Consumidor/cantor faz clip contra United Airlines e bomba na internet

31 agosto, 2009

A partir do Blog do Luis Nassif tive contato com este caso que merece ser falado. Leiam o post a seguir e entenderão.

O cantor canadense Dave Carroll, que ficou famoso por contar o drama de seu estimado violão Taylor quebrado enquanto viajava pela United Airlines, prepara novamente a artilharia virtual contra a companhia. Conversei ontem com Carroll por telefone e ele me contou que começa a gravar seu segundo clipe na próxima terça-feira , 5 de agosto.

A letra da nova música já está pronta e vai conta sua experiência trágica com o serviço de atendimento da United. “A música é engraçada como a primeira e vai falar bastante sobre a Sra. Irlweg, líder do serviço de relacionamento com clientes. E claro, falará também sobre como nosso contato poderia ter sido bem melhor”, antecipou ao Zeros e Uns.

O primeiro clipe, com a música “United Breaks Guitars” foi colocado no YouTube em 6 de julho e até agora já foi assistido quase quatro milhões de vezes — a música também é vendida pelo iTunes e site da banda por 99 centavos de dólar. Ela conta a ordem cronológica dos acontecimentos infelizes de Carroll com a United sobre seu violão Taylor com 10 anos de idade e avaliado em 3 500 dólares, quebrado durante o transporte de bagagem numa viagem com sua banda entre a cidade canadense de Halifax e Nebraska, nos Estados Unidos. (em Nebraska, a banda faria um show, e a sorte de Carroll foi ter levado um violão reserva).

A segunda música vem para cumprir uma “promessa” que Carroll fez em seu último contato com companhia área em novembro do ano passado. Depois de muito tentar um reembolso pelo violão quebrado e aturar o impasse entre a United e a Air Canada — empresa que representa a companhia na cidade de Halifax — o cantor escreveu em um e-mail que faria uma trilogia de músicas e colocaria na internet. “Ninguém sequer me respondeu depois daquele último e-mail”, disse.

No entanto, um dia depois de o vídeo chegar ao YouTube, a United já começou a procurar Carroll. “Eu estava viajando, e só falei com eles uns quatro dias depois. Ofereceram 1 200 dólares em dinheiro e mais 1 200 dólares em bônus para voar. Eu respondi que não queria, que dessem para outra pessoa”. Segundo Carroll, a United comentou sobre o vídeo, que achou engraçado, e só.

O que podia ser apenas um desabafo de um cliente insatisfeito já causa impactos expressivos para a United. Especula-se que as perdas sofridas pela companhia superam 180 milhões de dólares com a queda de mais de 10% nas ações depois de que o vídeo foi ao ar. (ou seja, um exemplo claro de como uma empresa não pode subestimar o poder das mídias sociais e os danos que uma exposição do tipo pode ter às suas operações).

Sucesso viral

A banda de Dave Caroll, Sons of Maxwell, existe há 15 anos e já gravou 8 CDs, mas era praticamente uma anônima antes do episódio United. “A internet mostrou um sucesso que nunca tínhamos visto. De um dia para outro, nosso site saltou de meras 100 visitas por dia, para mais de 150 000”.

Desde o início do mês, Caroll já viajou várias cidades americanas e canadenses fazendo shows — de um ritmo pop folk, diferente do country do vídeo –, além de ter participado de diversos programas de TV e até palestras sobre o poder do consumidor na internet.

“Eu jamais imaginava que uma reclamação particular ia ganhar essa dimensão. Fiz o clipe, coloquei no meu Facebook, mandei para alguns amigos e chegou no que vemos agora”, afirma. “Isso mostra o poder que o consumidor tem na internet. E a atenção que as companhias precisam ter sobre a qualidade de seus serviços”. (perguntei se ele tem medo de ser processado ou se chegou a ser ameaçado de alguma forma, e a resposta foi não para as duas questões).

O segundo vídeo que começa a ser produzido na próxima semana deve chegar ao YouTube até o meio de agosto. A terceira música também virá em breve. Pode ser que Carroll inclua alguma posição da United sobre o que foi feito sobre sua situação. Mas qualquer que seja essa resposta, com certeza já chega tarde.

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Veja Clip com tradução!

Aqui no Brasil as empresas agem do mesmo jeito. Elas não estão nem aí se você liga para o SAC, se entra com reclamação no PROCON. As empresas só começam a se preocupar com seus problemas, criados por elas, quando ligamos para a Anatel ou entramos na Justiça. Agora temos que inventar novas formas para mostrar que o consumidor realmente tem força, como falam tanto por aí, inclusive na academia.

Esperamos que a empresa torne esta situação um grande aprendizado.

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PSB se lança para eleições majoritárias 2010 na Paraíba

29 agosto, 2009

Após encontro da executiva estadual do PSB em João Pessoa foram feitas algumas deliberações, entre elas a indicação que o partido terá um projeto político para disputar as eleições majoritárias de 2010, sem indicar o nome de Ricardo Coutinho. Entretanto, sabe-se que ele é hoje a maior liderança política e social do partido. De modo que seu nome será consequente neste projeto, muito embora a porta para outros foi deixada aberta.

Ainda, o partido informa que está aberto para receber novos quadros, o que pode incluir Ney, e está aberto para fazer aliança, esse é o ponto de divergência entre aqueles que desejam ver o PSB no projeto politico do PMDB e que não lance projeto próprio. Ainda, é ponto de divergência, pois da forma como foi posta ainda deixa dúvidas sobre a possível aliança Ricardo-Cássio, na qual Ricardo tem mais a perder.

Detalhes a parte, veja como foi as manchetes dos principais portais da Paraíba sobre o encontro. É nitida a investida política do PortalCorreio. Ele abre voz para os dissidentes dentro do PSB, pois estes desejam se aliar com o PMDB e insinua que Ricardo domina o partido, encampando as críticas dos dissidentes. Será que o mesmo portal publicará notícia deste modo quando o PMDB priorizar José Maranhão para 2010? Será que ele dará voz aos dissidentes do PMDB com a mesma força?

Sem título

Vejam a resolução do Partido e tirem suas conclusões:

A Executiva Estadual do Partido Socialista Brasileiro da Paraíba reunida na tarde desta sexta-feira, 28 de agosto, na sede do partido em João Pessoa, depois de analisar a conjuntura política estadual, resolve:

1.O PSB/PB realizará encontros regionais e seminários temáticos para qualificar o debate político, construindo de forma participativa um novo projeto para o Estado da Paraíba;

2.Entendendo que a ampliação da atividade do PSB na Paraíba passa pelo fortalecimento de suas lideranças e dos mandatos parlamentares, a direção estadual deverá fortalecer sua chapa proporcional, atraindo novos quadros para o PSB, reafirmando a garantia de legenda para as eleições de 2010 aos atuais detentores de mandato, como vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais e deputados federais, que já estão compondo os quadros partidários;

3.Tendo a plena convicção do desafio que está posto para 2010, o PSB trabalha para estar à altura da estratégia colocada pela direção nacional do partido, construindo e efetivando um projeto administrativo, político, democrático e popular para o Estado da Paraíba;

4.Com relação à política de alianças para 2010, esta Executiva aprova por 13 (treze) votos favoráveis e 03 (três) votos contrários, a abertura de discussão com todos os partidos políticos que encampem o projeto do PSB para 2010.


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Palocci se livrou porque é Palocci

28 agosto, 2009

O julgamento do caso Palocci ontem foi outra comandada por Gilmar Mendes, que deu o tom desde o início. O STF não ABRIU investigação contra Palocci, não se tratava nem de julgamento, era apenas aceitar ou não que se investigasse o caso. Para não dizer que Francenildo não foi contemplado, aceitou-se que se investigasse o ex-presidente da Caixa, por este ter quebra o sigilo bancário. Muito embora, o principal beneficiário do caso tenha sido Palocci.

Pois bem, o ex-ministro vai ser investigado nem por quebra de sigilo, nem por prevaricação, haja vista que ele soube do fato e ainda se beneficiou do mesmo. Vale dizer que a resvista Época também auxilio na quebra do sigilo ao fazer a divulgação.

Para melhor entender vejam os comentários selecionados por Luis Nassif e os comentários de Marco Aurélio:

PorAlceste Pinheiro

É muito engraçado. Até há poucos dias execravam o Gilmar. Agora calam-se quando o presidente do STF dá um parece que lhes favorece. É o mesmo juiz que tanto fez pela direita. Está no lugar certo, do lado correto de sua vida política: ao lado dos poderosos. Uma leitora chega pedir que se apure o dinheiro na conta do caseiro. É querer culpar a vítima porque o caseiro é a vítima. E mais: na época ficou claramente provado que o dinheiro havia sido depositado pelo seu pai. Mas a senhora que culpabiliza o inocente esquece disso. A esquerda não pode perder valores éticos históricos que é estar do lado do mais fraco. E neste caso, o mais fraco não é evidentemente o ex-ministro. Ou alguém tem dúvida de que ele foi o beneficiado na ilegalidade cometida pelo presidente da Caixa Econômica, seu subordinado e detentor de um cargo de confiança do Governo?

Por Stanley Burburinho

Existe um acordo mundial proposto pelos USA a partir de 2001 que autoriza qualquer ministro da fazenda a quebrar o sigilo bancário de qualquer pessoa quando se perceber alguma movimentação atípica de dinheiro. Seria para se evitar a lavagem de dinheiro, dinheiro para financiar terrorismo, drogas, etc.

Acredito que o caso do caseiro se encaixa porque ele recebia R$ 500 de salário e apareceram algo em torno de R$ 30 mil na sua conta.

O crime foi divulgar o extrato bancário. Quem divulgou foi a revista Época das Organizações Globo que está sendo processada pelo caseiro.

Qual foi o crime que o Palocci cometeu?

Por mclane

Stanley,

O Brasil é signatário de tal acordo? Ontem, até onde vi – paciência tem limites – não ouvi qualquer menção a tal acordo. Discutiu-se o sujeito ativo do crime de quebra de sigilo, se é aquele que acessa sistema de dados ao qual não tem acesso remoto ou aquele que divulga tais dados. Pessoalmente, acredito que ambos são sujeitos (e há discórdia na doutrina, já que para alguns trataria-se de crime próprio, ou seja, apenas pessoas que têm acesso legalmente autorizado poderiam ser sujeito ativo de tal crime). Nas atribuições legais do Min. da Fazenda, não consta em nenhuma hipótese ter acesso a dados bancários alheios. Se ele não fez a intrusão, teve conhecimento dela, em uma questão cujo benefício da divulgação seria totalmente pessoal.

Temos então duas hipóteses: ou Palocci é sujeito ativo do crime de quebra de sigilo, por ter acesso a dados não autorizados às suas atribuições (e aí entra todo o conjunto probatório citado: ligações diversas trocadas durante o dia do crime, o deslocamento de Mattoso à casa do Ministro para visualização do extrato bancário, a presença do assessor de imprensa cujo filho foi o primeiro a publicar os dados constantes do extrato), além do caráter pessoal INEGÁVEL da questão, já que tais dados só teriam destaque ao Ministro devido à pessoalidade da vítima, com envolvimento claro em questão investigatória afeta ao Ministro; ou, ainda, Palocci teria prevaricado, ao estar diante de um crime em espécie, ciente disso, e deixar de agir – denunciar – em proveito pessoal. Para mim, essas são as duas hipóteses possíveis de crimes praticados por Palocci, onde um não exclui o outro. Adiante, o STF poderia ter entendido dessa forma também, já que o juiz não se prende à classificação objetiva da conduta dada pelo MP: se não entendesse – como não entendeu existirem INDICIOS – a existência de uma figura criminosa, poderia, muito bem, na mesma decisão, classificar-lhe de outra forma, sem prejuízo da defesa dos indiciados.

Mas discordo claramente do STF, já que indício existiam de sobra, no qual acompanho os quatro ministros que votaram a favor do recebimento da denúncia (sugiro a leitura do voto de Celso de Mello).

Por Charles Leonel Bakalarczyk

Na abertura da ação penal vale a máxima “na dúvida, pela sociedade”. No julgamento, inverte-se: na dívida, em favr do Réu”.

Marco Aurélio

“A corda sempre estoura do lado mais fraco. Sem crítica aos colegas, cada ministro votou com a sua consciência, mas foi uma decisão muito apertada”, avaliou Mello.

Para o ministro Marco Aurélio, o Supremo deveria ter determinado a continuidade das investigações sobre os três denunciados. “Raras vezes vi uma peça (denúncia) tão bem confeccionada pelo Ministério Público e assentada em tantos elementos indiciários com relação aos três (denunciados). Continuo convencido de que tínhamos de receber a denúncia para dar ao MP a possibilidade de pelo menos investigar. Até porque a abertura de investigação não significaria presunção de culpa. Mas é claro que a maioria não concluiu assim e no colegiado a maioria tem sempre razão”


Segurança pública em pauta. Até que enfim!

27 agosto, 2009

Nesta quarta-feria deputados da Paraíba discutiram, e feio, sem rumo e só com acusações, os problemas graves por que passa nosso estado no que tange a segurança pública. Neste blog já vimos vários posts sobre o avanço significativo do tráfico e consumo de crack no Estado. Além disto, há um aumento dos homicídios, com cada vez mais requintes de crueldade e toque de encomenda. Moto preta, menino carbonizado, invasão de casa para matar por encomenda etc.

Trata-se de um estado muito grave que demanda ação policial planejada e com setores de inteligência ativo. Além de políticas socias de geração de renda. Não se pode deixar essa assunto passar em branco, quando mais cedo o combate melhor os resultados. Essa máxima deve ser levantada com princípio na segurança. Diante disso tudo a discussão na Assembléia foi positiva por trazer o assunto à tona na Casa que deve bem debatê-lo. Mas não deve reduzir o debate a uma troca de acusações sem futuro.

Tragam-se números, projetos, idéias, comissões para debates. Cobrar é o primeiro passo, mas temos que avançar e muito. Incluindo a colocação desse tema com um dos grandes assuntos da eleição de 2010. A paraíba não pode mais esperar, senão até bala perdida, estado paralelo já estarão firme e forte num estado que vende a tranquilidade como aspecto do turismo e que é um dos estados mais pobres. Esses são apenas argumentos pragmáticos para um tema que deve ser sempre combatido pelo qualidade de vida e bem estar social.

Por favor, não vamos tratar um assunto deste como um tema político stricto senso. Vejam como foi o debate na Assembléia:

As bancadas de situação e de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba voltaram a bater boca na tarde desta quarta-feira (26) e o mote foi mais uma vez o problema da segurança pública no Estado e os alarmantes índices de criminalidade que vêm sendo registrados. O deputado estadual Zenóbio Toscano (PSDB) disse que o governador José Maranhão (PMDB) “não disse para que veio até agora”, mas o situacionista Gervásio Filho (PMDB) reagiu e disse que o Governo vem arrumando a casa.

Zenóbio é extremamente enfático ao falar sobre a segurança pública paraibana. “Nunca se matou e nunca se assaltou tanto na Paraíba como nestes últimos meses. Mas ainda assim nós não vemos ações efetivas da Secretaria de Segurança Pública para amenizar o problema”, disparou.

Especificamente sobre Gustavo Gominho, ele criticou uma declaração recente do secretário, quando disse que as coisas estavam ruim, e que ainda iriam piorar mais. “Que mensagem otimista é esta para a população paraibana? Está na hora então de se fazer alguma coisa para evitar esta situação”, destacou, criticando o que ele chamou de “paralisia” do Governo. “Já são sete meses de gestão e até agora nada”, completou. LEIA MAIS>

Mais um caso impactante. Agora a própria polícia é acusada. Esse é só mais um item para mostrar a complexidade da questão. Policiais são acusados de estuprar e matar flanalinhas.

Na madrugada desta quinta-feira (27) uma flanelinha disse ter sido abusada sexualmente por policiais militares e um outro flanelinha foi encontrado morto no Bairro das Indústrias. Neste caso, os suspeitos de praticar o crime também são policiais.

A flanelinha identificada como C.C.J.S, de 20 anos, disse ter sido estuprada quando estava na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, quando três policiais, que estavam numa viatura a abordaram e a violentaram dentro do carro da polícia.

A denúncia foi feita na 3ª Delegacia Distrital, que está investigando o caso. A mulher vai passar por exames no Departamento Médico Legal de João Pessoa. Segundo a Polícia, no horário que a vítima informou ter sido abusada não havia nenhuma viatura naquela área.

Outro crime envolvendo policiais e um flanelinha foi registrado na 1ª Delegacia Distrital da Capital. O corpo do flanelinha Jailson Laurentino dos Santos, de 19 anos, foi encontrado por volta das 5h da manhã no Bairro das Indústrias, em João Pessoa.

A vítima estava com as mão amarradas e sem os olhos. Segundo familiares, Jailson foi visto pela última vez na companhia de policiais. Ele estava desaparecido desde a última segunda-feira (24).


Uma ANJ corporativa aos 30 anos

26 agosto, 2009

Veja esse post do VioMundo. ANJ -Associação Nacional dos Jornais, comemorou 30 anos citando e criticando a censura em 31 casos. Citou até a censura ao Estadão, mas não citou um caso de censura em que um associado fez contra um jornalista premiado nacional e internacionalmente. Pois é… e assim segue o Brasil. Esses dias a mídia está num beco sem saída.

Vejam:

Prezado Azenha

Antes de mais nada, obrigado pelo seu apoio à causa.

Vi um seu comentário onde cita meu caso. Queria lembrá-lo que a ANJ, em comemoração aos seus 30 anos, divulgou na semana passada 31 casos de censura à imprensa nos últimos 12 meses, 16 dos quais pelo judiciário. Mas não incluiu o meu caso de censura. Por quê? Talvez porque a censura tenha sido pedida por um associado da entidade, o grupo Liberal, de Belém. O espírito corporativo falou mais alto do que a missão?

Um abraço,

Lúcio Flávio Pinto / Jornal Pessoal


Nota do Viomundo:
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) completou 30 anos. Diz defender a liberdade de imprensa. Mas, como fica claro acima, só de “certa imprensa”. Ou seja, quando se trata de censura praticada pelo grupo Liberal, afiliado da TV Globo no Pará, não há “liberdade de imprensa” em jogo. Mas, quando se trata do Estadão, sim. Quando o governo golpista de Honduras expulsa a Telesur ou fecha a rádio Globo local, tudo bem. Mas quando Chávez fecha a RCTV, é um escândalo. Infelizmente alguns excelentes jornalistas, como o Lúcio Flávio, acabam pagando o preço dessa hipocrisia. Se há um aspecto positivo nisso, é que o episódio contribui para mostrar a jovens jornalistas como funcionam essas associações que dizem defender a liberdade de imprensa. São hipócritas. E usurpadoras de uma causa nobre. São entidades patronais que defendem a liberdade de empresa dos patrões. Só dos patrões.

Entenda a censura:

Idelber Avelar escreve no Biscoito Fino e a Massa:

Prepare-se, caro leitor, para outro mergulho no Brasil profundo. Lúcio Flávio Pinto (foto) talvez seja hoje o jornalista mais respeitado e destemido da Região Norte. Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal, empreitada independente, que não aceita anúncios, tem tiragem quinzenal de 2 mil exemplares e mesmo assim provoca um fuzuê danado entre os poderosos, dada a coragem com que Lúcio investiga falcatruas e crimes. Lúcio já ganhou quatro prêmios Esso. Recebeu também dois prêmios da Federação Nacional dos Jornalistas em 1988, por suas matérias dedicadas ao assassinato do ex-deputado Paulo Fonteles e à violenta manifestação de protesto dos garimpeiros de Serra Pelada. Em 1997, ele recebeu o Colombe d’Oro per la Pace, um dos mais importantes prêmios jornalísticos da Itália. Em 1987, foi o jornalista que investigou o rombo de 30 milhões de dólares no Banco da Amazônia, por uma quadrilha chefiada pelo presidente interino do banco e procurador jurídico do maior jornal local, O Liberal.

Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, dono (junto com seu irmão, Romulo Maiorana Jr.) do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão, emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar, contratados nas suas horas vagas e depois promovidos na corporação. O espancamento, crime de covardia inominável, só rendeu a Maiorana a condenação a doar algumas cestas básicas.

Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O texto, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado -, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava. A obrainvestigativa de Lúcio fala por si própria: veja a qualidade da prosa e da pesquisaque informa o trabalho de Lúcio e julgue você mesmo. O que ele oferece em seus textos, entre muitas outras coisas, é a documentação, história e raízes daquilo que é sabido até mesmo pelos mosquitos do mercado Ver-o-Peso: que n’O Liberal só se publica aquilo que é de interesse da corja dos Marinho.

Mas eis que chega do Pará a estranha notícia de que o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém, condenou Lúcio a pagar a soma de 30 mil reais aos irmãos Maiorana – representantes paraenses, lembrem-se, da organização comandada pelos Marinho. Lúcio também foi condenado a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios. A pérola de justificativa do juiz fala do “bom lucro” de um jornal artesanal, de tiragem de 2 mil exemplares porquinzena. Ainda por cima, o juiz proíbe Lúcio de usar “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”, o que constitui, segundo entendo, extrapolação característica de censura prévia contrária à Constituição Federal. O juiz fundamenta sua decisão dizendo que Lúcio havia “se envolvido em grave desentendimento” com eles. É a velha praga do eufemismo: um espancamento pelas costas se transforma em “desentendimento”. A reação de Lúcio à sentença pode ser lida nesse texto.

O Biscoito se solidariza com Lúcio, coloca o site à disposição para o que for necessário — inclusive para a publicação de qualquer material objeto de censura prévia – e suspira de cansaço ao fazer outro post que mais parece autoplágio, dada a tediosa repetição desses absurdos. Resta a pergunta: até quando os Frias, Marinho, Civita, Mesquita e seus comparsas vão manter esse poder criminoso Brasil afora?”


Os “marajás” do Bolsa Família – não existem.

25 agosto, 2009

Este post merece ser publicado e replicado, pois quando o TCU disse que várias pessoas do Bolsa Família tinha em seu nome carros e eram políticos, não merecendo o recurso, a mídia fez como sempre uma tempestade, todos falaram mal. É claro que a fiscalização deve ser uma tônica forte do programa assim como o indice de saída. Esse post não redime ninguém, mas serve para dar a devida contrapartida que a mídia não deu. O ministério fez uma audiência para desmentir as notícias e provar que quem estava fazendo maracutaia eram pessoas que tem dinheiro, ao colocar seu bens em nome de gente pobre.

Vejam:

Por Roseli Garcia

Caro Nassif,

Encaminho a apresentação e um texto sobre coletiva do Bolsa Família realizada no dia 20 de agosto e gostaria,se fosse possível, que você tratasse do tema. O MDS decidiu fazer a coletiva para mostrar que as irregularidades apontadas pelo TCU de alguns beneficiários, especialmente aquelas que revelam propriedades de carros de alto valor e políticos eleitos em 2004 – pleito municipal – não são reais. Como o programa passou mais de um mês exposto por causa desse relatório, o MDS verificou em parceria com os municípios aqueles casos mais graves, cujas denúncias em sua maioria não se concretizaram.

Assessora de imprensa do Programa Bolsa Família

Comentário

Não me lembro de ter lido nada na imprensa sobre essa coletiva.

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Vale replicar esse comentário:

Enviado por: Joa Carlos

Mas e a receita não vai fiscalizar estes indivíduos que mantem o patrimônio em nome de pobres coitados?


O caso Mineiro das ligações entre imprensa e governo

24 agosto, 2009

Apartir do Blog Anais Político pode ver um vídeo que me levou a conhecer um caso que vem se arrastando desde de 2006 no internet, que as vezes trabalha em ondas de repercussão. Creio que esta seja a 3ª onda dos vídeos. Pois bem os casos mostram as ligações e pressões do governo de Minas sobre  editores e jornalista da mídia local. Indiretamente há uma sugestão de que profissionais são demitidos pelos chefes como resultado das pressões, os profissionais negam isso, mas deixam claro como são as relaçõe sentre governo e imprensa.

Ligações similares são também sugeridas na internet em relação ao governo de São Paulo e Rio Grande do Sul, todos do PSDB. O mais negativo disto tudo é que ligações são negadas com base no argumento da imparcialidade e isenção que haveria nas empresas de mídia. O que é muito fraco.

O Primeiro vídeo é um documentário de fim de curso que foi feito iniciado em novembro de 2004 e finalisado, lançado, em junho de 2006, vespera das eleições para o Governo de Estado.  O nome do vídeo chamasse “Liberdade, essa palavra” e foi feito por Marcelo Baêta.

Vejam a parte Dois ….. e Final.

O vídeo caiu como uma bomba na eleição e foi utilizado pela oposição a Aécio. Gerou então uma reação do governo que foi feita por vídeo.

Veja vídeo um ….. e dois.

Outro vídeo foi feito entre 2007 e 2008, quando foi lançado no site Current. O autor (Daniel Florêncio) também não possui ligações partidária e utilizou basicamente o vídeo anterior para fazer o seu, claro que acrescenta algumas coisas novas. Este segundo teve uma maior repercussão fora de Minas que o primeiro e despertou o interesse por este.

Veja o vídeo com tradução.

Este vídeo foi a gota d’água, gerando maior rebate por parte do Governo de Minas, principalmente por ter dado a entender que as demissões de jornalistas foi feitas a manda de Aécio. O PSDB, fez dois vídeos para tentar rebater as acusações.

Veja vídeo um … e vídeo dois.

O governo acusou os autores de ligação partidária, o que não foi provado, mas sim negado pelos autores. Entretanto, os vídeos foram utilizados pela oposição, assim como as notícias de jornais também são utilizadas nas disputas. Veja um debate entre Daniel e o Governo, agora é sem vídeo, só por escrito.

Mídia & Governo: Angu-de-caroço em Minas Gerais

Mídia & Governo 2: Uma câmera na mão, irresponsabilidade na cabeça