O que está ocorrendo com o PT-PB?

11 abril, 2010

Luiz Couto explica:

O que nós verificamos é que o segmento majoritário quer tratorar o minoritário. A ideia de que foi passada de que José Dirceu viria para “enquadrar” os dissidentes, não era real. Ele não veio em nome da executiva e nem do diretório nacional. Ele tem uma posição claríssima, com a qual não concordamos, mas estamos vendo que a maioria aqui presente quer entregar o PT ao governador José Maranhão. É muito triste que estejamos rastejando para indicar o vice, quando o governador diz claramente que não quer. O partido não faz nenhuma defesa do atual vice governador. Se eu fosse o vice, com a indicação do partido e tivesse recebido o carão do governador, eu romperia. Esse pessoal está cheio de cargos, de benesses, de compromissos para deputado federal e estadual. Cada um pensa no seu umbigo, no seu projeto pessoal. Eles não vão romper, não. Maranhão vai dizer que eles já têm mais do que pediram. A fatura já foi paga. Dizer que Maranhão vai apoiar Dilma é o óbvio ululante!


Aliança Ricardo Coutinho – Cássio Cunha Lima. Resultado da pesquisa e análises

16 novembro, 2009

Este blog colocou no ar sua primeira pesquisa. Durante dois meses (16 de setembro até 15 de novembro) os leitores puderam votar e expressar sua opinião sobre esta muito falada aliança entre Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho para montar uma chapa nas próximas eleições. O blog perguntou, Caso Ricardo Coutinho se alie a Cássio Cunha Lima você votaria nele para governador?.

Eram três opções: sim, não e estou em dúvida. Os resultados indicam que 65% dos votantes aprovam a aliança, enquanto 30% desaprovam, e não votaria em Ricardo. A pesquisa parte do pressuposto de que os votantes são eleitores de Ricardo. Deste modo, um terço destes não gostam da ideia de Ricardo se juntar com os Cunha Lima.

Esta pesquisa não possui validade científica, pois não trabalhou com amostras estratificadas da população do Estado, mas expressas tendências similares àqueles da pesquisa IBOPE, no qual 52% aprovam e 28% são contra, principalmente se consideramos seu pressuposto. Saindo do campo das dados quantitativos e entrando no campo das argumentações podemos inserir esta pesquisa em alguns análise macro da situação política do Estado para 2010.

Até agora a aliança vem sendo propagada e desejada com fervor por Cássio Cunha Lima e seus seguidores e aliados. Ricardo aceita por omissão, por não manifestar seu apoio ou recusa ao que está sendo dito. Ele sabe que está numa berlinda e que para vencer precisa de apoios e palanques no interior, mas a qual custo, fazendo aliança com que tipo de políticos e partidos?

O grupo dos Ricardistas não é maior que o grupo de Maranhistas e Cassistas, talvez seja similar aos Ciceristas. O grande diferencial de Ricardo é sua gestão em João Pessoa, suas novas ideias e resultados obtidos, e isso se dá num contexto de velhos nomes desgastados pela história e sua própria atuação. Isso lhe garante os eleitores desvinculados a políticos e partidos, o eleitor médio da Paraíba. Ou seja, é um momento único para o prefeito. Assim percebemos que essas pesquisas refletem mais a aceitação de  Ricardo entre os Cassistas, do que o contrário. E isso já se firmou, mesmo que Cássio fale que não quer, vai ficar registrado que um dia ele quis e lutou por tal aliança.

Neste momento temos o grande problema de Ricardo, abandonar sua base e até dar as costas para sua história e ideias para obter o apoio político e midiatico de Cássio. Se tal guinada for feita, ele não será mais Ricardo, mas sim, um dos fortes seguidores de Cássio Cunha Lima. Não terá mais sua base de apoio e será um alienígena na base de Cássio, um mero apêndice dos Cunha Lima, como já foi Cozete e agora é Cícero. Os dois vivem na pele os malefícios de sua fidelidade e apoio aos Cunha Limas. Ou seja, pode ser uma morte prevista do prefeito, com um leve suspiro se conseguir ocupar o poder.

As cartas estão na mesa, os próximos passos é que definirão como será as composições para 2010. Se Ricardo conseguir o apoio do PT e do PCdoB, como do PTB e PP ele terá muito musculatura que compense um possível apoio formal que ele pode vir a fazer para Cássio, o que será uma grande tristeza e um ponto negativo na renovação da política do Estado, haja vista que nestes últimos 30 anos a política paraibana se resumiu a uma briga entre Cunha Lima e Maranhão, seja no mesmo partido ou não.

Em breve o blog completará um ano de atuação e muitos leitores conquistados. E novas pesquisas estarão no ar.


Onde está o autoritarismo? E o fim de uma aliança – PMDB-PSB

5 novembro, 2009

O prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho é acusado de ser autoritário e querer impor um projeto pessoal de poder para as eleições de 2010. Mas para que serve tais “argumentos”? São utilizados no jogo para impor uma imagem negativa a Ricardo e outra positiva a Maranhão com bases superficiais. Vamos entender autoritarismo num sentido de senso comum, como alguém que deseja impor sua vontade dentro do jogo político e afastar desse sentido o que seria golpes de estado e outros eventos similares.

José Maranhão que de vez em quando afirma que está aberto a conversas com Ricardo e que no PMDB não há desentendimento, que há diálogo etc e etc. Esconde por baixo das palavras-manta o próprio projeto de poder. Vejam bem, o atual governador ficou no poder praticamente 8 anos de 1994-2002. Afinal Mariz morreu muito cedo e nem conseguiu dar o tom de seu governo. Após isso tentou emplacar seu sucessor, o tal Roberto Paulino e tentou mais duas vezes voltar ao poder sem sucesso.

Voltou agora para cumprir quase dois anos de mandato e assim fechar 10 anos de poder. Insatisfeito, quer ser candidato para 2010 e ficar mais 4 anos. Ou seja, algo em torno de 15 anos no poder e mais 25 anos influenciando os rumos do poder na Paraíba. É quase certo que Maranhão será candidato como 2 mais 2 são 4. E ai de quem questionar. Isso, é claro, não aparece, afinal o PMDB é um partido de diálogo e sem divergências.

Democracia também implica alternância, principalmente quando novas forças políticas possuem possibilidades claras de colocar seu projeto de governo e poder em prática. Luciano Cartaxo alardeia que muitos brigam e qualquer um quer ser vice de Maranhão sem pensar no projeto e no que politicamente o governador representa, neste momento. Desdenha se aliar a Ricardo, que tem mais coerência com PT do que Maranhão. Deseja ser vice como se outras vias não existissem.

Além desse passado todo, outra fato que fica é que Maranhão só aceita Ricardo se este apoiar seu projeto político de voltar ou ficar no Palácio da Redenção, muito embora isso não seja dito. Ninguém fala que ele é o candidato do PMDB, mas todos sabem que ele o é. Ou seja, o PMDB e o próprio Maranhão esconde seu autoritarismo imputando-o aos outros, aos adversários.

Assim, quem é o paladino do autoritarismo?

Mas afinal, o que temos? Temos um bloco de partidos aliados no qual um figura nova desponta com forte capacidade de conseguir ganhar o governo, algo até reconhecido claramente pelo oposição. E como natural, tal figura deseja colocar seu nome na rua para ser eleito e governar o Estado. Por outro lado, tal figura, como é de praxe, enfrenta dissidências dentro do bloco aliado, pois há intenções de governo por parte de outro membro do bloco.

Todos com suas intenções legítimas colocam seu bloco na rua para obter apoio, mas não se falam e nem tentam resolver suas diferenças, aí encaminham-se para a separação muda. Essa falta de comunicação e separação muda é a marca do fim desta aliança, não se trata desse ou daquele ter abandonado a aliança. Afinal, a aliança não era Maranhão forever (para sempre). E nem poderia ser.

A aliança acabou porque os dois tem projetos que se chocam e não desejam reduzir suas posições. Até aí tudo bem, mas o que é problemático, é não querer ou se evitar conversar, talvez por saber que esse papo vai chegar a canto nenhum e talvez gere apenas mais desgaste. Vamos deixar isso para as eleições de 2010, devem pensar o antigos aliados.

Como se vê falar em autoritarismo é apenas falácia no jogo político, não muito elevado que ocorre na Paraíba.


II Comentários a aliança Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima

10 janeiro, 2009

ricardo-cassio

Ainda repercute, agora já chamada de especulação a possível aliança entre Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima. Em comentário recente deste blog sobre tal fato afirmamos os problemas que envolve tal aliança, principalmente para Ricardo, já que o que se prega é ele se aliar a Cássio.

Este início de ano foi cheio de declarações que mostram, no mínimo, a inconsistência desta especulação. O senador Cícero Lucena em duas ocasiões se manisfestou e afirmou que se trata de idéia precipitada e inadequada e que não teme enfrentar nenhum candidato, entre eles Ricardo.  Para endossar indiretamente os problemas desta “aliança” Hervázio Bezerra em declaração até um pouco sentimental e de uma pessoa que procura entender o porquê das coisas, relatou (ou pensou alto) a “maldição” que se cai sobre aqueles que enfrentam o prefeito da Capital. Segundo ele o PSDB está refletindo sobre isso quando busca se estruturar e mondar suas estratégias política.

No outro lado do barco, Maranhão ressaltou a unidade que a oposição ao governo Cássio deve manter inclusive para 2010 e ainda listou o nomes fortes para esta disputa: Ele, Ricardo e Veneziano. Por fim, Milanez de volta a vereança, afirmou que os jovens políticos Ricardo e Veneziano devem esperar seu tempo chegar, pois a vez é do experiente Maranhão.

A unidade também é pregada pelo bloco PSDB-DEM, Cícero afirmou que “Tanto Efraim como eu temos a consciência de que quem tiver melhores condições para candidatura ao governo do estado terá o apoio do outro”.

Como se vê esta especulação não tem lastro político. A bipolaridade da política paraibana é uma constante há algum tempo. Entrentanto as possíveis distenções ou subloco pode haver. Como se vê, trata-se de especulação fofa. É aqui que deve morar as observações dos analistas:

Será que Ricardo ou Efraim possuem espaço, força e capilaridade política para sairem candidato sem o apoio e aliança do PMDB e PSDB? Será que eles possuem capacidade para coloca-se como candidatos a governador dentro destes blocos, mantendo a unidade? Se Efraim e Ricardo não conseguirem tal pretenções eles ficaram com a vice-governadoria ou com a vaga para o senado?

Entre eles Ricardo é o que possui maior chance de formar um subloco, pois poderá contar com o apoio do PT, se este querer formar chapa na majoritária e ainda não conseguir aliança com o PMDB, e com o PSB nacional se este lançar Ciro para Presidente. Enquanto que Efraim vai ter contar com a aliança PSDB-DEM a nível nacional que força esse alinhamento no nível local-regional e sua presença no bloco.

Veja: Comentários a aliança Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima

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