Guantánamo “suuuper divertido”

1 março, 2009

Como um vê do seu jeito. A partir do seu ângulo, daquel que lhe convém.

Dayana Mendoza, atual Miss Universo, e Crystal Stewart, Miss Estados Unidos 2009, visitaram as tropas americanas na base militar da baía de Guantánamo, no último dia 20, segundo o jornal The New York Times. A viagem pela ilha durou cinco dias e a Miss Universo publicou em seu blog que Guantánamo é “suuuuper divertido”.

“Esta semana, Guantánamo!!! Foi uma experiência incrível… Todos os rapazes do Exército foram surpreendentes com a gente. Visitamos os acampamentos dos detidos e vimos os presídios, o lugar onde eles tomam banho, como eles se divertem vendo filmes, tendo aulas de arte, livros. Foi muito interessante. Pegamos uma carona com os Mariners para conhecer a divisa com Cuba, onde eles nos contaram um pouco da história do lugar”, escreveu.

“Eu não queria sair, era um lugar relaxante, tão calmo e bonito”, falou sobre uma das praias que conheceu.

A base de Guantánamo é o local onde tropas americanas mantêm presos acusados de terrorismo. Há várias acusações de tortura contra os prisioneiros do local.

Dayana foi eleita Miss Universo em 13 de julho de 2008, e recebeu a coroa no Vietnã. Ela tem 22 anos e foi Miss Venezuela em 2007.

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Traficantes usam o crack para gerar vício mais cedo

1 março, 2009

Importante notícia que saiu no Estadão:

Antes consideradas as últimas etapas do ciclo de consumo, o crack e a cocaína viraram a porta de entrada nas drogas para crianças de, em média, 13 anos. Estudo nos centros estaduais de atendimento de São Paulo mostra que, em dois anos, dobrou o número de menores de idade em tratamento intensivo, passando de 179 registros em 2006 para 371 no ano passado, um aumento de 107%.

Para os especialistas, a presença maior desses dois tipos de entorpecentes reflete três estratégias de mercado que passaram a ditar o tráfico: fidelização da clientela cada vez mais cedo; facilitação do acesso a drogas de todos os tipos e diversificação do público consumidor. ?Todo negócio exige ampliar o consumo e o crack não poderia continuar sendo tão restrito?, afirma Luizemir Lago, responsável pela política antidrogas do Estado de São Paulo e uma das responsáveis pelo levantamento. 

O crack e a cocaína já não são mais consumidos por apenas um estereótipo de viciado. A compulsão está em todas as classes sociais. Inaugurada no fim de janeiro, a clínica Jovem Samaritano, primeira instituição pública de internação para adolescentes dependentes, é a prova de que o pó virou droga de estreia. Todos os meninos que foram levados para o local, por determinação judicial, encaminhamento do conselho tutelar ou serviço de saúde, respondem com a palavra ?cocaína? quando indagados sobre o motivo para a chegada ?ao fundo do poço?.