O Brasil precisa tomar posição mundialmente

O mundo vive um momento único. A crise que estourou em 2008 pode marcar uma reviravolta nas referências e estruturas institucionais que estabelecem os parametros de ação e decisão de muitas pessoas, organizações e países neste último século.

Um dos indices destas modificações está no quadro abaixo:

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Como se vê, o domínio anglo-saxão esta caindo, justamente num campo fundamental para o atual estágio de capitalismo financeiro. Em contrapartida, orgnaizações de países como China e Brasil surgem e despontam neste indice. 

As relações entre Brasil e China mudam rapidamente e tem impactos e significados globais. Em Abril de 2009, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil, essa posição era de Portugal, Inglaterra e Estados Unidos (potencias mundiais, cada uma em sua época) nesta sequência. 

Isso seria, pois um sinal de consolidação da China como a nova potência hegemonica mundial?

Por outro lado, esta relação tem preocupado os EUA seriamente. A reunião entre os presidentes do Brasil e da China em Pequim, nesta terça-feira, “reúne duas forças poderosas entre as nações em desenvolvimento do mundo”, e preocupa Washington.

No mês passado, abril, o G-20 de uma reunião para muitos tida como histórica. A construção de novos marcos para a economia e política mundial foram discutidas e intenções foram postas. A própria reuniao já é um marco, pois retira do G-8 poderes e os dilui entre mais países. Em todos estes acontecimentos o Brasil tem marcado presença e além do mais, tem sido cada vez mais valorizado e visto como peça fundamental no novo jogo global.

Este é o grande ponto. Como o Brasil vai se comportar e se colocar diante destas mudanças mundiais? A hora está chegando e cada passo é relevantíssimo para o futuro de longo prazo do País. É preciso ter “olhos grandes” e ambição para se ter um país que efetivamente seja respeitado em suas ações e decisões. Essa atitude pró-ativa e autonoma a governo Lula tem conseguido imprimir nas relações exteriores, mas é preciso ir além. É necessário planejamento estratégico de longo prazo para o País e criatividade para criar novos rumos e alternativas.

O País, em seus maiores componentes, aí está o congresso, o executivo, a mídia, os internautas, as universidades, partidos e a sociedade precisa entrar neste debate de como queremos que o País se posicione mundialmente. O congresso precisa deixar suas picuinhas infantis de lado, a mídia precisa deixar seus preconceitos contra o governo de lado. Os partidos presicam pensar em projetos grande e de longo prazo. O executivo precisa ter coragem para empreender suas ações e isso só virá por meio de visão estratégica. Todos tem que incorporar os “olhos grandes”.

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