Contraponto na política paraibana

Neste início de ano a política na Paraíba está pegando fogo. Há uma verdadeira guerra de torcidas e o bom senso passa longe. O processo está tão crítico que já há acusações de morte e até tentativas de assassinato com possíveis relações políticas. Será verdade?

Por isso, nesse post vamos tentar mostrar um balanço de alguns fatos críticos destes últimos dias.

O caso da Ponto do Boi Morte em Aparecida-PB

Maranhão vem com muita propaganda, mostrando o que fez e até o que não fez na Paraíba. Parece achar que o eleitor-ouvinte é burro. Mas vamos lá. Neste caso, dizem que essa ponte é obra para inglês ver e outros dizem que é pura realidade.

Maranhão garante: ponte do Boi Morto vai ser concluída até junho. Governador avalia projeto, conversa com o povo, concede entrevista e determina agilidade da obra. A ponte sobre o riacho Boi Morto, no município de Aparecida, será entregue em junho deste ano. A garantia foi dada pelo governador José Maranhão durante visita ao local realizada na manhã desta sexta-feira (8), onde concedeu entrevista e conheceu a obra orçada em R$ 1,8 milhão. Ele disse que determinou a aceleração dos serviços, inclusive um desvio para acesso das populações dos municípios de São Francisco e Santa Cruz, que utilizam uma passagem molhada construída após a queda da ponte.

De outra parte, um padre que até pouco tempo andava muito pelos corredores do Sistema Correio vem denunciando a pouca seleridade da obra. Vejamos: O Padre Djaci Brasileiro, da Paróquia de Santa Cruz, denunciava a paralisação das obras da Ponte do Boi Morto, municipio de Aparecida, no programa radiofônico de Ademar Nonato, Em Sousa, indagorinha, quando um ouvinte de Santa Cruz ligou para avisar:

-Padre, o senhor não sabe o que aconteceu faz pouco. Parou um caminhão entupido de operários, todo mundo vestido de azul e usando capacete azul, desceram do caminhão, subiram na ponte, cada um pegou uma marreta e começou a bater. Aí parou uma van, dela desceram uns homens com máquinas de filmar, os homens ficaram filmando os operários baterem com as marretas e, depois de algum tempo, as filmagens pararam, os da Van entraram e foram embora e os das marretas guardaram as marretas, subiram no caminhão e ganharam a estrada”.

O caso da repórter agredida

A jornalista Pollyana Sorrentino, do Sistema Correio, foi agredida na manhã desta quinta-feira (11) por um vigilante do Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro do Geisel, em João Pessoa, no momento em que tentava fotografar um imenso formigueiro que domina o terreno onde foi construído o prédio da unidade.

Repórter da Correio Sat, Pollyana acabara de fazer uma participação ao vivo no Programa Correio da Manhã (98 FM) quando foi surpreendida por um guarda, identificado até aqui apenas pelo prenome de Joel. Ele saiu do interior do PSF, agarrou a mão da jornalista e apertou até fazê-la soltar o celular com o qual fotografava o formigueiro.

O vigilante ‘confiscou’ o aparelho e somente o devolveu a Pollyana minutos depois, atendendo a pedidos de outros funcionários do PSF e de moradores do bairro que presenciaram a agressão. Dois desses moradores acompanhavam o trabalho de Pollyana quando ela foi abordada por Joel. Foram eles os autores do convite para a repórter constatar pessoalmente e narrar aos ouvintes do Correio da Manhã as deficiências do PSF do Geisel.

Chamada por populares, uma viatura da Polícia Militar foi até o local e deteve o vigilante, que não é dos quadros da PMJP. Também não é empregado de qualquer empresa regular de vigilância. Trata-se de um prestador de serviço, segundo apurou a produção de jornalismo da Correio Sat.

E aí e que resultou:

O laudo emitido nesta sexta-feira (12) pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba confirma que não houve agressão alguma à repórter do programa Correio da Manhã, do Sistema Correio de Comunicação no PSF do Geisel.

O exame de corpo de delito foi realizado ontem mesmo, em caráter de urgência e a pedido do delegado Paulo Martins, da 4ª Delegacia Distrital. Assinado pela perita Vilani Maia de Macedo Costa, o exame diz claramente que “constatou-se que a examinada não apresentou lesões no momento do exame”.

O delegado Paulo Martins, que preside o caso, disse, no termo circunstanciado, que a repórter “sem a devida permissão adentrou o imóvel, apesar de ser público, e tentava averiguar as condições de funcionamento do PSF. Mesmo sendo jornalista-radialista, teria que pelo menos respeitar o pedido de um simples funcionário que orientou em procurar a Direção ou com a Secretaria de saúde, para colher as informações necessárias ao esclarecimento da sua reportagem, muito embora a Imprensa tenha o seu espaço livre, deveria também respeitar o espaço dos outros”. Veja o arquivo em anexo.

O caso Efraim Morais

Saiu no Jornal Estado de São Paulo, que apesar de qualidades duvidosas tem grande circulação e aparição. Disputa das vagas de senador pela Paraíba é liderada por dois políticos considerados “ficha-suja”: o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e seu aliado, o senador Efraim Morais (DEM). Segundo pesquisa de intenção de voto contratada pelo jornal Correio da Paraíba ao Instituto Consult, do Rio Grande do Norte, Cunha Lima tem 38,7%, das intenções de voto para senador, seguido de Efraim Morais, com 17,45%. A pesquisa foi divulgada na última quinta-feira. Em terceiro lugar, está o prefeito de Campina Grande (a segunda maior cidade do Estado), Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), com 11,80%.

Efraim com ironia e cinismo afirmou seu contraponto: Diante das denúncias reavivadas, uma delas publicada no Jornal Estado de São Paulo deste sábado, o senador reafirmou um desafiou que já havia feito em outras épocas: “Além de mim, quem pode tirar Certidão Negativa na Justiça?” Vale destacar que a matéria do Estadão é assinada por jornalista que atua no Correio da Paraíba e é correspondente do matutino paulista.

Efraim, que se diz inocente de todas as acusações, diz que não há sequer processo formalizado . “Devo realmente ter apresentado um bom desempenho para que mirem em mim”, declarou.

O senador tem muito o que explicar para a justiça, agora é aguardar.

O caso Nivaldo Manoel

O deputado estadual Nivaldo Manoel (PMDB), que está perto de perder mandato para o PPS por infidelidade partidária, exagerou nesta sexta ao tentar explicar, em entrevista à101 FM, porque deixou a legenda sem comunicar as lideranças do partido. Ele disse claramente que tinha medo de que o atual presidente da legenda, José Bernadino, que é chefe da Guarda Municipal, pudesse lhe matar. “Bernadino é muito arrogante, temperamental, violento, e confesso que tinha medo, temor de que ele partisse para uma agressão maior e me matasse, desse um tiro em mim!”, disse o deputado.

O possível agressor respondeu, não à bala:

Um dia depois de ter sido acusado de tentativa de agressão física contra o deputado estadual Nivaldo Manoel (PMDB), o presidente do PPS, José Bernardino da Silva conversou com o Parlamentopb e negou que seja verdadeiro o relato do parlamentar: “Estou com minha consciência tranquila. Aos 49 anos de vida, nunca fui a uma delegacia e nem nunca fui acusado de agressão por ninguém. Desafio qualquer um a provar o contrário. Nivaldo quer jogar meu nome na lama por causa da ação do PPS que pede o mandato dele. Ele confunde meu papel como presidente do partido com uma motivação pessoal, que não existe”, disse o dirigente.

Mas, a principal queixa de Bernardino em relação à participação de Nivaldo Manoel, ontem, no programa Paraíba Agora, foi a insinuação de que poderia ter atentado contra a vida do deputado evangélico: “Eu estou pensando em processá-lo por calúnia, injúria e difamação. Ele quer me responsabilizar porque sabe que vai perder o mandato e eu temo que as pessoas ligadas a ele, como assessores e amigos, possam acreditar que o responsável pela perda do mandato sou eu. E o único responsável é o próprio Nivaldo, que conhecia a lei e mesmo assim deixou o PPS sem ter justa causa. Ele confundiu perseguição com desentendimentos pessoais. Ele nunca foi perseguido. Não existe advertência nem nenhuma sanção imposta pelo partido a ele. O castigo maior para isso tudo será dado na segunda-feira, no TRE, quando ele perder o mandato”, previu.

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