O mapa do tráfico em João Pessoa

Do JP

Entre os bairros da capital mais atingidos pelo tráfico de drogas, segundo a Polícia Federal (PF), lideram o ranking dos que possuem um maior número de localidades afetadas o Cristo Redentor, o bairro de Mandacaru e o de Cruz das Armas, seguidos do Varadouro, Centro, Castelo Branco, Alto do Mateus, Ilha do Bispo, Bairro dos Ipês, Jaguaribe, Mangabeira, José Américo, Miramar, Bairro dos Novaes, Pedro Gondim, Rangel, Geisel, Jardim 13 de Maio, Jardim Planalto, Jardim Veneza, Bairro das Indústrias, Grotão, Funcionários, Costa e Silva, Padre Zé, Bancários e Cabo Branco. 
As autoridades policiais citam outros locais além desses bairros, inclusive em municípios vizinhos, da Grande João Pessoa, como Bayeux, Santa Rita e Cabedelo. 

No Centro e Varadouro, por exemplo, estão entre os pontos denunciados o Terminal Rodoviário, o Mercado Modelo, o Porto do Capim, a “Beira da Linha do Trem”, o curtume, as proximidades da Casa da Pólvora, as paradas de ônibus da Lagoa, alguns bares das ruas Maciel Pinheiro, Amaro Coutinho e rua da Areia, além do Ponto de Cem Réis e o Pavilhão do Chá. São quase 200 pontos denunciados em toda a capital, incluindo as comunidades carentes. No Padre Zé, foi relacionado o campo de futebol e o terminal de ônibus. Nos Bancários, a comunidade do Timbó, Água Fria e bares próximos ao Shopping Sul. 

No Cabo Branco, foram citados locais como a Praça Iemanjá e o Mirante. No Castelo Branco, foram o Mercado Público e a comunidade Santa Clara; a comunidade “Beira da Linha”, no Alto do Mateus; a comunidade “Buraco da Jia”, no Cristo; a “Nova República, no Geisel; as favelas Miramar e Asa Branca, em Miramar; e assim por diante. E além disso, outras localidades sofrem com o tráfico de drogas embora não estejam na relação da PF, simplesmente porque não houve denúncias ao órgão. Agentes da Polícia Civil e da Inteligência da Polícia Militar definem locais como Manaíra, no trecho compreendido entre o Hotel Tambaú e o Bahamas como preocupante, além do setor entre o Mercado Público de Mangabeira e a Praça Cristo Rei. 

Walter Brandão, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil, explicou que as comunidades periféricas são as mais atingidas. Segundo avaliou o então secretário de Desenvolvimento Social da capital, Alexandre Urquiza, porque elas são vítimas da falta de políticas sociais no país, o que justifica a maior vulnerabilidade dessas famílias. 

“A ação da Polícia Civil no combate ao tráfico constitui um pingo dentro de um balde de água. Há muita precariedade na repressão e na conscientização da população, falta estrutura e a bandidagem aproveita essa lacuna para dominar”, disse Brandão, ressaltando ainda a necessidade de mais juízes, promotores e policiais como fatores importantes no combate ao tráfico, para atuar especificamente na punição aos traficantes. 

A DRE da Polícia Civil apreendeu em 2008, 79 pessoas por tráfico de drogas, sendo 59 flagrantes e 20 por mandados de prisão, e os números vêm crescendo a cada ano graças ao empenho da delegacia especializada, como ressaltou o delegado-geral da Polícia Civil, Gerson Barbosa. Ele disse que a polícia tem avançado no combate ao tráfico de entorpecentes e garantiu que o empenho da polícia vem dando resultados positivos. Em 2007, a DRE efetuou 52 prisões; em 2006, foram 28; e em 2005, 29. A PF, em 2008, instaurou 30 inquéritos policiais e 28 no ano de 2007.

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