Comentários a crise mundial: medidas, impactos, mídia e pauta

decisao

O Jornal do Brasil traz hoje um importante artigo/notícia que faz uma análise dos pacotes econômicos tanto dos países desenvolvidos quanto dos emergentes para tentar responder aos problemas gerados pela crise. Este artigo traz elementos importantes que devem ser destacados:

1. afirma a diferença entre as estruturas e dinâmica das econômias dos desenvolvidos e daqueles em desenvolvimento como o Brasil, ponto às vezes esquecidos pelos análistas e mídia. Este elemento é relevante, pois se alia a outro, aquele segundo o qual o impacto da crise se dará de modo e força diferente a depender do país. Deste modo, as medidas para responder a crise será também diferentes, ou seja, devem ser contextualizadas. Os pacotes e análises dos países ricos são exemplos e inspiração, nunca a fórmula de combate a crise;

2. As medidas hoje adotadas, independente dos países, irão ter repercussão nos orçamentos financeiro e fiscal dos governos no futuro, de modo que estas medidas devem ser pensadas tento este futuro impacto à vista. Ou seja, algumas medidas serão descartadas devido ao possível efeito negativo para o futuro;

3. As medidas que forem adotadas também terão futuros impactos, mas estes serão menos desgastantes e resolvidos com as políticas econômicas tradicionais. Aí mora um perigo para países como o Brasil, pois no futuro o país poderá ter escassez de crédito, já que os países ricos aumentarão as taxas de juros para cobrir os deficits que possivelmente terão. E se a política de hoje do Brasil for confiar numa retomada do crédito no futuro, isso pode ser uma aposta errado ou ariscada;

4. As medidas adotadas pelo Brasil, além de serem contextualizadas devem pensar nos seus impactos futuro para o País e como estarão a economia mundial e dos países ricos no futuro, pois o Brasil pode criar hoje o problema de amanhã;

5. Artigos e notícias que abordem instrumentos e mecanismos de resposta a crise, como também analisem os mecanismos adotadas e seus riscos são muito bem vindas e deveriam aparecer mais nos jornais e grande mídia. Pois se vemos na Europa e EUA a mídia discutindo a crise principalmente com foco em conceber mecanismos de combate a crise, isso não é visto no Brasil;

6. As medidas tomadas e apresentadas não devem estar baseadas em intenções e ideologias políticas com vistas a vê-las em prática. Tanto o governo não deve quer salvar o país hoje criando uma crise amanhã, o que não parece provável, pois ele possui interesses na eleição. Como a oposição e setores políticos-ideológicos (tanto de esquerda como de direita) não deveriam aproveitar as medidas de combate a crise para pôr em pauta suas idéias que estavam na surdina. Todas estas intenções tentem a criar uma enorme nuvem de fumaça que complica as medidas de resposta a crise.

Como se vê, trata-se de um contexto difícil que demanda as mentes pensantes do país. Estas mesmas mentes podem posteriormente nas eleições capitanear a paternidade das idéias de combate a crise, mostrando suas capacidade de resolver tais problemas, aí sim é um bom dividendo eleitoral. A mídia possui papel importantíssimo em criar uma massa e meio crítico para discussão destas ideias. Estes momentos serem não só para conhecermos melhor o Brasil como para concebê-lo. É hoje de grande decisões.

Vejam a matéria do JB:

 

Natalia Pacheco e Gabriel Costa, Jornal do Brasil

 

RIO – A crise financeira internacional traz um dilema para líderes de economias afetadas por todo o planeta: manter os mercados em funcionamento a qualquer custo e pagar o preço no futuro, na forma de déficits públicos e orçamentários; ou poupar gastos e enfrentar os reflexos da turbulência de maneira pontual, sob a sombra da recessão. Os pacotes de socorro bilionários anunciados desde o ano passado pelos governos evidenciam a escolha dos chefes de Estado ao redor do mundo. O fantasma do desequilíbrio ocasionado por gastos maciços, no entanto, permanece no horizonte.

Em seu relatório anual, divulgado na semana passada, o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) afirmou que os vultosos volumes de recursos destinados para ajudar instituições financeiras ameaçam as “já precárias situações fiscais de países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Espanha e Austrália”.  >>>> Click para ver a íntegra.

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