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28 dezembro, 2009

Olá para todos os visitantes.

o blog vive alguns dias de letargia devido a questões de trabalho e como de praxe as festividades de fim de ano. Entretanto, o blog não vai parar. Em janeiro voltaremos, provavelmente na segunda quinzena.

Consultem nossos blog indicados no lado direito. E continuem acompanhando as notícias locais e nacionais.

Abraços a todos.

Desculpem a falta de respostas a alguns leitores.


Rede de execuções e o assassino da moto preta

27 dezembro, 2009

Reportagem relevante do Paraíba 1. Não se pode deixar passar.

Em uma ação silenciosa, detentos de presídios de João Pessoa, Campina Grande e da cidade de Patos, no Sertão do Estado, têm coordenado uma ‘Rede de Execuções’ de ex-presidiários, albergados e pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Estado.

As ações, que na maioria das vezes ocorrem nas periferias dos três municípios já estão sendo investigadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Grupo de Operações Especiais (GOE-PB) da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba. As investigações iniciais apontam que a ‘rede criminosa’ já tenha ordenado cerca de 80% das execuções registradas este ano nas três cidades.

Preocupado com os efeitos dessas organizações criminosas, o Ministério Público do Estado (MPE) já colocou como meta prioritária para o próximo ano o combate a esses crimes. As suspeitas da polícia, inclusive, são de que os apenados estejam recebendo ordens e mantendo ligações até mesmo com organizações criminosas enraizadas em outros Estados e que têm atuação no Brasil inteiro.

Este ano, apenas em Campina Grande, foram registrados 136 assassinatos. Na cidade de Patos, 53 pessoas foram mortas e na capital do Estado esse número ainda é mais alarmante, e chega próximo dos 300 homicídios.

Drogas

Para a polícia, a maior parte desses crimes teve como pano de fundo a comercialização de drogas e o desejo dos chefes do tráfico que estão presos de manterem o domínio nas zonas periféricas das cidades.

O coordenador do GOE/PB, delegado Walber Virgolino, revelou que alguns dos integrantes da organização criminosa estão sendo monitorados e já foram encontrados indícios de relação entre as ordens dadas de dentro dos presídios do Serrotão, em Campina Grande; do PB1 em João Pessoa e do Presídio Regional de Patos com as execuções.

“Há bastante tempo nós estamos monitorando esse pessoal, de uma forma integrada com Polícia Federal e com a Secretaria de Segurança Pública. As ordens enviadas tanto são para mortes, como para a prática de assaltos e de tráfico de drogas. A maioria das vítimas são pessoas que saem dos presídios devendo ao tráfico, ou têm algum tipo de envolvimento”, explicou o delegado.

Em grande parte das ações os criminosos agem em motos e não deixam rastros para as autoridades policiais. Ele ainda ressaltou, entretanto, as dificuldades em apurar os crimes que contam muitas vezes com a colaboração de agentes públicos. “É preciso combater de forma integrada e nós queremos aprimorar ainda mais para o próximo ano nosso setor de inteligência. Inclusive em Patos já há um delegado especialmente designado para investigar isso naquela região, Cristiano Jacques. Mas é necessário também se combater a corrupção dentro dos presídios, na entrada de celulares e de droga”, defendeu Walber Virgolino.

Medo

Presos albergados do regime semiaberto de Campina Grande, que pediram para ter os nomes preservados, já relataram ao Jornal da Paraíba o medo de terem de conviver com colegas que servem como ‘mulas’ e ‘teleguiados’ para apenados que cumprem pena em regime fechado nas penitenciárias da cidade. Segundo eles, muitos deles quando desobedecem às ordens são executados a sangue frio pelos ‘homens da moto preta’.

No mês de setembro deste ano, por exemplo, o albergado Gustavo Melo Bezerra, de 23 anos, foi morto a tiros de pistola quando chegava à penitenciária. Segundo a polícia, o crime teria sido encomendado e executado por um outro preso. Em troca, o acusado teria recebido entorpecentes.


O combate à violência na PB

18 dezembro, 2009

É verdade que estamos sem postar faz algum tempo. Inclusive não deu tempo para colocar o post de passagem de 1 ano do Blog. Mas, hoje, não poderíamos deixar essa notícia passar em branco. Haja vista que este blog vem falando desde o início sobre o avanço do Crack e da violência associada em João Pessoa e Paraíba. Deste modo é com louvor que recebemos a notícia de que um órgão integrado vai trabalhar a questão da violência em JP e PB.

Mais uma vez o prefeito da Capital sai na frente, porque está de olha no futuro.

Durante solenidade no auditório do Paço Municipal nesta quinta-feira (17), a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) oficializou a implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), órgão que terá como objetivo agregar os diversos setores da segurança pública no Estado e Município, com a finalidade de adotar estratégias para o combate à violência e à criminalidade.

O professor Rubens Pinto Lyra foi empossado como secretário executivo do Gabinete. A solenidade teve a presença do vice-prefeito Luciano Agra e representantes das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária, além da Guarda Municipal e associações.

As corporações com a responsabilidade de capitanear as questões referentes à segurança do Estado vão, a partir de agora, trabalhar de forma conjunta, segundo Rubens Pinto Lyra. Ele adiantou que a corporação sistemática entre os órgãos que trabalhavam separadamente ou coordenados em determinadas ocasiões é uma necessidade atual no combate ao crescimento da violência.

“A institucionalização de órgãos que atuam na área da segurança pública é algo fundamental. Na atualidade, o Governo Federal, através do Ministério da Justiça, está convocando os municípios para que tomem parte deste dever e assim estamos fazendo”, comentou.

Com o GGIM será possível a implantação e execução de estratégias comuns de prevenção à violência e à criminalidade entre município e estado. De acordo com o vice-prefeito Luciano Agra, o papel do município é fundamental na construção da segurança.

“Junto ao GGIM, a sociedade também vai ser conclamada a participar destas ações. O novo órgão atende ao contexto de uma nova política de segurança pública, adotada com pleno respaldo do Governo Federal, que torna, pela primeira vez, através do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci), o município protagonista de destaque nessa área”, conclui.

Será através de reuniões constantes entre os representantes da Segurança Pública da Paraíba, corporações, Ministério Público, Defensoria Pública e representantes da sociedade civil organizada, que o GGIM deve trabalhar. O órgão vai dispor de um Observatório de Segurança Pública, ao qual caberá organizar e analisar os dados sobre violência a criminalidade local a partir das fontes públicas de informação, bem como monitorar a efetividade das ações de segurança pública no município.