Noticiário-expectativas e crise no Brasil

30 abril, 2009

Interessante post de Nassif mostra que depois do banho midiático de alarmismo, cameça-se a perceber correlações entre o noticiário e a expectativa dos consumidores. Já havíamos relatado esta tendência em posts anteriores: Dados sobre desemprego mostram alarmismo da mídia.

Do Valor

Por Sérgio Leo

Pessimismo ainda é o sentimento predominante entre os empresários, embora em menor grau do que o verificado em fevereiro, segundo a Sondagem Industrial mensal divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O pessimismo reduziu-se porque as grandes empresas confiam no aumento da demanda nos próximos meses. Mas a sondagem industrial constatou que os empresários apontam, no primeiro trimestre deste ano, a pior queda no uso da capacidade instalada da indústria, na produção e em número de empregados desde 1999.

“É possível que esse segundo trimestre do ano seja um trimestre de transição”, disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. O gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, comentou que os indicadores mostram a disseminação dos efeitos da crise internacional, antes restritos às grandes empresas, para as pequenas e médias, apontando uma redução de demanda nessas companhias, devido ao desemprego e à existência de estoques ainda acima do desejado.

A retração no fim do ano passado foi provocada, segundo Fonseca, em grande medida pelo “choque na confiança”, o abalo provocado nas expectativas de consumo e renda com as notícias da crise mundial. Agora são efeitos reais, de redução do mercado. “É muito importante reverter a queda na demanda”, comentou, ao notar que, aparentemente, para as grandes empresas, há sinais de que essa reversão poderá vir dos recentes pacotes de apoio governamentais, no Brasil e no exterior. (continua no clipping)

Comentário

A avaliação confirma a percepção de que a crise se aprofundou devido ao noticiário intensamente negativo do último trimestre do ano.

Para completar vejam essa do PHA:

“Varejo – Marisa admite ter errado na dose de pessimismo. O presidente da Marisa, Marcio Golfarb, admitiu ontem ter errado ao apostar em um cenário ‘catastrófico’ para o primeiro trimestre deste ano. Com medo de uma forte desaceleração do consumo … a varejista  (sic) reduziu demasiadamente os seus estoques e perdeu a oportunidade de vender mais.”

Fizemos um comentário sobre a pauta da mídia para esta crise

Comentários a crise mundial: medidas, impactos, mídia e pauta

Atualizado as 11h de 01-05-2009


Ronaldo Cunha Lima pode ir para júri popular

29 abril, 2009

Como havíamos noticiado em post anterior, Ronaldo abandonou o cargo de deputado para que seu processo por tentativa de assassinato voltasse para a justiça estadual e assim ele ganharia tempo e pederia a prescrição do processso. Em decisão recente o TJ afirmou o crime prescreve em 1 ano e 4 meses. Esse sim é um dos maiores erros da justiça… que pode ser remendado.

Parece que o processo está andando e ele poderá ir para júri popular. Veja esta notícia do correio:

O ex-governador da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), foi pronunciado pelo juiz do 1º Tribunal do Júri da Capital e deve ir a julgamento popular por tentativa de homicídio. Resta apenas um recurso, mas para o promotor no caso, Francisco Antônio Sarmento, as chances desta prerrogativa da defesa ser aprovada são mínimas.

Ronaldo é acusado de disparar três tiros contra o também ex-governador Tarcísio de Miranda Burity. O crime ficou conhecido como “Caso Gulliver” e aconteceu em 1993, quando Cunha Lima era governador do Estado.

Em linhas gerais, na linguagem jurídica a sentença de pronúncia significa que o juiz acha que o processo está correto e que é justo que o réu responda às acusações em júri popular. Segundo o promotor, a decisão do juiz ocorreu entre o final do mês de março e o início deste mês.

Ele disse que ainda cabe um recurso, antes de Ronaldo Cunha Lima ser julgado em júri popular pelas acusações. Nesse caso, a defesa do ex-governador deve continuar insistindo na tese que o crime está prescrito, não havendo assim, necessidade de julgamento. “O recurso provavelmente será derrubado”, comentou o promotor.

Mas, ainda deve demorar alguns meses para que a decisão sobre o julgamento de Ronaldo seja definida. Francisco Antônio Sarmento acredita que isso deve acontecer apenas daqui a uns seis meses.


A mídia e a rua – qual a divergência.

27 abril, 2009

Este post discute uma divergência que está ficando cada vez mais patente, aquela entre o que a mídia e formadores de opinião publicada e sociedade em seus círculos e redes de relações com seus formadores de opiniões não-publicadas. Esta divergência ou distanciamento está mais claro e forte, entretanto, no momento em que a mídia passa por uma crise de credibilidade interna. Reportagens parecem mais reporcagens. Não se precisa pensar muito para ver isso, senão o caso da Veja, da Folha e outros.

A divergência pode ser saudável, mas precisa ser espaçoa transparente e aberto para abarcar a diversidade e quando opinar fazer isso de modo claro e honesto, sem subterfúgios e se utilizando a dúvida como escudo. É preciso também que a população se mostre mais crítica e busque não ficar refém da má-informação. É preciso retirar a mídia de seu pedestal e colocá-la no meio da rede de relações e interesses na qual todos estão imersos.

Veja este post do blog (QUASE)TUDO [AKA MONÓLOGO]:

Estar nas ruas é uma coisa; estar na mídia é outra. É o que se pode depreender da censura do ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa dirigida ao presidente daquela corte, Gilmar Mendes (o leitor deve ter acompanhado).

Não se tratava de uma mera constatação, mas de uma crítica – por que não dizer um ataque – dirigida ao ministro Gilmar Mendes. Por isso, não nos parece despropositado supor que Joaquim Barbosa quis também dar uma cutucada na mídia. Foi como se ele dissesse que sair às ruas é bom; por outro lado, estar na mídia…

Creio que a assim chamada grande mídia, aquela representada pelas grandes oligarquias do setor, sentiu o golpe, tanto que deixou transparecer alguma simpatia por Gilmar Mendes e não escondeu certa reprovação (quem são eles?) por Joaquim Barbosa.

Não é caso de se entrar no mérito da questão que se discutia naquela sessão – que isso fique para os juristas e para as partes envolvidas na pendenga. Mas é bom ver se realmente a pobre da mídia merecia mesmo ter sido chamada a protagonizar tão áspero diálogo na mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro.

Apenas um fato já seria suficiente para dar razão a Barbosa na sua indireta crítica aos meios de comunicação. E ela vem justamente da falta de ressonância de uma ousadia do ministro contra o presidente do Supremo. Ele disse qualquer coisa a respeito de capangas do Mato Grosso. Por que a mídia não foi atrás de saber do que se tratava, perguntou um atônito Luciano Martins Costa noObservatório da Imprensa. Não se trata de prejulgar nem de levar a sério a insinuação de Joaquim Barbosa; mas seria aplicação do bom jornalismo correr atrás de fatos e desnudá-los para que o cidadão que acompanha o caso não ficasse, digamos, “boiando”. Reparemos que, em virtude disso, o sempre sarcástico Mino Carta sugeriu que a revista que edita deve figurar entre as leituras de Barbosa!

E a mídia e as ruas, como ficam? Ora, basta ver os resultados das eleições presidenciais de 2002 e 2006; se não for o bastante é só acompanhar o índice de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: de fato, o descompasso entre mídia e rua é algo colossal, não?

Mas é claro que não se quer que a mídia (os formadores de opinião) tenha sempre posições que sigam as ruas, afinal não nos esqueçamos do maciço apoio popular de que gozava o nazismo na Alemanha, por exemplo, ou, em nível doméstico, lembremo-nos de como tende a se posicionar a população em relação a questões de direitos humanos. A sugestão seria que, para a mídia, estar nas ruas é fazer jornalismo de verdade, relatar fatos, não editorializar matérias, pautar-se pelo máximo equilíbrio possível, tomar partido se for o caso, mas de forma clara e de maneira honesta com o leitor: em suma, é basicamente seguir os manuais de redação da maioria dos órgãos!

Mas, para finalizar, as ruas bem que poderiam fazer uma observação e emendá-la a uma pergunta: não há, em princípio, maiores problemas no fato de o presidente do STF aparecer muito na mídia, afinal ele é pessoa pública e suas opiniões bem podem ser de grande interesse; mas, pergunta-se, por que ele tem tanto espaço na mídia? O que o leva a aparecer mais do que os presidentes anteriores? Deve haver alguma resposta – e pode até não haver nada de mais nela. Mas “as ruas” mereceriam saber…

 

Veja mais


Jornalismo de hipóteses e teses superficiais

25 abril, 2009

Reprodução de texto do Vi o mundo. Muito simples para desmestificar certas manchetes com intenções escusas….

O Viomundo recebeu cópia de um cheque por e-mail. Mostra que um certo Pafúncio Dantas pagou 1 bilhão de reais a uma pessoa que tem o mesmo nome de um dos controladores da Folha de S. Paulo.

Donde a manchete: Dantas pagou 1 bi à Folha.

Não consegui confirmar a autenticidade do cheque. Mas também não consegui demonstrar que ele é falso, nem produto de uma de minhas múltiplas personalidades.

Assim sendo, eu publico primeiro. Se a Folha chiar, eu desminto mas deixo claro: não consegui comprovar a autenticidade, nem que é falso.

Essa é a lógica empregada pelo jornal ao admitir que publicou uma ficha de Dilma Rousseff que recebeu por e-mail.

Em vez de enfiar o galho dentro, dizer que fez bobagem e pedir desculpas, a Folha diz:

O primeiro erro foi afirmar na Primeira Página que a origem da ficha era o “arquivo [do] Dops”. Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.

Nem original esse “jornalismo” é.

É uma versão do “testando hipóteses”, de Ali Kamel, que foi aplicado com maestria no acidente da TAM em Congonhas. Kamel escreveu, em defesa da imprensa, em O Globo:

Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se  portou como devia. Como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim.

Ou seja, a Folha estava apenas “testando a hipótese” sobre a autenticidade da ficha.

Não se esqueçam que quem deu uma grande contribuição a esse gênero do jornalismo foi o repórter Marcio Aith — ex-Veja, hoje na Folha –, ao reproduzir as contas de integrantes do governo Lula no Exterior.

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Dizia a legenda:

A LISTA COM AS SUPOSTAS CONTAS SECRETAS
Na lista produzida por Holder e Manzano, para uso de Daniel Dantas, o presidente e outras autoridades aparecem como detentores de dinheiro em paraísos fiscais. VEJA usou de todos os seus meios para comprovar a veracidade dos dados. Não foi possível chegar a nenhuma conclusão – positiva ou negativa.

Como se sabe, mais tarde ficou provado que o “dossiê” de Dantas era falso, o que rendeu um processo ao banqueiro. Ficou tudo por isso mesmo. Aliás, quem foi punido até agora foi o delegado Paulo Lacerda, que dirigia a Polícia Federal no período em que ela desmentiu a picaretagem jornalística de Veja.

Existe, pois, uma matriz neocom para essa picaretagem — dos Civita, dos Frias e do preposto dos Marinho.

PS: O cheque a que me referi é tão verdadeiro quanto a ficha de Dilma ou o “documento” publicado pela Veja.


Filho de Beira Mar é preso com drogas.

19 abril, 2009

O blog vem informando e ressaltando a necessidade de combate imediato ao tráfico que cresce na região metropolitana de João Pessoa, principalmente agora com a entrada do crack. Nesta nova notícia está o filho de um dos maiores traficantes do país. Como se vê, mais uma vez, há “estrangeiros” ao estados implementado “esquemas” e estruturas de tráfico similares a região que convivem há tempos com o problema… é preocupante.

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Vejam:

 

O filho do traficante Fernandinho Beira Mar, um dos bandidos mais perigosos do Brasil que se encontra preso no Presídio Federal de Campo Grande – MS, foi preso no bairro do Bessa, quando chegava em casa acompanhado de um tio. Com ele a Polícia encontrou 200 gramas de maconha, haxixe e um caderno com vários nomes, que a Polícia acredita ser usuários e devedores.

De acordo com a Polícia, a casa de Luan Medeiros, 21 anos, funcionava como ponto de venda de drogas e vinha sendo observada há cerca de um mês. Além de Luan, foi preso o borracheiro, José Lucena de Medeiros, 34 anos, que estava com ele no momento da operação.

O caseiro da residência, Raimundo do Nascimento, 27 anos, e a namorada dele, Suely de Souza da Silva, 23 anos, também serão autuados por tráfico de drogas e formação de quadrilha.

RG de Luan comprova que ele é filho de Beira MarLuan disse que apesar de filho de Beira Mar, viu o pai apenas algumas vezes, quando foi visitá-lo no presídio onde ele esta preso.

Veja vídeo.


Reduto moral e político do mundo? EUA divulgam documentos de tortura

17 abril, 2009

São procedimentos realizados em pleno início do século XXI por uma das maiores potências do mundo…. Todos sabiam, ninguém tinha corragem de noticiar com o devido destaque e apenas instituições de direitos humanos, muitas delas relegadas por serem “reclamonas” não eram devidamente ouvidas.

E a mídia, a mídia se calou diante disto…. que não é algo do passado mas sim do presente. Havia que vir uma novo presidente com capacidade de acabar com tudo isso e mostra para todos que isso não pode continuar. E como em compasso de espera todos AGORA elogiam e opoiam as novas iniciativas… quanta contradição.

E agora será que podemos falar em avanços continuos sem retrocessos? Pelo que se pode bem ver, vivemos um mundo de avanços e retrocessos, de rupturas e nostalgia… enfim é a realidade construída diariamente.

O que ocorre hoje que, a exemplo dessas torturas, podemos evitar e fazer a diferença? Sem apelar para argumentos vários e labirintos lógicos pensemos bem nisto! Alguns aspectos da questão palestina por exemplo… e no Brasil?

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Reportagem:

O governo americano divulgou nesta quinta-feira quatro documentos secretos – com partes censuradas – escritos por funcionarios do governo George W. Bush para justificar os métodos usados pela CIA para interrogar prisioneiros, considerados tortura por grupos de direitos humanos.

Os registros serviram de base jurídica para as práticas controvertidas da administração Bush em matéria de luta contra o terrorismo. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, o presidente Barack Obama disse que os métodos do governo Bush depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 não fizeram bem aos Estados Unidos. “Debilitaram nossa autoridade moral e não nos tornaram mais seguros”, afirmou. Os quatro documentos foram redigidos por Jay Bybee e Steven Bradbury, advogados do departamento de Justiça durante o governo Bush – encarregados de dar um teor legal ao programa de interrogatórios dos detidos durante a “guerra contra o terrorismo”.

Tais interrogatórios incluíam técnicas amplamente consideradas como tortura, como o caso do “afogamento”. Os textos publicados incluem uma larga lista das técnicas praticadas nos prisioneiros. Mencionam, por exemplo, a obrigação de deixá-los nus, golpeá-los no rosto e no abdômen, impedi-los de dormir, submetê-los a “posições estressantes” e manipular sua alimentação, o que – segundo os funcionários que os redigiram – não podiam ser considerados tortura. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a publicação foi decidida com base em resolução tomada por um tribunal da Califórnia (oeste dos EUA).

Os memorandos podem mostrar, por exemplo, que a administração de George W. Bush previu uma argumentação jurídica para que os detentos de Guantánamo não se beneficiem das Convenções de Genebra, ou que alguns métodos de interrogatório não possam ser comparados à tortura. O presidente dos Estados Unidos garantiu, no entanto, nesta quinta-feira que os agentes da CIA que recorreram, por orientação da agência, a essas práticas de interrogatório não serão perseguidos judicialmente. Obama também anunciou que divulgava os documentos para evitar “um relato inexato do passado”, que “alimentaria suposições errôneas e exaltadas sobre ações tomadas pelos Estados Unidos”.

Obama ressaltou que, no entanto, os interrogadores não seriam processados. “Ao revelar estes documentos, é nossa intenção dar segurança àqueles que executaram as suas tarefas confiando de boa fé no conselho legal do Departamento de Justiça, que não estarão sujeitos a processos”, afirmou. “Os homens e mulheres de nossa comunidade de inteligência servem com coragem na primeira linha de nosso perigoso mundo”, ressaltou o presidente.

“Devemos proteger suas identidades de maneira atenta, assim como eles protegem nossa segurança, e devemos dar a eles a certeza de que podem fazer o seu trabalho”. Dois dias depois de sua posse, Barack Obama havia assinado dois decretos ordenando o fechamento da prisão de Guantánamo e o fim das técnicas de interrogatório controvertidas.

A Human Rights First, organização americana de defesa dos direitos humanos, afirmou num informe de março de 2008 que “a utilização de provas obtidas sob tortura e o tratamento desumano eram onipresentes e sistemáticos” na prisão americana de Guantánamo (Cuba). Em 2004, uma série de fotos nas quais se via prisioneiros submetidos a torturas – muitas delas de teor sexual – por parte de soldados americanos no Iraque gerou um escândalo mundial.


Daniel Dantas: a vítima de tudo e de todos…

16 abril, 2009

Dantas mostra que está no meio de uma disputa empresarial de grande porte e onde métodos escusos são utilizados. Mostra que está sempre se sentindo perseguido por seus concorrentes que em seus métodos subornam policiais federais para direcionar operações para prejudicá-lo (Chacal e Satiagraha) e contrata empresas de espionagem para espioná-lo (Kroll). Todas estas ações são para prejudicá-los e obter informações privilegiadas sobre seus grandes e milionários investimentos.

Ele se mostra como uma grande vítima de todo e de todos. Mesmo estando numa guerra empresarial e sendo alvo de investigações que ele insinua serem feitas por agentes subornados pelos seus concorrentes, passa a imagem de que nunca se utilizou desses métodos para contra-atacar ou para vencer seus concorrentes. Ou seja, afirma que nunca contratou os serviços da Kroll e que não subornou nenhum delegado, nem espionou ilegalmente seus concorrentes e autoridades.

Ou seja, ele denigre a imagem da polícia federal e de seus concorrentes, principalmente a da Telecom Itália. Deste modo, desqualifica as investigações em curso para não ser condenado na justiça. De quebra desqualifica o ministério público e a justiça de primeira instância. Não os critica diretamente, pois sabe quem ele pode acusar e quem ele não pode, pois o tiro sairia pela culatra e pegaria em seu pé.

Com certeza o uso de escutas ilegais seja pela Telecom Itália, pela Kroll, pela PF e pelo próprio Daniel Dantas é uma dos focos principais de irregularidades, que são incrementados com tentativas de suborno de policiais de ambas as partes e pela contra espionagem.

Todas estas irregularidades escondem outras mais profundas que envolvem lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, envio ilegal de dinheiro para o exterior entre outras tantas. Mesmo nestas Dantas foi tentar se passar por inocente.

É provável que Protogenes tenha se sentido acuado com o esvaziamento da operação que comandava e que tenha por isso utilizado mais intensamente (mas não ilegalmente) dos agentes da ABIN. Pode ter até se utilizada de métodos mais inusitados como gravação de próprio punho. É provável, e para a primeira instância, certo, no que diz ao suborno, que Dantas utilizou dos mesmos métodos ilegais e escusos de seus concorrentes.

Agora ficam algumas perplexidades: a Telecom Itália subornou e direcionou operações da PF?! Enquanto Protógenes é alvo de críticas, não se fala da Kroll, da Telecom e de Dantas que são suspeitos de fazer escutas ilegais?!  Que grande parte da população é refez de pessoas com poder e dinheiro que fazem tudo quando estão em guerras comerciais?!