Um show de governo ou um governo show?

José Maranhão ocupou a cadeira de Cássio Cunha Lima, pois este não cumpriu as regras do jogo eleitoral. Está lá há quase 10 meses, o que já dá um bom tempo para arrumar a casa e saber o que pode ou não fazer, colocando enfim a máquina para funcionar, dentro do rumo que o governo considera saudável para o Estado.

Neste momento, olhando para o passado e vendo o que temos até agora podemos pensar: trata-se de um show de governo ou um governo show. A pergunta é pertinente, pois o governo parece que oscila entre esses dois tipos de atuação de forma constante, levemente pendendo para um governo-show.

José Maranhão conseguiu destravar algumas obras que empacavam no Governo Cássio, o melhor exemplo é o Centro de Convenções. Tem-se ainda uma série de obras que começam a surgir a partir do empréstimo junto aos bancos de fomento.

Viu-se que após poucos meses, o governo colocou propagandas na TV mostrando suas realizações. Algo um pouco surrealista diante da pouco tempo e do discurso de Maranhão de que ainda estava arrumando a casa. A propaganda faz pensar: ele já está fazendo isso? Ou não, está apenas continuando o que já estava em andamento? A propagando pecou, pois deveria ser mais “conceitual”: como o governo está imprimindo uma nova forma de governar para o desenvolvimento do Estado.

Depois disso, estamos vendo um governador que não pára “em casa”, está sempre inaugurando o lançamento ou a pedra fundamental de alguma obra, ou seja, está sempre inaugurando uma promessa e não um resultado.  Festas de muita pompa, cobertura exaustiva da Correio. O governo parece que está funcionando, mas como estaria a gestão de fato?

Aí nesse ponto parece que temos dois Governo, um que gere e outro que faz as relações públicas. Maranhão está muito concentrado no segundo governo e até esquecendo de fazer o devido diálogo entre gestão e relações públicas.

Assim aparecem os problemas, de festa em festa, o governo esqueceu dos problemas de gestão da CEHAP, do política cívil, dos delegados (diga-se de passagem importantíssimo, haja vista o aumento sensível da criminalidade na região de João Pessoa), as falta de água e excesso de buracos da CAGEPA.

Obras são importantes, mas o governo deve se ater para a gestão em si, anova forma de governar. As diferenças vem daí. Todos fazem as obras, uns mais que os outros, entretanto, sua relevância está no que ela significa: melhorar a saúde, educação, abastecimento? O que é prioridade? É uma obra integrada a outras para gerar desenvolvimento ou é um conjunto de obras isoladas? Esta é a forma de gestão que o governo deve mostrar, para deixar de ser um pouco “governo show” e ser um “show de governo”.

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