Mais um mal exemplo da Folha.

12 março, 2009

A Folha de São Paulo esta cada vez mais se enrolando com os fatos e as declarações. Assim, fica difícil sustentar alguma credibilidade, mas enfim, vamos aos novos fatos. Primeira a Folha lançou editorial com usando o termo ditabranda para amenizar ou defender a dtadura brasileira. Depois foram um balaio de protesto contra tal declaração e por fim um protesto em frente a sede do jornal. 

Para mostrar que o jornal é aberto ao contraditório um jornalista da casa criticou a Folha e depois foi dado espaço no jornal para o protesto. Até que o dono do jornal lançou nota admitindo ser um erro o uso do termo: ditabranda. 

Mas, uma coisa a Folha estava utilizando de modo pequeno para se sobressair nesta discussões. Estava criticando leitores, entre eles Comparato.

Vejam os posts de Rodrigo Viana :

Por favor, prestem atenção ao texto que reproduzo abaixo. Ele me foi enviado pelo leitor Cássio Schubsky, e eu fui checar lá no site da “Folha On Line”.

O texto  foi publicado no Painel do Leitor da “Folha”, de 1 de junho de 2004. Quem escreve a carta é  o professor Fabio Konder Comparato – o mesmo que Otavinho chamou de cínico, mentiroso e democrata de fachada.

 Agora, prestem atenção ao conteúdo da carta escrita por Comparato em 2004.

E do Blog do Mello:

Como é que é? Comparato criticando Cuba na própria Folha? Mas Otavinho não o chamou de cínico e democrata de fachada exatamente por não fazê-lo? Otavinho não lê o próprio jornal que dirige?

E agora, com que autoridade irá comandar a redação, exigir que os repórteres apurem tudo direitinho, quando ele não o faz? Uma simples pesquisa com o nome do professor Comparato na busca da Folha teria mostrado seu erro a respeito do professor.

Agora, para mostrar que não é um “democrata de fachada”, Otavinho terá de vir novamente ao proscênio para reconhecer que mais uma vez a Folha (ele é a Folha?) errou. Ou, humildemente, dessa vez dirá “Eu errei”?

Agora veja a fala de Comparato no próprio painel de leitor da FOLHA:

PAINEL DO LEITOR

Ruptura 
“O professor François Chesnais (“Ruptura radical” é a saída para o Brasil, defende professor francês”, Entrevista da 2ª, 31/5) tem dado uma excelente contribuição à causa do mundo subdesenvolvido ao mostrar, em seus vários livros, de que forma a globalização capitalista, comandada pelos EUA, aprofunda a divisão entre ricos e pobres até dentro dos países mais ricos do planeta. Mas, ao apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano.” 
Fábio Konder Comparato, professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP) 

 

Não se precisa falar mais nada. (Ponto)

 

São Paulo, terça-feira, 01 de junho de 2004
 
 
 
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Uma caminho para burlar a fidelidade partidária?

12 março, 2009

O Deputado da Paraíba, Wilson Santiago do PMDB fez uma consulta no mínimo intrigante junto ao TSE, como porta voz de um grupo de políticos, os quais ele não quis citar o nome. Veja as indagações:

1 – Que ato consubstancia a criação de um novo partido? E o que deverá ser observado nos casos de desfiliação partidária para esse fim?
2 – Uma vez desfiliado do partido originário, para criação de novo partido, e no caso deste novo partido não atingir o número de apoiadores estabelecidos em lei até o prazo em que exige filiação partidária para candidatar-se em eleições, pode o detentor de mandato eletivo filiar-se a nova agremiação ou a sua agremiação partidária anterior?.

Embora o foco possa parecer o que seja, os critérios necessário para se criar um novo partida, entende-se no entanto que o alvo final é uma caminho capaz de fazer o político trocar de partido sem cair na regra da infidelidade partidária. Será que essa ideia vai passar pelo crivo do Ministro, que neste caso será Marcelo Ribeiro?

Muitos políticos não estão conseguindo conviver com seus pares de legenda. Alegam perseguição e coisas do tipo. A verdade é que esses políticos fazem parte de subgrupos em seus partidos e estão perdendo apoio interno, devido a concorrência de novos políticos, novos interesses de outros subgrupos mais poderosos,  devido a novas idéias e novos apoios populares e intra-partidários. Assim, estes estão deixando aqueles para traz. E o apoio interno que eles tinham se vai …

E aí, como fica para se manter no poder, se eu não posso mudar de partido? Para tudo há um meio, ou um jeitinho? Esperemos a resposta do ministro.