Caos na Saúde do Estado? Buscando soluções ou aumentando o problema?

Muitos querem fazer crer que existe um caos generalizado no sistema de saúde do Estado, assim como já buscaram, durante anos, criar a mesma sensação em relação à saúde do município de João Pessoa.  Existem problemas? Sim, existem.  A estrutura e funcionamento do SUS no Estado continua a mesma e não é em 06 meses que isso mudaria, principalmente numa área tão complexa para se construir prédios, compras equipamentos e reorganizar o atendimento. Existem problemas graves, hoje? Sim, existem, e eles decorrem do “órgão” mais sensível do corpo humano, o bolso. Cirurgiões estão pleiteando a continuação de uma remuneração obtida no ano passado, e o Estado não possui margem para comprometer com o pagamento de pessoal. Esse impasse gerou a morte de um paciente, pois os médicos não foram trabalhar.

Agora, há esse caos no SUS que muitos políticos e jornalistas querem fazer a população acreditar? Hoje mesmo, o WSCOM relatou a morte de uma mulher por atendimento ineficiente ou mesmo erro médico. Isso é só um tijolo de algo cada vez mais constante na mídia, o relato de casos específicos para “mostrar” o pretenso caos. Destacam-se inspeções, atendimento ineficiente, superlotação etc. Coisas que já ocorriam, mas que antes, não despertava a sensibilidade dessas pessoas. Fica aí a pergunta? Porque isso agora?

Será que elas estão realmente interessadas em discutir saúde pública, em lutar pela melhoria do atendimento à população. Será? Então vamos sair da superfície. E os casos de atendimento ineficiente, filas, superlotação, erros médicos e até mortes da UNIMED? Em reportagem recente na Revista Politika esse assunto foi colocado, e isso corre na boca da rua. Mas isso não é saúde pública? Isso não interessa? Esses problemas e mortes são diferentes?

Parece que há um bloqueio, ninguém pode falar continuamente da Unimed, no máximo colocar uma nota para dizer que registrou a notícia. Devem ter medo de perder a publicidade, já que uma empresa privada pode escolher livremente onde anunciar e diferente do Estado não será taxada de perseguidora, de alguém que deseja destruir a imprensa.

Mas, podem dizer que quem tem Unimed é rico e que temos que lutar pelos pobres? Será? Quantas pessoas que melhoraram de vida no Governo Lula não buscaram fazer um Unimed Saúde (plano mais em conta da empresa), quantos servidores públicos, “perseguidos pelo Estado”, não tem Unimed?

A questão da saúde é grave no Estado, e no Brasil. Isso não é de hoje, o que há de novo no front é greve dos médicos, terceirizados, que causou a paralisação do hospital e morte de uma pessoa. Vamos buscar soluções para uma saúde que está doente e incluir na discussão o atendimento por empresas privadas, que na verdade foi pensada como uma solução paliativa, pois o SUS não comportava dá atendimento de qualidade para todos. Vamos discutir concursos para a área e a reorganização do sistema a nível estadual, a qualidade do atendimento e os erros médicos, o cumprimento de 30% do efetivo em caso de greve, e tantas outras idéias legais de devem estar por aí ocultadas por brigas políticas.

Mas isso não parece ser a intenção de políticos e jornalistas. Mas qual seria a intenção? Devem ter várias: obter visibilidade, se mostrar como estando do lado da população pobre, raiva e intriga pessoal com o governador, e busca por dividendos políticos, ter dois pesos e duas medidas. Para isso cada vez mais eles entraram num vale tudo, no quanto pior melhor. Mas a população sabe diferenciar quando há uma cobrança e quando há uma intriga. Quando há sinceridade nas falas e quando há maldade. Infelizmente alguns populares estão pensando como esses e também querem o quanto pior melhor, o vale tudo político. Pois na PB a disputa política começa após o 31 de outubro.

A crise com os médicos é grave e o Estado não pode ser acusado de não ter tentado resolver ou de não estar dialogando. Pode ser acusado de não ter competência na finalização da crise, ou de não ter um dialogo competente. Mas que ele está dialogando, buscando saídas e tentando resolver, ele está sim.

Vamos buscar um caminho decente de luta política e vamos discutir com qualidade as soluções e problemas da saúde no Estado. E isso vale pra educação, segurança e transporte. Jornalista e político são pagos para qualificar o debate, para informar melhor a população e para ajudar na busca de soluções qualificadas. Não para criar um circo por interesses ocultos e deixar a interesse do povo em segundo plano. Solução de curso prazo não é solução.

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