E, sujou! A ética secreta do senado vem à tona

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O nosso senado é realmente uma caixinnha de surpresas. Melhor que futebol! Agora vem à tona uma nova manada de atos secretos, os quais não foram devidamente publicados, mas seus efeitos foram práticos: construiu-se prédios, aumentou verba indenizatória, aumentou salários com pagamento de retroativos (na maioria) enfim… é uma verdadeira papelada esquecida debaixo do pó.

Os novos 468 atos são dos anos de 1998 e 1999, da gestão do Sarney de FHC, o nosso “queridissímo” ACM. E todos ocorreram numa época muito suspeita, naquela em que se montou e ocorreu o projeto de reeleição de FHC…

Com estes novos fatos fica cada vez mais difícil jogar a bomba no colo de Sarney. Como era lógico, a culpa é, primeiro da mesa e depois de todos os senadores que anos após anos vem governando aquela casa sem olhos para ver o que nela ocorria. Aquela piada de que Lula não sabia nada do mensalão cabe bem agora também… nenhum senador sabia…

Até que ponto vamos chegar. Não dá mais para abafar, fazer joguinho de cena, transformar esta crise numa disputa entre governo e oposição. Enfim, é necessário tratar o assunto com seriedade, firmeza e vontade de reformar a esrtrutura e práticas administrativas da casa, é um assunto de estado, institucional. De complemento há que se fazer uma reforma política. Todos sabem o caminho, mas ninguém quer tocar no assunto, nem os senadores nem os jornalistas! Pelo amor de Deus, ponham as mãos na consciência.

Como se pode constatar com mais clareza e força trata-se de uma crise sem precedentes que não pode ser reduzida a pendengas eleitorais de 2010. Por favor, acordem! Trata-se de crise que mostra com mais vivacidade a prática corrente e a ética dos nossos “queridos” senadores. Ou muda ou acaba no total descretido. Vamos esperar para ver a criatividade dos senadores em abafar e fazer pizza, desta fez uma pizza institucional! Até que limite temos que chegar?

Cade vez mais se torna pausível a proposta do Presidente da OAB de demissão sumária e total dos senadores, um recall de emergência. Ou muda ou muda! Chega de acusações, vamos para as reformas, depois a gente cuida dos feridos.

Detalhe. Assim como nos primeiros atos secretos havia um envolvimento de um politico paraibano, o Efraim Morais (PFL-DEM), agora nessa segunda leva temos o nome de Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PSDB). Os dois eram da secretaria, eram os donos do caixa. Pois bem, a Paraíba está de cara no chão, envergonahda.

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