Aliança Ricardo Coutinho – Cássio Cunha Lima. Resultado da pesquisa e análises

16 Novembro, 2009

Este blog colocou no ar sua primeira pesquisa. Durante dois meses (16 de setembro até 15 de novembro) os leitores puderam votar e expressar sua opinião sobre esta muito falada aliança entre Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho para montar uma chapa nas próximas eleições. O blog perguntou, Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador?.

Eram três opções: sim, não e estou em dúvida. Os resultados indicam que 65% dos votantes aprovam a aliança, enquanto 30% desaprovam, e não votaria em Ricardo. A pesquisa parte do pressuposto de que os votantes são eleitores de Ricardo. Deste modo, um terço destes não gostam da ideia de Ricardo se juntar com os Cunha Lima.

Esta pesquisa não possui validade científica, pois não trabalhou com amostras estratificadas da população do Estado, mas expressas tendências similares àqueles da pesquisa IBOPE, no qual 52% aprovam e 28% são contra, principalmente se consideramos seu pressuposto. Saindo do campo das dados quantitativos e entrando no campo das argumentações podemos inserir esta pesquisa em alguns análise macro da situação política do Estado para 2010.

Até agora a aliança vem sendo propagada e desejada com fervor por Cássio Cunha Lima e seus seguidores e aliados. Ricardo aceita por omissão, por não manifestar seu apoio ou recusa ao que está sendo dito. Ele sabe que está numa berlinda e que para vencer precisa de apoios e palanques no interior, mas a qual custo, fazendo aliança com que tipo de políticos e partidos?

O grupo dos Ricardistas não é maior que o grupo de Maranhistas e Cassistas, talvez seja similar aos Ciceristas. O grande diferencial de Ricardo é sua gestão em João Pessoa, suas novas ideias e resultados obtidos, e isso se dá num contexto de velhos nomes desgastados pela história e sua própria atuação. Isso lhe garante os eleitores desvinculados a políticos e partidos, o eleitor médio da Paraíba. Ou seja, é um momento único para o prefeito. Assim percebemos que essas pesquisas refletem mais a aceitação de  Ricardo entre os Cassistas, do que o contrário. E isso já se firmou, mesmo que Cássio fale que não quer, vai ficar registrado que um dia ele quis e lutou por tal aliança.

Neste momento temos o grande problema de Ricardo, abandonar sua base e até dar as costas para sua história e ideias para obter o apoio político e midiatico de Cássio. Se tal guinada for feita, ele não será mais Ricardo, mas sim, um dos fortes seguidores de Cássio Cunha Lima. Não terá mais sua base de apoio e será um alienígena na base de Cássio, um mero apêndice dos Cunha Lima, como já foi Cozete e agora é Cícero. Os dois vivem na pele os malefícios de sua fidelidade e apoio aos Cunha Limas. Ou seja, pode ser uma morte prevista do prefeito, com um leve suspiro se conseguir ocupar o poder.

As cartas estão na mesa, os próximos passos é que definirão como será as composições para 2010. Se Ricardo conseguir o apoio do PT e do PCdoB, como do PTB e PP ele terá muito musculatura que compense um possível apoio formal que ele pode vir a fazer para Cássio, o que será uma grande tristeza e um ponto negativo na renovação da política do Estado, haja vista que nestes últimos 30 anos a política paraibana se resumiu a uma briga entre Cunha Lima e Maranhão, seja no mesmo partido ou não.

Em breve o blog completará um ano de atuação e muitos leitores conquistados. E novas pesquisas estarão no ar.


Onde está o autoritarismo? E o fim de uma aliança – PMDB-PSB

5 Novembro, 2009

O prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho é acusado de ser autoritário e querer impor um projeto pessoal de poder para as eleições de 2010. Mas para que serve tais “argumentos”? São utilizados no jogo para impor uma imagem negativa a Ricardo e outra positiva a Maranhão com bases superficiais. Vamos entender autoritarismo num sentido de senso comum, como alguém que deseja impor sua vontade dentro do jogo político e afastar desse sentido o que seria golpes de estado e outros eventos similares.

José Maranhão que de vez em quando afirma que está aberto a conversas com Ricardo e que no PMDB não há desentendimento, que há diálogo etc e etc. Esconde por baixo das palavras-manta o próprio projeto de poder. Vejam bem, o atual governador ficou no poder praticamente 8 anos de 1994-2002. Afinal Mariz morreu muito cedo e nem conseguiu dar o tom de seu governo. Após isso tentou emplacar seu sucessor, o tal Roberto Paulino e tentou mais duas vezes voltar ao poder sem sucesso.

Voltou agora para cumprir quase dois anos de mandato e assim fechar 10 anos de poder. Insatisfeito, quer ser candidato para 2010 e ficar mais 4 anos. Ou seja, algo em torno de 15 anos no poder e mais 25 anos influenciando os rumos do poder na Paraíba. É quase certo que Maranhão será candidato como 2 mais 2 são 4. E ai de quem questionar. Isso, é claro, não aparece, afinal o PMDB é um partido de diálogo e sem divergências.

Democracia também implica alternância, principalmente quando novas forças políticas possuem possibilidades claras de colocar seu projeto de governo e poder em prática. Luciano Cartaxo alardeia que muitos brigam e qualquer um quer ser vice de Maranhão sem pensar no projeto e no que politicamente o governador representa, neste momento. Desdenha se aliar a Ricardo, que tem mais coerência com PT do que Maranhão. Deseja ser vice como se outras vias não existissem.

Além desse passado todo, outra fato que fica é que Maranhão só aceita Ricardo se este apoiar seu projeto político de voltar ou ficar no Palácio da Redenção, muito embora isso não seja dito. Ninguém fala que ele é o candidato do PMDB, mas todos sabem que ele o é. Ou seja, o PMDB e o próprio Maranhão esconde seu autoritarismo imputando-o aos outros, aos adversários.

Assim, quem é o paladino do autoritarismo?

Mas afinal, o que temos? Temos um bloco de partidos aliados no qual um figura nova desponta com forte capacidade de conseguir ganhar o governo, algo até reconhecido claramente pelo oposição. E como natural, tal figura deseja colocar seu nome na rua para ser eleito e governar o Estado. Por outro lado, tal figura, como é de praxe, enfrenta dissidências dentro do bloco aliado, pois há intenções de governo por parte de outro membro do bloco.

Todos com suas intenções legítimas colocam seu bloco na rua para obter apoio, mas não se falam e nem tentam resolver suas diferenças, aí encaminham-se para a separação muda. Essa falta de comunicação e separação muda é a marca do fim desta aliança, não se trata desse ou daquele ter abandonado a aliança. Afinal, a aliança não era Maranhão forever (para sempre). E nem poderia ser.

A aliança acabou porque os dois tem projetos que se chocam e não desejam reduzir suas posições. Até aí tudo bem, mas o que é problemático, é não querer ou se evitar conversar, talvez por saber que esse papo vai chegar a canto nenhum e talvez gere apenas mais desgaste. Vamos deixar isso para as eleições de 2010, devem pensar o antigos aliados.

Como se vê falar em autoritarismo é apenas falácia no jogo político, não muito elevado que ocorre na Paraíba.


Refletindo sobre 2010 – Rubens Nóbrega

4 Novembro, 2009

O jornalista Rubens Nóbrega do Sistema Correio publicou na coluna diário sua, podemos dizer, indecisão sobre o peito de 2010. Ele se diz sem opção. O que merece destaque desta análise pessoal do jornalista além da sinceridade é a falta de subterfúgios e argumentos ocultos, o que está cada vez mais raro.

Essas palavras capacita o leitor a fazer suas análises e tomar sua posição, que pode similar ao do jornalista ou mesmo contrário. O que vale é a autonomia.

Por isso merece destaque essa reflexão.

Começo a entrar em pânico pela primeira vez na minha vida de eleitor. Juro que nunca me aconteceu antes o que está acontecendo agora: faltando um ano para a próxima eleição, ainda não sei em quem votar para governador do meu Estado.
A causa da aflição tem a ver com a minha opção pessoal, irrenunciável e intransferível em matéria de escolhas políticas dentro da democracia possível que temos: sou visceralmente contra o voto nulo ou o voto em branco.
Com todo respeito a quem defende o contrário, considero que anular o voto é nulificar a própria participação no processo – esse sim, efetivamente democrático – de cobrança, protesto, crítica, sugestão ou denúncia contra o eleito ou ao eleito.
Votar em branco, então, é negar princípio basilar da existência humana: reconhecer, entre muitos, pelo menos um que tenha alguma qualidade, um mínimo de valor para merecer voto que lhe permita representar minimamente o eleitor.
Resumindo, o voto tem que valer, tem que ser política e eleitoralmente válido, para o bem ou para o mal. Se for para o mal, na falta do recall temos a alternativa de não apenas negar o voto como lutar de alguma forma para derrotar quem não correspondeu.
É assim que funciona em nossa claudicante democracia, que não melhora um tico se os cidadãos começarem a adotar posturas e a fundamentar decisões num absenteísmo que no final das contas reverte contra todos.
É bem verdade que nesse meu ativismo – e de muita gente mais, creio – está embutido um risco muito sério: o de se votar no menos ruim, de se escolher alguém por exclusão. Acontece. Principalmente quando dá segundo turno.
De qualquer sorte, como já disse uma vez o filósofo Paulo Soares sobre a candidatura do próprio irmão, Soares Madruga, “dos males, o menor”. O problema é que para 2010 não estou vendo até agora sequer um mal menor.
E aí me bate aquela aflição medonha…

Votar em Maranhão?
Como, se até agora, oito meses após tomar de volta o poder, o seu governo se comporta como quem entende que governar se resume a tocar obras sem tocar, no sentido de resolver, os problemas mais cruciantes da Paraíba?
Chego a pensar que o governador e seus auxiliares realmente acreditam que resolver a saúde, por exemplo, significa construir ou concluir hospitais e botar pra funcionar, sem que exista no Estado uma política pública de saúde digna desse título.
E o que dizer da Educação? Alguém aí poderia me apontar algum programa educacional conseqüente e de resultados mensuráveis, palpáveis, concebido e posto em prática por este governo para acabar ou pelo menos atacar repetência ou evasão escolar?
Dá pra falar em educação pública com um mínimo de qualidade quando o Estado paga tão mal aos seus professores e não dispõe deles em quantidade minimamente suficiente – concursados, qualificados – em centenas de escolas?
Segurança? Dá pra falar em segurança pública com mais de uma centena de cidades sem delegado ou com duas centenas policiadas por no máximo cinco policiais militares, sem contar greve dos policiais e o pior salário do Brasil que dizem receber?
E o que o governo faz para resolver ou, pelo menos, ensaia resolver? Sinceramente, não vejo nada. E temo que o próprio governo se ache o máximo porque toma de conta. E nisso, reconheço, é mil vezes melhor do que o antecessor.

Votar em Ricardo?
Até o início deste ano, o dilema que confesso agora não existia. Estava certo de votar em Ricardo Coutinho para governador. Afinal, o Mago dera provas em seu primeiro mandato de prefeito da Capital que poderia fazer diferente.
Mas aí o alcaide e suas circunstâncias levaram-no para um lado que faz do discurso da diferença mero exercício de retórica e sua prática política muito parecida ou igual à daqueles que ele combatia ontem (Cássio Cunha Lima) e hoje (José Maranhão).
Quer ver uma coisa: tem coisa mais cassista – ou maranhista, para quem assim preferir – que se aliar (ou tentar aliar-se) a alguém como Cássio Cunha Lima, ícone do mais desbragado patrimonialismo que já se adonou do poder na Paraíba?
Desse jeito, onde vai parar aquela belíssima palavra de ordem (repetida ad nausean por Ricardo na campanha de 2004) de ‘resgatar o caráter público da administração pública’ que a Prefeitura da Capital perdera sob Cícero Lucena?
Desde quando ou a partir de quando Cássio se tornou melhor do que Cícero aos olhos, corações e mentes do ricardismo? Ou será que vale qualquer coisa para se chegar a um poder que pode mais ou pode quase tudo, em se tratando da Paraíba?
Não é só a aproximação ou a tentativa de fazer dobradinha com Cássio (e o que ele representa) que me fez repensar e, por enquanto, desistir de votar em Ricardo Coutinho para governador do meu Estado.
A proximidade com o cassismo parece ter contaminado irremediavelmente o nosso prefeito, a julgar pelo esforço de cooptação – em curso no atual mandato – movido a dinheiro público.
Digo isso pelo que li e vi comprovado ontem na última edição do Contraponto, que exibe a relação de membros de um partido que teve o professor Chico Barreto como candidato a prefeito em 2008 e esse mesmo time joga hoje no time do prefeito Ricardo.
Não apenas joga como foi responsável por denúncias que deixaram Barreto muito mal na fita perante o eleitorado naquela disputa, acusado de ter recebido dinheiro de duvidosa procedência para espinafrar o alcaide.
E o que tem isso? Tem que o Contraponto prova reproduzindo atos publicados no Semanário Municipal (órgão oficial da PMJP) e tudo o mais que os mesmos denunciantes hoje são bem aquinhoados prestadores de serviço ao governo do PSB.
Aí eu pergunto: tem coisa mais cassista – ou maranhista – do que isso? Ou já posso perguntar assim: tem coisa mais ricardista do que isso?


A mídia política paraibana. Um verdadeiro partido político

17 Outubro, 2009

É notória as ligações políticas entre rádios, tvs e jornais com partidos e grupos políticos. Cada vez mais a atuação da mídia está se distanciando de padrão de qualidade e jornalismo ético para se aproximar de uma atuação restrita e subordinada a interesses ocultos, muitos vezes difíceis de ocultar.

O pior disso é que tais mídias se escondem por traz do fumaça da pretensa imparcialidade e neutralidade para manipular a população e seus leitores. Abusam assim da liberdade de expressão. Esse problema não é só do Brasil, ou da Paraíba, mas ocorre no mundo todo. Veja o caso da atuação de Israel junto as mídias digitais ou não, que este blog já mostrou.

Interessante ler também o artigo sobre o processo que está ocorrendo no EUA entre Obama e a FOX. Veja este comentários do Observatório da Imprensa:

O jornalista Luiz Carlos Azenha transcreve em seu blog Vi o Mundo matéria publicadano The Nation no domingo (11/10) [ver aqui] repercutindo entrevista que a diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, concedeu à rede de televisão CNN e também declarações feitas a repórteres do The New York Times, nas quais ela afirma:

“A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano” (…) “não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN.”

“A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico.”

E disse mais:

“Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição.”

Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?

Não avançaríamos no debate democrático se a grande mídia assumisse publicamente suas posições e reconhecesse que, sim, além dos editoriais, dos artigos e das colunas, a cobertura que faz – ou a ausência dela – é também opinativa e, às vezes, partidária?

Como afirmei a mídia paraibana não fica de fora. Todos sabem das ligações do senador José Maranhão com o Sistema Correio, inclusive seu suplente de senador, que agora é senador, é o dono do sistema. Deste modo é cada vez mais de esperar a atuação político do Correio para ajudar Maranhão nessa “nova” fase política. E por consequencia prejudicar seu principal rival, neste momento Ricardo Coutinho.

A atuação começou cedo. Não se deu cobertura do Prêmio que o Prefeito, ou melhor a prefeitura ganhou em Brasília por preservar o patrimônio histórico. Pelo contrário, falou-se de problemas pontuais da cidade. Claro para iludir o eleitor-leitor-ouvinte.

A atuação política do sistema continuou neste sábado. Após a primeira pesquisa realizada para 2010 por instituto de renome nacional. Apesar de pesquisas não teres significados de previsão, e sem, sentido de situação. Todos os maiores portais do estado divulgaram em manchete a pesquisa que estava disponível desde as 15h.  Mas o correio não deu nem uma nota, omitiu-se e não informou (o mínimo a se esperar).

Os três maiores portais da internet paraibana são o Paraíba 1, Wscom e Portal Correio. Apenas o correio não falou do resultado e os demais portais médios e menores repercutiram, veja o quadro abaixo:

Pesquisa IBOPE

Será que chegaremos a algo parecido como nos EUA?

É bom lembrar que os dados foram amplamente favoráveis a Ricardo e mostrou que ele tem envergadura para enfrentar Maranhão.


Eleições 2010: o movimento político na Paraíba

17 Outubro, 2009

As conversas, táticas, discursos e ações para formular alianças políticas com vistas a 2010 já estão a solta e algumas coisas já estão ficando claras. Vamos aqui para algumas curtas do blog sobre 2010!

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Ricardo Coutinho agora é o candidato sem mídia, isso ocorre desde que sua postura de candidato a governo está cada vez mais firme. Recebeu esta semana um prêmio institucional pela preservação do patrimônio histórico em Brasília, mas não teve a devida repercussão na mídia local, pelo contrário preferiram pinçar fatos negativos da cidade no noticiário.

Policiais civis e delegados entram em greve na próxima semana e o maior jornal impresso do Estado, o Jornal Correio, não noticia na capa e ainda esconde a notícia dentro do jornal. Se fosse na época de Cássio….

José Maranhão tenta forçar os partidos do PT, PCdoB e PSB a aceitarem sua candidatura para 2010 (continuando com a aliança) atuando a partir da cúpula dos partidos. Esquece o governador que diferente dos outros partidos, estes tem consultas internas e não se submetem a decisões de “gabinete”. É a adaptação a nova política…

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Ações como essas são apenas uma das várias que o PMDB está fazendo por baixo dos panos para minar a candidatura de Ricardo. Há plano de prejudicar sua bancada na Câmara de Vereadores, há plano de reforçar críticas a prefeitura na mídia e há planos para esvaziar suas alianças.

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Desde de quando a aliança PT/PMDB/PSB já tinha seu candidato para 2010 definido? Desde quando Maranhão é o candidato da aliança? Essas perguntas são relevantes, pois quando se fala que o PSB rompeu com o PMDB pressupõe que Ricardo não aceita a candidatura de Maranhão ao governo em 2010. Os dois tem legitimidade para propor suas candidatura para o Governo.

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O Governo Maranhão está abandonando a segurança pública a sua própria sorte. Ele não deve repetir o erro de Cássio, é o que se espera. Policiais e delegados estão em greve e o governo mostra que está “nem aí” para o fato. Por outro lado, o número de assaltos a ônibus e a carros (muitos deles por usuários de crack, que fazem para pagar dívidas ou alimentar o vício) cresce e o número de mortes por encomenda também. Será que uma greve deve ser tratada assim, e logo nesse momento?

Manuel Júnior insiste em afirmar que saiu do PSB por causa da paquera de Cássio com Ricardo. Mas pelo visto, ele não queria mesmo era apoiar a candidatura de Ricardo para o Governo e ainda ter que deixar de lado o palanque de Maranhão.

Ruy Carneiro achar que quem critica o governo é oposição. Essa definição é tão vazia quanto autoritária. Quer dizer que quando Cássio critica Cícero, afirmando que ele não tem densidade política, ele passar a ser oposição. Essa visão visa afirmar que a Paraíba se resume a PMDB e PSDB, a Maranhão e Cássio.

O blog está há um mês com uma pesquisa no ar. Pergunta-se: Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador? O resultado está 69% sim e 24% não. Esse padrão se mantém desde de o início. Vote você também.

Hoje sai a primeira pesquisa da Tv Cabo branco para o Governo em 2010.

A pesquisa saiu. Empate técnico entre Ricardo e Maranhão (38% e 37% respectivamente), mas Ricardo ganha no segundo turno por 47% contra 41%. Pelo jeito a situação de Ricardo não se complicou como disse Ciro Gomes. A pesquisa foi realizada após os resultados da troca trocade partidos.


PSB se lança para eleições majoritárias 2010 na Paraíba

29 Agosto, 2009

Após encontro da executiva estadual do PSB em João Pessoa foram feitas algumas deliberações, entre elas a indicação que o partido terá um projeto político para disputar as eleições majoritárias de 2010, sem indicar o nome de Ricardo Coutinho. Entretanto, sabe-se que ele é hoje a maior liderança política e social do partido. De modo que seu nome será consequente neste projeto, muito embora a porta para outros foi deixada aberta.

Ainda, o partido informa que está aberto para receber novos quadros, o que pode incluir Ney, e está aberto para fazer aliança, esse é o ponto de divergência entre aqueles que desejam ver o PSB no projeto politico do PMDB e que não lance projeto próprio. Ainda, é ponto de divergência, pois da forma como foi posta ainda deixa dúvidas sobre a possível aliança Ricardo-Cássio, na qual Ricardo tem mais a perder.

Detalhes a parte, veja como foi as manchetes dos principais portais da Paraíba sobre o encontro. É nitida a investida política do PortalCorreio. Ele abre voz para os dissidentes dentro do PSB, pois estes desejam se aliar com o PMDB e insinua que Ricardo domina o partido, encampando as críticas dos dissidentes. Será que o mesmo portal publicará notícia deste modo quando o PMDB priorizar José Maranhão para 2010? Será que ele dará voz aos dissidentes do PMDB com a mesma força?

Sem título

Vejam a resolução do Partido e tirem suas conclusões:

A Executiva Estadual do Partido Socialista Brasileiro da Paraíba reunida na tarde desta sexta-feira, 28 de agosto, na sede do partido em João Pessoa, depois de analisar a conjuntura política estadual, resolve:

1.O PSB/PB realizará encontros regionais e seminários temáticos para qualificar o debate político, construindo de forma participativa um novo projeto para o Estado da Paraíba;

2.Entendendo que a ampliação da atividade do PSB na Paraíba passa pelo fortalecimento de suas lideranças e dos mandatos parlamentares, a direção estadual deverá fortalecer sua chapa proporcional, atraindo novos quadros para o PSB, reafirmando a garantia de legenda para as eleições de 2010 aos atuais detentores de mandato, como vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais e deputados federais, que já estão compondo os quadros partidários;

3.Tendo a plena convicção do desafio que está posto para 2010, o PSB trabalha para estar à altura da estratégia colocada pela direção nacional do partido, construindo e efetivando um projeto administrativo, político, democrático e popular para o Estado da Paraíba;

4.Com relação à política de alianças para 2010, esta Executiva aprova por 13 (treze) votos favoráveis e 03 (três) votos contrários, a abertura de discussão com todos os partidos políticos que encampem o projeto do PSB para 2010.


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Os fantasmas que rondam a aliança Ricardo-Cássio

5 Agosto, 2009

Embora não seja um fato, mas de tão falada, discutida, tomada como certa e esperada por alguns políticos, a aliança Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima passou a ser um fato-virtual ou pseudofato que guia e intervém fortemente nas ações e analises dos políticos e jornalistas. Isso mostra como um fato, por assim dizer, do mundo das hipóteses intervém no mundo real.

Todos os grupos e pessoas estão querendo tirar os seus ganhos em cima desta aliança. Veja o caso de Manoel Júnior e dos divergentes dentro do PSB que se utilizam da pretensa existência da aliança para fortificar uma justificativa de saída do partido e mesmo de não apoio a uma candidatura de Ricardo para governador 2010. Fizemos um desafio a Manoel Júnior propor e buscar apoio dentro do PMDB para a chapa 2010 encabeçada por Ricardo.

Armando Abílio e outros ligados a base de Cássio, principalmente do PP e PTB desejam ver a aliança formalizada e falam pelas quatro cantos a força desta junção. Tratam como se fosse algo imbatível por somar a fora política e apelo popular de Cássio com a força social e administrativa de Ricardo Coutinho. Algo tão natural na cabeça deles, pois se esquecem do aliado Cícero Lucena, de problemas irreconciliáveis com Ricardo, e dos entraves que o próprio prefeito tem, junto a sua base, em compor tal aliança. Este blog já tentou mostrar alguns.

O próprio Cássio por sua vez não desmente a aliança e indiretamente mantém viva a possibilidade. O mesmo acontece pelo lado de Ricardo Coutinho. Sabemos muito bem que há quatro forças políticas na Paraíba, muito embora elas se apresentem como duas. Temos a peso de hoje, Maranhão e Cássio como água e óleo e Ricardo e Cícero como cão e gato. Nesse quatrilho Cícero e Maranhão não começaram paquera, pelo contrário, Cícero mantém a certeza de que receberá o apoio de Cássio. Fala até de coerência, gratidão e traição. Assim, a grande questão que fica é: o que Cássio e Ricardo têm a ganhar com a solidificação virtual desta aliança?

Cássio tem a ganhar um rompimento seguido de um enfraquecimento por separação de forças no bloco de seus opositores PMDB/PT/PSB. Ganha em efeitos simbólicos por ter sua imagem associada, sem muitos arranca-rabos a um dos políticos de maior crescimento, respeito e força na Paraíba de hoje. É uma verdadeira recauchutada na sua imagem abalada pela cassação. Cássio já fez uma paquera e aliança com diferentes quando se juntou com Cozete e o PT em Campina Grande. Que por fim acabou mal para a petista, que hoje sofre e muito após se abandonada e ter todos os males jogados em suas costas. No final das contas ele tem muito pouco a perder. Poderia ter o ressentimento de Cícero e até um rompimento, mas pela certeza deste que Cássio é fiel, essa aliança soa como um grande golpe de mestre!

Ricardo por sua vez, sabe que o PMDB não vai abrir mão de uma candidatura própria, principalmente se esse candidato vier de outro partido, mesmo sendo da base aliada. É um direito dele querer isso assim como é direito de Ricardo pleitear ser governador. Ricardo sabe que tem o apoio de muitos partidos da base de Cássio e não deseja perder esse apoio. Com certeza o PMDB não deixaria de lado. E para não jogar terra no sonho deles, finge que não escutou a ventilação desta aliança. Além do mais, pode estar a vislumbrar um apoio de alguns cassistas, não todos, num pretenso 2º turno em 2010. Mas enquanto Cássio aparenta não ter nada a perder com essa aliança, Ricardo pode perder sua base social de sustentação além de arcar com uma forte descaracterização de sua imagem social e política. Ele passa a ser como os outros.

Ricardo é o que tem mais a perder nessa bagunça todo. Quando a chuva chegar cada qual vai para o guarda-chuva que lhe é mais familiar e receptivo. E Ricardo pode perder uma chance de ganhar o poder pelo apoio social sem apelar para aliança sem legitimação. Ainda, a Paraíba pode perder uma chance histórica de implementar uma renovação política que seja uma alternativa aos velhos grupos e oligarquias e as velhas práticas. Sendo um marco no quadro político dos últimos 30 anos.

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PMDB X PSB: intenções legítimas e atribuições de culpa. Onde chegaremos?

25 Julho, 2009

pmdb psb

Briga política entre aliados, pode ser uma das coisas mais feias de se ver. É como briga de família, uma grande confusão. Pouca clareza, muito ressentimento e atribuição de culpas. Pois bem. As divergêncais entre PMDB e PSB estão cada vez mais profundas e as farpas começam a sair e sobrar para quem passar pela frente. As diferenças chegam a níveis pessoais e as feridas são difíceis de sanar.

Enfim, é triste de ver. Mas acontece. Por isso quanto mais sensibilidade e tato em tratar destas questões melhor. Por outro lado, não se pode deixar sentimentos aprisionados, mas não se pode deixar de tratá-los com reflexão e paciência.

Nesta sexta, dia 24/07, após José Maranhão ter dito que sente pena de Ricardo Coutinho e aliados do prefeito ter afirmado que isso é uma convoção para distancimaneto. Chegou a vez dos Vital atacar os ricardistas e suas pretensões políticas para 2010.

Veneziano disse que:

“Fica ao nosso ver pouco provável este realinhamento (entre PSB e PMDB). Não por ter faltado o interesse do PMDB, do PT e de outras legendas aliadas em dialogar, mas pelo PSB ter se apresentado de forma taxativa como cabeça de chapa”

“O PMDB sempre quis conversar sobre as convergências políticas. Mas quando um partido como o PSB se posiciona de forma tão irrevogável e intransigente, não adianta nem propor um realinhamento”

“Temos ouvido de maneira muito categórica que aliados de Ricardo Coutinho tem dito que a candidatura do prefeito da Capital já esta sacramentada. Com isso passamos a ver com maiores dificuldades o realimento”.

Enfim, segundo portais, o prefeito campinense destacou ainda que se a reaproximação com o prefeito Ricardo Coutinho não for possível, não foi por ter faltado por parte do PMDB e de outros aliados o interesse de dar continuidade a aliança que vem vencendo várias eleições em João Pessoa e no Estado. Veneziano lembra que o PMDB é o maior partido da Paraíba e que em nível nacional é o que tem o maior número de parlamentares nas duas casas congressuais, e que por isto surgia como candidato natural ao Palácio da Redenção.

Pelo andar das coisas um rompimento formal está próximo e quase certo. Isso teria que chegar em algum momento haja vista que tanto o PMDB quanto o PSB têm a pretensão de ser cabeça de chapa da aliança. E pelo que se tinha visto ninguém queria abrir mão. Não é apenas o PSB, como afirma Veneziano, mas o PMDB também.

As pretensões de diálogo do PMDB para com o PSB provavelmente seria para afirmar sua superioridade como fez Veneziano agora. O que seria uma boa tática, pois iria atrasar a consolidação de campanha de Ricardo. O PSB por sua vez fingiu que não viu o que estava ocorrendo e foi lançando sua candidatura, colocando o bloco na rua para ver como estava a receptividade.

Esses movimentos táticos dos aliados são parte do jogo político de quem tem interesses divergentes e estão na mesma aliança. Todos os dois tem a legitimidade de lançar suas candidaturas e angariar os aliados e visibilidade necessária. Daí não há problemas nas declarações dos Vital, o problema está em começar a atribuir culpa há essa ou aquela pessoa pelo naufrágio da aliança. Trata-se de algo temerário.

Será que a culpa é mesmo de Ricardo? Não será do PMDB? Quem está mais intransigente nesta disputa? É difícil dizer. Só em afirmar que o PMDB, por ser o maior partido, surgia como candidato natural já coloca suas pretensões como irreversíveis, para usar um termo de Veneziano.

Começar o jogo de atribuição de culpas é perigoso, pois não tem fim, só vai gerar ressentimentos. Transformará os dessentendimentos em racha e poderá acabar como Ronaldo e Maranhão terminaram, grandes rivais, quase inimigos. Além disso, num sentido pragmático, todos sairão perdendo paras as conjugações de 2012 em João Pessoa e Campina Grande. Nesse jogo o futuro é solitário.


Caso Elisa. Ex-secretária prova que estava dentro da lei

23 Julho, 2009

Primeiro, vamos relembrar e entender o caso.

No ano de 2008, o jornalista Clilson Júnior apresentou denúncias em seu Blog sobre uma suposta irregularidade na contratação da professora Elisa Gonsalves para desenvolver um projeto na Prefeitura Municipal de João Pessoa. A matéria intitulava-se “Marajá? Prefeitura de JP empenha 174 mil para ex-secretária da educação”. O portal ClickPB também veiculou a notícia, no dia 12 de julho de 2008: “Prefeitura de JP paga R$ 174 mil por curso de secretária demitida”.

A falsa notícia foi transformada em assunto do programa de propaganda eleitoral dos candidatos João Gonçalves e Francisco Barreto, que denunciavam um suposto favorecimento, já que a professora tinha exercido o cargo de Secretária de Educação do Município de João Pessoa.

Em 2009, o ClickPB noticiou: “Aníbal diz que já denunciou caso de Elisa ao Tribunal de Contas”, referindo-se ao deputado Aníbal Marcolino. No dia 31 de março de 2009, o ClickPB noticiou “Devolver dinheiro é assumir irregularidade da PMJP, diz Hervásio sobre caso de Elisa”, referindo-se ao vereador Hervásio Bezerra.

Deu uma rápida olhada no site Clickpb e blogdoClilson e não vi nada sobre a nota de Elisa, não houve nenhuma retratação ou sequer uma replicação da nota de Elisa.

Veja nota da Elisa:

JUSTIÇA APROVA TRABALHO DA PROFESSORA ELISA GONSALVES

Tribunal de Contas, Ministério Público e Fazenda Pública constataram que denúncias contra ex-secretaria de Educação do município de João Pessoas não procedem e afirmam “notória especialização” da professora.

A professora Elisa Gonsalves, ex-secretaria de Educação do Município de João Pessoa, intensifica com mais felicidade o seu trabalho de formação dos profissionais de educação. Sua felicidade se deve ao fato de que a Justiça se pronunciou em três instancias diferentes sobre as calunias que foram noticiadas sobre ela no último ano.

Denúncias feitas pelo blog do Clilson que a acusavam de ser marajá da educação municipal, e posteriormente usadas na campanha eleitoral de 2008, foram analisadas pela Justiça. Nenhuma irregularidade foi encontrada. A professora não recebeu R$ 174 mil nem devolveu dinheiro.

Ficou provada a inocência da professora Elisa em três instâncias diferentes da Justiça, a 7ª Vara da Fazenda Pública, o Tribunal de Contas e o Ministério Público.

O Juiz João Batista Vasconcelos, da 7ª Vara da Fazenda Pública, afirma em seu parecer: “à luz do que consta no contrato em questão, resta demonstrada a notória especialização da contratada, eis que seu trabalho é marcado por características individualizadoras, restando evidenciado que sua atividade é a mais adequada à plena satisfação do objeto do contrato”. Também destaca que a singularidade exigida na Lei é encontrada nas características que estão presentes na contratada, no caso a professora Elisa.

O Juiz conclui que a contratada, professora Elisa, “reúne uma excelência curricular, sendo singular no mercado, detentora clara de notória especialização, conforme corroboram os documentos acostados aos autos, preenchendo, assim, os requisitos exigidos legalmente para enquadrar-se na hipótese de inexigibilidade de licitação. Portanto, não há o que se falar em nulidade do Processo Administrativo”.

Prestígio e notória especialização

Em 25 de maio de 2009, o Ministério Público também se pronunciou sobre as denuncias. O Promotor de Justiça, Adrio Nobre Leite, promoveu o arquivamento do processo, que foi iniciado por um ofício do ex-vereador Severino Paiva. O Promotor afirma que “houve a confirmação do ajuste à legalidade, a partir da manifestação trazida pela auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, inclusive com a constatação de que os valores percebidos pela professora não se destinaram somente à mesma, mas a uma equipe”.

O Promotor afirma que “a competição resta inviável, em virtude de estarmos diante de uma profissional habilitada à prestação de um serviço técnico especializado, consistente em treinamento profissional, por ser merecedora de prestígio e reconhecimento (notória especialização)”, o que tornou singular a referida profissional.

O Promotor afirma ainda que “não há, destarte, que se questionar a qualificação relevante da profissional tanto no mercado local quanto no âmbito nacional”.

Informada destas decisões judiciais, a professora Elisa disse que vai continuar processando por danos morais os responsáveis pela veiculação das falsas reportagens. “Os danos causados à minha imagem, ao meu trabalho e à minha saúde foram imensos. Infelizmente, até hoje tenho que lidar com comentários grosseiros. Mas sigo confiando na Justiça.


Desafio para Manoel Júnior: PSB para o governo com vice do PMDB!

20 Julho, 2009

Já faz bastante tempo que o deputado federal Armando Abílio do PTB lançou a aliança entre Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima para as eleições de 2010. É verdade e legítimo que ele tem a liberdade de propor a chapa que lhe convém, são pretensões. O deputado esta semana colocou Luiz Couto, do PT, em sua chapa.

Uma perguntinha: será que ao colocar Luiz Couto na chapa Abílio esteja afirmando que o deputado e o PT agora terão uma aliança com Cássio? A aliança entre Ricardo e Cássio não tem nada de formal, muito embora haja muitas especulações, que foram bastante alimentadas pelo encontro entre Ricardo e Ronaldo Cunha Lima. Mas como todos da aliança entre PMDB/PSB/PT dizem, formalmente, eles estão juntos para 2010 e querem isso. Ainda, deve-se considerar o crescimento político, não eleitoral, da campanha de Cícero Lucena para 2010, o candidato mais forte da aliança PSDB/DEM.

Apesar disto devemos ver, por hipótese, que pessoas do PSB e até o próprio Ricado Coutinho entendam como uma boa ação a aliança entre Ricardo e Cássio (PSB-PSDB), haja vista que pessoas do PMDB/PSB/PT não querem Ricardo como cabeça de chapa da aliança em 2010. Assim, os ricardistas podem querer abrir alternativas e vias de conseguir suas pretensões. Mas é bom dizer que há muita incompatibilidade nesta aliança, se não, vejam os comentários dese blog. CLIQUE AQUI.

Nesta confusão política toda devemos se ater a um detalhe. Até agora nenhum político do PMDB/PSB/PT, fora Luiz Couto e os mais ligados ao prefeito, lançaram ou apoiaram a candidatura de Ricardo para 2010. Pelo contrário, quando se fala nisso, muitos a exemplo de Manoel Júnior e Rodrigo Soares, tratam de minimizar e frear tais  intenções. Este fato é no mínimo estranho, principamente quanto todos afirmam querer a união PMDB/PSB/PT. O mais estranho ainda é Manoel Júnior do PSB não apoiar a candidatura de Ricardo. Ele diz que não aceita a aliança Ricardo e Cássio. Mas é bom dizer que esta união não ocorreu.

Nesse sentido propomos um desafio a Manoel Júnior: deputado, lançe a chapa Ricardo Coutinho para o governo em 2010 com o vice do PMDB e senador do PT! Seria seu remédio ideal. Colocaria mais uma pá de cal em cima das especulações Ricardo-Cássio e ainda levantaria a bandeira de um candidato do próprio partido para ser governador mantendo a aliança PMDB/PSB/PT. Não é ideal? Você não precisaria esquentar mais a sua cabeça. Pois como você tem boa circulação no meio do PMDB poderia até conseguir apoios lá dentro.

Como afirmamos antes, na aliança PMDB/PSB/PT os nomes mais fortes a peso de hoje e provavelmente de 2010 é Maranhão e Ricardo. Os demais estão em segunda ordem, embora possam subir na intenção da população. O problema é que tanto PMDB quanto PSB querem lançar o seu candidato. Intenção legítima, claro. Mas, nenhum dos dois abre mão desta intenção. Se exigem de Ricardo que mantenha a aliança em torno do nome de Maranhão. É plausível e honesto também exigir que se mantenha a aliança em torno do nome de Ricardo.

Assim, vamos deixar as coisas claras e fazer uma disputa interna mais tranquila como faz o PSDB e DEM. Uma última coisa, Manoel, se você não quiser lançar tal chapa, explique pelo menos o porque.