O que tira o sono de Gilmar Mendes

7 março, 2009

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O Brasil tem um presidente do Supremo Tribunal ederal, não um supremo presidente. É com esta frase que gostaria de falar sobre Gilmar Mendes. O “nosso” atual presidente (do Supremo) passou a ser figura do dia a dia dos jornais, revistas e blog do País, devido a suas (in)gestões sobre os mais diferentes assuntos, muitos dos quais nem foi chamado para deliberar, nem pelas suas prerrogativas de cargo.

Pelo que se está vendo o presidente atual (do Supremo) está confortável e simpático quando ocupa o centro das atenções. Para isso sabe tomar as ações necessárias de tempos em tempos, para não sair do foco. Nesse sentido, seleciona os temas para a pauta da discussão da mídia e reação da mídia alternativa, faz isso, misturando declarações fortes, puxões de orelha de quem quer que seja e um leve toque de abuso da autoridade que tem.

Diante de tal fato e da falta de vozes fortes xapazes de responder a altura o presidente do STF, poderiamos aproveitar sua disposição para formular opiniões, entendimentos e decisões para tratar de temas como a prostituição e abuso de menores. Poderia entrar no tópcio de perda do direito de propriedade do prórpio corpo, vida e inocência. Será que num o carnaval foi capaz de acordar o “nosso” presidente para tal fato? Trata-se de uma das situações mais tristes e deprimentes que alguém pode passar. Talvez seja um tema muito caro para grandes figurões do nosso país.

Poderiamos citar outros temas como: o tráfico de drogas envolvendo menores, bandos e quadrilhas de assaltantes a bancos no interior; corrupção no sistema carcerário que faz figurões do crime (des)mandarem do lugar de onde menos se esperaria. Acho que esses temas são palpitantes para o conjunto da sociedade ou são cinicamente marginais, fatos tão corriqueiros que não merece destaque da mídia e não tiraria Gilmar de sua obrigações. ” São coisas que só atingem os pobres… é besteira”.

Talvez o recado de Gilmar não tenha fosse para o MST, mas para o MP. O STF deve estar tão distante das ações do MP que terminou pedindo explicações por intermédio da mídia. Mas explicações de que? de sua vagarosidade, tãogrande quanto a de qualquer instância judiciário, inclusive do STF? OU ele está sentindo falta da PF em grandes batidas junto aos acampamentos do MST? 

O “nosso” presidente (do STF) está um pouco confuso, pelo visto. Acho que algum colega falou sobre os sem-terra para Gilmar, sensibilizando-o a ponto de ele achar que poderia contribuir para a causa diante do cargo que tem e da autoridade QUE LHE É DADA.

São apenas provocações “sem sentido” como aquelas do Ministro presidente.

Veja recente nota da CPT: Nota Pública sobre as declarações do presidente do STF, Gilmar Mendes

CPT cita os esquecidos por Gilmar. 

Esta medida de dar prioridade aos conflitos agrários era mais do que necessária. Quem sabe com ela aconteça o julgamento das apelações dos responsáveis pelo massacre de Eldorado de Carajás, (PA), sucedido em 1996; tenha um desfecho o processo do massacre de Corumbiara, (RO), (1995); seja por fim julgada a chacina dos fiscais do Ministério do Trabalho, em Unaí, MG (2004); seja também julgado o massacre de sem terras, em Felisburgo (MG) 2004; o mesmo acontecendo com o arrastado julgamento do assassinato de Irmã Dorothy Stang, em Anapu (PA) no ano de2005, e cuja federalização foi negada pelo STJ, em 2005.

A resposta de Gilmar deve ser na linha “quem procura acha”…. triste.

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