Torcidas do Botafogo?

Vejam essas duas reportagem e tentem entender o que está ocorrendo com as torcidas do botafogo. Muitas informação, pouco entendimento:

O presidente da torcida organizada do Botafogo, Força Independente Anjinhos do Belo, Rodrigo Pereira, procurou o Paraíba1 nesta sexta-feira (20) para pedir ajuda. Ele teme ser atacado e até morto por integrantes de torcidas rivais no próximo domingo (22), quando acontece a final da Copa Paraíba.

Segundo ele, o Ministério Público começou a acompanhar os casos de violência nas torcidas da Paraíba e ficou de convocar uma nova reunião com a presença do Comando da Polícia Militar. Porém, este encontro nunca aconteceu. Rodrigo disse que foi várias vezes ameaçado e que, inclusive, já foi agredido antes.

Rodrigo explicou que espera o encontro com a Polícia para sugerir que o estádio passe a abrir as portas para as diversas torcidas em horários específicos para, assim, evitar os confrontos na chegada ao campo. “Temos que ir em grupo. Se formos sozinhos ao campo, corremos o risco de sermos encurralados e espancados”.

“Eu represento uma torcida e não posso deixar de ir ao campo, mas temo por minha vida”, disse revelando que um dos líderes de torcida é policial militar e anda armado sempre, “inclusive quando não está de serviço”. O policial a que se refere é o cabo França, conhecido como Leão. De acordo com Rodrigo, há até fotos na Internet em que o policial aparece com uma bandeira roubada dele sendo rasgada.

O presidente disse que as ameaças que sofre por liderar a torcida Fiab se tornaram mais graves quando, há quinze dias, teve a loja onde trabalha atingida por disparos de revolver. “A loja estava fechada na hora, mas o rapaz que dorme lá para cuidar do local teve que se jogar no chão para escapar dos tiros.

Ele pediu que ficasse registrado que se algo acontecer a ele nos próximos dias, os prováveis culpados serão o cabo França, da torcida Jovem do Botafogo, ou o dirigente Léo, da torcida Fúria Independente do Botafogo. O curioso é que a violência acontece entre torcedores do mesmo time.

O dirigente de torcida e policial militar citado na matéria, também conhecido como professor Leão, foi contactado pela reportagem por telefone, mas se negou a falar sobre o assunto.

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O acusado de ter assassinado a tiros dois homens no Busto de Tamandaré, na orla de Tambaú, em João Pessoa, na noite do último domingo (22), já pode estar fora da capital. É o que acredita o delegado Francisco de Assis da Delegacia de Roubos e Furtos, na Central de Polícia, no Centro da Capital, designado em caráter especial pelo Delegado Geral da Polícia Civil Canrobert Rodrigues para investigar o caso.

Em entrevista ao Portal Correio, Francisco Assis disse que o jovem acusado de ter disparado contra cinco pessoas e matando duas é o estudante do curso de Direito do Unipê onde faz o segundo período Eduardo Raniere (idade não revelada), também conhecido como Gordo DD.

Ainda, segundo o delegado, o pai do estudante foi levado à sede da SES, em Mangabeira, na Capital, acreditando que o seu filho estaria com problemas atribuídos a motocicleta.

Francisco de Assis contou que Eduardo Raniere já tem passagem pela Polícia. Ele, quando menor, chegou a ficar detido no Centro Educacional do Adolescentes (CEA). O motivo da detenção não foi informado.

O estudante mora no bairro de Jaguaribe e é membro da torcida Força Independente Anjinhos do Belo (Fiab) que seria uma dissidência da Torcida Jovem do Botafogo. Já uma das vítimas, Jonathan, seria integrante da torcida Fúria.

Na opinião de Francisco de Assis, as torcidas, na verdade, são verdadeiras fachadas de gangs que vêm atuando em João Pessoa.

As vítimas
As vítimas atingidas durante o tiroteio são o zelador Jonathan Santos Monteiro, 19 anos (membro da torcida Fúria), e o ambulante João Sebastião dos Santos, 40. O primeiro foi atingido por três tiros no tórax e morreu no local. O segundo foi atingido por um tiro nas costas, chegou a ser socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma da Capital, mas não resistiu ao ferimento.

As outras três vítimas atingidas pelos vários disparos são o estudante André de Queiroz Ferreira, 19, que saiu ferido com tiros nas pernas; Thiago José Santos da Silva, 23, e mais um jovem de 17 anos. Todos foram socorridos para o Trauma e já receberam alta.

Os tiros foram dados durante um evento de motocicletas e acessórios para motociclistas que ocorria no Busto de Tamandaré. De acordo com o delegado, o estudante teria tido uma discussão e chegado a trocar socos com uma das vítimas, Jonathan, horas antes dos disparos. O motivo da briga teria relação com as torcidas as quais Eduardo e Jonathan pertenceriam.

Ainda, segundo o delegado, depois da briga, Jonathan teria dito ao estudante que voltasse para apanhar mais e o estudante teria afirmado que voltaria. O que acabou se confirmando. Segundo testemunhas, o estudante teria chegado ao local em uma motocicleta e se aproximado do zelador já com uma arma em punho fazendo vários disparos não apenas contra Jonathan, mas também contra outras pessoas que estavam próximas.

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