Fotógrafa é agredida por agente penitenciário

Já não bastasse o vídeo mostrando as cenas de tortura que agentes penitenciários fizeram com o autor da chacina da família Santos no Rangel, agora eles são acusados de agredir fotógrafa e impedi-la de fazer seu trabalho.

Segundo Fabyana, ela tentou tirar fotografias do acusado, Carlos José dos Santos, quando ele estava saindo da sala onde estava prestando depoimento. Quando pegou o equipamento para fazer as imagens, um dos agentes penitenciários que estava acompanhando Carlos José, a segurou e empurrou a câmera machucando o nariz da repórter fotográfica.

“Ele disse que não podia fazer imagens, me segurou e empurrou a câmera contra meu rosto. Isto revela o despreparo do agente penitenciário. É inadmissível um agente do Estado agredir uma pessoa da imprensa. Fui agredida porque ele não queria que eu tirasse fotos do acusado”, disse a Fabyana.

Carlos José dos Santos, autor da chacina que provocou a morte de cinco pessoas da mesma família, prestou depoimento no presídio PB1 nesta sexta-feira para a Comissão de Sindicância que apura denúncias de tortura praticada por supostos agentes penitenciários contra o acusado.

— Em tempo um

Veja o que afirmou em depoimento o assassino da família Santos:

No início da tarde, ele foi interrogado pela Comissão de Sindicância criada para investigar denúncias de tortura nos presídios paraibanos, mas acabou não reconhecendo as supostas pessoas que o teriam agredido dentro do Roger.

Ele alegou que teria tomado um remédio analgésico para conter uma dor que tinha no pé e este medicamento teria provocado amnésia nele. Segundo o capitão Sérvio Túlio, presidente da Comissão de Sindicância e responsável pelo depoimento, Carlos José disse que não lembrava nem das fisionomias dos suspeitos, nem mesmo que tinha sido agredido.

Sérvio Túlio disse que não tem como dizer se Carlos José está mentido por medo de alguma represália dos agentes penitenciários, mas prometeu seguir nas investigações. “Nem mesmo depois de ver o vídeo (das agressões, que vazou para a internet) ele disse lembrar o que tinha acontecido”, declarou o capitão da Polícia Militar.

—-Em tempo dois:
Veja reviravolta no caso:

Em depoimento ao delegado Deusdedit Leitão, da 9ª Delegacia Distrital em Mangabeira, Antônio Lima dos Santos, tio dos meninos sobreviventes, afirmou que o garoto mais velho, Priciano, de 11 anos, lhe contou em uma conversa informal que foi Edileuza, e não Carlos, quem matou os irmãos dele. A criança, que ficou escondida debaixo da cama durante a chacina, narrou que escutou a esposa de Carlos amolando o facão do lado de fora da casa e, depois que o marido matou primeiramente o pai da família, entrou para executar as crianças.

Outro depoimento ratifica a versão que contada pela criança ao tio. Segundo o delegado, o primeiro policial militar que entrou na casa encontrou a mãe da família, Divanise, agonizando. Ela teria lhe dito que Carlos matou o marido e Edileuza se encarregou dos filhos dela. No entanto, ainda não está claro qual dos dois golpeou Divanise.

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