Fórum Davos: Ministro turco se irrita em debate sobre Gaza

30 janeiro, 2009

turquia-oficial

Está ficando cada vez mais insustentável e cada vez mais explícito e até estrapolando limites o apoio que muitos poderes mundiais estão dando as ações do governo de Israel. Muitos dizem que Bush deu cheque em braco para o país na questão da Palestina. É quase certo que Israel não será punido pelos crimes de guerra (documentados em fotos e pela ONU) que realizou em Gaza neste último conflito. 

Outro dia BBC se negou a divulgar apelo humanitário por Gaza alegando que isto feria o equilibrio da transição do conflito. Agora o blog acerto de contas, sempre atento, revela que o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, país que apoiava e tem as melhores relações com Israel dentre os paises arabes, ficou irritado durante debate do Fórum Econômico Mundial onde estava presente o presidente de Israel Shimon Peres.

 

“O debate era sobre a situação da Faixa de Gaza. Estavam presentes, ao lado de Erdogan e Peres, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa – que saudou Erdogan quando ele deixou o palanque irritado.

Shimon Peres teria feito uma longa e apaixonada intervenção, “aos berros”, segundo a Agência Efe, responsabilizando o Hamas pela morte de civis palestinos durante a última ofensiva em Gaza. Morreram cerca de 1.300 palestinos nos ataques.

Exaltado, o presidente israelense negou que impediu a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza durante a ofensiva. Segundo Peres, ele mesmo “supervisionava todos os dias a lista de necessidades”.

Sem querer lançar juízo, mas essa frase de Peres mais parece o típico “Eu finjo que faço e você finge que acredita“, tão familiar aos discursos pra boi, digo, ONU dormir…

Erdogan respondia às declarações exaltadas de Peres quando o colunista que mediava o debate, David Ignatius, do “Washington Post”, interrompeu sua fala e encerrou o debate.”

A irritação do turco foi tanta, devido ao não-sentido das palavras do presidente israelense, que ele tentou sob várias interrupções do mediador continuar sua fala. Por fim, abandonou o debate afirmando que não mais voltaria a Davos. O ministro afirma que teve 12 minutos contra 25 do israelense. O vídeo pode ser visto aqui.

 

Veja também. NA TURQUIA: Erdogan recebido como herói em Atartuk
Levou oorgulho para casa. 

Israel-Palestina: Como entender as f@tos?

29 janeiro, 2009

Estas imagens foram colocadas no blog de Paulo Henrique. Chamaram-me muito a atenção. É notória e assustadora a similaridade das situações mostradas e descritas nas fotos. Se você subtrair o contexto geral, as justificativas para as ações mostradas e sem se importar com quem manda ou faz tais coisas você fica assustado de saber que algo assim pode estar acontecendo hoje em sua época. Depois de tanto falar que o Holocausto foi algo distante, feito por uma geração que não é a nosso, isso é assustador.

 

 

Muitos não sabem explicar como os alemães chegaram a fazer aquilo, talvez aqueles das fotos não saibam explicar porque fazem aquilo com exatidão, podem até falarem algo, mas….

Os alemães fizeram aquilo que aparece no lado esquerdo do slid com certos civis do estado alemão (judeus, comunistas e outros diferentes). Os israelenses fazem aquilo que aparece no lado direito do slid com os palestinos e arabes, que são civis de outro “estado”, não são do estado israelense. Os alemães acreditavam que eram seres superiores aos que eles estavam prendendo e cerceando. Os israelenses acreditam que se defendem de pessoas que os odeiam e os atacam. A diferença de ser de outro ou do mesmo estado, pode ser um detalhe… que não justifica.

Sem querer condenar, sinceramente. Se abstrairmos das fotos os contextos gerais e analisarmos elas por elas mesmas, são inevitáveis as associações e as repulsas. Mas será que o contexto geral (história dos conflitos, partes envolvidas, objetivos, interesses e direitos em jogo) justificam e explicam as f@tos?….


Augusto de Barros, procurador municipal, é assassinado em Pernambuco

29 janeiro, 2009

Há poucos dias Manoel Bezerra advogado e político do PT foi assassinado por duas pessoas ainda não completamente identificadas. A morte dele ocorreu em Pitimbu, município da Paraíba que faz divisa com Pernambuco. Manoel residia em Itambé cidade de pernambuco que também faz divisão com a Paraíba, ficando em torno de 50Km leste de Pitimbu. Esta região que forma a zona da mata cobrindo os dois estados é citada na CPI do extermínio como área de atuação de grupos de extermínios.

Nesta mesma região, só que num município um pouco mais distante, a 80Km sul de Itambé está o município de Lagoa de Itaenga. Pois bem, o procurador deste município, Augusto de Barros, 53 anos, foi assassinado por dois homens. Segundo a polícia, o assassinato foi realizado por dois homens armados e que estavam em uma moto. Eles teriam chegado quando Antônio Barros conversava no posto de gasolina e efetuaram vários disparos. O advogado ainda foi levado para o hospital, mas chegou sem vida ao local.

O assassinato ocorreu dois meses após a morte do prefeito da cidade e primo de Barros, Fernando Antônio do Nascimento . Ex-prefeito de Lagoa de Itaenga, na Mata Norte, Fernando Antônio (PSB) foi assassinado dia 20 de Novembro de 2008, na Estrada das Tabocas, em frente a uma residência na Vila da Camboa, zona rural de Carpina. Segundo a polícia, Fernando foi atingido por quatro tiros (três na cabeça e um no tórax). Os disparos foram efetuados por dois homens que estavam em uma moto. O município de Lagoa de Itaenga possui não mais que 20 mil habitantes e 58 Km². 

—-

A similaridades entre os três assassinatos é bastante grande, embora não indique que haja atuação de um grupo de extermínio envolvido nas três mortes. Pode ser vários grupos atuando nesta região ou mesmo um modo de atuação das pessoas dessa região que resolvem tudo na arma e na violência. Ainda, pode haver grupos ou bandidos individuais que são contratados  especificamente para para esse tipo de ação.  Apesar destas três opções trata-se de um região marcada pela cultura da morte, de pagar com a vida qualquer tipo de desentendimento ou conflito. Outro traço é a ataução de pessoas detentoras de poder e dinheiro que podem contratar a morte de alguém ou possuir grupo de capangas assassinos.

 Trata-se de fatos e cultura que prejudica o desenvolvimento destas cidades e dão continuidade a velha cultura dos coronéis que mandavam e desmandavam no nordeste e no Brasil que tinah o forte traço de resolver divergências na bala, de fazer juramentos de morte.


Caso Manoel Bezerra: autoridades oferecem primeiras informações

29 janeiro, 2009

bezerra

Vejam este conjunto de reportagens sobre as investigações do caso:

 

Dois homens foram presos e outros dois continuam sendo caçados pelas polícias da Paraíba e de Pernambuco. Eles são suspeitos de participar da execução do advogado Manoel Bezerra de Mattos Neto, assassinado no último sábado, no município de Pitimbu, Litoral Sul paraibano.

Flávio Inácio Pereira – sargento reformado da Polícia Militar da Paraíba – foi preso, anteontem, em Itambé-PE pelo comandante geral da PM, Kelson Chaves. Ele foi levado para prestar depoimento na Secretaria de Segurança e Defesa Social e, em seguida, encaminhado para o 5º Batalhão, no bairro Valentina Figueiredo.

O segundo suspeito, José Nilson Borges, foi pego em Pedras de Fogo-PB, no mesmo dia. Na casa dele, foi encontrada uma espingarda calibre 12, que pode ser a arma usada no crime.

Ambos estão citados na CPI do Narcotráfico da Assembléia Legislativa da Paraíba e na CPI do Extermínio no Nordeste da Câmara Federal e serão apresentados hoje, em João Pessoa.

A entrevista também serviu para esclarecer que o segundo preso não foi Cláudio Roberto Borges. Ele, de acordo com as primeiras informações passadas pela polícia, seria o dono da arma usada no crime. O verdadeiro dono, que está preso na Central de Polícia, se chama José Nilson Borges e é irmão de Cláudio.

acusados

 

De acordo com o coronel Kelson, o sargento negou o crime e se mostrou indignado com as acusações. “Ele nega, é claro. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo”, disse o comandante.

Segundo ele, a prisão do acusado foi feita de forma simples, já que o mesmo não esboçou reação. “Nós fomos para lá, mas não tínhamos a certeza de que ele estivesse na cidade. Porém, eu acredito que se Flávio tentasse fugir seria pior porque era como se ele estivesse confessando o crime. Não foi o que aconteceu. Ele soube que estávamos na cidade a sua procura e foi ao nosso encontro”, contou.

Discutesse se o caso está ou não vinculado com grupos de extermínio e a CPI. Para o sercretário trata-se de um caso isolado:

 

O secretário Eitel Santiago (Segurança Pública) desvinculou nesta quinta-feira, 29, a execução do advogado Manoel Matos de sua participação na CPI dos grupos de extermínio, da Câmara Federal. Para Santiago, a morte foi por vingança e é caso “isolado” motivado por um depoimento pretado pela vítima em 2002 em um processo de assassinato contra o Militar Flávio Pereira. “Não se trata de um crime promovido por grupos de extermínio, aposta o secretário.”

Diferente do que vinham deixando transparecer os comandantes das investigações em sucessivas entrevistas, o secretário disse hoje que o caso ainda não foi elucidado.

Walter Brandão informou que o sargento da Polícia Militar Flávio Inácio Pereira, acusado de ser o mandante do crime, planejou o assassinato para se vingar porque o advogado teria testemunhado contra ele num processo em que ele é acusado de matar outras pessoas. Este processo o fez ficar preso por mais de dois anos.

No entanto, não há como separar completamente este crime da investigação que acontece há anos sobre crimes de pistolagem e grupos de extermínio, uma vez que o acusado é apontado e investigado pela CPI do Grupo de Extermínio. O advogado morto participou desta CPI e, por conta disso, testemunhou contra Flávio e contra outros investigados por crimes desta natureza.

—–

Segundo informações das autoridades políciais, a investigação deve durar 30 dias. Ainda, a OAB_PE pede solicitação oficial de deslocamento de competência das investigações do assassinato. O pedido oficial será encaminhado à Procuradoria Geral da República.


O vergonhoso lesgislativo brasileiro: disputa interna e regulação externa

29 janeiro, 2009

Durante esta passagem de ano que também foi a passagem de poder em todas as cidades do Brasil, uma das maiores cidades da Paraíba, Santa Rita, presenciou uma situação no mínimo inusitada, mas talvez bastante comum na história das disputas políticas. 

O mandato dos vereadores e prefeito encerram-se em 31 de dezembro e a partir de 1 de janeiro há o que se pode chamar de vácuo de poder, ou seja, os antigos mandatários não são mais legalmente detentores do poder legal e os novos prefeitos e vereadores não tomaram posse, ainda. Esta ocorrerá no primeira dia lá pela manhã ou tarde, mas até lá ninguém “manda” na cidade. Esse vácuo do poder, seja ele formal ou não, é o momento mais propício para golpe branco ou negro, políticos, militares ou civis.

Pois bem, os vereadores eleitos de Santa Rita entraram num acordo informal de que a sessão para posse dos mesmos e escolha da nova mesa diretora da Câmara ocorreria as 1h da madrugada, isso mesmo, em pleno o reveillon! Entretanto isso não ocorreu, vários vereadores faltaram e os que foram, da oposição, encontraram a câmara fechada. Para cumprir o regimento da casa e temendo a tentativa de um golpe na eleição da mesa o grupo de vereadores da oposição foi para a Câmara as 10h do dia 1 de janeiro para tomar posse e eleger a mesa diretora. Mais uma vez a câmara estava fechada.

Este grupo fez a sessão em prédio emprestado e seguiu os tramites do regimento, de modo que uma mesa diretora foi eleita e os vereadores foram empossados. Entretanto, mais tarde as 16h estava marcada a posse do prefeito, esta que seria dada pelo presidente da Câmara. O grupo da oposição compareceu para dar posse ao prefeito e lá encontrou os faltosos. Estes acusaram os primeiros de terem feito uma sessão sem respaldo legal (pois foi fora da Câmara) e deram início a outra sessão para posse e eleição da mesa diretora da casa. A briga foi grande entre as duas bancadas, quase chega-se a socos.  O primeiro grupo se retirou da sessão e o grupo de situação realizou outra sessão, elegendo novo presidente da casa.

Por acaso, o novo presidente, em menos de 10 horas, foi um dos vereadores que tinha participada da sessão das 10h. Após muito confusão, este nova mesa diretora deu posse ao prefeito e vice e até aquele momento as coisas se acalmaram. Como se vê a cidade possuia duas mesas diretoras da câmara.

Como as partes não se entendiam, algo bastante corriqueiro entre situação e oposição no legislativo brasileiro foi necessário recorrer a justiça, se ela não existisse talvez o recurso fosse a força, política, social ou econômica. Se não, veja o que ocorreu no Maranhão.

A primeira mesa eleita as 10h ingressou na justiça para anular a sessão das 16h e por consequencia anular a posse do prefeito e como a cadeira dele ficaria vaga, pediu por fim, que o presidente da câmara, aquele eleito as 10h, também virasse prefeito da cidade até nova posse do prefeito eleito. O juiz negou os pedidos para evitar transtornos a administração da cidade sem no entanto julgar o mérito. Os vereadores do oposição, sessão das 10h, recorreram para o TJ, este por sua vez atendeu seus pedidos em partes. A nova decisão afirmava que a mesa diretora da câmara seria aquele eleita as 10h e o prefeito ficaria no cargo, mesmo sendo eleito por mesa ilegítima, devido a manutenção da ordem social e administrativa da cidade.

Até este momento da decisão do TJ, notem, a mesa diretora eleita as 16h era tomada como a mesa que mandaria legalmente na câmara, inclusive foi até esse grupo que conseguiu abrir a câmara, coisa que o primeiro, das 10h, não conseguiu. Eles inclusive impediram o cumprimento da decisão do TJ: Veja o que diz esta notícia:

“Depois do Diário Oficial de Justiça publicar decisão que determina a posse de Ednaldo Pereira (PR) como presidente da Câmara Municipal de Santa Rita, o vereador precisou de mais de uma hora para abrir a sede da Casa na presença de um chaveiro e de um Oficial de Justiça. Na manhã desta terça-feira (13), o prédio foi encontrado fechado a cadeado e as chaves estariam com José Paulo Viturino (PTB), que foi eleito presidente na sessão da noite.”

Ainda insatisfeito, o grupo da situação, sessão das 16h, recorreu para o STJ, e este manteve a decisão do TJ, veja

Ao decidir, o ministro Cesar Rocha ressaltou que as alegações exclusivamente jurídicas a respeito da legalidade ou não da sessão validada pela decisão tomada pelo TJ não devem ser discutidas nesse recurso. 

Para o ministro, as alegações de insegurança quanto à investidura nos cargos de prefeito e vice-prefeito também não merecem prosperar, na medida em que a decisão impugnada tratou de manter validadas as respectivas posses, bem como as dos demais vereadores, embora não tenham ocorrido na sessão das 10h da manhã. 

Diante disso, o presidente do STJ entendeu não estar configurada a afirmada lesão à ordem pública. A manutenção da decisão liminar, que tem caráter provisório e é plenamente reversível, segundo o ministro, não impede a atividade administrativa ou legislativa do município.

Por fim, os situacionistas das 16h decidiram não mais recorrer: “Agora é hora de trabalhar. Quem estava perdendo com isto era o município”, disse José Paulo Viturino, vereador de Santa Rita.

Pelo menos a briga era entre os vereadores eleitos, não houve nenhuma tentativa de golpe. O vácuo do poder previsto inclusive legalmente causou uma intensa briga com jogadas e táticas de ambas as partes para conquistar o poder e o locus da mesa diretora. Foi necessária a intervenção judicial para regular a briga que as prórprias partes não conseguiam resolver, nem negociando. Este retrato é cada vez a marca do legislativo brasileiro, políticos que não conseguem minimamente se entender e deixam tudo para o judiciário resolver, ai de nós se não houvesse a estrutura tri-partite.

 Para aqueles que disputam o poder a lei ainda é instrumento para ser utilizado a seu favor e não algo para ser cumprimdo. Por outro lado, se a lei é um instrumento a ser utilizado na disputa política, há um respeito as instituições judiciária, pois se isso não houve poderia ser legitimo tomar o poder pelas armas ou pela força. Até eles se entenderem a cidade fica a mercê de políticos que pensam mais neles do que na coletividade. O que fazer com o legislativo brasileiro? É melhor contratar o judiciário?


Caso Manoel Bezerra: Arma e suspeitos são apreendidos

28 janeiro, 2009

bezerra

Veja informações coletados no portal correio e paraíba 1:

O coronel Kelson Chaves, comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, disse nesta quarta-feira (28 ) que a arma encontrada com um dos acusados detidos ontem foi a que matou o advogado Manoel Mattos, segundo perícia realizada na espingarda calibre 12. A declaração do coronel foi concedida à TV Cabo Branco, de João Pessoa.

Além do sargento reformado da Polícia Militar Inácio Flávio Pereira, também foi preso na noite de ontem um homem identificado como José Nilson Borges, funcionário de um mercadinho próximo ao local de onde ocorreu o crime. Ele está preso na Central de Polícia de João Pessoa, enquanto Inácio está detido no 5º Batalhão da Polícia Militar, localizado no bairro do Valentina, também na Capital.

A prisão dos acusados ocorreu com a presença do coronel Kelson, que foi pessoalmente a Itambé (PE) e Pedras de Fogo (PB) para buscar o sargento, que ao saber que era apontado como um dos suspeitos de imediato colocou-se à disposição da Polícia. Inácio foi detido porque há cerca de um mês teria feito ameaças em público, numa churrascaria, a Manoel Mattos.

O militar já havia sido apontado pelo deputado Federal Luiz Couto (PT) como provável envolvido no caso. Segundo ele, “Flávio Inácio Pereira sempre que se embriagava, dizia para quem quisesse ouvir que um dia iria matar o advogado Manuel de Mattos”.

Cláudio Roberto, mais conhecido por Claudinho, foi preso por policiais na divisa de Pernambuco com a Paraíba. A polícia inclusive apreendeu com ele uma espingarda calibre 12, que teria sido fornecida por ele para executar o advogado.

Apesar de confirmar estas informações, Eitel Santiago deixou claro que a força tarefa tem atuado em sigilo e que todas as informações ficam centralizadas do delegado Walter Brandão, que preside o inquérito e que “vai disponibilizar todas as informações quando for a hora”.

Como se vê em destaque há imprecisão sobre o nome do segundo acuso, com quem estaria a arma. Além dos praticantes do crime é interessante investigar a existência de mentores intelectuais deste crime, pois como se sabe há um grupo de extermínio em ação.


Veja é acusada de plágio em reportagem

27 janeiro, 2009

Para muitos esse plágio pode parecer algo não surpreendente, afinal a revista é algo de sérias acusações de mal jornalismo e de transformar notícia em mercadoria, senão veja o dossiê feito por um dos mais respeitados jornalista do Brasil, Luis Nassif: o chamado Caso Veja.

Este caso está basntante documentodos, não parece uma simples coincidência, antes o contrário. Toda a história começa em 29 de dezembro de 2008, no contexto da guerra em gaza. Neste dia a blogueira Ayesha Saldanha publicou um post com um conjunto de depoimentos de bloqueiros de Gaza e de palestinos: Palestine: Bloggers in Gaza describe the fear. Este post foi traduzido e referenciado adequadamente pelo blogueiro brasileiro Caim, em seu antigo blog no dia 03 de janeiro de 2009: Direto de Gaza: blogueiros palestinos frente ao conflito. 

Agora começa os problemas. No dia 5 de janeiro, poucos dias deppois de Caim publicar o post referenciado, a Veja publica a “notícia” Blogueiros narram drama da guerra em Gaza, do jornalista André Pontes. Se você ver a notícia de Veja constatará que os blog palestinos citados, os trechos dos blog que foram citados e a idéia geram da reportagem foi copiada sem referência do blog de Caim e de Ayesha. No final a reportagem acrescenta coisas, talvez para “aperfeiçoar” mostrando o lado israelense. VEJA e COMPARE. Tire suas conclusões.

Esta história foi citada sem maiores informações por Luiz Nassif no post: O plágio da Veja. Gerando replicações e comentários maiores de Daniel Duende em seu blog: Veja copia artigo do Global Voices traduzido por blogueiro. O blogueiro Caim em seu novo blog publicou o post O dia em que a Veja visitou meu blog. Lá ele explica outros fatos que constatam o provável quase certo plágio. Caim constatou atravez do sistema de rastremaneto de acesso Sitemeter que um computador da Abril acesso seu post traduzido, aquele lá de 03 de janeiro. Caim completa a saga:

“O primeiro movimento que fiz ao constatar algumas semelhanças entre os textos foi enviar um email para o chefe da redação da Veja.com solicitando maiores esclarecimentos e avisando que comunicaria Ayesha Saldanha sobre o ocorrido – o que fiz logo após. Por sua vez, Ayesha entrou em contato com a colaboradora e porta-voz da Global Voices no Brasil, a Paula Góes, que também enviou email para Veja pedindo esclarecimentos.
Até a manhã de hoje, a Paula e eu não recebemos nenhum email resposta da Veja. E olha que, após o dia em que enviei o email, o Sitemeter detectou três outras entradas no Livre correspondentes aos computadores da Abril.com. Será que o caso foi encaminhado ao jurídico, setor geralmente responsável nas empresas pela avaliação de supostos plágios? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Afinal, a Veja.com sequer nos comunicou que nossa solicitação fora corretamente averiguada e que um processo interno fora instaurado para apurar o caso. O que revela certa dose de despreocupação por parte da Veja em atender solicitamente as pessoas e encerrar uma querela de fácil resolução.

Talvez, nessa altura do campeonato, o jurídico da Veja esteja mais preocupado em responder as dezenas de processos que pesam sobre a imaculada imagem da revista do que em emitir uma simples resposta aos questionamentos da Ayesha, da Paula e do Caim. Maldito dia em que a Veja visitou o meu blog.”

Como afimar o blog acerto de contas: ESSA VOCÊ NÃO VERÁ NA GRANDE IMPRENSA…

Mais um caso negativo para a história desta revista que tem a alcunha de ser a maior e mais lida revista semanal do país. Triste, não?! Depois dessa, para quem não conehce, vale a pena ler o dossiê veja, que talvez vire até livro.

Agora quem paragará o pato, o jornalista ou a revista. Talvez a revista tire o corpo fora, e aí…