Alguém pode controlar Israel?

ANTES UM FIM HORRÍVEL QUE UM HORROR SEM FIM?

A hipótese mais pessimista confirmou-se, e o impensável aconteceu: uma flotilha de seis barcos levando civis desarmados e ajuda humanitária foi atacado com força letal em águas internacionais por comandos israelenses, resultando na morte de pelo menos dez pessoas – mas há relatos que falam em vinte mortos e três vezes mais feridos.

Os suspeitos de sempre já se espalharam pela mídia, dizendo que isso era de esperar, culpando os mortos pelas mortes e acusando as vítimas de terem atacado comandos israelenses portando armas de guerra com cabos de vassoura e facas de cozinha, forçando os pobres rapazes a abrir fogo a queima-roupa com as suas armas automáticas para se defenderem.

Israel, dizem eles, não podia permitir que os navios da flotilha chegassem a Gaza, furando um bloqueio legítimo de um território habitado por 1,8 milhão de bandidos e terroristas.

Deixando de lado a questão da legitimidade e da legalidade do bloqueio de Gaza pelos israelenses e admitindo, para facilitar a discussão, que as leis internacionais dão-lhes o direito de deter a flotilha pelos meios que se fizessem necessários, por que foi preciso enviarem comandos para tomar de assalto os navios antes do amanhecer, em águas internacionais, em descarada violação dessas mesmas leis internacionais?

Havia outros meios de deter os navios sem correr o risco de matar civis. Poderam, para ficar apenas num exemplo óbvio, esperar que eles chegassem em águas territoriais de Israel, desabilitar os sistemas de comando dos barcos e rebocá-los calmamente para um dos seus portos, acusando a todos os passageiros de entrada ilegal no país e deixando-os guardados por um tempo até esfriarem a cabeça. Ninguém poderia acusá-los de coisa alguma e eles ainda poderiam dar umas boas risadas às custas do fiaco da flotilha.

Em vez disso, preferiram abordar a bala seis barcos com setecentos civis desarmados a bordo, em águas internacionais, juntando a pirataria ao homicídio. Todos sabemos, sobretudo depois que eles foram praticar tiro-ao-alvo com civis de Gaza em 2008, que a noção de relações públicas dos israelenses é meio bizarra, mas isto parece ser demais mesmo para eles: matar palestinos é coisa corriqueira, já estamos acostumados. Matar brancos europeus é inaudito.

O que aconteceu? Será que estão perdendo o controle? Será que a gangue governante deles está decidida a dar razão aos que dizem que são loucos?

Não. Há metodo na loucura deles: estão mandando um recado prà gente. Com a maré da opinião pública mundial voltando-se contra as práticas delinquentes eles, frente à derrota certa da iniciativa conjunta deles com os EUA de imporem mais sanções ilegais ao Irã, vendo o seu arsenal nuclear condenado por unanimidade por 189 países em uma declaração que atéos seus aliados mais próximos foram forçados a assinar e prestes de serem arrastados aos tribunais internacionais pelo que fizeram em Gaza em 2008, os israelenses nos estão dizendo que farão o que for preciso para defender os seus interesses – e que não ligam a mínima para o que o mundo acha deles.

Vão abater a tiros que ficar no caminho deles, vão invadir os vizinhos quando lhes der na telha, vão enviar submarinos com ogivas nuclearres para o litoral iraniano e *vão usá-los* se for preciso. Nada pode detê-los.

Este é recado dos vinte mortos em alto mar: não mexam conosco, podemos tudo.

Está claro que a população israelense, mergulhada em uma barragem de propaganda que os convenceu de que *eles* são as vítimas e que o mundo todo está atrás do couro deles, não vai fazer nada para deter os bandidos que os governam e, ao contrário vão elegê-los de novo até o fim dos tempos. De modo que já está mais que na hora de a comunidade internacional tome uma atitude firme e unida contra as loucuras deles. Se os EUA não assumem as suas responsablidades de pôr um freio nos seus aliados ensandecidos, outros deverão fazer isso por eles.

Urgentemente. Antes que nos arrastem a todos para o Armageddon que parecem desejar tão ardentemente

Por Tomás Rosa Bueno

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One Response to Alguém pode controlar Israel?

  1. HERY OLIVER disse:

    Com um discurso que nem fede nem cheira, o presidente Lula conseguiu sair de Israel sem ser vaiado. Poucas semanas após defender o programa nuclear do Irã (que por diversas vezes ameaçou riscar Israel do mapa), o presidente Lula reagiu com frieza aos discursos das autoridades israelenses que defenderam a soberania de Israel. O fracasso do presidente brasileiro nas negociações no Oriente Médio se deve principalmente a sua ignorância em relação aos problemas da região.

    Ao contrário do que muita gente pensa, a Palestina já foi bem maior do que é hoje. Israel, Gaza e Cisjordânia correspondem a apenas 20% do que foi a Palestina no início do mandato britânico. Aos judeus era proibido o acesso aos 80% da palestina oriental que os ingleses passaram a chamar de Trânsjordânia. Os judeus sobreviventes do holocausto tinham que disputar com os palestinos as terras inférteis e os pântanos infectados de febre amarela e malária da parte ocidental que continuou a ser chamada de palestina. E pra quem acha que a atual palestina pertence só aos mulçumanos, os judeus sempre habitaram na região; Jerusalém e Tel Aviv são exemplos de cidades onde os judeus sempre foram maioria. Em Jerusalém Oriental eles só se tornaram em minoria quando a Jordânia (um dos estados criados pelos ingleses na antiga Transjordânia) invadiu a Cisjordânia e destruiu 58 sinagogas danificou o histórico cemitério judaico do Monte das Oliveira e acabou com a liberdade religiosa. O número de cristãos também diminuiu substancialmente devido a destruição de diversas igrejas. Após a guerra dos seis dias, Israel manteve a Cidade Velha sob seu controle, agora todos têm liberdade religiosa, inclusive os palestinos que mantêm sua soberania sobre a Esplanada das Mesquitas. Na realidade, para os judeus toda Jerusalém é sagrada; para os mulçumanos, sagrado, só as mesquitas.

    Algo que ainda não está claro é a versão dos palestinos para a chamada intifada. Tudo que a imprensa internacional mostrou foi jovens palestinos atirando pedras nos soldados israelenses que reagiam a tiros. Como explicar os 727 israelenses mortos vítimas de homens-bomba, granadas, punhaladas, tiros de fuzis e de morteiros, atropelamentos criminosos entre outras muitas mortes violentas e apenas 2 mortos a pedradas? Tudo isso só em 2003. O que a imprensa esqueceu-se de divulgar é que seus trabalhos eram acompanhados por policiais palestinos e que só podiam gravar o que era permitido. Mas se a intifada fosse apenas uma multidão de jovens lançando pedras nos soldados da Força de Defesa de Israel, qual deveria ser a reação dos soldados israelenses? Deveriam reagir também a pedradas, para não serem acusados de usar força excessiva? As forças armadas brasileiras, em situação semelhante, como reagiriam? Semelhantemente, qual deve ser a reação de Israel aos ataques terroristas? Deveria reagir a altura enviando homens-bomba e carros-bomba para Gaza e Cisjordânia? Por que a Jordânia e o Egito, quando controlavam a Cisjordânia e Gaza respectivamente, não criaram o tão desejado estado palestino? O fato é estes territórios palestinos só se tornaram livres depois que Israel derrotou o Egito e a Jordaniana guerra dos seis dias e entregou os territórios por eles ocupados a autoridade palestina.

    Mas as intrigas no oriente Médio não dizem respeito a apenas Israel e os Palestinos. Os mulçumanos têm muitos problemas entre eles. A Síria invadiu e tentou anexar o Líbano e hoje reivindica parte das colinas de Golã. O Egito nunca quis anexar Gaza, mas tentou por diversas formas manter-la na condição de colônia. Além das guerras Irã-Iraque, Síria-Iraque, guerra civil no Líbano e no Sudão, Invasão do Kuwait pelo Iraque que culminou com a intervenção militar americana na região, entre outras.

    No lugar de financiar o terrorismo, a autoridade palestina deveria usar os recursos que recebe da ONU e de outros países aliados para melhorar a vida de seu povo, afinal de contas é sobre as bases do terrorismo palestino que Israel, vez por outra, se ver obrigado a intervir militarmente na região e atualmente vem construindo um muro nas suas fronteiras. Esse tão odiado muro tem sido bastante eficaz no combate ao terrorismo. Graças a este muro, os atentados suicidas já foram reduzidos em cerca de 90%.

    Outro assunto bem complicado é a questão dos assentamentos. Seria bem mais lógico que a OLP construísse casas para seu povo nos territórios palestinos no lugar de exigir que Israel o faça em seu território. Mas eles, os palestinos, acham que Israel tem obrigação de construir casas para desabrigados palestinos e como se não bastasse, protestam ferozmente quando Israel constrói casas para os judeus em território israelense.

    E agora vem o nosso presidente responsabilizar Israel pelo atraso da Palestina. Acho que Lula esqueceu que nunca negociação intermediada pelo presidente Clinton, foi oferecida aos Palestinos tudo o que eles exigiam para a formação de um estado, mas Arafat recusou tudo e saiu sem apresentar uma contraproposta.
    Nosso presidente esta maravilhado com o “inusitado” desentendimento entre Israel e os Estados Unidos, simplesmente porque não sabe que em 40% das resoluções da ONU para o Oriente Médio, os EUA votaram contra Israel. Lula, também não sabe que quando as nações do mundo se reuniram em torno do relatório da UNSCOP (United Nations Special Committee on Palestine), em maio de 1948, para decidir o destino Palestina, os Estados Unidos orientaram sua delegação a votar contra a partilha e contra a fundação de um estado judeu. No final da noite do dia 14 de maio, os EUA, considerando, ser a partilha inevitável, os EUA reconheceu o estado de Israel temendo que a URSS o fizesse primeiro que eles. O desespero do presidente dos EUA foi tal, que sequer tiveram tempo de orientar sua delegação a mudar o voto. Os americanos foram informados, minutos antes de votar que, seu pais já havia reconhecido o estado de Israel. Por pouco os americanos não votaram a revelia de seu próprio país.

    Mas eu ainda estou otimista com relação a participação do presidente brasileiro nas negociações do processo de paz no Oriente Médio. Acredito que ele tem jeito pra dialogar com as facções terroristas da Palestina como Hamas, Fatah, Hesbollar que sonham com a extinção dos infiéis, primeiro dos judeus, depois dos cristãos. Lula jura que os ateus não fazem parte da lista dos considerados infiéis pelo islamismo.

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