Merenda escolar, impeachment, imprensa e oposição em João Pessoa

9 maio, 2011

Mais uma vez o caso da merenda volta a afetar a gestão do Luciano Agra e Ricardo Coutinho. Ao aparecer em reportagem do Fantástico abriu grande discussão nos meios políticos. O que vamos analisar aqui é três elementos: governo, oposição e imprensa.

  • O governo

A licitação para terceirização da merenda está se refletindo numa decisão errada por parte da Prefeitura, não pelo procedimento em si, pois tudo indica que houve regularidade na licitação e pagamento sem uso de recursos federais, mas pelo tipo de empresa privada que atua neste área. Inúmeras empresas desse ramo estão envolvidas em uma série de denuncias que vão da má qualidade do serviço até atos de corrupção. Mostrando como o setor privado não é o santo graal da gestão como muitos afirmam.

A  prefeitura imaginou que poderia controlar a qualidade da merenda mesmo sabendo que iria trabalhar com uma empresa desse tipo. Mas o futuro mostrou que não foi bem assim. Eram tantos problemas na empresa que algo sairia errado, e saiu. Se a fabricação de merenda pelo poder público já é de difícil controle de qualidade (vamos ser sinceros, todos sabemos o histórico de sabor e qualidade das merendas em escola pública) imagina tendo que lidar com outra instituição. Se até nos Restaurantes Universitários há reclamações sobre cardápio e qualidade, imagine em escolas municipais.

Pois bem, o governo tentou corrigir a situação refazendo a licitação, mas como toda compra pública é um processo demorado, o tempo acabou e houve a necessidade de renovação preventiva com a SP alimentação. Muita embora jornalistas mal intencionados afirmem que “após denúncia, Luciano anuncia cancelamento de contrato da Merenda”. O que não é verdade! Ele já seria cancelado, só faltou tempo hábil para substituição. Ou ele queria que fosse feito contrato sem licitação ou que faltasse merenda?

O governo deveria ter arrochado o controle sobre a SP Alimentação para esta fornecer, transportar e armazenar o alimento com condições adequadas e cobrando o fornecimento do que foi contratado. E outra, deveria cobrar mais das provadoras, mantendo uma qualidade de sabor. Pois uma escola que tem laboratório de informática, consultório dentário e boa estrutura pode servir uma merenda de má qualidade? É falta de controle.

Assim foi cozinhado um belo prato para a oposição e imprensa, muita dela irresponsável: má qualidade e sabor da merenda, provavelmente pelo má armazenamento dos alimentos pela SP Alimentação.

  • A imprensa

Uma reportagem da Globo que premiou João Pessoa com sua presença foi a cereja. Afinal, porque eles não visitaram as escolas de Recife e São Luis que também tem a SP Alimentação como fornecedora para fechar com chave de ouro a reportagem. Deixaram essas prefeituras de lado, porque? Mas isso é o de menos.

Aí os nossos grandes jornalistas, que não sabem nem fazer uma reportagem sobre o má transporte de carnes que a SP Alimentação fazia, começam a falar ou comemorar a situação com piadinhas, meia-informação e risadas sobre o povo. Fazem a festa do quanto pior melhor. Será que eles realmente pensam em nosso desenvolvimento?

A grande imprensa nacional está perdendo credibilidade todo dia pelos suas ações de ataques desproporcional contra o governo do PT e até preconceituoso contra Lula.

  • A oposição

O quadro se fecha com a oposição pedindo o impeachment de Agra! Querem fazer uma tempestade numa caixa d’água (esse problema não é para um copo). Bradam raivosamente como se fossem pego de surpresa. Bradam com tal desproporção, provavelmente atiçados pelos grandes jornalistas da PB, não para pedir um CPI, uma investigação. Muito menos colocar lupa sobre o caso. Pedem um impeachment.

Essa não parece ser um bom caminho para a oposição. A população sente quando políticos parecem se guiar pelo “quanto pior melhor”, pelo “quer se aproveitar da situação” e pelo “querem torcer um pingo d’água”. Isso já é conhecido. A nível federal o DEM e o PSDB perceberam bem isso quando raivosamente bradavam sobre Lula e o governo dele. José Serra sentiu na pele quando começou a confundir a população com boatos sobre Dilma e na PB, o PMDB e quem diria, o PT, sentiram isso quando apoiaram por inércia ou indiretamente os panfletos sobre pacto com demônio, o tal caboclo Girassol.

A população parece está cada vez mais vacinada contra certos processos políticos e midiaticos que visam obter dividendos e se aproveitando do quarto poder para interesses pessoais e grupais, sem transparência. Pois se possam de imparciais para conquistar o público.


O vírus que destrói a política paraibana

17 agosto, 2010

A estrutura política paraibana é totalmente desgastada e antiquada aos novos tempos de democracia e cultura social. Neste post pretendo mostrar como um conjunto de famílias domina as estruturas de poder do Estado para obtenção de benefícios próprios.

Tem-se aqui um conjunto de famílias de sobrenome famoso como os Cunha Lima, Targino Maranhão, Morais, Paulino, Lucena, Maroja, Motta, Gadelha, Pessoa, Braga, Maia, Vital do Rego, Fernandes entre outras. Cada família tem enorme influência sobre pequenas regiões do Estado, suas influências não obedecem a limites municipais, até porque esses limites são artificiais e escondem a história de regiões e povos. Quando colocamos essas famílias no mapa vemos um Estado loteado, onde não há uma força hegemônica.

Em processos eleitorais majoritários, como para Governo de Estado, essas forças familiares se unem para eleger um candidato aparentemente de maior penetração estadual. Este candidato deve pertencer a alguma destas famílias e/ou deve querer fazer o jogo delas. Em troca do apoio familiar o candidato oferece um pedaço da estrutura de poder do Estado para um representante de cada família, caso venha a ganhar. Assim, eles loteiam o poder político e formal do Estado de direito, formam uma verdadeira associação, uma irmandade. Deste modo, eles continuam na política, obtêm visibilidade, um salário agradável e a possibilidade de inúmeros instrumentos de troca política para aliciar e comprar forças municipais, vereadores, lideres locais e “profissionais” que detêm espaços na mídia.

Assim se monta uma bela estrutura de campanha e de poder. Somando as várias forças elege-se um Governador ou Senador e estes fazem negociações com os candidatos à presidência para obter apoios e verbas.

Este esquema serve apenas para beneficiar seus participantes e para perpetuá-los na política impedindo renovações. Quando surgem forças novas, pois a realidade é incontrolável, elas têm que se aliar com algumas ou muitas famílias. E por muitas vezes se entregam ao esquema de troca de apoios, esquecendo o elemento que lhe dava o ar de renovação: a possibilidade de quebrar tais estruturas ou oferecer rachaduras.

Quando ocupando o poder, o Governador eleito com base nesse esquema de apoios não se relaciona com Prefeitos e sim com os comandantes (antigos coronéis) das famílias que ajudaram a elegê-lo ou com comandantes de famílias opositoras, que precisam se manter vivas na política.

E deste modo, os investimentos, a construção de hospitais, escolas e delegacias, a distribuição de equipamentos hospitalares, de segurança e educação, a melhoria de estradas, a extensão de redes de esgoto e abastecimento, entre outras políticas, não são definidas com base na necessidade de cada região e da população local, mas sim com base no interesse e necessidade de determinada família, que quer dar mais visibilidade a um filho (ou esposa, ou mãe ou tio) que está entrando na política, que deseja atender interesses comerciais da própria família, ou daqueles grandes financiadores da campanha; que deseja esconder algum esquema ilegal com a realização de uma obra ou ação do tipo “tapa buraco”.

Deste modo, o Estado vai se afundando econômica e politicamente. Não se tem uma efetiva distribuição de renda, pois apenas aqueles que podem entrar ou participar do esquema político possui os benefícios, formando a casta da elite paraibana. Os demais contaram(ão) com a sorte, a criatividade, os estudos ou os concursos públicos para vencer na vida.

O grande elemento sustentador deste processo está na forma como estas famílias ganham a simpatia e as cabeças dos eleitores. Como são comandantes locais, eles se relacionam diretamente com as pessoas de sua região, oferecem para eles soluções pontuais para problemas urgentes, como um transporte de ambulância, o pagamento de uma conta, um emprego temporário, a permissão de participar de perto das discussões políticas (do poder), o status de fazer parte do círculo de influência da região, uma viagem urgente para a capital, à resolução de uma briga local, a famosa compra de voto entre outros. Assim, as pessoas vão desenvolvendo um sentimento de ligação, de identificação, de empatia com estas pessoas. Além disto, é difícil questioná-los, pois há sempre o boato de que alguém já foi morto, alguém ficou sem emprego e hoje está na penúria para sustentar sua família. A famosa perseguição, que é difícil enfrentar/suportar.

Em épocas passadas isso era mais cruel, pois os coronéis tinham as armas e a força para obrigar as pessoas a votarem em seus indicados, e ainda podiam conferir se eles votaram efetivamente no que foi pedido. Hoje é mais sutil.

Após se estabelecerem na estrutura política oficial eles vão dispor de maiores instrumentos para a realização de favores, só que desta vez, os favores serão pagos com dinheiro do contribuinte, com nosso dinheiro. Dentro da estrutura política podem-se obter concessões de rádios e direcionar verba publicitária, assim se instalam na imprensa verdadeiros soldados defensores destas famílias. Estando no poder (quer queira, quer não) eles vão construir e fazer algo pela cidade, mas sem nenhum planejamento, sem estratégia e sem colocar a população em primeiro lugar. Como já se disse, as políticas são direcionadas para atender interesses e necessidades da própria família que ocupa o poder.

Esse círculo negativo e nefasto tem que acabar. Isso depende de cada eleitor, que cada cidadão perceba o candidato que pode promover rachaduras ou mesmo modificar tal estrutura. Esquema no qual um conjunto pequeno de pessoas se beneficia do dinheiro de todos, do poder de todos, da inércia de todos, da falta de educação de todos.


Golpe de 1964: diziam-se democratas

1 abril, 2010

Nestes dias a presidente da ANJ, Judith Brito, fala ‘Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo’.

Neste momento que a grande imprensa brasileira assume-se como partido político, lembramos 46 anos atrás quando esta mesma imprensa apoio e propagou o golpe militar, agindo como partido, muito mais que isso, como golpistas sem legalidade e legitimidade.

Para recordar e aprender vejamos este post do Acerto de Contas:

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”  Assim já dizia um hitlerista de carteirinha, coração e alma. Vejamos como a jornalada brasileira repetiu em coro a mentira de que o golpe militar de 1964 foi uma “revolução democrática”, relembrando algumas manchetes daquela semana em que teve início um período ainda muito pouco esclarecido de 20 anos da nossa recente história.

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”

(O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)

E o melhor de todos, o editorial de O Globo de 2 de abril de 1964:

“Ressurge a Democracia”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”


Graves problemas de segurança na Paraíba!!!

26 janeiro, 2010

Após a apresentação forma da existência de grupos de extermínio pelo Secretário de Segurança do Estado, confirmando denúncias e apurações antes realizadas por parlamentares como Luiz Couto e Frei Anastácio, o que estamos vendo é uma ação de ataque a soldados da polícia paraibana. Coincidência ou não em pouco tempo começam a aparecer casos de policiais que s]ao alvo de tiros. Primeiro foi em Camboinha, agora, algo muito grave, gravíssimo ocorreu. Veja notícia abaixo.

O povo da Paraíba não pode ficar refém de um conjunto de bandos armados que fazem suas próprias leis e impedem as pessoas de viveram com um mínimo de segurança capaz de lhe dar conforto para ir e vir, para trabalhar, divergir e exercer sua cidadania. Não estamos falando de assaltos e roubos avulsos, estamos falando de grupos pequenos e grandes, vários, que estão espalhados pelo estado cometendo crimes por encomenda a mando de traficantes, desafetos e agora buscam atingir a própria polícia.

Esse episódio que ocorreu nos Funcionários II é gravíssimo, não pode ser nota de roda pé de jornal. Se a própria polícia começa a ser o alvo, e se partes da própria também está envolvida nesses grupos, quem garantirá a segurança da sociedade.

Este tema é de suma relevância, é mais importante que ficar discutindo picuinhas políticas como faz diariamente nossa mídia, jornalistas e comentaristas. Estes não conseguem nem reconhecer a gravidade do ocorrido.

Que o Estado se manifeste.

Policial Militar é ferido gravemente após ser perseguido por bandidos no bairro dos Funcionários

O policial militar João Virgínio dos Santos, 27 anos, foi ferido na noite desta segunda-feira, dia 25, com dois tiros após ser perseguido no bairro dos Funcionários II, em João Pessoa. Ele está em estado grave no hospital de Emergência e Trauma.

João Virgínio dos Santos estava numa motocicleta quando percebeu que estava sendo seguido por dois homens em outra moto. Ele tentou fugir correndo após abandonar a moto. Contudo, o homem que estava na guarupa desceu e iniciou uma troca de tiros com o policial.

Na tentativa de fuga, João Virgínio dos Santos acabou alcançado pelos criminosos e atingido por dois tiros.

Durante o tiroteio, um disparo atingou Alex Arantes da Silva, 30 anos, que passava pelo local. Ele foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma e já recebeu alta.


Poder político e dinheiro “sujam” eleição de instituições na Paraíba

8 novembro, 2009

Temática de suma importância para quem observa o cenário político paraibano e nacional. Mostra também a capacidade do Paraíba 1 em observar e tentar analisar tais fatos. O movimento estudantil já conhece muito bem essas forças.

A interferência do poder político e da influência econômica no processo de escolha interna das instituições na Paraíba já está chamando a atenção da academia. Nas universidades, o assunto já toma conta de debates em salas de aula e se transforma em teses e monografias. O “fenômeno” em questão está sendo avaliado em seus níveis de contaminação desde a base – como as Sociedades de Amigos de Bairro e Conselhos Tutelares – até esferas de influência poderosas, como a Ordem dos Advogados do Brasil e a poderosa Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep-PB).

“Lamentavelmente, nos últimos tempos, existe bastante material para estudo sobre essa contaminação sem limites das instituições no processo de partidarização de escolha dos dirigentes”, avalia o cientista político Ítalo Fittipaldi. Segundo o especialista, as informações sobre o desvirtuamento das eleições internas nas instituições são “assombrosas e preocupantes”.

Em João Pessoa, a situação é crítica, por exemplo, nas eleições dos conselhos tutelares. Até mesmo a “compra” de candidatos por agentes políticos se transformou numa realidade que já não é mais escondida. “A negociação é grande, tem vereadores aí que estão dando de R$ 2 mil a R$ 5 mil para o conselheiro fazer a campanha”, revelou Carlos Antônio Ribeiro da Silva, 32 anos, educador social que está tentando a recondução ao cargo de conselheiro, mas se diz desestimulado em função da concorrência desleal com candidatos apoiados por donos de mandatos.

A presidente do Conselho Tutelar Sudeste de João Pessoa, Lindinalra da Silva, 28 anos, denunciou que grande parte dos candidatos a conselheiro encara o cargo como “trampolim político”. “Infelizmente virou um cabide de emprego. O que motiva, hoje, algumas pessoas a concorrerem ao cargo de conselheiro tutelar é o salário, a oportunidade de estar em um meio político-partidário”, denuncia Lindinalra.

Ítalo Fittipaldi vê com preocupação esse fenômeno da partidarização de eleições e avalia como perigosa a intensificação dessas interferências. “O grande problema é essas instituições se transformarem em apêndices de partidos políticos, em uma espécie de extensão de legendas, porque assim elas perdem até mesmo a sua legitimidade de representação”, disse o especialista.


Crack – vício em três doses!

27 outubro, 2009

Matéria do G1 mostra como é assustador o avanço e as consequências do uso do crack, que está chegando com força na Paraíba. Mas como estamos afirmando constantemente, é melhor combater do início do que depois, quando o tráfico, as armas e a violência se reforçam.

Agora que esta droga virou um problema de classe média e alta, a grande mídia que escreve e depende dela passou a abordar o assunto com maior constância e com aquele tom de indignidade e de falta de respeito do poder público. Chamando assim o governo para sua responsabilidade. Apesar dos motivos serem negativos a atuação do governo, sim, é bem vinda.

Um episódio trágico, no último fim de semana, fez um pai expor sua dor publicamente deixando muitas famílias em alerta. Ao afirmar que viu uma pessoa boa se transformar em um assassino, referindo-se ao filho usuário de crack que estrangulou a amiga de 18 anos, ele revelou a dimensão dos efeitos devastadores dessa droga que já é altamente consumida em rodas de classe média.

De acordo com a psiquiatra Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) e chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, cerca de 40% dos usuários são pessoas de classe média.

O estágio devastador da droga pode ser percebido no relato de um estudante de classe média alta, de 24 anos, que revela em seu blog pessoal a luta para se afastar do vício, depois de três anos.

“O crack realmente acaba com qualquer um. É muito poderoso. Conheço quase todos os tipos de drogas que temos no Brasil. Só nunca usei heroína. Classifico o crack como a mais viciante de todas. Com um efeito curto e muito intenso, devido a depressão após o uso, o usuário se vê obrigado a usar grandes quantidades. Não dá para fumar só uma pedrinha se você tem carro e dinheiro no bolso”, conta.

Droga atinge o cérebro em oito segundos

Conforme estudos científicos, ao ser fumado, o crack atinge o cérebro em cerca de oito segundos, após passar pelos pulmões e pelo coração. Vicia com apenas três ou quatro doses. O efeito dura de um a dois minutos.

A droga produz insônia, falta de apetite e hiperatividade. O uso prolongado causa sensação de perseguição e irritabilidade, o que leva o usuário a agir de forma violenta.

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Aplaudimos a pretensão do MP e do CONEN da Paraíba tomarem a iniciativa de combate as drogas. Vejam matéria do WSCOM. Esperamos que não seja apenas para inglês ver.

O Ministério Público da Paraíba e o Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-PB) vão desenvolver um projeto piloto de combate ao uso de drogas. A medida foi tomada em reunião, realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, nesta segunda-feira (26). Segundo proposta do procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle filho, o projeto deverá conter metas a serem alcançadas, de forma que produza resultados efetivos. Ficou acertado que a minuta do projeto será apresentada no dia 14 de dezembro.

Para o procurador-geral, o MP está trabalhando na linha das parcerias. “Podemos instituir uma política e ser o fio condutor desse projeto. Firmamos o compromisso de ajudar o Conselho no que for necessário. Queremos que esse trabalho conjunto tenha resultados práticos, que o Conen seja sentido pela sociedade”, ressaltou Oswaldo Filho.


A (falta de) transparencia do Sistema Correio

19 outubro, 2009

Pelo jeito a carapuça serviu. Hoje Helder Moura escreve em sua coluna que Obama está com síndrome de Deus e que perdeu o equilíbrio, após resolver enfrentar o partido político que se transformou a FOX, ultrapassando uma atitude de fiscalização para uma de perseguição. A carapuça serviu porque o Correio faz algo similar aqui na Paraíba. Inclusive o Jornal desta segunda é prova cabal. Dedicou uma página inteira a José Maranhão, cheio de belas fotos, e não citou nenhuma vez a primeira pesquisa sobre a sucessão governamental de 2010, pois seu candidato não foi bem. Alias a pesquisa se quer foi citada na coluna do comentarista, que sempre aborda todos os assuntos políticos de relevância, nem no portal do sistema como mostramos aqui e nem no jornal escrito ou na programação da TV.

Devemos perceber que o problema não está nas empresas de mídia apoiar ou não esse ou aquele candidato, mas em esconder ou fingir suas escolhas e intenções políticos para manipular o noticiário (e ainda dizer que não faz isso) e por fim, o cidadão – leitor, pois é isso que por decorrência ocorre na cobertura política. Ou seja, falta transparência na prática jornalística e empresarial dessas empresas de mídia. O leitor fica a mercê das intenções das mídias e seus comentaristas. Sua denúncia só aparecerá na TV ou rádio se for do interesse do dono. O que é muito triste.

Será que o leitor-ouvinte deve se submeter aos interesses desses grupos de mídia para ver suas denuncias e demandas ganhar publicidade? Isso não é um abuso? Onde está à transparência e a ética. Será que o leitor deve ficar sem ter acesso às informações que são relevantes segundo todos os demais veículos? Olhe que o slogan do Jornal Correio é “jornalismo com ética e paixão”. Parece que paixão sim, mas ética (no sentido elevado da palavra), não. Como se vê Helder Moura está mais defendendo o seu lado do que tentando comentar fatos com maior consciência critica.

Aí o leitor-cidadão fica no meio de jogo político entre empresários de mídia, políticos, partidos e não sabe como se situar. Se o leitor não for atento, não tiver acesso a diversas mídias e não sair nas ruas, com certeza viveriam preso num mundo de fantasias, pois lhe negaram algo. O leitor do sistema correio nem sabe que José Maranhão foi muito mal numa pesquisa de um dos institutos mais conhecidos, muito embora questionado, do País. E aí? Será que isso é liberdade de imprensa?