É só ocupar um cargo político para começar a devassa: E agora Sarney?

Nesses dias teve eleição para a presidência das casas do nosso congresso. Aí após findada a eleição e conhecido os mandatários, começou a aparecer alguns denúncias. Começou por um castelo de 25 milhões não declarados pelo novo corregedor da Câmara dos Deputados, Edmar Moreira (DEM-MG). Agora sobrou para o novo presidente do senado José Sarney (PMDB-AP). Agora fica as perguntas: porque só agora tais ilegalidades são mostradas e denunciadas a nação? Quais ainda estão na gaveta esperando aparecer? Quem será a próxima vítima? 

Como se vê, o círculo das pessoas que fazem a nossa política federal está podre.  E a impunidade está a solta. Até ontem estas pessoas ocupavam seus cargos e por não mexer com ninguém, imagino, estavam vivendo tranquilamente. Foi só mostrar as caras para…. pronto! A nação começa a ver a “merda” no ventilador. Que prática repugnante é esta daqueles que fazem a ilegalidade e daqueles que só denunciam quando lhes convêm. A prática e dinâmica da política brasileira estão horrível. Isso vai durar até quanto? O que mais se esconde por debaixo dos panos, dentro dos bolsos e por de trás das portas de Brasília? Será que temos estômago para agüentar?

Desde de Fernando Collor, passando por FHC e Lula que o país não consegue conceber e fazer uma política mais decente. Muda presidente e os escândalos se sucedem, se mesclam, as práticas corruptíveis se aperfeiçoam e continuamos na mesma. Controla-se a inflação, abra-se a país ao mercado estrangeiro, paga-se dívidas, entra-se e sai de crises, aumenta-se o PIB, as exportações, cria-se novas leis, mas a nossa política continua envolvida na mais triste prática, sejam daqueles que denunciam e daqueles que são denunciados. Ninguém escapa. E agora Sarney? Vai pedir para sair?

Veja notícia:

Uma interceptação telefônica feita pela Polícia Federal em abril do ano passado, com autorização da Justiça, captou uma conversa entre o senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney. No diálogo, o presidente do Senado pergunta ao filho, que é empresário, se ele havia recebido informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), supostamente sobre um processo judicial que, então, corria em sigilo.

Na gravação de 3 minutos e 32 segundos, no dia 17 de abril do ano passado, Fernando pergunta ao pai se há alguma novidade sobre ?aquele meu negócio?, que seria um processo sigiloso protocolado na 1ª Vara da Justiça do Maranhão. Sarney responde: ?Não, até agora não me deram nada.? Fernando prossegue: ?Muito bem, mas eu aqui já tive notícia, aqui do Banco da Amazônia.? O senador pergunta: ?É, né. Da Abin?? E o filho responde: ?Também.?

A PF informou que a menção à Abin não é suficiente para abrir uma investigação específica a fim de apurar se agentes do órgão passaram para a família Sarney informações sobre uma operação policial em andamento. O suposto vazamento de informações pela agência seria sobre a Operação Boi Barrica, em que a PF investiga a possibilidade de uma empresa de Fernando Sarney estar envolvida com esquema de financiamento ilegal na campanha eleitoral de 2006.

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