Os dilemas de Obama e da América Latina

Em anos recentes a América Latina vem tendo postura ativa na defesa da sua auto determinação em termos políticos. Neste pauta está o fim das intervenções dos EUA nos países latinos. Com certeza é um grande ganhos. Mas as amarras de outrora ainda se fazem presentes e a força dos EUA ainda é requisitada.

Aí está a contradição ou paradoxo desse processo de autonomia. Obama parece que identificou bem tais situação em que se meteu. Ele aceita a autodeterminação dos latinos, pela menos no discuros, o que é relevante. MAs o latinos como filhos que acabaram de sair da casa da mãe pedem um auxiliozinho aos tutores. Este texto fala deste contexto e de como trabalhar essa questão para o bem e futuro da nossa autodeterminação:

Dois temas inquietam os governos latino-americanos. A ditadura hondurenha e o acordo dos Estados Unidos com a Colômbia para usar sete bases americanas desse país. Segundo o correspondente da agencia espanhola EFE, Obama abordou os temas com um meio sorriso. Fez isso parafraseando a memorável frase do grupo de new wave inglês The Clash, a da famosa canção dedicada às relações entre Estados Unidos e América Latina.

Should I stay or should I go? (Devo ficar ou devo ir?)

Obama não usou essas palavras. Disse com mais diplomacia, “alguns dos que têm criticado a ingerência dos Estados Unidos na América Latina se queixam agora de que não está havendo ingerência suficiente”.
Não usou a frase, mas disse o que milhões de estadunidenses pensam quando escutam as queixas, denúncias e insultos, mesclados com demandas, pedidos e súplicas, dos governos e dos povos latino-americanos. Should I stay or should I go?

Dois temas internacionais preocuparam nesta semana aos presidentes sul-americanos. Um unifica, o outro divide.

O que unifica é o golpe em Honduras. Neste tema, a América do Sul tem se comportado como um bloco coeso. Mas o consenso geral é que o tema os supera e que apenas os Estados Unidos pode destravar a situação.

Os Estados Unidos condenou o golpe em Honduras, cortou ajuda militar e dos organismos multilaterais que controla, retirou os diplomatas golpistas da embaixada de Washington e rapidamente credenciou os novos enviados de Zelaya, cancelou os vistos dos principais responsáveis pelo golpe e convenceu um grupo de importantes altos oficiais hondurenhos para que se pronunciasse contra o golpe e a favor de uma solução que contempla a volta de Zelaya.

Os presidentes da América do Sul querem que se faça mais. Ao declarar formalmente que houve “golpe de Estado”, como muitos exigem, por lei, deve retirar o seu embaixador de Tegucigalpa. Mas, os mesmos diplomatas zelayistas que estão em Washington explicaram ao Página/12 que eles não querem que os Estados Unidos retire o seu embaixador, Hugo Llorens, porque Llorens, com seus contatos, é o único capaz de destravar a negociação com os golpistas em favor da volta de Zelaya.

Should I stay or should I go?

O tema que divide a região é o acordo das bases colombianas.

Continue lendo AQUI.

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