Crack – vício em três doses!

Matéria do G1 mostra como é assustador o avanço e as consequências do uso do crack, que está chegando com força na Paraíba. Mas como estamos afirmando constantemente, é melhor combater do início do que depois, quando o tráfico, as armas e a violência se reforçam.

Agora que esta droga virou um problema de classe média e alta, a grande mídia que escreve e depende dela passou a abordar o assunto com maior constância e com aquele tom de indignidade e de falta de respeito do poder público. Chamando assim o governo para sua responsabilidade. Apesar dos motivos serem negativos a atuação do governo, sim, é bem vinda.

Um episódio trágico, no último fim de semana, fez um pai expor sua dor publicamente deixando muitas famílias em alerta. Ao afirmar que viu uma pessoa boa se transformar em um assassino, referindo-se ao filho usuário de crack que estrangulou a amiga de 18 anos, ele revelou a dimensão dos efeitos devastadores dessa droga que já é altamente consumida em rodas de classe média.

De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cerca de 40% dos usuários são pessoas de classe média.

O estágio devastador da droga pode ser percebido no relato de um estudante de classe média alta, de 24 anos, que revela em seu blog pessoal a luta para se afastar do vício, depois de três anos.

“O crack realmente acaba com qualquer um. É muito poderoso. Conheço quase todos os tipos de drogas que temos no Brasil. Só nunca usei heroína. Classifico o crack como a mais viciante de todas. Com um efeito curto e muito intenso, devido a depressão após o uso, o usuário se vê obrigado a usar grandes quantidades. Não dá para fumar só uma pedrinha se você tem carro e dinheiro no bolso”, conta.

Droga atinge o cérebro em oito segundos

Conforme estudos científicos, ao ser fumado, o crack atinge o cérebro em cerca de oito segundos, após passar pelos pulmões e pelo coração. Vicia com apenas três ou quatro doses. O efeito dura de um a dois minutos.

A droga produz insônia, falta de apetite e hiperatividade. O uso prolongado causa sensação de perseguição e irritabilidade, o que leva o usuário a agir de forma violenta.

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Aplaudimos a pretensão do MP e do CONEN da Paraíba tomarem a iniciativa de combate as drogas. Vejam matéria do WSCOM. Esperamos que não seja apenas para inglês ver.

O Ministério Público da Paraíba e o Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-PB) vão desenvolver um projeto piloto de combate ao uso de drogas. A medida foi tomada em reunião, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, nesta segunda-feira (26). Segundo proposta do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle filho, o projeto deverá conter metas a serem alcançadas, de forma que produza resultados efetivos. Ficou acertado que a minuta do projeto será apresentada no dia 14 de dezembro.

Para o procurador-geral, o MP está trabalhando na linha das parcerias. “Podemos instituir uma política e ser o fio condutor desse projeto. Firmamos o compromisso de ajudar o Conselho no que for necessário. Queremos que esse trabalho conjunto tenha resultados práticos, que o Conen seja sentido pela sociedade”, ressaltou Oswaldo Filho.

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