As mancadas administrativas do Governo do Estado

Há certas práticas administrativas que já deveriam está fora do cotidiano de qualquer gestão no Brasil. São coisinhas básicas que um bom gestão deve ter como disciplina: cumprir seus compromissos, dar satisfação aos seus usuários, ter planos alternativos diante de caminhos diferentes que já estão postos, conferir as informações para se certificar de sua credibilidade, enfim…

Para que esses itens e outros foram deixados de lado pelo Governo do Estado em prol de fazer um política que não é muito sadia. Vejam essas notícias que so mostram alguma falta de compromisso com a boa gestão e muito compromisso com uma política para lá de questionável.

Falta de um mínimo de respeito, 15 dias para consultar uma folha, dar um retorno e eixar tudo de lado para uma ação política:

A data limite havia sido solicitada pelo governador José Maranhão (PMDB) frente à ameaça de greve dos delegados para o dia 1º de outubro. O indicativo foi suspenso em razão do pedido, com a esperança de que o ponto final para este debate poderia ser dado dentro de 15 dias.

No entanto, a agenda do governador e dos secretários de Administração e Segurança Pública (Gustavo Gominho) com os delegados não foi confirmada devido a uma visita que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva faz ao Nordeste. Na terça-feira, o Estado anunciou que Maranhão o acompanharia na inspeção às obras de transposição do Rio São Francisco.

Representante da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia Civil (Adepdel), Cláudio Lameirão, criticou a atitude da administração pública. “Pedimos que ao menos haja um tratamento educado com a categoria. O Governo demonstra que não está nem aí nem com a segurança pública tratando de forma descortês a categoria”, declarou.

Segundo ele, há 7 meses os profissionais aguardam o desfecho da campanha salarial. José Maranhão teria pedido um prazo de 15 dias para consultar a folha de pagamento de pessoal para determinar se poderia ou não conceder aumento. “Isso poderia ser feito em uma tarde”, criticou Cláudio Lameirão.

Falta de planejamento e estratégias alternativas diante de informações amplamente conhecidas. Uso político altamente duvidoso:

“Provavelmente, eles terão que ser recebidos pelos próprios diretores, inclusive por mim, porque o Departamento de Pessoal não existe mais”, comentou em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (13).

De portas fechadas, a previsão é de que a Cehap leve de seis a oito meses para que seja “recriada”. Este seria o tempo necesário para treinar os novos funcionários e, finalmente, conduzi-los aos seus postos de trabalho.

A situação de caos será discutida com o governador José Maranhão (PMDB) ainda nesta terça-feira (13). É ele quem deverá dar a palavra final sobre o que será feito para reativar a Cehap.

Ainda segundo Carlos Mangueira, a companhia teve que suspender os serviços depois de cumprir ação judicial do Ministério Público do Trabalho e demitir 73 servidores comissionados, que ingressaram sem concurso público.

Falta de conferência de informações. Uso político questionável:

2- A dívida, já corrigida, de R$ 111.849,02, segundo cálculos do IBGE, é de responsabilidade legal e judicial do Governo do Estado, que figura como réu na ação de cobrança, e já integra relação de precatório ( nº. PRC 66209-PB, julgado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região) que também só podem ser pagos pelo governo, dentro de rigorosa ordem cronológica. Mesmo querendo, a Assembleia não poderia quitar tal débito, por ferir a ordem constitucional quanto ao pagamento de precatórios.

3- Essa dívida se deve à cessão da servidora do IBGE Marfisa Maria Teixeira Guimarães, que prestou serviços à Assembleia Legislativa a partir de 1995. Em abril de 1997, o IBGE cobrou do governo do Estado, já então dirigido pelo senhor José Targino Maranhão, o pagamento desse débito. O Governo não questionou a dívida, embora nada tenha pago.

4- Durante os anos de 1998 à 2002, ainda na Administração José Maranhão, o Governo do Estado reconheceu formalmente a dívida, mas se disse impossibilitado de quitá-la. O Governo do Estado desprezou todas as possibilidades de acordo com o IBGE nesse período e de pagamentos amigáveis, até a decisão da Justiça Federal.

5- Já em relação à dívida alegada com a Chesf, tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da capital uma ação de cobrança movida por esse órgão federal ?contra o Estado da Paraíba?, cujo o valor da causa é de R$ 260.233,21, ainda pendente de sentença judicial.

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Agora a população ficará na mão em termos de segurança, moradia e demais áreas, entretanto o governo quer tentar passar a imagem de que tudo isso não é de sua responsabilidade, é algo que outros estão causando. Será que vai pegar?

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