“Pirataria” americana – Veja como são as coisas.

30 março, 2009

Do site de Luis Nassif. 

Os americanos vão copiar nosso avião e querem obter nossos conhecimentos para fabricá-lo. Trata-se de “pirataria” entre aspas, literamente uma cópia, sem problemas legais. É um benckmark. Serve para valorizamos nossa auto-estima e saber que não precisamos importar, podemos muito bem fazerm em casa, e ganhar com isso. Isso serve para todos os campos, até para o campo das idéias. Temos que fazer a nossa política econômica, educacional, de saúde e de segurança. Não precisamos engolir modelos externos, como o neoliberalismo, sem falar nada….

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Mas os “blue eyes” tb são bons para copiar. Não só para impor sua tecnologia e cultura.

Veja este caso:

Os EUA estão formando uma força chamada COIN (counter insurgency) baseada em sua esperiência militar no Iraque e Afgan.

Pois bem, necessitam de um avião turbohélice, com boa eletrônica embarcada, bem armado, barato e resistente.

Existe um no mercado. É o EMB-314 super tucano.

Pois bem.

Não é que formaram um empresa, contrataram projetista da Embraer (Joseph Kovacs) e estão “desenvolvendo” um avião chamado A-67 Dragon, que nada mais é que uma cópia vergonhosa do EMB-314.

Virou piada nos sites especializados.

Já chamam de “Super Tucano Genérico”.

Aqui alguns links:

http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/DPAA.pdf

http://usaircraftcorp.com/aircraft.php

http://www.globaldownlink.com/A67Page.html

http://www.flightglobal.com/articles/2007/11/13/219658/dubai-2007-usac-seeking-launch-customer-for-low-cost.html

Comentário

Se o Brasil tivesse um décimo do pragmatismo americano…

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Para que(quem?) servem as Agências Reguladoras?

30 março, 2009

As agências reuladoras, as fomosas ANA’s são uma enorme dor de cabeça para os consumidores. Suas posições estão sempre do lado das operadoras. Os argumentos das operadores, supostamente técnicos, servem para que as agências se calem e não defendam realmente o interesse do consumidor. 

Enfim, elas estão lá para que? Parece-me que funciona assim, quando um consumidor afirma que há uma ilegalidade, ela consulta a operadora e se convence que a empresa está certa e o consumidor errado. Cria uma norma interna e ponto. Espero que eu esteja errado nesta minha suposição. 

desespero

Veja notícia do correio braziliense:

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que passe a cobrar, a partir do próximo ano, das operadoras de planos de saúde o ressarcimento de todos os serviços prestados a seus clientes na rede pública de saúde. De 2001 a 2008, os cofres públicos foram lesados em, no mínimo, R$ 3,8 bilhões, devido à falta de cobrança de prestação de serviços de alta e média complexidade.

Segundo o relatório do tribunal, repassado ao Correio, a Lei 9.656 de 1998 prevê o ressarcimento a todos serviços prestados a clientes de empresas privadas na rede pública. No entanto, a ANS só cobra pelas internações. As empresas de planos de saúde questionam no Supremo Tribunal Federal (STF) o pagamento desses serviços por considerar que todo o cidadão tem direito a atendimento médico gratuito.

Por não cumprir rigorosamente a lei, a ANS, na avaliação do TCU, tem registrado resultados tímidos. Em 2007, o ressarcimento foi de apenas R$ 8,185 milhões, valor bem inferior aos R$ 12,248 milhões apurados em 2006 e, ínfimo,se comparado aos R$ 3,864 bilhões referentes a serviços de alta e média complexidade que nem sequer foram cobrados.

Além disso, o TCU pede maior agilidade no julgamento dos recursos contra o ressarcimento. Considerando todos os ritos da ANS, a decisão não sai em menos de 389 dias. Como sempre há recursos, a agência demora, em média, 424 dias em cada julgamento. E a empresa ainda pode recorrer à diretoria colegiada. Assim, desde a criação da ANS, nenhum processo foi julgado.

O ministro do TCU e relator da auditoria, Valmir Campelo, afirma que o atraso no julgamento dos processos prejudica os cofres públicos e que o dinheiro que não está sendo repassado poderia ser usado para na melhoria do SUS. Segundo ele, o TCU poderá punir os responsáveis da agência reguladora, exigindo a devolução dos recursos que não foram cobrados das operadoras. Procurada, a ANS não se pronunciou sobre o relatório do tribunal.

É uma inércia total.