Paulo Henrique Amorim vem colocando mais e mais argumentos e fatos para questionar contundentemente aqueles que questionaram a operação Satiagraha. Questiona-se tudo que ela gerou: os dois Habeus Corpus do Ministro Gilmar Mendes; as tentativas de anular o processo todo, pois sua apuração foi irregular/ilegal; a demissão do delegado Protógenes e Lacerda, este último simbolicamente e efetivamente modificou muito a PF além de outras acusações como uso da mídia por Daniel Dantas.
1.
Tudo começou quando a Veja publicou um suposto grampo feito por alguém junto ao STF e revelou conversa de Gilmar Mendes. Isso mostraria que a polícia estava atuando de modo irregular na apuração do caso Satiagraha. Este grampo gerou grande polêmica e agora começasse a ver que pode ter sido um grande engodo nacional. Que coisa! Veja o que diz o blog Acerto de Contas: Folha diz que grampo de Veja era uma farsa
Pode ter passado desapercebido por muitos, até porque era uma matéria discreta, na Folha de São Paulo de sábado.
Segundo apurou a Folha de São Paulo, a Polícia Federal, depois de investigar o suposto grampo que originou a matéria de capa da revista, entre uma conversa de Gilmar Mendes e Demóstenes Torres.
Para quem não se lembra, a Veja do ano passado apresentou uma reportagem de capa, falando que os espiões da Abin teriam grampeado uma conversa entre o Senador e o Presidente do STF.
Muita gente suspeitou da fraude porque nunca apareceu o áudio, e também porque a suposta conversa não tinha nada de comprometedora.
Esse grampo foi o estopim para que se afastasse Paulo Lacerda do cargo de Diretor da Abin.
Segundo a Folha teria apurado, os investigadores da Polícia Federal já saberiam que nenhuma gravação tinha sido feita, o que mostra que a reportagem foi uma fraude.
Para completar Paulo Henrique Amorim pensa alto em seu blog:
Na Folha (*) de sábado, na página A4, há um texto que diz que as investigações intensivas da Polícia Federal chegaram à inexorável conclusão: o grampo sem áudio não tem áudio e não é grampo.
E não se sabe quem grampeou…
Como dizia o ínclito delegado Protógenes no Roda Morta: grampo sem áudio não é grampo.
Como diz uma assessora do ínclito Paulo Lacerda, a Cynara Menezes, da Carta Capital: grampo sem áudio é homicídio sem cadáver.
O que era então o grampo sem áudio que não tem áudio nem autor e nem é grampo?
Para que serviu?
Serviu para o Presidente do Supremo Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, chamar o presidente Lula “às falas” – e o presidente que tem medo se submeteu a ser chamado “às falas”…
Imediatamente, o Presidente que se deixou chamar “às falas” demitiu o ínclito delegado Paulo Lacerda.
O Ministro serrista – já integrado à Campanha “Serra 2010” – Nelson Jobim produziu uma prova definitiva para desmoralizar o Serviço de Inteligência do Brasil: uma babá eletrônica que “fez” o grampo que não tem áudio, não tem autor e não é grampo.
O trabalho do PiG(**), articulado por Gilmar Dantas (segundo Noblat), foi, então, “contaminar” a Operação Satiagraha.
O PiG seguiu a estratégia do bandido condenado, Daniel Dantas: como é impossível se defender das acusações contidas na Satiagraha, o negócio é fazer a Satiagraha deixar de existir, matá-la, vítima de “contaminação”.
Agora, o PiG esconde a informação de que o grampo não tem áudio, não tem autor e nem existe.
Quem fabricou o grampo?
A Polícia Federal chegou à conclusão de que o grampo não tem autor.
Ninguém grampeou.
Então, quem grampeou o grampo da Veja?
O autor levanta alguns suspeitos: a veja, o presidente do STF junto com o Senador e a resvista. Veja a íntegra das hipóteses.
2.
Outras críticas sobre a operação foram no sentido de questionar o modo de atuação da PF e mostrar que esta usava algemas em excesso e pedia bloqueios de dinheiro sem respaudo legal. Estes fatos também são questioandos:
Veja que Kenny Boy está preso, de algemas. Nem por isso a democracia americana foi à breca. Nem a Suprema Corte baixou uma lei para impedir que rico, branco de olhos azuis fosse algemado. Nem os ricos americanos passaram a temer mais a Lei. Eles já temem… E respeitam a Suprema Corte, onde não tem “facilidades” …
Para completar Protógenes traz estes fatos: ” Quando as tevês exibiram insistentemente imagens de executivos humilhados e algemados, analistas, políticos e líderes empresarias foram rápidos em afirmar que indivíduos gananciosos e corruptos, e não o sistema como um todo, eram os culpados pela desgraça de Wall Street. “estamos falando apenas de algumas maçãs podres ou há algo de errado com o sistema ?”, Sam Donaldson perguntou ao ex-presidente da bolsa de valores de Nova York, Richard Grasso, no programa This Week do canal norte-americano ABC. “Bem, Sam”, Grasso explicou, “tivemos algumas falências de grande porte e temos que extirpar as pessoas ruins, as práticas erradas; isso sem dúvida, seja um, sejam quinze, e isso em comparação com mais de dez mil empresas de capital aberto – mas uma, Sam, apenas uma WordCom ou uma ENRON já é demais”. Apesar dessas afirmações, hoje os cidadãos – e também muitos líderes empresariais – estão preocupados com o fato de que os defeitos do sistema corporativo podem ser muito mais profundos do que alguns tremores em Wall Street possam indicar. A premissa principal é de que a corporação é uma instituição – uma estrutura única e um conjunto de ordens que direcionam as ações das pessoas dentro dela.”
—
Nestes dias a justiça internacional fez o que a brasileira não conseguiu e com muito menos papéis e até mais afastada dos fatos, isso revelaria que no exterior, Dantas não tem “facilidades”.
A revista Carta Capital que chega nesta sexta-feira às bancas de São Paulo traz reportagem de Cynara Menezes: “No Bolso, ao menos – Satiagraha – O Ministério da Justiça consegue bloquear 2 bilhões de dólares de Dantas no exterior. É um duro golpe no banqueiro.” Cynara apurou que 90% dos recursos congelados pertencem a uma só pessoa: Daniel Dantas. O congelamento foi feito em parceria com o Governo dos Estados Unidos e da Inglaterra (*) -veja Como Romeu Tuma Júnior deu o golpe fatal em Daniel Dantas.
Cynara conclui assim: “Quanto ao banqueiro (Dantas), fica claro mais uma vez que ele não ‘conta com facilidades’ fora do Brasil. Enquanto aqui os processos contra ele andam a passo de tartaruga (são raríssimos os casos de condenação como a decidida pelo juiz Fausto De Sanctis), no exterior Dantas é um contumaz perdedor.
Juízes estrangeiros já o chamaram literalmente de mentiroso e ladrão. Nestas bandas, ele costuma ser definido apenas como ‘polêmico’”.
—
É necessário que nosso líderes e círculos de pessoas de poder neste país vejam bem o que está acontecendo ou que o estão fazendo. As coisas mudam… Porque lá as coisas andam e aqui não? Para questionar a burocracia brasileira é fácil e rápido, mas neste caso ninguém ousou falar.