Poder político e dinheiro “sujam” eleição de instituições na Paraíba

8 Novembro, 2009

Temática de suma importância para quem observa o cenário político paraibano e nacional. Mostra também a capacidade do Paraíba 1 em observar e tentar analisar tais fatos. O movimento estudantil já conhece muito bem essas forças.

A interferência do poder político e da influência econômica no processo de escolha interna das instituições na Paraíba já está chamando a atenção da academia. Nas universidades, o assunto já toma conta de debates em salas de aula e se transforma em teses e monografias. O “fenômeno” em questão está sendo avaliado em seus níveis de contaminação desde a base – como as Sociedades de Amigos de Bairro e Conselhos Tutelares – até esferas de influência poderosas, como a Ordem dos Advogados do Brasil e a poderosa Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB).

“Lamentavelmente, nos últimos tempos, existe bastante material para estudo sobre essa contaminação sem limites das instituições no processo de partidarização de escolha dos dirigentes”, avalia o cientista político Ítalo Fittipaldi. Segundo o especialista, as informações sobre o desvirtuamento das eleições internas nas instituições são “assombrosas e preocupantes”.

Em João Pessoa, a situação é crítica, por exemplo, nas eleições dos conselhos tutelares. Até mesmo a “compra” de candidatos por agentes políticos se transformou numa realidade que já não é mais escondida. “A negociação é grande, tem vereadores aí que estão dando de R$ 2 mil a R$ 5 mil para o conselheiro fazer a campanha”, revelou Carlos Antônio Ribeiro da Silva, 32 anos, educador social que está tentando a recondução ao cargo de conselheiro, mas se diz desestimulado em função da concorrência desleal com candidatos apoiados por donos de mandatos.

A presidente do Conselho Tutelar Sudeste de João Pessoa, Lindinalra da Silva, 28 anos, denunciou que grande parte dos candidatos a conselheiro encara o cargo como “trampolim político”. “Infelizmente virou um cabide de emprego. O que motiva, hoje, algumas pessoas a concorrerem ao cargo de conselheiro tutelar é o salário, a oportunidade de estar em um meio político-partidário”, denuncia Lindinalra.

Ítalo Fittipaldi vê com preocupação esse fenômeno da partidarização de eleições e avalia como perigosa a intensificação dessas interferências. “O grande problema é essas instituições se transformarem em apêndices de partidos políticos, em uma espécie de extensão de legendas, porque assim elas perdem até mesmo a sua legitimidade de representação”, disse o especialista.


PMDB rifa o PT em diversos Estados.

4 Novembro, 2009

Quanto vai custar a candidatura do PT a presidência? A morte do partido, sua subserviência aos comandos de um outro partido? Pois bem, as coisas parecem que se encaminham para algo parecido. Será que o PT vai virar partido de cúpula e desconsiderar seus militantes?

Vamos a notícia:

A comissão escalada pelas cúpulas do PMDB e do PT para tentar um entendimento nos Estados em que os dois partidos estão em disputa aberta nas eleições de 2010 faz sua primeira reunião hoje, na sede do PT em Brasília. Os dez petistas e dez peemedebistas que compõem a comissão fizeram reuniões prévias para levantar os problemas eleitorais no Brasil, tal como ficara acertado quando PT e PMDB fecharam a aliança nacional em torno da candidatura à Presidência da República da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em Minas Gerais, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, não se conforma de liderar as pesquisas eleitorais com mais de 40% das intenções de voto em qualquer cenário e ainda ter de enfrentar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que não ultrapassa 12% na preferência. Ele disse que, deste jeito, perdem os dois. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), também não aceita a candidatura de Lindberg Farias (PT), que já obteve o apoio do diretório fluminense para se apresentar como candidato no horário eleitoral do PT no rádio e na televisão. O programa vai ao ar no fim de novembro.

No Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli mandou avisar que está pronto para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff, mas que não o fará caso o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, entre na briga pelo governo estadual. Para demonstrar boa vontade, ele avisa que já se acertou com o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e que não haverá dificuldade em fazer uma dobradinha com o petista.

Ceará

Também é grande a gritaria do PMDB contra o PT no Ceará – do deputado e ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB). O protesto é contra a candidatura ao Senado do ministro da Previdência Social, José Pimentel. Em jantar da cúpula peemedebista ontem à noite na residência oficial do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), Eunício se queixou de que Pimentel faz uma campanha agressiva com dinheiro da Previdência para competir com ele.

A preocupação dos governistas no Ceará é grande porque uma das duas vagas ao Senado deve ficar com a oposição, já que o senador Tasso Jereissati (PSDB) disputa a reeleição com o apoio do governador Cid Gomes (PSB) e do irmão Ciro, deputado e pré-candidato pelo PSB à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Raio X da violência na Paraíba. Assaltos, crimes, mortes e crack.

20 Outubro, 2009

Crack

É cada vez mais notório o aumento significativo da violência na Grande João Pessoa (Capital, Santa Rita, Cabedelo, Bayeux, Lucena, Conde e demais) e também na Paraíba, aí temos Patos, Campina, Mamanguape e outros.

Cenas e fatos que você nunca tinha visto antes, ou que ocorriam uma vez perdida em anos começam a acontecer quase que a todo fim de semana. Invasão de casas, polícia recebida a bala, tortura, mortes por encomenda, sequestro relâmpago, assaltos a ônibus, artistas se envolvendo com crack etc.

Toda esta violência tem um centro nervoso, uma espinha dorsal que se chama CRACK. Trata-se de droga de baixa qualidade e preço, sendo aquela que possui os efeitos mais nocivos a saúde e a família. Ainda, é uma droga de fácil dependência, sendo seu vício extremo. Esta droga invadiu a Paraíba nos últimos anos, com o apoio de pessoas de outros estados. A PF aumentou significativamente a apreensão de crack no Estado. E isso é apenas um sintoma de algo bem maior.

Junto com o crack vem os assaltos, crime organizado, degeneração familiar etc. Esta droga invade todas as classes e cada uma responde de modo diferenciado. Para manter o vício as pessoas mais pobres partem para vender as coisas de casa e depois para assaltos pequenos e grandes. Os mais ricos começam vendendo seus pertences e endividando-se. Começam também a fazer assaltos, quando se veem encurraladas.

Como se pode ver, assaltos a ônibus, empresas de bairro, assaltos relâmpagos, roubo de carros para praticar assaltos viram formas de violência cotidianas a frenquentar jornais e indignar pessoas.

De outro lado, aqueles que não conseguem pagar pela droga, seja roubando ou vendendo o que tem, terminam ficando na mão dos bandidos traficantes e morrem. As mortes por encomenda, os acerto de contas começam a se tornar frequente. São crimes que possuem cada vez mais requintes de crueldade, provavelmente para mostrar e servir de lição para os demais futuros inadimplementos com o crime.

Desse modo, ossadas encontradas, mortes em frente de casa, invasão seguida de morte, assassinos da moto preta viram manchetes de jornais e incomodam a todos.

No meio de tudo isso estão as famílias e amigos. Nesse ponto, a família já está envolvida e começa a se desmanchar em brigas e discussões. Ninguém sabe mais o que pode ser feito. Em pontos extremos os filhos e filhas são presos em casa, são amarrados ou internados, para quem pode pagar pelo tratamento. Em outros casos, os filhos caem no mundo e ficam a mercê da própria sorte.

Comandando isso tudo estão organizações e bandos de criminosos que se alimentam da venda de crack e do consumo. Esses grupos vão ficando cada vez mais organizados e bem armados, aí começam a fazer frente a polícia. Começam a dominar regiões e em certos bairros e favelas o Estado que já erra ausente fica impedido de entrar. Quando entra é recebido a bala.

Dai nasce a passividade da polícia. Muitos policiais acham que deixar os bandidos se matarem e/ou as coisas correm solta é a melhor saída, mas pelo contrário, é deixar a sociedade refém desses grupos que ficam cada vez mais poderosos e concentrados. Nasce também a corrupção, que é um câncer para qualquer organização.

Isso é um circuito conhecido de muitos e muitos lugares. Vejam o caso do Rio, de São Paulo ou de Salvador. Isso tem um início. É o que estamos vendo aqui na Paraíba. Por isso, quando mais cedo o combate, a conscientização, melhores serão os resultados no futuro. Entretanto parece que estamos diante de um Estado, Governo e políticos inoperantes. A polícia entra em greve e ninguém está preocupado. Os jornais a cada dia só noticiam crimes bárbaros e o aumento da violência e ninguém acorda.

Trata-se, como se viu, de um problema complexos, não apenas de polícia, mas social. Depende da geração de emprego e renda, da melhoria da educação e estruturação familiar. Não é apenas combate, é conscientização.

A pergunta é: quando vamos começar a tratar esse tema com a devida seriedade? Quando uma figura de renome morrer ou falar que está viciada em crack? Quando a polícia for atacada pelos bandidos e ficar com cara no chão? Não se pode pecar nesse assunto, pois exemplos já temos, formas de combate também. Porque ficar parado?


A (falta de) transparencia do Sistema Correio

19 Outubro, 2009

Pelo jeito a carapuça serviu. Hoje Helder Moura escreve em sua coluna que Obama está com síndrome de Deus e que perdeu o equilíbrio, após resolver enfrentar o partido político que se transformou a FOX, ultrapassando uma atitude de fiscalização para uma de perseguição. A carapuça serviu porque o Correio faz algo similar aqui na Paraíba. Inclusive o Jornal desta segunda é prova cabal. Dedicou uma página inteira a José Maranhão, cheio de belas fotos, e não citou nenhuma vez a primeira pesquisa sobre a sucessão governamental de 2010, pois seu candidato não foi bem. Alias a pesquisa se quer foi citada na coluna do comentarista, que sempre aborda todos os assuntos políticos de relevância, nem no portal do sistema como mostramos aqui e nem no jornal escrito ou na programação da TV.

Devemos perceber que o problema não está nas empresas de mídia apoiar ou não esse ou aquele candidato, mas em esconder ou fingir suas escolhas e intenções políticos para manipular o noticiário (e ainda dizer que não faz isso) e por fim, o cidadão – leitor, pois é isso que por decorrência ocorre na cobertura política. Ou seja, falta transparência na prática jornalística e empresarial dessas empresas de mídia. O leitor fica a mercê das intenções das mídias e seus comentaristas. Sua denúncia só aparecerá na TV ou rádio se for do interesse do dono. O que é muito triste.

Será que o leitor-ouvinte deve se submeter aos interesses desses grupos de mídia para ver suas denuncias e demandas ganhar publicidade? Isso não é um abuso? Onde está à transparência e a ética. Será que o leitor deve ficar sem ter acesso às informações que são relevantes segundo todos os demais veículos? Olhe que o slogan do Jornal Correio é “jornalismo com ética e paixão”. Parece que paixão sim, mas ética (no sentido elevado da palavra), não. Como se vê Helder Moura está mais defendendo o seu lado do que tentando comentar fatos com maior consciência critica.

Aí o leitor-cidadão fica no meio de jogo político entre empresários de mídia, políticos, partidos e não sabe como se situar. Se o leitor não for atento, não tiver acesso a diversas mídias e não sair nas ruas, com certeza viveriam preso num mundo de fantasias, pois lhe negaram algo. O leitor do sistema correio nem sabe que José Maranhão foi muito mal numa pesquisa de um dos institutos mais conhecidos, muito embora questionado, do País. E aí? Será que isso é liberdade de imprensa?


As mancadas administrativas do Governo do Estado

14 Outubro, 2009

Há certas práticas administrativas que já deveriam está fora do cotidiano de qualquer gestão no Brasil. São coisinhas básicas que um bom gestão deve ter como disciplina: cumprir seus compromissos, dar satisfação aos seus usuários, ter planos alternativos diante de caminhos diferentes que já estão postos, conferir as informações para se certificar de sua credibilidade, enfim…

Para que esses itens e outros foram deixados de lado pelo Governo do Estado em prol de fazer um política que não é muito sadia. Vejam essas notícias que so mostram alguma falta de compromisso com a boa gestão e muito compromisso com uma política para lá de questionável.

Falta de um mínimo de respeito, 15 dias para consultar uma folha, dar um retorno e eixar tudo de lado para uma ação política:

A data limite havia sido solicitada pelo governador José Maranhão (PMDB) frente à ameaça de greve dos delegados para o dia 1º de outubro. O indicativo foi suspenso em razão do pedido, com a esperança de que o ponto final para este debate poderia ser dado dentro de 15 dias.

No entanto, a agenda do governador e dos secretários de Administração e Segurança Pública (Gustavo Gominho) com os delegados não foi confirmada devido a uma visita que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva faz ao Nordeste. Na terça-feira, o Estado anunciou que Maranhão o acompanharia na inspeção às obras de transposição do Rio São Francisco.

Representante da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia Civil (Adepdel), Cláudio Lameirão, criticou a atitude da administração pública. “Pedimos que ao menos haja um tratamento educado com a categoria. O Governo demonstra que não está nem aí nem com a segurança pública tratando de forma descortês a categoria”, declarou.

Segundo ele, há 7 meses os profissionais aguardam o desfecho da campanha salarial. José Maranhão teria pedido um prazo de 15 dias para consultar a folha de pagamento de pessoal para determinar se poderia ou não conceder aumento. “Isso poderia ser feito em uma tarde”, criticou Cláudio Lameirão.

Falta de planejamento e estratégias alternativas diante de informações amplamente conhecidas. Uso político altamente duvidoso:

“Provavelmente, eles terão que ser recebidos pelos próprios diretores, inclusive por mim, porque o Departamento de Pessoal não existe mais”, comentou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (13).

De portas fechadas, a previsão é de que a Cehap leve de seis a oito meses para que seja “recriada”. Este seria o tempo necesário para treinar os novos funcionários e, finalmente, conduzi-los aos seus postos de trabalho.

A situação de caos será discutida com o governador José Maranhão (PMDB) ainda nesta terça-feira (13). É ele quem deverá dar a palavra final sobre o que será feito para reativar a Cehap.

Ainda segundo Carlos Mangueira, a companhia teve que suspender os serviços depois de cumprir ação judicial do Ministério Público do Trabalho e demitir 73 servidores comissionados, que ingressaram sem concurso público.

Falta de conferência de informações. Uso político questionável:

2- A dívida, já corrigida, de R$ 111.849,02, segundo cálculos do IBGE, é de responsabilidade legal e judicial do Governo do Estado, que figura como réu na ação de cobrança, e já integra relação de precatório ( nº. PRC 66209-PB, julgado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região) que também só podem ser pagos pelo governo, dentro de rigorosa ordem cronológica. Mesmo querendo, a Assembleia não poderia quitar tal débito, por ferir a ordem constitucional quanto ao pagamento de precatórios.

3- Essa dívida se deve à cessão da servidora do IBGE Marfisa Maria Teixeira Guimarães, que prestou serviços à Assembleia Legislativa a partir de 1995. Em abril de 1997, o IBGE cobrou do governo do Estado, já então dirigido pelo senhor José Targino Maranhão, o pagamento desse débito. O Governo não questionou a dívida, embora nada tenha pago.

4- Durante os anos de 1998 à 2002, ainda na Administração José Maranhão, o Governo do Estado reconheceu formalmente a dívida, mas se disse impossibilitado de quitá-la. O Governo do Estado desprezou todas as possibilidades de acordo com o IBGE nesse período e de pagamentos amigáveis, até a decisão da Justiça Federal.

5- Já em relação à dívida alegada com a Chesf, tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da capital uma ação de cobrança movida por esse órgão federal ?contra o Estado da Paraíba?, cujo o valor da causa é de R$ 260.233,21, ainda pendente de sentença judicial.

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Agora a população ficará na mão em termos de segurança, moradia e demais áreas, entretanto o governo quer tentar passar a imagem de que tudo isso não é de sua responsabilidade, é algo que outros estão causando. Será que vai pegar?


A falta de ética política lá fora!

12 Outubro, 2009

Estas notícias que vieram em dose dupla, não serve para amenizar e como incentivo a não punição dos política brasileiros, mas para mostrar que devemos sair desse complexo de inferioridade e que devemos buscar novas formas de punição dos políticos sem apelar para discurso barato de esquerda-direita e mau amigo-meu inimigo que invade a mídia e as casas legislativas.

Veja esse caso em Londres, gostou dinheiro público pra fins privados e o caso de Paris, de um nepotismo de presidência.

A BBC5 está discutindo agora um caso de gastos ilícitos em que um político gastou dinheiro público com pay-per-view e declarou como segunda casa um local onde na verdade vivia a maior parte do tempo, infringindo as regras legais da Inglaterra.

O que chamou a atenção foi a recomendação para que pedisse perdão às “House of Commons”. Não se trata de cassar mandato, prender, pendurar em praça pública, mas de fazer com que a pessoa vá à autoridade eleita e assuma o que fez de errado.

É uma tremenda diferença em relação ao nosso atual sistema punitivo, belicoso e ineficaz, cujo ícone maior é o Maluf.

Sou a favor da punição plena, mas para casos gravíssimos como o da Tapioca uma medida como esta parece ter mais eficácia, inclusive para preservar a dignidade de Justiça brasileira, que invariavelmente sai com a pecha de ineficaz, por não punir em tempo hábil, ou simplesmente por não evitar que essas práticas aconteçam.

No caso inglês a notícia está sendo veiculada pela mídia do país, sem qualquer sensacionalismo, e a pena social de ter de se dirigir à população parece estar surtindo um efeito muito mais interessante do que a entrega das cabeças dos bagrinhos de terceiro escalão.

Jacqui Smith will not have to pay money back after breaching expenses rules. Victoria discusses the situation with Smith’s constituency chairman Albert Wharrad and Juliet Samuel, who’s hoping to bring a private prosecution against the MP.

http://www.bbc.co.uk/5live/

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Um dos filhos do presidente francês Nicolas Sarkozy, Jean, de 23 anos, pode se tornar presidente do EPAD, organismo público que administra o La Defense, um dos maiores distritos de negócios da Europa nas cercanias de Paris. A nomeação gerou polêmica no país e acusações de nepotismo contra o governante.

Se Jean Sarkozy “não tivesse o sobrenome que tem, ocuparia o lugar em que está hoje em dia?”, indagou neste domingo a dirigente socialista Segolene Royal, que em 2007 disputou a presidência com Sarkozy.

Jean Sarkozy, nascido em setembro de 1986 e filho mais novo do primeiro casamento do presidente francês, está cursando o segundo ano da faculdade de Direito. Desde junho de 2008, trabalha como vereador por Neuilly sur Seine, rico distrito do oeste de Paris onde cresceu, no departamento de Hauts de Seine.

Além disso, coordena o grupo regional da União para um Movimento Popular (UMP), formação que levou seu pai à presidência.

Na quinta-feira passada, a UMP anunciou a candidatura de Jean Sarkozy para o Estabelecimento Público de Urbanismo de La Defense (EPAD).

O deputado socialista Arnaud Montebourg afirmou:

- O setor imobiliário da região parisiense é ouro negro. Há dinheiro por trás e interesses por trás.

Deputados e ministros da direita defenderam o jovem Sarkozy, cuja “legitimidade”, afirmam, está no fato de ter sido eleito. O deputado Patrick Balkany elogiou:

- Aos 22 anos, Jean Sarkozy tinha muito talento. E posso dizer que, aos 23, talvez tenha mais do que seu pai quando tinha a sua idade.

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Mais uma…

O premier Silvio Berlusconi não atravessa bons momentos.

Na semana que passou, a Corte Constitucional cassou a lei ordinária que beneficiava Berlusconi com a suspensão de rumoroso processo criminal por corrupção.

Perante o tribunal de Milão, o feito vai voltar a tramitar nesta semana. A condenação de Berlusconi é mais do que certa.  O co-réu, David Mills, já foi condenado por falso testemunho ao omitir, para favorecer Berlusconi, fatos sobre corrupção perpetrada pelo atual premier.

Quinta feira, Masimo Ciancimino, –filho do falecido capo mafioso Vito Ciancimino, que foi prefeito de Palermo e passou sete anos preso por associação mafiosa–, compareceu ao programa televisivo Anno Zero da Raí 2. Na entrevista, ele deixou claro que Marcello Dell´Utri, braço direito de Berlusconi e senador pela Sicília, era o elo entre a Máfia e política. Foi Dell´Utri quem indicou um mafioso para cavalariço e agricultor numa fazenda de Berlusconi, apesar dele nunca ter tratado de cavalos e nunca atuado como lavrador. Para Ciancimino, a Máfia exigia alguém próxima de alguns negócios do premier.

Não bastasse, ninguém mais acredita na sua história de ter Berlusconi conquistado Patrizia D´Addario e feito sexo com ela de graça. Na sua primeira aparição em  programa televisivo, Patrizia recordou um diálogo com Berlusconi, que gravou e está na posse do Ministério Público de Bari.

Berlusconi disse-lhe o seguinte: “Alessia, me conte o seu nome verdadeiro, não o de prostituta e coloque num papel o número do seu telefone, para que possa chamar-te para outros encontros”.


Os péssimos políticos paraibanos, com exceções

9 Outubro, 2009

Esse início de mês foi daqueles para os políticos da Paraíba, pois constatou o quanto eles são ruins e não apresentam nada de útil para a sociedade. Antes de queremos acabar com os políticos, ou melhores com estes representantes, devemos querer trocá-los. a renovação é a melhor forma de oxigenar a política com qualidade.

Pois bem, o martírio dos políticos paraibanos começou quando a ong Transparência Brasil constatou que 84% dos projetos dos nossos deputados estaduais não tem relevância ou impacto social. Veja que número dantesco. Vejam:

Sessões especiais, homenagens, batismos e datas comemorativas. Estes projetos correspondem a 84% das matérias apresentadas pelos deputados estaduais da Paraíba deste 2007.  No topo da lista, com 1.726 ações, aparecem as proposituras com o intuito de homenagear alguém ou alguma instituição do Estado. São os chamados ‘votos de aplausos’ ou mesmo a condecoração através de medalhas. Para a Organização Não-Governamental Transparência Brasil, este tipo de projeto traz pouco ou nenhum impacto à vida do cidadão, sendo considerado quase que irrelevante para as atividades legislativas do País. E TEM TODA RAZÃO!

Na Paraíba, o estudo mostrou que quando se trata da qualidade de propostas apresentadas, os deputados estão deixando a desejar. Segundo o levantamento, apenas 16% das matérias apresentadas pelos integrantes do parlamento estadual têm algum tipo de impacto sobre a vida dos cidadãos. São propostas que tratam de temas ligados ao meio ambiente, aos consumidores, a segurança, saúde, educação, criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), dentre outros. 
No entanto, a organização ainda lembra: “classificar um projeto como dotado de impacto não significa julgá-lo meritório, mas apenas que, se aprovado, teria conseqüências concretas sobre a comunidade”.

Trata-se de uma grande vergonha. Para completar, hoje saiu uma pesquisa do site congresso em foco, mostrando que a bancada federal da paraíba é a terceira pior bancada do congresso! Fica na frente apenas de Rondônia e Sergipe.

A consulta foi feita incluindo jornalistas de 53 veículos de comunicação do país, entre jornais, emissoras de TV e rádio, agências de notícia e portais de internet. Repórteres, editores, produtores de TV, colunistas, chefes de redação, jornalistas que trabalham em rádio, comentaristas – dos grandes jornais e revistas do país, da internet, da mídia regional e de órgãos de comunicação públicos – fizeram questão de depositar o voto na urna itinerante que, de terça-feira (16) até quinta-feira (18), percorreu as dependências do Congresso e as principais redações da capital federal.

Todo o processo de votação e apuração foi acompanhado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que apoiaram a iniciativa.

Mas como em todo caso há as exceções. No caso da bancada federal, mais relevante, o deputado Luiz Couto foi o melhor da Paraíba e o 10º em termos de Nordeste.

O site Congresso em Foco publicou um ranking da atuação parlamentar no qual Luiz Couto (PT) foi escolhido como sendo o político paraibano com melhor atuação no Congresso Nacional no ano passado, conforme avaliação feita por 204 jornalistas que cobrem as atividades desenvolvidas por deputados e senadores.

Além de ser eleito o melhor parlamentar paraibano, o que já havia ocorrido em 2007, Luiz Couto também apareceu na lista como o décimo deputado federal mais atuante do Nordeste e o décimo primeiro entre os 93 deputados do PT na Câmara.

Atual vice-líder da bancada do PT e membro titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), Luiz Couto destaca-se na Câmara pelo combate ao crime organizado, à prostituição infantil e pelo empenho com que fiscaliza os recursos públicos e defende os interesses da Paraíba e do Nordeste, particularmente na ampliação de programas sociais e destinação de recursos para investimentos produtivos no Estado.

Isso é apenas um alerta e uma forma de avaliarmos a atuação de nossos políticos, deste modo estamos com informações qualificadas para melhor votar. Exercer o voto com qualidade pode mudar o futuro da política e do País. Então, nas vésperas de uma nova eleição, guardem essas informações.


ENEM: vazamento, suspeitas e política. Novo faroeste?

2 Outubro, 2009

Nesse fim de mês aconteceu um fato que vai desgastar e muito, mais uma vez, o governo. Entretanto como outros fatos já ocorridos, há indícios de que foram esquemas políticos e armações sem lastro, coisas criadas para prejudicar a gestão. Muito embora, o contrário não pode ser negado, possa ser que os assaltantes de provas tenham como objetivo ganhar dinheiro.

A prova do ENEM foi cancelada por vazamento do material, e para realizar a nova prova o governo vai gastar R$ 30 milhões de reais  e outros prejuízos como atrasos de atividades e passivos políticos. O ministro agiu como deveria, realmente é de se lamentar o fato, mas não poderíamos esperar outra atitude. Agora é investigar porque vazou, como vazou e até entender se o esquema de segurança do Ministério realmente tem responsabilidades substantivas sobre o caso.

De início o que temos é: ocorreu um vazamento e o ministério tem responsabilidades, a priori, pelo fato pois seu esquema de segurança de algum modo falhou, ou o sistema de elaboração (que envolve entes públicos e privados) está com falhas. A responsabilização nesse caso é também complexa, haja vista que mesmo lojas e grandes museus e joalherias por exemplo já foram assaltadas alguma vez, apesar do aparato de segurança. Ou seja, há que se saber se o governo fez todo o possível e esta ação é mais “mérito” de quem roubou a prova (ou esquemas políticos de quem roubou) do que falta de segurança/planejamento do ministério.

O segundo ponto que temos é: quais as intenções por trás do vazamento? A lógica nos indica que a pessoa que busca roubar uma prova de vestibulares e avaliações substantivas tem a intenção de usá-la para si e seu grupo ou vendê-la para cursinhos, pais, colégios etc. Ou seja, atuar no devido mercado. Mas nesse caso, os jornais de São Paulo foram procurados. Ou seja, havia intenções de explicitar uma possível falha administrativa do governo e até mais especificamente do ministro da Educação. Estavam com as provas desde de segunda e só procuraram nas vésperas para causar maior problema político.

Folha foi procurada.

Recordo e R7 também.

Por fim temos o Estadão.

Há fortes suspeitas que intenções políticas, ou péssimas intenções políticas estejam por trás do caso. Pessoas que preferiram prejudicar toda a população e o Governo para colher dividendos políticos locais ou nacionais para si de forma antiética. Veja a análise de Luis Nassif, muito lúcida.

Vamos ao detalhamento, a partir das matérias publicadas (clique aqui).

1. Há duas maneiras de se fazer dinheiro com o ENEM. O usual – conhecido por esquemas que fraudam provas de vestibulares – é vender para cursinhos ou pais de aluno. É mais rentável mas supõe um esquema prévio armado. O outro modo é explorar politicamente o episódio. E, aí, há duas hipóteses a serem investigadas. Ou o esquema pretendia dinheiro oferecendo o dossiê a jornais (com o intuito de criar escândalos políticos) ou atuava a serviço de alguma organização política.

2. Na explicação dos bandidos aos repórteres do Estadão, fica claro que a melhor maneira de gerar escândalos criminosos é em parceria com veículos propagadores de dossiês (não é o caso do Estadão). Eles dizem claramente que o sigilo de fonte garante a impunidade, razão para não terem procurado o PSDB. Pode ser uma tentativa algo canhestra de explicar porque procuraram o jornal; pode ser uma tentativa de despiste

3. Três veículos foram procurados: Estadão, Record e, pelo que se sabe hoje pela leitura dos jornais, a própria Folha. Os que procuraram o Estado e a Record (não se sabe se são os mesmos) tinham claro conhecimento de fontes especializadas, sabiam das implicações políticas do caso e “adoçaram” a boca dos jornalistas acentuando que o caso poderia derrubar Ministros ou procurando legitimar o vazamento com toques moralistas. Os que procuraram a Folha precisaram se valer de um dono de pizzaria para conseguir o telefone do jornal.

4. O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja -  estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.

5. Qual a intenção de colocar dois trombadinhas para procurar a Folha, então? Uma possibilidade (não a única) é de despiste, soltar penas ao vento para dificultar o trabalho da Polícia Federal, ou colocá-la no encalço de trombadinhas-laranja desviando o foco dos verdadeiros autores

6. Foi uma manobra paulistana, não se tenha dúvida. No caso da Record e do Estadão, havia uma posição dos bandidos em, sempre, colocar Brasília como fonte do vazamento. Eram os filhos de deputados, ora o delegado da Polícia Federal, ora o funcionário do INEP. Ora, há todo um mercado de dossiês já estruturado em Brasília, em torno de sucursais ou dos próprios jornais locais. Uma possibilidade é que tenham atuado em São Paulo para fugir dos esquemas marcados em Brasília. Mas, sendo assim, a troco de quê a insistência em jogar os holofotes sobre supostas fontes brasilienses? Típica manobra de despiste: a operação foi paulistana, reforçada pelo fato de que o material que os repórteres do Estadão viram já eram provas impressas, e o INEP tinha apenas o print das questões em seus cofres.


E aí… será que estamos num novo faroeste? Com armas diferentes?


O máximo da ética de conveniências: Arthur Virgílio

27 Setembro, 2009

Neste domingo a Rede Record estreou seu portal de notícias. Mas um dos tentáculos de grupo de mídia que não pára de crescer. Agora, como eles falam, estão aí para quebrar o monopólio da mídia (Globo) e instalar o oligopólio. Enfim… O site parece bem leve e com toques similares ao do G1. Mais uma cópia da Record.

Mas vamos ao assunto título. Lá tem uma matéria bem interessante sobre os gastos exagerados dos políticos. Fala como senadores torram nosso dinheiro e como temos o “parlamento” mais caro do mundo. Inclusive no ranking dos mais gastadores de combustíveis aparece Cícero Lucena aqui da Paraíba. Que está torrando o dinheiro do congresso para fazer sua campanha política para 2010 e não para tratar de assuntos de interesses de projetos e matérias sociais.

Vale apenas ler esta matéria que consolida com gráficos o segundo “parlamento” mais caro do mundo, o nosso. Clique aqui.

O mais interessante é ver Arthur Virgílio o máximo da ética segundo a grande mídia brasileira, aquele paladino que empunhava a bandeira suja da ética contra Sarney, mas que esquecia que estava no mesmo clube. Depois de dar uma de bonzinho e recussar as verbas extras do congresso, voltou atrás. Era só uma fachada para sair bem na foto. Veja a matéria:

Alguns senadores abriram mão dos R$ 15 mil extra e não usaram nada nesses três meses, como é o caso dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). Este último se arrependeu de abrir mão da grana e vai pedir a verba de volta, disse que fez de tudo mas não dá para ficar sem esse dinheiro e alegou que está tendo dificuldades financeiras no Amazonas, seu Estado.

- Abri mão de abrir mão porque está muito difícil, está demais. Vou usar limitadamente, mas vou usar quando necessário.

O cientista político Humberto Dantas, consultor do Movimento Voto Consciente, disse que o gasto com a verba extra pode até ter uma boa explicação e estar dentro da lei, mas isso não explica tudo porque os senadores em muitos casos ultrapassam o limite do bom senso e da ética.

- No caso dos combustíveis, é muito estranho porque se você roda o Estado inteiro você não pode gastar no mesmo posto de gasolina, não tem carro que tem autonomia para ir e voltar, a não ser que o cara tenha uma rede de postos pelo Estado inteiro, mas não é isso.

Circula no Senado uma proposta para acabar com a verba indenizatória e, no lugar, aumentar o salário dos senadores de R$ 16.512 por mês para R$ 24,5 mil. A proposta do Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) é equiparar o que ganha um senador ao que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, eles querem ganhar o teto salarial pago a funcionários públicos.


Quando o JN não sabe onde se esconder

27 Setembro, 2009

O jornalismo no Brasil cada vez mais política, e um político de baixo nível. Está também perdendo a noção de responsabilidade e qualidade. Vale a pena ler o post de Luis Nassif:

Matéria do Jornal Nacional sobre o dossiê falso da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A matéria informa que o Ministério Público considerou as acusações falsas e investiga agora se o agente aposentado recebeu dinheiro ou não para divulgar o dossiê.

O valor de um dossiê é diretamente proporcional à repercussão que ele tenha na imprensa. Um dossiê divulgado pelo Giba Um tem valor ínfimo. Pela Veja e pelo Jornal Nacional, valor alto. Se o dossiê foi financiado por alguém e se tionha a expectativa de emplacar em ambos os veículos, o valor certamente foi elevado.

O JN admite, também, que na matéria que deu em maio – repercutindo a Veja – informou que o relatório era da Polícia Federal e não tinha tido sequencia.

Toda essa armação, do lado da Globo, foi de Ali Kamel – que sempre trabalhou estreitamente ligado com o sistema Veja. Na época, foi criticado pelo Nelson Sá, na Folha, que apontou a malícia de colocar a armação de Diogo Mainardi no ar, para poder atingir o Franklin Martins. Kamel rebateu, disse que a imagem ficou “apenas” alguns segundos. “Apenas”… para milhões de telespectadores do Jornal Nacional.

Nenhum jornalista sério do país endossaria as acusações de Mainardi, nenhum. Kamel endossou, sabendo que era alta a possibilidade de ser uma armação. Como endossou a campanha macartista contra livros didáticos, conduzida pela Abril.

São sempre os mesmos personagens e sempre o mesmo jogo de favores recíprocos.

VEJA VÍDEO AQUI>