Daniel Dantas: a vítima de tudo e de todos…

Dantas mostra que está no meio de uma disputa empresarial de grande porte e onde métodos escusos são utilizados. Mostra que está sempre se sentindo perseguido por seus concorrentes que em seus métodos subornam policiais federais para direcionar operações para prejudicá-lo (Chacal e Satiagraha) e contrata empresas de espionagem para espioná-lo (Kroll). Todas estas ações são para prejudicá-los e obter informações privilegiadas sobre seus grandes e milionários investimentos.

Ele se mostra como uma grande vítima de todo e de todos. Mesmo estando numa guerra empresarial e sendo alvo de investigações que ele insinua serem feitas por agentes subornados pelos seus concorrentes, passa a imagem de que nunca se utilizou desses métodos para contra-atacar ou para vencer seus concorrentes. Ou seja, afirma que nunca contratou os serviços da Kroll e que não subornou nenhum delegado, nem espionou ilegalmente seus concorrentes e autoridades.

Ou seja, ele denigre a imagem da polícia federal e de seus concorrentes, principalmente a da Telecom Itália. Deste modo, desqualifica as investigações em curso para não ser condenado na justiça. De quebra desqualifica o ministério público e a justiça de primeira instância. Não os critica diretamente, pois sabe quem ele pode acusar e quem ele não pode, pois o tiro sairia pela culatra e pegaria em seu pé.

Com certeza o uso de escutas ilegais seja pela Telecom Itália, pela Kroll, pela PF e pelo próprio Daniel Dantas é uma dos focos principais de irregularidades, que são incrementados com tentativas de suborno de policiais de ambas as partes e pela contra espionagem.

Todas estas irregularidades escondem outras mais profundas que envolvem lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, envio ilegal de dinheiro para o exterior entre outras tantas. Mesmo nestas Dantas foi tentar se passar por inocente.

É provável que Protogenes tenha se sentido acuado com o esvaziamento da operação que comandava e que tenha por isso utilizado mais intensamente (mas não ilegalmente) dos agentes da ABIN. Pode ter até se utilizada de métodos mais inusitados como gravação de próprio punho. É provável, e para a primeira instância, certo, no que diz ao suborno, que Dantas utilizou dos mesmos métodos ilegais e escusos de seus concorrentes.

Agora ficam algumas perplexidades: a Telecom Itália subornou e direcionou operações da PF?! Enquanto Protógenes é alvo de críticas, não se fala da Kroll, da Telecom e de Dantas que são suspeitos de fazer escutas ilegais?!  Que grande parte da população é refez de pessoas com poder e dinheiro que fazem tudo quando estão em guerras comerciais?!

 

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