por Cássio Cunha Lima e seus seguidores e aliados. Ricardo aceita por omissão, por não manifestar seu apoio ou recusa ao que está sendo dito. Ele sabe que está numa berlinda e que para vencer precisa de apoios e palanques no interior, mas a qual custo, fazendo aliança com que tipo de políticos e partidos?

O grupo dos Ricardistas não é maior que o grupo de Maranhistas e Cassistas, talvez seja similar aos Ciceristas. O grande diferencial de Ricardo é sua gestão em João Pessoa, suas novas ideias e resultados obtidos, e isso se dá num contexto de velhos nomes desgastados pela história e sua própria atuação. Isso lhe garante os eleitores desvinculados a políticos e partidos, o eleitor médio da Paraíba. Ou seja, é um momento único para o prefeito. Assim percebemos que essas pesquisas refletem mais a aceitação de  Ricardo entre os Cassistas, do que o contrário. E isso já se firmou, mesmo que Cássio fale que não quer, vai ficar registrado que um dia ele quis e lutou por tal aliança.

Neste momento temos o grande problema de Ricardo, abandonar sua base e até dar as costas para sua história e ideias para obter o apoio político e midiatico de Cássio. Se tal guinada for feita, ele não será mais Ricardo, mas sim, um dos fortes seguidores de Cássio Cunha Lima. Não terá mais sua base de apoio e será um alienígena na base de Cássio, um mero apêndice dos Cunha Lima, como já foi Cozete e agora é Cícero. Os dois vivem na pele os malefícios de sua fidelidade e apoio aos Cunha Limas. Ou seja, pode ser uma morte prevista do prefeito, com um leve suspiro se conseguir ocupar o poder.

As cartas estão na mesa, os próximos passos é que definirão como será as composições para 2010. Se Ricardo conseguir o apoio do PT e do PCdoB, como do PTB e PP ele terá muito musculatura que compense um possível apoio formal que ele pode vir a fazer para Cássio, o que será uma grande tristeza e um ponto negativo na renovação da política do Estado, haja vista que nestes últimos 30 anos a política paraibana se resumiu a uma briga entre Cunha Lima e Maranhão, seja no mesmo partido ou não.

Em breve o blog completará um ano de atuação e muitos leitores conquistados. E novas pesquisas estarão no ar.


Poder político e dinheiro “sujam” eleição de instituições na Paraíba

8 Novembro, 2009

Temática de suma importância para quem observa o cenário político paraibano e nacional. Mostra também a capacidade do Paraíba 1 em observar e tentar analisar tais fatos. O movimento estudantil já conhece muito bem essas forças.

A interferência do poder político e da influência econômica no processo de escolha interna das instituições na Paraíba já está chamando a atenção da academia. Nas universidades, o assunto já toma conta de debates em salas de aula e se transforma em teses e monografias. O “fenômeno” em questão está sendo avaliado em seus níveis de contaminação desde a base – como as Sociedades de Amigos de Bairro e Conselhos Tutelares – até esferas de influência poderosas, como a Ordem dos Advogados do Brasil e a poderosa Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB).

“Lamentavelmente, nos últimos tempos, existe bastante material para estudo sobre essa contaminação sem limites das instituições no processo de partidarização de escolha dos dirigentes”, avalia o cientista político Ítalo Fittipaldi. Segundo o especialista, as informações sobre o desvirtuamento das eleições internas nas instituições são “assombrosas e preocupantes”.

Em João Pessoa, a situação é crítica, por exemplo, nas eleições dos conselhos tutelares. Até mesmo a “compra” de candidatos por agentes políticos se transformou numa realidade que já não é mais escondida. “A negociação é grande, tem vereadores aí que estão dando de R$ 2 mil a R$ 5 mil para o conselheiro fazer a campanha”, revelou Carlos Antônio Ribeiro da Silva, 32 anos, educador social que está tentando a recondução ao cargo de conselheiro, mas se diz desestimulado em função da concorrência desleal com candidatos apoiados por donos de mandatos.

A presidente do Conselho Tutelar Sudeste de João Pessoa, Lindinalra da Silva, 28 anos, denunciou que grande parte dos candidatos a conselheiro encara o cargo como “trampolim político”. “Infelizmente virou um cabide de emprego. O que motiva, hoje, algumas pessoas a concorrerem ao cargo de conselheiro tutelar é o salário, a oportunidade de estar em um meio político-partidário”, denuncia Lindinalra.

Ítalo Fittipaldi vê com preocupação esse fenômeno da partidarização de eleições e avalia como perigosa a intensificação dessas interferências. “O grande problema é essas instituições se transformarem em apêndices de partidos políticos, em uma espécie de extensão de legendas, porque assim elas perdem até mesmo a sua legitimidade de representação”, disse o especialista.


Onde está o autoritarismo? E o fim de uma aliança – PMDB-PSB

5 Novembro, 2009

O prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho é acusado de ser autoritário e querer impor um projeto pessoal de poder para as eleições de 2010. Mas para que serve tais “argumentos”? São utilizados no jogo para impor uma imagem negativa a Ricardo e outra positiva a Maranhão com bases superficiais. Vamos entender autoritarismo num sentido de senso comum, como alguém que deseja impor sua vontade dentro do jogo político e afastar desse sentido o que seria golpes de estado e outros eventos similares.

José Maranhão que de vez em quando afirma que está aberto a conversas com Ricardo e que no PMDB não há desentendimento, que há diálogo etc e etc. Esconde por baixo das palavras-manta o próprio projeto de poder. Vejam bem, o atual governador ficou no poder praticamente 8 anos de 1994-2002. Afinal Mariz morreu muito cedo e nem conseguiu dar o tom de seu governo. Após isso tentou emplacar seu sucessor, o tal Roberto Paulino e tentou mais duas vezes voltar ao poder sem sucesso.

Voltou agora para cumprir quase dois anos de mandato e assim fechar 10 anos de poder. Insatisfeito, quer ser candidato para 2010 e ficar mais 4 anos. Ou seja, algo em torno de 15 anos no poder e mais 25 anos influenciando os rumos do poder na Paraíba. É quase certo que Maranhão será candidato como 2 mais 2 são 4. E ai de quem questionar. Isso, é claro, não aparece, afinal o PMDB é um partido de diálogo e sem divergências.

Democracia também implica alternância, principalmente quando novas forças políticas possuem possibilidades claras de colocar seu projeto de governo e poder em prática. Luciano Cartaxo alardeia que muitos brigam e qualquer um quer ser vice de Maranhão sem pensar no projeto e no que politicamente o governador representa, neste momento. Desdenha se aliar a Ricardo, que tem mais coerência com PT do que Maranhão. Deseja ser vice como se outras vias não existissem.

Além desse passado todo, outra fato que fica é que Maranhão só aceita Ricardo se este apoiar seu projeto político de voltar ou ficar no Palácio da Redenção, muito embora isso não seja dito. Ninguém fala que ele é o candidato do PMDB, mas todos sabem que ele o é. Ou seja, o PMDB e o próprio Maranhão esconde seu autoritarismo imputando-o aos outros, aos adversários.

Assim, quem é o paladino do autoritarismo?

Mas afinal, o que temos? Temos um bloco de partidos aliados no qual um figura nova desponta com forte capacidade de conseguir ganhar o governo, algo até reconhecido claramente pelo oposição. E como natural, tal figura deseja colocar seu nome na rua para ser eleito e governar o Estado. Por outro lado, tal figura, como é de praxe, enfrenta dissidências dentro do bloco aliado, pois há intenções de governo por parte de outro membro do bloco.

Todos com suas intenções legítimas colocam seu bloco na rua para obter apoio, mas não se falam e nem tentam resolver suas diferenças, aí encaminham-se para a separação muda. Essa falta de comunicação e separação muda é a marca do fim desta aliança, não se trata desse ou daquele ter abandonado a aliança. Afinal, a aliança não era Maranhão forever (para sempre). E nem poderia ser.

A aliança acabou porque os dois tem projetos que se chocam e não desejam reduzir suas posições. Até aí tudo bem, mas o que é problemático, é não querer ou se evitar conversar, talvez por saber que esse papo vai chegar a canto nenhum e talvez gere apenas mais desgaste. Vamos deixar isso para as eleições de 2010, devem pensar o antigos aliados.

Como se vê falar em autoritarismo é apenas falácia no jogo político, não muito elevado que ocorre na Paraíba.


Crack – vício em três doses!

27 Outubro, 2009

Matéria do G1 mostra como é assustador o avanço e as consequências do uso do crack, que está chegando com força na Paraíba. Mas como estamos afirmando constantemente, é melhor combater do início do que depois, quando o tráfico, as armas e a violência se reforçam.

Agora que esta droga virou um problema de classe média e alta, a grande mídia que escreve e depende dela passou a abordar o assunto com maior constância e com aquele tom de indignidade e de falta de respeito do poder público. Chamando assim o governo para sua responsabilidade. Apesar dos motivos serem negativos a atuação do governo, sim, é bem vinda.

Um episódio trágico, no último fim de semana, fez um pai expor sua dor publicamente deixando muitas famílias em alerta. Ao afirmar que viu uma pessoa boa se transformar em um assassino, referindo-se ao filho usuário de crack que estrangulou a amiga de 18 anos, ele revelou a dimensão dos efeitos devastadores dessa droga que já é altamente consumida em rodas de classe média.

De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cerca de 40% dos usuários são pessoas de classe média.

O estágio devastador da droga pode ser percebido no relato de um estudante de classe média alta, de 24 anos, que revela em seu blog pessoal a luta para se afastar do vício, depois de três anos.

“O crack realmente acaba com qualquer um. É muito poderoso. Conheço quase todos os tipos de drogas que temos no Brasil. Só nunca usei heroína. Classifico o crack como a mais viciante de todas. Com um efeito curto e muito intenso, devido a depressão após o uso, o usuário se vê obrigado a usar grandes quantidades. Não dá para fumar só uma pedrinha se você tem carro e dinheiro no bolso”, conta.

Droga atinge o cérebro em oito segundos

Conforme estudos científicos, ao ser fumado, o crack atinge o cérebro em cerca de oito segundos, após passar pelos pulmões e pelo coração. Vicia com apenas três ou quatro doses. O efeito dura de um a dois minutos.

A droga produz insônia, falta de apetite e hiperatividade. O uso prolongado causa sensação de perseguição e irritabilidade, o que leva o usuário a agir de forma violenta.

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Aplaudimos a pretensão do MP e do CONEN da Paraíba tomarem a iniciativa de combate as drogas. Vejam matéria do WSCOM. Esperamos que não seja apenas para inglês ver.

O Ministério Público da Paraíba e o Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-PB) vão desenvolver um projeto piloto de combate ao uso de drogas. A medida foi tomada em reunião, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, nesta segunda-feira (26). Segundo proposta do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle filho, o projeto deverá conter metas a serem alcançadas, de forma que produza resultados efetivos. Ficou acertado que a minuta do projeto será apresentada no dia 14 de dezembro.

Para o procurador-geral, o MP está trabalhando na linha das parcerias. “Podemos instituir uma política e ser o fio condutor desse projeto. Firmamos o compromisso de ajudar o Conselho no que for necessário. Queremos que esse trabalho conjunto tenha resultados práticos, que o Conen seja sentido pela sociedade”, ressaltou Oswaldo Filho.


Paraíba não vai bem em Educação e Segurança.

19 Outubro, 2009

Nesta semana saíram algumas informações que mostram como a Paraíba anda tem muito o que fazer. Revela como muito pouco foi feito em educação e saúde.

Uma pesquisa realizada pela oscip Viva Comunidade fez uma radiografia da apreensão e mortes por armas de fogo em todo Brasil. Segundo a pesquisa, a Paraíba está entre os estados em que houve o maior aumento no número de mortes por armas de fogo entre 1996 e 2006 (período de realização da pesquisa).

Veja aqui a pesquisa completa

Os índices revelaram que o Estado está em quarto lugar, num ranking nacional, em que a taxa de mortalidade por armas de fogo cresceu 125% em entre 1996 e 2006. Dados mais atualizados mostram que, entre 2003 e 2006, o crescimento é de 33%, ocupando a quinta colocação.

Considerando somente a evolução a partir de 2003, segundo a pesquisa, foram observados maiores aumentos nas taxas nos estados do Maranhão (36,0%), Paraíba (33,0%) e Rio Grande do Norte (30,5%). 

Para efeito de comparação, o estado de Pernambuco, que tem um dos maiores índices de violência do país, teve um crescimento de 34% nos dez anos da pesquisa e conseguiu ter uma redução de 6,9% entre os anos de 2003 e 2006.

O G1 realizou um levantamento a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) que mostra que os professores da rede básica de educação da Paraíba têm a segunda pior média salarial do Brasil, com um salário de R$ 1.057, perdendo apenas para Pernambuco com uma média de R$ 982.

Leia aqui a matéria completa do G1

Segundo um levantamento feito pela Paraíba1, a maior remuneração que um professor da rede municipal de ensino de João Pessoa pode receber é de R$ 1.092,44 e de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem), esse valor vale só para os professores licenciados.

Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.

Com certeza esses temas devem fazer parte da campanha de 2010. Há que se fazer propostas concretas e não apenas discurso para iludir e ganhar votos. Tem que se tratar a questão de frente. Os problemas já batem a porta, sejam o crescimento do crack e a greve da política civil e delegados.


A mídia política paraibana. Um verdadeiro partido político

17 Outubro, 2009

É notória as ligações políticas entre rádios, tvs e jornais com partidos e grupos políticos. Cada vez mais a atuação da mídia está se distanciando de padrão de qualidade e jornalismo ético para se aproximar de uma atuação restrita e subordinada a interesses ocultos, muitos vezes difíceis de ocultar.

O pior disso é que tais mídias se escondem por traz do fumaça da pretensa imparcialidade e neutralidade para manipular a população e seus leitores. Abusam assim da liberdade de expressão. Esse problema não é só do Brasil, ou da Paraíba, mas ocorre no mundo todo. Veja o caso da atuação de Israel junto as mídias digitais ou não, que este blog já mostrou.

Interessante ler também o artigo sobre o processo que está ocorrendo no EUA entre Obama e a FOX. Veja este comentários do Observatório da Imprensa:

O jornalista Luiz Carlos Azenha transcreve em seu blog Vi o Mundo matéria publicadano The Nation no domingo (11/10) [ver aqui] repercutindo entrevista que a diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, concedeu à rede de televisão CNN e também declarações feitas a repórteres do The New York Times, nas quais ela afirma:

“A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano” (…) “não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN.”

“A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico.”

E disse mais:

“Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição.”

Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?

Não avançaríamos no debate democrático se a grande mídia assumisse publicamente suas posições e reconhecesse que, sim, além dos editoriais, dos artigos e das colunas, a cobertura que faz – ou a ausência dela – é também opinativa e, às vezes, partidária?

Como afirmei a mídia paraibana não fica de fora. Todos sabem das ligações do senador José Maranhão com o Sistema Correio, inclusive seu suplente de senador, que agora é senador, é o dono do sistema. Deste modo é cada vez mais de esperar a atuação político do Correio para ajudar Maranhão nessa “nova” fase política. E por consequencia prejudicar seu principal rival, neste momento Ricardo Coutinho.

A atuação começou cedo. Não se deu cobertura do Prêmio que o Prefeito, ou melhor a prefeitura ganhou em Brasília por preservar o patrimônio histórico. Pelo contrário, falou-se de problemas pontuais da cidade. Claro para iludir o eleitor-leitor-ouvinte.

A atuação política do sistema continuou neste sábado. Após a primeira pesquisa realizada para 2010 por instituto de renome nacional. Apesar de pesquisas não teres significados de previsão, e sem, sentido de situação. Todos os maiores portais do estado divulgaram em manchete a pesquisa que estava disponível desde as 15h.  Mas o correio não deu nem uma nota, omitiu-se e não informou (o mínimo a se esperar).

Os três maiores portais da internet paraibana são o Paraíba 1, Wscom e Portal Correio. Apenas o correio não falou do resultado e os demais portais médios e menores repercutiram, veja o quadro abaixo:

Pesquisa IBOPE

Será que chegaremos a algo parecido como nos EUA?

É bom lembrar que os dados foram amplamente favoráveis a Ricardo e mostrou que ele tem envergadura para enfrentar Maranhão.


Um show de governo ou um governo show?

16 Outubro, 2009

José Maranhão ocupou a cadeira de Cássio Cunha Lima, pois este não cumpriu as regras do jogo eleitoral. Está lá há quase 10 meses, o que já dá um bom tempo para arrumar a casa e saber o que pode ou não fazer, colocando enfim a máquina para funcionar, dentro do rumo que o governo considera saudável para o Estado.

Neste momento, olhando para o passado e vendo o que temos até agora podemos pensar: trata-se de um show de governo ou um governo show. A pergunta é pertinente, pois o governo parece que oscila entre esses dois tipos de atuação de forma constante, levemente pendendo para um governo-show.

José Maranhão conseguiu destravar algumas obras que empacavam no Governo Cássio, o melhor exemplo é o Centro de Convenções. Tem-se ainda uma série de obras que começam a surgir a partir do empréstimo junto aos bancos de fomento.

Viu-se que após poucos meses, o governo colocou propagandas na TV mostrando suas realizações. Algo um pouco surrealista diante da pouco tempo e do discurso de Maranhão de que ainda estava arrumando a casa. A propaganda faz pensar: ele já está fazendo isso? Ou não, está apenas continuando o que já estava em andamento? A propagando pecou, pois deveria ser mais “conceitual”: como o governo está imprimindo uma nova forma de governar para o desenvolvimento do Estado.

Depois disso, estamos vendo um governador que não pára “em casa”, está sempre inaugurando o lançamento ou a pedra fundamental de alguma obra, ou seja, está sempre inaugurando uma promessa e não um resultado.  Festas de muita pompa, cobertura exaustiva da Correio. O governo parece que está funcionando, mas como estaria a gestão de fato?

Aí nesse ponto parece que temos dois Governo, um que gere e outro que faz as relações públicas. Maranhão está muito concentrado no segundo governo e até esquecendo de fazer o devido diálogo entre gestão e relações públicas.

Assim aparecem os problemas, de festa em festa, o governo esqueceu dos problemas de gestão da CEHAP, do política cívil, dos delegados (diga-se de passagem importantíssimo, haja vista o aumento sensível da criminalidade na região de João Pessoa), as falta de água e excesso de buracos da CAGEPA.

Obras são importantes, mas o governo deve se ater para a gestão em si, anova forma de governar. As diferenças vem daí. Todos fazem as obras, uns mais que os outros, entretanto, sua relevância está no que ela significa: melhorar a saúde, educação, abastecimento? O que é prioridade? É uma obra integrada a outras para gerar desenvolvimento ou é um conjunto de obras isoladas? Esta é a forma de gestão que o governo deve mostrar, para deixar de ser um pouco “governo show” e ser um “show de governo”.


As mancadas administrativas do Governo do Estado

14 Outubro, 2009

Há certas práticas administrativas que já deveriam está fora do cotidiano de qualquer gestão no Brasil. São coisinhas básicas que um bom gestão deve ter como disciplina: cumprir seus compromissos, dar satisfação aos seus usuários, ter planos alternativos diante de caminhos diferentes que já estão postos, conferir as informações para se certificar de sua credibilidade, enfim…

Para que esses itens e outros foram deixados de lado pelo Governo do Estado em prol de fazer um política que não é muito sadia. Vejam essas notícias que so mostram alguma falta de compromisso com a boa gestão e muito compromisso com uma política para lá de questionável.

Falta de um mínimo de respeito, 15 dias para consultar uma folha, dar um retorno e eixar tudo de lado para uma ação política:

A data limite havia sido solicitada pelo governador José Maranhão (PMDB) frente à ameaça de greve dos delegados para o dia 1º de outubro. O indicativo foi suspenso em razão do pedido, com a esperança de que o ponto final para este debate poderia ser dado dentro de 15 dias.

No entanto, a agenda do governador e dos secretários de Administração e Segurança Pública (Gustavo Gominho) com os delegados não foi confirmada devido a uma visita que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva faz ao Nordeste. Na terça-feira, o Estado anunciou que Maranhão o acompanharia na inspeção às obras de transposição do Rio São Francisco.

Representante da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia Civil (Adepdel), Cláudio Lameirão, criticou a atitude da administração pública. “Pedimos que ao menos haja um tratamento educado com a categoria. O Governo demonstra que não está nem aí nem com a segurança pública tratando de forma descortês a categoria”, declarou.

Segundo ele, há 7 meses os profissionais aguardam o desfecho da campanha salarial. José Maranhão teria pedido um prazo de 15 dias para consultar a folha de pagamento de pessoal para determinar se poderia ou não conceder aumento. “Isso poderia ser feito em uma tarde”, criticou Cláudio Lameirão.

Falta de planejamento e estratégias alternativas diante de informações amplamente conhecidas. Uso político altamente duvidoso:

“Provavelmente, eles terão que ser recebidos pelos próprios diretores, inclusive por mim, porque o Departamento de Pessoal não existe mais”, comentou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (13).

De portas fechadas, a previsão é de que a Cehap leve de seis a oito meses para que seja “recriada”. Este seria o tempo necesário para treinar os novos funcionários e, finalmente, conduzi-los aos seus postos de trabalho.

A situação de caos será discutida com o governador José Maranhão (PMDB) ainda nesta terça-feira (13). É ele quem deverá dar a palavra final sobre o que será feito para reativar a Cehap.

Ainda segundo Carlos Mangueira, a companhia teve que suspender os serviços depois de cumprir ação judicial do Ministério Público do Trabalho e demitir 73 servidores comissionados, que ingressaram sem concurso público.

Falta de conferência de informações. Uso político questionável:

2- A dívida, já corrigida, de R$ 111.849,02, segundo cálculos do IBGE, é de responsabilidade legal e judicial do Governo do Estado, que figura como réu na ação de cobrança, e já integra relação de precatório ( nº. PRC 66209-PB, julgado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região) que também só podem ser pagos pelo governo, dentro de rigorosa ordem cronológica. Mesmo querendo, a Assembleia não poderia quitar tal débito, por ferir a ordem constitucional quanto ao pagamento de precatórios.

3- Essa dívida se deve à cessão da servidora do IBGE Marfisa Maria Teixeira Guimarães, que prestou serviços à Assembleia Legislativa a partir de 1995. Em abril de 1997, o IBGE cobrou do governo do Estado, já então dirigido pelo senhor José Targino Maranhão, o pagamento desse débito. O Governo não questionou a dívida, embora nada tenha pago.

4- Durante os anos de 1998 à 2002, ainda na Administração José Maranhão, o Governo do Estado reconheceu formalmente a dívida, mas se disse impossibilitado de quitá-la. O Governo do Estado desprezou todas as possibilidades de acordo com o IBGE nesse período e de pagamentos amigáveis, até a decisão da Justiça Federal.

5- Já em relação à dívida alegada com a Chesf, tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da capital uma ação de cobrança movida por esse órgão federal ?contra o Estado da Paraíba?, cujo o valor da causa é de R$ 260.233,21, ainda pendente de sentença judicial.

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Agora a população ficará na mão em termos de segurança, moradia e demais áreas, entretanto o governo quer tentar passar a imagem de que tudo isso não é de sua responsabilidade, é algo que outros estão causando. Será que vai pegar?


Os péssimos políticos paraibanos, com exceções

9 Outubro, 2009

Esse início de mês foi daqueles para os políticos da Paraíba, pois constatou o quanto eles são ruins e não apresentam nada de útil para a sociedade. Antes de queremos acabar com os políticos, ou melhores com estes representantes, devemos querer trocá-los. a renovação é a melhor forma de oxigenar a política com qualidade.

Pois bem, o martírio dos políticos paraibanos começou quando a ong Transparência Brasil constatou que 84% dos projetos dos nossos deputados estaduais não tem relevância ou impacto social. Veja que número dantesco. Vejam:

Sessões especiais, homenagens, batismos e datas comemorativas. Estes projetos correspondem a 84% das matérias apresentadas pelos deputados estaduais da Paraíba deste 2007.  No topo da lista, com 1.726 ações, aparecem as proposituras com o intuito de homenagear alguém ou alguma instituição do Estado. São os chamados ‘votos de aplausos’ ou mesmo a condecoração através de medalhas. Para a Organização Não-Governamental Transparência Brasil, este tipo de projeto traz pouco ou nenhum impacto à vida do cidadão, sendo considerado quase que irrelevante para as atividades legislativas do País. E TEM TODA RAZÃO!

Na Paraíba, o estudo mostrou que quando se trata da qualidade de propostas apresentadas, os deputados estão deixando a desejar. Segundo o levantamento, apenas 16% das matérias apresentadas pelos integrantes do parlamento estadual têm algum tipo de impacto sobre a vida dos cidadãos. São propostas que tratam de temas ligados ao meio ambiente, aos consumidores, a segurança, saúde, educação, criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), dentre outros. 
No entanto, a organização ainda lembra: “classificar um projeto como dotado de impacto não significa julgá-lo meritório, mas apenas que, se aprovado, teria conseqüências concretas sobre a comunidade”.

Trata-se de uma grande vergonha. Para completar, hoje saiu uma pesquisa do site congresso em foco, mostrando que a bancada federal da paraíba é a terceira pior bancada do congresso! Fica na frente apenas de Rondônia e Sergipe.

A consulta foi feita incluindo jornalistas de 53 veículos de comunicação do país, entre jornais, emissoras de TV e rádio, agências de notícia e portais de internet. Repórteres, editores, produtores de TV, colunistas, chefes de redação, jornalistas que trabalham em rádio, comentaristas – dos grandes jornais e revistas do país, da internet, da mídia regional e de órgãos de comunicação públicos – fizeram questão de depositar o voto na urna itinerante que, de terça-feira (16) até quinta-feira (18), percorreu as dependências do Congresso e as principais redações da capital federal.

Todo o processo de votação e apuração foi acompanhado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que apoiaram a iniciativa.

Mas como em todo caso há as exceções. No caso da bancada federal, mais relevante, o deputado Luiz Couto foi o melhor da Paraíba e o 10º em termos de Nordeste.

O site Congresso em Foco publicou um ranking da atuação parlamentar no qual Luiz Couto (PT) foi escolhido como sendo o político paraibano com melhor atuação no Congresso Nacional no ano passado, conforme avaliação feita por 204 jornalistas que cobrem as atividades desenvolvidas por deputados e senadores.

Além de ser eleito o melhor parlamentar paraibano, o que já havia ocorrido em 2007, Luiz Couto também apareceu na lista como o décimo deputado federal mais atuante do Nordeste e o décimo primeiro entre os 93 deputados do PT na Câmara.

Atual vice-líder da bancada do PT e membro titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Luiz Couto destaca-se na Câmara pelo combate ao crime organizado, à prostituição infantil e pelo empenho com que fiscaliza os recursos públicos e defende os interesses da Paraíba e do Nordeste, particularmente na ampliação de programas sociais e destinação de recursos para investimentos produtivos no Estado.

Isso é apenas um alerta e uma forma de avaliarmos a atuação de nossos políticos, deste modo estamos com informações qualificadas para melhor votar. Exercer o voto com qualidade pode mudar o futuro da política e do País. Então, nas vésperas de uma nova eleição, guardem essas informações.


Estado mais pobre, secretários mais ricos

17 Setembro, 2009

Realmente é uma vergonha. Pesquisa mostra que os secretários do Estado da Paraíba recebem os maiores salários entre aqueles do Nordeste. E não custa nada lembrar que a Paraíba é dos estado mais pobres da região. É de se ver que aqui a renda percapita e o custo de vida é menor, de modo que esse salário torna-se uma afronta a sociedade. Estado sensivelmente mais desenvolvidos como Pernambuco, Ceará e Bahia tem salário mais modicos.

Realmente não dá para entender, só é possível dizer que nossa política serve para um clube de amigos, que parece que toma conta do estado independe das cores partidárias. Vejam a matéria:

Leia abaixo a tabela de salários por Estado:

Estado Salário
Paraíba R$ 13.778,02
Sergipe R$ 12.000,00
Ceará R$ 10.977,79
Bahia R$ 10.364,07
Rio Grande do Norte R$  8.000,00
Piauí R$  8.000,00
Maranhão R$  7.204,97
Pernambuco R$  7.000,00
Alagoas R$  6.600,00