A tumultuada posse de José Maranhão no governo da PB

Está descrição está no portal paraiba.com. Uma surpresa….

A posse do senador José Maranhão (PMDB) ocorrida ontem como novo governador do estado devido ao afastamento de Cássio Cunha Lima (PSDB) do governo foi marcada por um clima tenso, sabotagem e desorganização.

Pela manhã, na Assembléia Legislativa, deputados ligados ao grupo Cunha Lima tomavam a decisão de só empossar o novo governante nesta quinta-feira, 19, ao mesmo tempo em que impetravam uma medida cautelar junto ao Supremo Tribunal Federal, pedindo a realização de eleições indiretas.

A Assembléia realizou uma sessão ordinária, aparentemente marcada por declarações civilizadas entre maranhistas e cassistas, mas com o deputado Ricardo Barbosa(PSDB) a todo momento cobrando o ato de renúncia de Maranhão do Senado Federal. Condicionava a legalidade da posse mediante a apresentação de um documento que comprovasse a renúncia. Documento desnecessário, pois bastou a apresentação do diploma do TRE para que o senador tomasse posse.

A sessão solene, realizada logo após a sessão extraordinária, foi de marcada por pressão dos deputados peemedebistas, Trócolli Júnior, Gervásio Filho e Iraê Lucena sobre o vice-presidente da AL, Ricardo Marcelo(PSDB) para que iniciasse a sessão. Um detalhe: o funcionário encarregado da sonorização do plenário havia desaparecido com a chave da cabine.

A demora em começar a sessão provocou impaciência no público que ocupava as galerias e o plenário. José Maranhão e Luciano Cartaxo  já estavam em plenário aguardando a posse, enquanto deputados leais ao grupo Cunha Lima, que ainda permaneciam no recinto se retiravam.

– Comece a sessão assim mesmo, pressionava Trócolli a todo instante.

– Tenham calma, do contrário, eu vou embora agora mesmo, respondeu Ricardo Marcelo. Os assessores da mesa  diretora tinham dificuldade em chegar ao presidente da sessão devido a aglomeração de pessoas no plenário.

– A cabine de som está fechada e o funcionário ninguém sabe onde está, informou uma funcionária ao presidente.
 
– Então arrombem a porta a agora mesmo e liguem esse negócio! Ordenou Marcelo.

Ato contínuo se ouviu do plenário o barulho de arrombamento de porta, e som ligado. Marcelo iniciou a sessão anunciando as presenças das autoridades. Do plenário, várias pessoas gritavam:

– Cadê o arcebispo Dom Aldo Pagotto?

O arcebispo não fora para a posse, mas alguns padres se encontravam em plenário. O monsenhor Ednaldo Araújo se apresentou como representante da Igreja Católica, não como o enviado do arcebispo. Ao anunciar as presenças das autoridades, o clima político para 2010 tomou conta. Quando Ricardo Marcelo citou o nome do prefeito Ricardo Coutinho, que é do PSB, aplausos demorados. Depois,  quando citou o nome do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, que é do PMDB, os militantes do partido reagiram com mais aplausos e gritos de Governador!

O presidente Ricardo Marcelo foi pragmático e rápido no cumprimento do regimento interno, convocando os novos governantes para o juramento de praxe.

Após o juramento, Maranhão fez um discurso intercalado por aplausos, em que eleogiava o TRE, o Ministério Público Eleitoral e apontava o “descalabro do estado” e responsbailizando o grupo Cunha Lima. O discurso foi interoipido por uma ligação do presidente Lula para parabenizar Maranhão. Ao desligar o telefone, aplausos demorados para o governo e Lula.

Maranhão deixou a Assembléia e seguiu para o Palácio, que estava fechado, sem seguranças nas proximidades, pouca iluminação e com uma multidão impaciente que tentou invadir o Palácio. O novo governador entrou no Palácio embalado num rolo compressor  de pessoas que queriam também ingressar no local. Uma senhora foi pisoteada, o vidro do portão principal  quebrado, sem que os poucos policiais que estavam no local nada pudessem fazer.

Maranhão recebeu a faixa de governador da sua esposa, a desembargadora Fátima Bezerra, que também representava o TJ no momento no salão nobre do palácio, que estava sem cadeiras, pouca iluminação e lotado de seguidores. Dali mesmo, da janela do Palácio, Maranhão fez um discurso para a multidão que ocupava a praça, utilizando o microfone de um carro de som requisitado no final da tarde para o local. Aos poucos, a rotina do palácio foi retomada, policiais fardados apareceram, os funcionários começaram a servir água e o ar condicionado foi ligado. Maranhão se retirou para o gabinete com assessores próximos, enquanto a multidão se dispersava. Foi fim do caso FAC e início do terceiro governo de José Maranhão, que pela legislação atual, tem direito à reeleição.

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2 Responses to A tumultuada posse de José Maranhão no governo da PB

  1. hehe , infelizmente o nosso estado esta na mão de gente da qualidade de josé maranhão,que por sinal passou 8 anos de governo e não fez absolutamente , nada . é isso , boa sorte meus conterraneos , pois irão prescisar, abraços !!!

  2. é verdade, é lamentavel o que a paraiba vai passar mais uma vez, gente esse senhor nao tem condiçoes de governar mais nem casa dele quanto mais um estado kkkkkkkkkkk

    pois é paraiba mais a tortura será de menos de 2 anos,
    bom mais tb a inveja do pmdb é muito grande em saber que eles nao podia ganhar do moral cassio cunha lima, por isso estao se achando que derrotou cassio, mais isso foi apenas umas ferias que ele tirou, pena que deixou um ser tao indecente para ficar no seu lugar(maranhao) mais voltará em 2010, reformando a paraiba, ou melhor acho que vai ser preciso demolir a paraiba e construir outra kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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