Grampo no TJ. Não foi o Protógenes quem fez.

20 março, 2009

Como a manchete diz. Antes que pensem que foi o Protogenes, digo que não foi. Interessante isso, porque a pressão e reportagens sem critérios contra o delegado, creio para alguns uma suspeita superficial e para outros uma certeza que Protogenes fez grampos ilegais. Mesmo que o Juiz De Sanctis afirme que a operação foi toda legal.

Notícia de hoje do G1 afirma que o desembargador presidente do TJ do Rio de Janeiro foi grampeado. Essse sim foi um grampo ilegal.  Colocaram uma escuta com fio ligado a antena externa no telefone do desembargador. Não se sabe ainda quem foi. Mas pelo visto a CPI dos grampos, que já dura mais de um ano, encaminhando-se para quase um ano e meio, talvez (com certeza) não vá se interessar por esse grampo ilegal. Suas investigações nesses dozes meses pairaram sobre vários objetos não identificados, e nada específicos, por assim dizer. E na sua seletividade fixou-se na Satiagraha.

Quais os interesses que tornam aquele grampo mais ilegal que este. Vale ressaltar que na PF quem faz os grampos são as operadoras, a mando da PF, com autorização da Justiça. E que a ABIN não possui nenhuma mala portátil para grampos wireless, por assim dizer. Embora questões específicas tenham aparecido, como: levar material de trabalho, escutas, para casa e mante-las em computador; comportailhar dados com a ABIN; fazer gravações pessoais com gravadores, tipo mp3; vazar informações para nossa querida e raivosa grande imprensa. 

Mas vamos ao grampo, esse ilegal:

 

O Serviço de Inteligência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro descobriu que o presidente do TJ, desembargador Luis Zveiter, o filho dele e o pai, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Valdemar Zveiter, tiveram os telefones grampeados.

O presidente do TJ-RJ foi informado nesta quinta-feira (19), pela Diretoria Geral de Segurança Institucional do tribunal, de que há oito meses suas linhas residenciais e celular foram monitoradas. Segundo a assessoria do TJ-RJ, uma escuta também foi encontrada numa tomada do gabinete do desembargador.

De acordo com o desembargador Luiz Zveiter, o grampo foi descoberto durante uma varredura no prédio do Tribunal de Justiça, na semana passada. Segundo ele, os agentes desconfiaram de um fio que estava conectado a uma tomada do seu gabinete. O mesmo fio estava ligado à antena do edifício. 

“Ainda não sabemos o responsável pelas escutas, o que sabemos é que foi feito um monitoramento ilegal no meu telefone, do meu pai e do meu filho. As investigações apontaram que o grampo já tinha sido feito havia oito meses atrás, e que a ação voltaria a acontecer nesta semana”, disse o desembargador.

Luiz Zveiter credita a autoria dos grampos a “insatisfeitos com suas medidas à frente da Corregedoria do TJ” e, possivelmente, à sua candidatura à presidência do Tribunal.

Luiz Zveiter já encaminhou um ofício para a Polícia Federal e para a Secretaria estadual de Segurança Pública. Além disse, ele afirmou que vai haver uma sindicância interna. Mas, segundo Zveiter, ainda não há suspeitos para o crime.

“Eu acionei a polícia e tomei algumas atitudes internas. Vamos acompanhar as investigações de perto e queremos que os responsáveis sejam identificados. O TJ vai tentar evitar que este tipo de escuta seja montada novamente”, afirmou. 
A Secretaria de Segurança informou que uma investigação foi aberta. 
A Polícia Federal informou que pode dar apoio às investigações.

Anúncios

Caso Manoel Bezerra: autoridades oferecem primeiras informações

29 janeiro, 2009

bezerra

Vejam este conjunto de reportagens sobre as investigações do caso:

 

Dois homens foram presos e outros dois continuam sendo caçados pelas polícias da Paraíba e de Pernambuco. Eles são suspeitos de participar da execução do advogado Manoel Bezerra de Mattos Neto, assassinado no último sábado, no município de Pitimbu, Litoral Sul paraibano.

Flávio Inácio Pereira – sargento reformado da Polícia Militar da Paraíba – foi preso, anteontem, em Itambé-PE pelo comandante geral da PM, Kelson Chaves. Ele foi levado para prestar depoimento na Secretaria de Segurança e Defesa Social e, em seguida, encaminhado para o 5º Batalhão, no bairro Valentina Figueiredo.

O segundo suspeito, José Nilson Borges, foi pego em Pedras de Fogo-PB, no mesmo dia. Na casa dele, foi encontrada uma espingarda calibre 12, que pode ser a arma usada no crime.

Ambos estão citados na CPI do Narcotráfico da Assembléia Legislativa da Paraíba e na CPI do Extermínio no Nordeste da Câmara Federal e serão apresentados hoje, em João Pessoa.

A entrevista também serviu para esclarecer que o segundo preso não foi Cláudio Roberto Borges. Ele, de acordo com as primeiras informações passadas pela polícia, seria o dono da arma usada no crime. O verdadeiro dono, que está preso na Central de Polícia, se chama José Nilson Borges e é irmão de Cláudio.

acusados

 

De acordo com o coronel Kelson, o sargento negou o crime e se mostrou indignado com as acusações. “Ele nega, é claro. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo”, disse o comandante.

Segundo ele, a prisão do acusado foi feita de forma simples, já que o mesmo não esboçou reação. “Nós fomos para lá, mas não tínhamos a certeza de que ele estivesse na cidade. Porém, eu acredito que se Flávio tentasse fugir seria pior porque era como se ele estivesse confessando o crime. Não foi o que aconteceu. Ele soube que estávamos na cidade a sua procura e foi ao nosso encontro”, contou.

Discutesse se o caso está ou não vinculado com grupos de extermínio e a CPI. Para o sercretário trata-se de um caso isolado:

 

O secretário Eitel Santiago (Segurança Pública) desvinculou nesta quinta-feira, 29, a execução do advogado Manoel Matos de sua participação na CPI dos grupos de extermínio, da Câmara Federal. Para Santiago, a morte foi por vingança e é caso “isolado” motivado por um depoimento pretado pela vítima em 2002 em um processo de assassinato contra o Militar Flávio Pereira. “Não se trata de um crime promovido por grupos de extermínio, aposta o secretário.”

Diferente do que vinham deixando transparecer os comandantes das investigações em sucessivas entrevistas, o secretário disse hoje que o caso ainda não foi elucidado.

Walter Brandão informou que o sargento da Polícia Militar Flávio Inácio Pereira, acusado de ser o mandante do crime, planejou o assassinato para se vingar porque o advogado teria testemunhado contra ele num processo em que ele é acusado de matar outras pessoas. Este processo o fez ficar preso por mais de dois anos.

No entanto, não há como separar completamente este crime da investigação que acontece há anos sobre crimes de pistolagem e grupos de extermínio, uma vez que o acusado é apontado e investigado pela CPI do Grupo de Extermínio. O advogado morto participou desta CPI e, por conta disso, testemunhou contra Flávio e contra outros investigados por crimes desta natureza.

—–

Segundo informações das autoridades políciais, a investigação deve durar 30 dias. Ainda, a OAB_PE pede solicitação oficial de deslocamento de competência das investigações do assassinato. O pedido oficial será encaminhado à Procuradoria Geral da República.


Luiz Couto relator da CPI do extermínio teme ser a próxima vítima

26 janeiro, 2009

luiz_couto08041

Declarações do deputado foram para o sistema correio da paraíba:

O deputado federal Luiz Couto disse nesta segunda-feira (26) que teme ser a próxima vítima do crime organizado depois do assassinato do advogado Manoel Bezerra de Matos Neto, de 44 anos, morto na noite do último sábado (24) com dois tiros de espingarda calibre 12 em Pitimbu, no Litoral Sul do Estado. 

 

Assim como Manoel Bezerra de Matos Neto, Couto foi um dos denunciantes dos grupos de extermínios que agiam na Paraíba e Pernambuco.

Luiz Couto revela que na época da denúncia foi encaminhado um relatório à Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos falando sobre o caso, que pediu ao governo brasileiro proteção para as pessoas que participaram ativamente da CPI do Extermínio como denunciante.

Apesar de ter acatado pedido durante algum tempo, o advogado deixou de receber a proteção pouco tempo depois, mesmo com a continuidade das ameaças.

Segundo o deputado QUATRO pessoas que participaram da CPI já foram mortas. Antes de ser morto Manoel Bezerra recebeu ameaças no final de dezembro de 2008. Couto (PT-PB) teme ser o próximo e tem suas razões. 

Que seja dada proteção para o deputado e outros da CPI e que a polícia consiga por os criminosos na cadeia, não apenas os executores, mas principalmente os mandantes! Como sempre ocorre no Brasil, apenas após um crime de grande repercussão as instituições agem com mais afinco no combate a determinados crimes, afinal tem que dar respostas a sociedade. O que é triste.


Manoel Bezerra da CPI do Extermínio é assassinado. OAB pede a Tarso investigação especial

25 janeiro, 2009

Notícia do portal correio.

O vereador petista e advogado pernambucano Manoel Bezerra de Mattos Neto, 40 anos, casado, que residia na cidade de Itambé, interior pernambucano, foi assassinado na noite deste sábado (24) com dois tiros de espingarda calibre 12. O crime aconteceu na praia de Acaú no município de Pitimbú, litoral Sul do Estado. A Polícia suspeita de vingança já que o vereador atuou como testemunha da existência de grupos de extermínio que agiam na Paraíba e no Estado vizinho Pernambuco.

Manoel Bezerra foi atingido por dois tiros, sendo um na região frontal com saída na nuca, e outro no esterno. O advogado era ligado a Sindicatos Rurais onde atuava na defesa de agricultores. Ele também foi um dos depoentes da CPI do Extermínio, na Câmara, que na ocasião, revelou nomes de paraibanos envolvidos em crimes de extermínio que agiam tanto na Paraíba como em Pernambuco. Desde então, Manoel recebia proteção da Polícia Federal.

 De acordo com a Polícia, confirmadas posteriormente pelo perito Wilton Videres, do Departamento de Criminalística, do IPC, os possíveis criminosos teriam sido vistos rondando a vizinhança, horas antes do crime ocorrer. Mas, como a cidade nesta época do ano recebe um grande número de turistas, os amigos acabaram não dando importância ao fato. Eles (os assassinos) usavam um automóvel Fiat, tipo Pálio, cor preta. As placas não foram identificadas.

Como ocorreu – Por volta das 22h30, dois pistoleiros se aproximaram a pé da entrada da residência onde Manoel Bezerra e amigos bebiam e, de armas em punho, ordenaram que todos deitassem no chão. Um deles, apontando e pressionando o cano da espingarda contra o tórax do advogado Manoel Bezerra, disse. “Todos se deitem no chão, com exceção desse ‘Boy'”, ordenou, pressionando ainda mais o cano da espingarda contra o peito da vítima.

Segundo relataram os amigos do advogado à Polícia, quando todos se deitaram, o pistoleiro acionou o gatilho, efetuando o disparo a queima roupa. Caído no chão, o pistoleiro deu um segundo tiro na região frontal de Manoel Bezerra.

O delegado Manoel Neto Magalhães, superintendente de Polícia Civil na região metropolitana de João Pessoa, se deslocou até o local do crime para coordenar as investigações que se estenderam por toda a madrugada, mas ainda não há pistas sobre o paradeiro e a identidade da dupla de assassinos.

Outras informações: 

Vice-presidente do PT de Pernambuco é executado em Pitimbu

Declarações do Deputado Federal Luiz Couto do PT-PB sobre o crime

Enterro será as 17h

OAB quer delegado especial para apurar assassinato

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, pediu ao ministro da Justiça, Tarso Genro, a indicação de um delegado especial da Polícia Federal para apurar o assassinato do advogado e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Pernambuco, Manoel Bezerra Matos Neto, de 44 anos. 

O advogado foi assassinado por dois homens encapuzados na noite de ontem, numa casa de veraneio na praia de Pitimbu, Paraíba. “É lamentável que um profissional do direito sofra uma violência tão grande. Vamos acompanhar de perto o caso, certos de que os assassinos e os possíveis mandantes do crime serão descobertos pela polícia”, afirmou o presidente nacional da OAB, por meio de sua assessoria. 

Manoel Bezerra, que morava em Itambé, na mata norte de Pernambuco, ficou sob proteção policial por um ano por ser um dos denunciantes do grupo de extermínio na cidade de Itambé, Pernambuco.