Grampo no TJ. Não foi o Protógenes quem fez.

Como a manchete diz. Antes que pensem que foi o Protogenes, digo que não foi. Interessante isso, porque a pressão e reportagens sem critérios contra o delegado, creio para alguns uma suspeita superficial e para outros uma certeza que Protogenes fez grampos ilegais. Mesmo que o Juiz De Sanctis afirme que a operação foi toda legal.

Notícia de hoje do G1 afirma que o desembargador presidente do TJ do Rio de Janeiro foi grampeado. Essse sim foi um grampo ilegal.  Colocaram uma escuta com fio ligado a antena externa no telefone do desembargador. Não se sabe ainda quem foi. Mas pelo visto a CPI dos grampos, que já dura mais de um ano, encaminhando-se para quase um ano e meio, talvez (com certeza) não vá se interessar por esse grampo ilegal. Suas investigações nesses dozes meses pairaram sobre vários objetos não identificados, e nada específicos, por assim dizer. E na sua seletividade fixou-se na Satiagraha.

Quais os interesses que tornam aquele grampo mais ilegal que este. Vale ressaltar que na PF quem faz os grampos são as operadoras, a mando da PF, com autorização da Justiça. E que a ABIN não possui nenhuma mala portátil para grampos wireless, por assim dizer. Embora questões específicas tenham aparecido, como: levar material de trabalho, escutas, para casa e mante-las em computador; comportailhar dados com a ABIN; fazer gravações pessoais com gravadores, tipo mp3; vazar informações para nossa querida e raivosa grande imprensa. 

Mas vamos ao grampo, esse ilegal:

 

O Serviço de Inteligência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro descobriu que o presidente do TJ, desembargador Luis Zveiter, o filho dele e o pai, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Valdemar Zveiter, tiveram os telefones grampeados.

O presidente do TJ-RJ foi informado nesta quinta-feira (19), pela Diretoria Geral de Segurança Institucional do tribunal, de que há oito meses suas linhas residenciais e celular foram monitoradas. Segundo a assessoria do TJ-RJ, uma escuta também foi encontrada numa tomada do gabinete do desembargador.

De acordo com o desembargador Luiz Zveiter, o grampo foi descoberto durante uma varredura no prédio do Tribunal de Justiça, na semana passada. Segundo ele, os agentes desconfiaram de um fio que estava conectado a uma tomada do seu gabinete. O mesmo fio estava ligado à antena do edifício. 

“Ainda não sabemos o responsável pelas escutas, o que sabemos é que foi feito um monitoramento ilegal no meu telefone, do meu pai e do meu filho. As investigações apontaram que o grampo já tinha sido feito havia oito meses atrás, e que a ação voltaria a acontecer nesta semana”, disse o desembargador.

Luiz Zveiter credita a autoria dos grampos a “insatisfeitos com suas medidas à frente da Corregedoria do TJ” e, possivelmente, à sua candidatura à presidência do Tribunal.

Luiz Zveiter já encaminhou um ofício para a Polícia Federal e para a Secretaria estadual de Segurança Pública. Além disse, ele afirmou que vai haver uma sindicância interna. Mas, segundo Zveiter, ainda não há suspeitos para o crime.

“Eu acionei a polícia e tomei algumas atitudes internas. Vamos acompanhar as investigações de perto e queremos que os responsáveis sejam identificados. O TJ vai tentar evitar que este tipo de escuta seja montada novamente”, afirmou. 
A Secretaria de Segurança informou que uma investigação foi aberta. 
A Polícia Federal informou que pode dar apoio às investigações.

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