Amazônia em Foco: desmatamento e trabalho escravo

27 julho, 2009

Duas notícias nos mostra a cruel realidade da Amazônia. Não é apenas lá, é claro, mas é principalmente lá. E diga-se de passagem uma região importantíssima pra o Brasil e o Mundo.

A Nike anunciou nesta quarta-feira que não usará mais em seus produtos couro proveniente de animais criados no Bioma Amazônia. A decisão da empresa só será revertida se for “estabelecido um sistema confiável de governança, com rastreabilidade total de produtos da pecuária e a garantia de que esses produtos não estejam causando desmatamento”. Indiretamente é uma pressão sobre o governo brasileiro para que crie sistemas de gestão e fiscalização eficazes.

Veja nota:

A notícia é do sítio Greenpeace, 22-07-2009.

Para assegurar o cumprimento dessa política, a Nike vai pedir, por escrito, uma declaração de seus fornecedores atestando que o couro vendido à empresa não vem de gado criado no bioma Amazônia. A Nike deu aos seus fornecedores um prazo até julho de 2010 para implementar um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que seu couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a empresa estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.

A decisão da Nike é prova de que os mercados consumidores vão cada vez mais exigir da pecuária brasileira a adoção de práticas de sustentabilidade e, sobretudo, o fim da expansão de áreas de pasto sobre zonas de floresta. “A indústria da pecuária precisa valorizar o produto brasileiro no mercado internacional e garantir que não haja mais derrubada de árvores para a criação de gado. Qualquer iniciativa que apóie o desmatamento zero na região é um passo importante para garantir que a produção de gado na Amazônia não impulsione a destruição da floresta”, afirmou André Muggiati, do Greenpeace.

Em junho o Greenpeace lançou o relatório “Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre o desmatamento na Amazônia, a indústria da pecuária e grandes marcas internacionais, entre elas a Nike. No relatório, o Greenpeace demonstra como o couro de animais criados em áreas desmatadas da Amazônia é exportado para a China, pela empresa brasileira Bertin, onde entra na cadeia de abastecimento de empresas de alcance global.

Além da Nike, as italianas Geox (calçados) e Natuzzi (móveis e estofados) também anunciaram esta semana o compromisso de excluir produtos originários de áreas desmatadas de suas linhas de produção. Infelizmente, outras grandes marcas como a Adidas, Reebok e Clarks ainda se recusam a seguir o mesmo caminho. Todas essas empresas recebem couro da Bertin, que ainda não se comprometeu com o desmatamento zero na Amazônia, onde ela controla diversos abatedouros de gado.

“A decisão da Nike indica como o mercado vai operar daqui para frente. O Brasil terá que reestruturar sua cadeia produtiva se quiser continuar atendendo clientes internacionais e consumidores exigentes”, afirma Muggiati. A Nike, a Geox e a Natuzzi também assumiram compromissos com a erradicação do trabalho escravo, proteção de terras indígenas e áreas de conservação.

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O Ministério do Trabalho atualizou a lista de empresas sujas que praticam trabalho escravo no País.

assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Marcelo Campos, explicou que quem entra na lista perde vários direitos. “Qualquer infrator que passe a figurar no cadastro não recebe um centavo de financiamento público”, afirmou. “A sociedade civil, os consumidores e as grandes empresas têm utilizado o cadastro como referência nas suas ações comerciais. Os grandes supermercados não compram desses infratores, por exemplo.”

O cadastro é atualizado semestralmente e são incluídos na lista os nomes dos empregadores que não cabe mais recurso judicial em relação a infração de trabalho análogo ao escravo. São mantidos no cadastro aqueles que não quitam as multas de infração, casos de reincidência entre outros. Quem tem o nome na lista fica impossibilitado de fazer financiamento em instituições públicas e privadas.

Para que empregador tenha o seu nome excluído do cadastro, é necessário que por dois anos, contando a partir da da inclusão do nome na lista, ele tenha corrigido irregularidades identificadas durante inspeção.

LISTA.


Farra do Boi – reação: grandes empresas não vão comprar de quem desmata

13 junho, 2009

O relatório do Greenpeace, associado a ação civil pública do MPF do Pará caiu que nem uma bomba nas empresas agropecuárias que fazem a cadeia de boi, seja para carne seja para o couro.

Em nota as três maiores redes de supermercados afirmaram que não comprarão de fazendas denunciadas, veja:

Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar suspendem as compras de fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia e deverão trabalhar com auditoria de origem. 
Em reunião realizada na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no dia 8 de junho, as três maiores redes de supermercados do País, Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar decidiram suspender as compras das fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia. A ação é um repúdio às práticas denunciadas pelo Greenpeace. O setor supermercadista, através da Abras não irá compactuar com as ações denunciadas e reagirá energicamente. 

A posição definida pelas empresas inclui notificar os frigoríficos, suspender compras das fazendas denunciadas pelo Ministério Público do Estado do Pará e exigir dos frigoríficos as Guias de Trânsito Animal anexadas às Notas Fiscais. Como medida adicional, as três redes solicitarão, ainda, um plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos que comercializam não são procedentes de áreas de devastação da Amazônia.

A empresa Addidas também afirmou que convidou a Bertin, uma de suas fornecedoras e também uma das maiores empresas brasileiras do agronegócio, para uma conversa em sua sede, na Alemanha. A Adidas quer que a Bertin dê garantias de que não vai fornecer couro proveniente de regiões de desmatamento na Amazônia. Segundo a informação, a Adidas convidou, como testemunha da reunião, a organização ambientalista Greenpeace.

Por seu turno, a Bertin, um dos maiores frigorificos implicados na denúncia negou tudo indiretamente ao afirmar:

Sobre as considerações realizadas nesta segunda-feira, 01 de junho de 2009, no relatório apresentado pelo Greenpeace, a Bertin faz questão de esclarecer que  segue rigorosamente sua política de compra de gado acima detalhada e que todos os seus fornecedores são legais e não constam nem da lista suja – do Ministério do Trabalho e Emprego que condena práticas semelhantes à escravidão – nem de lista Embargada publicada pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Como resultado deste compromisso, a Bertin adotou o critério de figuração na lista para descredenciar fornecedores. Sendo assim, já excluiu 141 que constavam na lista de áreas embargadas e mais 24 por estarem presentes na lista suja.

Abaixo veja a lista de empresas noticicadas pelo MPF:

Frigoríficos apontados pelo MPF como corresponsáveis pelo desmatamento na Amazônia:

Ativo Alimentos Ltda (Mafrinorte)
Bertin SA
Coopermeat – Cooperativa Agropecuária e Industrial de Água Azul do
Norte/PA;
Fiel – Frigorífico Industrial Eldorado Ltda
Frigor Pará Ltda
Frigorífico Margen Ltda
Frigorífico Rio Maria Ltda
Redenção Frigorífico do Pará Ltda

Fábricas que usam derivados do boi como matéria-prima e que também foram apontadas pelo MPF como infratoras ambientais:
Bracol Holding Ltda
Brascouros – Durlicouros Indústria e Comércio de Couros, Exportação e
Importação Ltda
Couro do Norte Ltda
Kaiapós Fabril e Exportadora Ltda
Minerva SA

Empresas revendedoras que foram notificadas pelo MPF para evitarem a compra da matéria-prima ilegal:
Acadil Armazenagem Comércio e Distribuição de Alimentos Ltda
Arte e Carne Saúde Frigorífico Ltda
Asa Indústria e Comércio Ltda
Atacadão Distribuição Comércio e Indústria Ltda
Avipal Nordeste S/A (Perdigão)
Barra Comercial de Carnes Ltda
BBA – Indústria Opoterapica Ltda
Bompreço Supermercados do Nordeste Ltda
Bonanza Supermercados Ltda
Calçados Dilly Nordeste S/A
Carrefour Comércio e Indústria Ltda
Ceara Frangos
Centro Sul Comércio Atacadista de Carnes Ltda
Cereais Bramil Ltda
Coan – Alimentação & Serviços – Geraldo J Coan & Cia Ltda
Comcarne Comercial de Carne Ltda
Coteminas S.A.
Curtume Zeblue Ltda
D’Amazônia Indústria e Comércio Ltda
Del Monte Fresh Produce Brasil Ltda
Distcarnes – Distribuidora de Carnes Ltda
Distribuidora Codoense – F. C. Oliveira & Cia. Ltda
Distribuidora P H de Carne Ltda
Esmaltec S/A
Esperança Nordeste Ltda
Formosa Supermecados e Magazine Ltda
Fresenius Kabi Brasil Ltda. (Farmacêutica)
Friboi – JBS S/A
Gelita do Brasil Ltda.
GR S.A
Gran Sapore BR Brasil S.A.
Granja Selecta Ltda EPP
Grupo Pão de Açúcar – Companhia Brasileira de Distribuição
Hiper Mateus Supermercados Ltda
IFC International Food Company Indústria de Alimentos S.A. (Mister Z)
Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte Sa (Brilux, Even ETC.)
Intercontinental COmércio de Alimentos Ltda
J. B. Rações Nordeste Ltda
Líder Supermercados e Magazine Ltda
Lopesco Indústria de Subprodutos Animais Ltda
Makaru Indústria Comércio e Representações Ltda
Makro Atacadista Sociedade Anônima
Masterboi Ltda
Minerva S.A.

Nordeste Boi – Nordeste Comércio de Alimentos Ltda

Norsa Refrigerantes Ltda

Nutron Alimentos Ltda
Penasul Alimentos Ltda
Perdigão Agroindustrial S/A
Qualit Carnes – Comércio de Carnes Padre Cícero Ltda
Rações Mauricea – Mauricea Alimentos do Nordeste Ltda
Rebiere Gelatinas Ltda
Regina Alimentos S A
Roldão Auto Serviço Comércio de Alimentos Ltda
Rousselot Gelatinas do Brasil S/A
Sabugi Carnes – Comercial Sabugi Ltda
Sadia S.A.
Santos – Brasil S/A
Seara Alimentos S/A
Sendas Distribuidora S/A
Sincoplema-Soc Indl e Coml Prod Limpeza do Maranhão Ltd
Solabia Biotecnológica Ltda
Torlim Produtos Alimentícios Ltda
Vicunha Têxtil S/A.
Vulcabrás do Nordeste S/A
Wal Mart Brasil Ltda
WMS Supermercados do Brasil Ltda.
Ypê – Química Amparo Ltda
Ypioca Agroindustrial Ltda

Pessoas físicas (fazendeiros) e jurídicas (frigoríficos e outros) processadas:
Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A
Alcobaça Consultoria e Participações S/A
Antônio Lucena Barros
Arnoldo Silva Amorim Filho
Ativo Alimentos Ltda (Mafrinorte)
Benedito Mutran Filho
Bertin S/A
Bracol Holding Ltda
Brascouros – Durlicouros Indústria e Comércio de Couros
Companhia Agropastoril do Araguaia
Companhia Agropecuária do Arame
Coopermeat – Cooperativa Agropecuária e Industrial de Água Azul do
Norte
Couro do Norte Ltda
Daniela Maria Rocha Quagliato Conrado Antunes
Fernando Luiz Quagliato
Fiel – Frigorífico Industrial Eldorado Ltda
Francisco Benedito Geanetti
Francisco Eroides Quagliato
Francisco Eroides Quagliato Filho
Frigorífico Rio Maria
Kaiapós Fabril e Exportadora Ltda
Leo Andrade Gomes
Manoel do Nascimento Vieira Araújo
Marcelo Antônio Ferreira Lessa
Marconi de Faria Castro, Bertin S/A
Margarida Maria Barbosa de Oliveira Morais
Minerva S/A
Redenção Frigorífico do Pará
Regina Maria  Roque Quagliato Hernandes
Rosenval Alves dos Santos
Santa Ana Agropecuária e Industrial
Sebastião Alves de Araujo
Sebastião Lourenço de Oliveira
Tarley Helvécio Alves

Veja aqui o relatório-denúncia do Greenpeace

Veja aqui uma das ações do MPF


A farra do boi – grandes marcas implicadas na destruição da Amazônia

8 junho, 2009

Relatório do Greenpeace sobre a avanço do desmatamento na Amazônia implica as grandes fazendas de criação de boi em práticas ilegais e ambientalmente insustentáveis que geram o desmatamento da floresta amazônica. É desta fronteira que advêm a maior parte da poluição ambiental do Brasil que tem impacto direto no aumento do efeito estufa.

No relatório o Greenpeace segue o boi da origem ao consumo final e mostra como grandes empresas do mundo terminam por se envolver consciente ou inconscientemente com práticas que prejudicam a ambiente. Revela como o próprio governo Brasileiro está financiando este processo indiretamente, marca a contradição do país em defender a meio ambiente lá fora e não fazer o devido combate em casa.

O relatório marca ponto ao mostrar como a destruição é feita num processo de cadeia no qual uma rede de organizações, pessoas e até consumidores estão envolvidas. 

Vale a pena ler as matérias e o relatório:

Investigações de três anos do Greenpeace sobre a indústria da pecuária brasileira revelam que marcas de fama mundial como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, Wal Mart e Carrefour impulsionam, involuntariamente, o desmatamento da Amazônia. A pecuária brasileira é hoje o maior vetor de desmatamento no mundo e a principal fonte de emissões de gases do efeito-estufa do Brasil (1). O estudo do Greenpeace revela também que, nessa missão de devastação, a pecuária conta com um sócio inusitado, que tem entre suas atribuições zelar pela conservação da floresta amazônica: o Estado brasileiro.

Veja resposta do Wal-Mart:

O Wal-Mart Brasil considera muito graves as acusações apresentadas pelo relatório do Greenpeace sobre a ação da pecuária bovina na Amazônia, denominado “A Farra do Boi”, divulgado nessa segunda-feira, 1º junho de 2009. Para o Wal-Mart, é intolerável que fornecedores utilizem práticas ilícitas no seu processo produtivo ou insumos provenientes de cadeias produtivas irregulares. Em resposta aos fatos apresentados pelo referido relatório, o Wal-Mart já está em contato com seus fornecedores para obter explicações em relação às denúncias e, desta forma, tomar atitudes no curto prazo que sejam efetivas e sustentáveis. Paralelamente, está participando de discussões com instituições de reconhecida reputação no âmbito de responsabilidade social e sustentabilidade a fim de contribuir na construção de mecanismos e processos mais amplos que garantam a prática legal da pecuária bovina.

Relatório: CLICK AQUI


Fantástico diz que Amazônia tomada por estrangeiros é mito

14 janeiro, 2009

Do Blog Visão Panorâmica

Ontem (11/01/09) fui alertado por um amigo que solicitou minha atenção para um quadro, mostrado no Fantástico da Rede Globo, intitulado “Detetive Virtual”. Nesse quadro, o apresentador entrevistava o Sr. Eric Stoner, da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que derramava amores e solidariedade para a soberania brasileira sobre a floresta amazônica e contra a possibilidade de haver interesse de estrangeiros numa possível internacionalização. Quanto a isso, já era esperado. Afinal de contas, você acreditaria que, se houvesse mesmo um plano para invasão de qualquer lugar do planeta, um representante da embaixada americana o revelaria num programa de entrevistas do país alvo?

 

O que mais espanta, é que esquecendo nossa história recente e fatos gravíssimos que ocorreram no ano passado; o apresentador declara com total convicção para um internauta/telespectador (que fizera uma pergunta: sobre  um falso mapa do Brasil que roda pela Internet , mostrando a área da Amazônia como Território Internacional): “Para matar, de vez, esse assunto da ingerência estrangeira na Amazônia, mostramos outra história que ganhou a Internet. A lenda diz que livros didáticos americanos apontam a Amazônia como área internacional e não do Brasil e dos nossos vizinhos”. E continua com certeza arrebatadora: “Amazônia tomada por estrangeiros é mentira”.

 

É claro que a estória do livro era uma grande mentira. Já usei a tal imagem para ilustrar um artigo aqui no Visão Panorâmica (Conspirações, Índios e a Ganância Internacional) e é público e notório, na própria Internet, que se trata de uma “brincadeira” dos americanos.

 

O que estarrece, é que um veículo de comunicação gigantesco como a Rede Globo aparece dizendo veementemente que (repito) “Amazônia tomada por estrangeiros é mentira”.

 

Mas como eles podem afirmar isso, de forma tão veemente e segura, quando a própria Rede Globo informou que estrangeiros levam sementes, ervas, animais e outras coisas de grande valor da Amazônia e registram como se deles fossem? Foi assim como o cupuaçu, com o açaí, guaraná etc… E que, excluindo-se o cupuaçu (já recuperada a patente), se quisermos vender esses produtos no exterior temos de usar outros nomes ou pagar royalties aos estrangeiros?

 

Que a Rede Bandeirantes de Televisão mostrou, ao vivo e a cores, aldeias inteiras que já não falam sua língua nativa e nem o português; apenas inglês?

 

Jornal O Globo Noticiou em 16/04/08 o fato do Comandante do exército na Amazônia alertou para o perigo da presença maciça de estrangeiros sem qualquer fiscalização na Amazônia e do perigo que a política indigenista paternalista de nosso governo representava para a região?

 

Que o próprio New York Times publicou um artigo de página inteira em 18/05/08 conclamando o mundo a tomar uma posição sobre a internacionalização da Amazônia?

 

Que o Jornal O Dia em 16/08/08; noticiava que militares Brasileiros (durante uma patrulha na Amazônia) foram intimidados ao descobrirem uma base de mercenários da Blackwater em nosso território e descobriram que eles já estavam espalhados por uma área enorme por lá e em diversas plataformas de petróleo ao longo de nosso litoral? E que, inclusive, ogeneral de brigada da reserva Durval Antunes de Andrade Nery, coordenador de estudos e pesquisas do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), mostrou-se muito preocupado com a reativação da IV Frota Americana destinada a atuar em nossas fronteiras marítimas?

 

Isso sem contar o próprio relatório da ABIN que dispara um alarme sobre o perigo que representam as ONG’s e os estrangeiros que passaram a infestar a Amazônia?

 

Seria apenas coincidência que o Brasil pretende, só agora depois desse  relatório, ocupar maciçamente aquele território aumentando a presença militar de forma considerável na região?

 

Ora, caros leitores. Ao afirmar, com todas as letras e em caráter definitivo, que a presença de estrangeiros na Amazônia (com outros fins que não os humanitários) é mentira. O repórter; o programa e a emissora foram levianos ou preguiçosos (por não terem ido a fundo na questão que é grave e importante) e, principalmente, de não deixar bem claro que afirmavam isso apenas em relação ao tal vídeo fictício e ao mapa forjado. Ou tudo não passa de uma campanha de desinformação e de alienação digna da mais complexa teoria da conspiração e que foi elaborada por um cérebro perverso e dotado de uma inteligência maligna superior? A pergunta que deve ser feita é: A que interesses criar a desinformação serve?

 

Os estrangeiros SEMPRE quiseram botar as mãos em nossas inúmeras riquezas amazônicas. Uns aparecem por aqui e carregam na base da “mão grande”; outros são mais sutis e vão roubando aos poucos através das O.N.G.’s picaretas. Mas que a vontade internacional sempre foi de dominar a região e que o interesse existe; isso ninguém pode negar.

 

Nem mesmo a Rede Globo: (Veja a matéria do Fantástico aqui)