Raio X da violência na Paraíba. Assaltos, crimes, mortes e crack.

20 outubro, 2009

Crack

É cada vez mais notório o aumento significativo da violência na Grande João Pessoa (Capital, Santa Rita, Cabedelo, Bayeux, Lucena, Conde e demais) e também na Paraíba, aí temos Patos, Campina, Mamanguape e outros.

Cenas e fatos que você nunca tinha visto antes, ou que ocorriam uma vez perdida em anos começam a acontecer quase que a todo fim de semana. Invasão de casas, polícia recebida a bala, tortura, mortes por encomenda, sequestro relâmpago, assaltos a ônibus, artistas se envolvendo com crack etc.

Toda esta violência tem um centro nervoso, uma espinha dorsal que se chama CRACK. Trata-se de droga de baixa qualidade e preço, sendo aquela que possui os efeitos mais nocivos a saúde e a família. Ainda, é uma droga de fácil dependência, sendo seu vício extremo. Esta droga invadiu a Paraíba nos últimos anos, com o apoio de pessoas de outros estados. A PF aumentou significativamente a apreensão de crack no Estado. E isso é apenas um sintoma de algo bem maior.

Junto com o crack vem os assaltos, crime organizado, degeneração familiar etc. Esta droga invade todas as classes e cada uma responde de modo diferenciado. Para manter o vício as pessoas mais pobres partem para vender as coisas de casa e depois para assaltos pequenos e grandes. Os mais ricos começam vendendo seus pertences e endividando-se. Começam também a fazer assaltos, quando se veem encurraladas.

Como se pode ver, assaltos a ônibus, empresas de bairro, assaltos relâmpagos, roubo de carros para praticar assaltos viram formas de violência cotidianas a frenquentar jornais e indignar pessoas.

De outro lado, aqueles que não conseguem pagar pela droga, seja roubando ou vendendo o que tem, terminam ficando na mão dos bandidos traficantes e morrem. As mortes por encomenda, os acerto de contas começam a se tornar frequente. São crimes que possuem cada vez mais requintes de crueldade, provavelmente para mostrar e servir de lição para os demais futuros inadimplementos com o crime.

Desse modo, ossadas encontradas, mortes em frente de casa, invasão seguida de morte, assassinos da moto preta viram manchetes de jornais e incomodam a todos.

No meio de tudo isso estão as famílias e amigos. Nesse ponto, a família já está envolvida e começa a se desmanchar em brigas e discussões. Ninguém sabe mais o que pode ser feito. Em pontos extremos os filhos e filhas são presos em casa, são amarrados ou internados, para quem pode pagar pelo tratamento. Em outros casos, os filhos caem no mundo e ficam a mercê da própria sorte.

Comandando isso tudo estão organizações e bandos de criminosos que se alimentam da venda de crack e do consumo. Esses grupos vão ficando cada vez mais organizados e bem armados, aí começam a fazer frente a polícia. Começam a dominar regiões e em certos bairros e favelas o Estado que já erra ausente fica impedido de entrar. Quando entra é recebido a bala.

Dai nasce a passividade da polícia. Muitos policiais acham que deixar os bandidos se matarem e/ou as coisas correm solta é a melhor saída, mas pelo contrário, é deixar a sociedade refém desses grupos que ficam cada vez mais poderosos e concentrados. Nasce também a corrupção, que é um câncer para qualquer organização.

Isso é um circuito conhecido de muitos e muitos lugares. Vejam o caso do Rio, de São Paulo ou de Salvador. Isso tem um início. É o que estamos vendo aqui na Paraíba. Por isso, quando mais cedo o combate, a conscientização, melhores serão os resultados no futuro. Entretanto parece que estamos diante de um Estado, Governo e políticos inoperantes. A polícia entra em greve e ninguém está preocupado. Os jornais a cada dia só noticiam crimes bárbaros e o aumento da violência e ninguém acorda.

Trata-se, como se viu, de um problema complexos, não apenas de polícia, mas social. Depende da geração de emprego e renda, da melhoria da educação e estruturação familiar. Não é apenas combate, é conscientização.

A pergunta é: quando vamos começar a tratar esse tema com a devida seriedade? Quando uma figura de renome morrer ou falar que está viciada em crack? Quando a polícia for atacada pelos bandidos e ficar com cara no chão? Não se pode pecar nesse assunto, pois exemplos já temos, formas de combate também. Porque ficar parado?


Traficantes fazem estado paralelo em João Pessoa

12 junho, 2009

Duas notícias deste semana podem ser uma marca, diga-se de passagem, formal, de um processo que já vem amadurecendo nos últimos anos. A invasão do crack em diversos bairros da capital e a estruturação de grupos de criminosos que atuam para garantir a distribuição da droga. Desde o início do blog está é uma preocupação constante, é só fazer uma pesquisa em nossos tags.

ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE ESTADO?CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA?

Hoje trago duas reportagens que confirmam nossas preocupações:

Família expulsa de casa por traficantes:

Após ajuda da Secretaria de Ação Social do munícipio de Cabedelo, a família que foi agredida e expulsa de casa por traficantes de drogas no Renascer voltou para as ruas, pois a ajuda esperada só durou uma noite em uma pousada local.

A família, que passou a manhã toda na porta do Sistema Correio tentando ajuda para denunciar a situação que estavam passando, dessa vez retorna para dizer que a ajuda prometida pela Prefeitura de Cabedelo findou-se.

“Ficamos hospedados durante a noite na pousada, e na manhã de hoje fomos levados para umas casas da prefeitura no conjunto Renascer, mas todas as casas estavam ocupadas e ficamos mais uma vez na rua”, desabafa a Mãe, que tem a identidade preservada por questões de segurança.

 

Traficantes instituem toque de recolher

Os moradores da comunidade do Taipa, bairro do Costa e Silva, em João Pessoa, estão experimentando viver uma situação jamais vista, nem esperada, de ter seus direitos de ir e vir suprimidos pela bandidagem que toma conta da área. Os traficantes de drogas determinaram o ‘toque de recolher’ nas ruas da localidade após as 22h, sob de punição aos que desobedecerem.

Em reportagem assinada por Alessandra Bernardo, ilustrada por Stanley Talião, o CORREIO desta sexta-feira conta todo o drama de que é vítima a comunidade do Taipa há cerca de três semanas. Segundo a repórter, a nova rotina está mudando os hábitos da comunidade e afetando os estudantes do turno da noite, que têm que sair da escola às 21h30 para não serem ‘punidos’ com agressões físicas ou até a morte.

Muitos estudantes até já trocaram de turno com medo da situação. As denúncias são muitas, mas ninguém se arrisca a se identificar para não sofrer represálias, como um estudante que trocou de horário e revelou porque: “Ninguém é doido de contrariar as ordens dos bandidos, pois sabe que pode morrer de graça”.

 

Grupos organizados lutam pelo domínio do tráfico em João Pessoa:

O secretário estadual de Segurança Pública, Gustavo Gominho, admitiu na tarde desta quarta-feira 10 que a grande quantidade de mortes que estão acontecendo em João Pessoa nos últimos dias são financiadas pelo tráfico drogas e que as ordens para as execuções estão vindo de dentro dos presídios.

“É uma briga entre grupos organizados pelo domínio do tráfico de drogas em áreas da Capital”, afirmou.

A declaração Gominho foi feita durante entrevista coletiva concedida na tarde de hoje na sede da secretária de Segurança, localizada no Bairro de Mangabeira, para anunciar uma série de ações que serão desenvolvidas pelas polícias Civil e Militar no combate à criminalidade.

O secretário revelou que já tem os nomes dos mentores, que são presidiários, faltando apenas identificar os executores, bandidos que estão em liberdade, o que deve acontece nos próximos dias.

Gominho disse também que depois de identificar a ação, montou um plano de operações que se dividiram em três frentes de atuação: “primeiro irá desarticular as quadrilhas; segundo realizará um trabalho de prevenção ostensiva, que acontecerá em forma de blitz nas periferias e bairros nobres da Capital; e por fim executará uma operação que não pode revelar, mas que será desencadeada nos próximos dias, onde deverão ser identificados e presos os executores”. 

Lembrem, isso é apenas o começo! Se a situação não for combatida de início, a qualidade de vida tão pregada como marca de João Pessoa vai para o beleleu.


Suspeita: Drogas em troca de votos

16 abril, 2009

Juíza confirma as denúncias e PF investiga o uso de drogas em troca de votos da eleição municipal de Santa Rita, uma das cinco maiores cidades do estado. É notório o crescimento da venda e consumo de droga na região metropolitana e estas ligações políticas são alarmantes, pois mostra outra face nefasta do trafico.

Por enquanto há uma investigação em curso na PF e o deputado Magno Malta tem interesse na investigação. Veja reportagem:

Em entrevista ao ClickPB, a juíza confirmou que recebeu denúncias com fortes indícios dos supostos crimes. 

O esquema teria sido operado por candidatos a cargos eletivos na cidade que detém o terceiro maior eleitorado da Paraíba e diante da gravidade dos fatos, Ângela optou encaminhar os elementos coletados pela Justiça Eleitoral para o delegado da Polícia Federal, Derly Brasileiro, que na época comandava uma operação de combate a corrupção eleitoral.
 
“Recebíamos ligações anônimas dando conta deste esquema que relacionava o narcotráfico a compra de votos, mas na época nada foi provado e diante da gravidade dos fatos entrei em contato com a Polícia Federal para que apurasse as denúncias e os indícios de que alguns candidatos estariam cometendo estes crimes”, disse Ângela. 

Mesmo sem uma conclusão final sobre o caso, Ângela confirmou que os indícios de políticos ligados ao narcotráfico são fortes e que o caso está nas mãos do delegado Derly Brasileiro. 

No início de março o vereador Adônis Júnior (PMDB), se manifestou favorável a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. 

O senador Magno Malta (PR/ES) afirmou ao ClickPb ao ser questionado sobre o caso da troca de votos por drogas na cidade de Santa Rita que vem sendo apurado pela Polícia Federal, que no Brasil já foram detectados situações semelhantes ao caso da Paraíba, podendo citar o caso do deputado Hildebrando Pascoal, do Acre, que em 22 de setembro de 1999, a Câmara dos Deputados cassou o mandato do deputado, do Acre, por quebra de decoro parlamentar. 

Pascoal era um dos alvos da CPI do Narcotráfico e estava sendo investigado por assassinato, participação em esquadrão da morte e tráfico de drogas no estado. À CPI, ele confessou ter assinado bilhetes para ajudar traficantes a escapar de barreiras da policia. 

O Senador Magno Malta disse que a solução para casos como esses, é que o congresso possa rever a legislação com relação ao consumo de drogas, onde a punição atinja não só o traficante e sim o usuário. “É impedindo que o usuário consumisse as drogas, quebraremos a cadeia do trafico, impedindo o sucesso do traficante”, disse o senador. 

Como tomei conhecimento deste caso da Paraíba agora, estaremos prontos para apurar o assunto e em breve terei respostas para o povo da Paraíba.


Paraíba é rota do tráfico em larga escala

4 março, 2009

A polícia Federal da Paraíba vem fazendo um bom trabalho no combate ao tráfico, mas parece que é popuco, haja visto o seu crescimento e o consumo assustador de drogas. Este tema já virou ladainha no Blog, vejam nossos outros posts. Estamos acompanhando esse processo e cremos que a polícia civil não está fazendo seu papel. Agora é cobrar ações concretas, não apenas apreenssões.

O mapa do tráfico em João Pessoa

Casal de jovens assaltam e matam por crack

Tráfico na Paraíba mostra sinais de agravamento

Escalada do crack: PF prende 75Kg e 39 mil reais com traficante na PB

Vejas as noticias que confirmam o crescimento desta forma horrível de crime:

PF apreende 26 Kg de cocaína em JP e aponta crescimento “assustador” do consumo

A Polícia Federal apreendeu 26 quilos de cocaína no bairro da Torre em João Pessoa. Para a PF, as apreensões sinalizam o ingresso da Paraíba na rota do tráfico em larga escala. Em menos de três meses, agentes interceptaram mais de cem quilos da droga – volume maior do que o registrado durante todo o ano de 2008.

– O crescimento do consumo é assustador, avaliou o assessor de comunicação da PF, Deusimar Guedes.

– A situação está piorando, acrescenta Guedes.

A nova apreensão aconteceu na tarde da segunda-feira 3, no bairro da Torre. Quatro pessoas foram presas e levadas para a superintendência da PF.

O quarteto tinha armas e vasta munição.

O material apreendido será apresentado dentro de instantes.

PF revela: 80% da droga que circula em JP é comandada por detentos do PB1

Droga apreendida pela PFA Polícia Federal fez nesta quarta-feira 4 uma revelação estarrecedora: cerca de 80 por cento da droga em circulação na Grande João Pessoa é comandada por presos do Presídio de Segurança Máxima PB1, em Mangabeira. Somente esse ano agentes da PF já apreenderam mais de 123 quilos de crack e cocaína.

Segundo o assessor de comunicação da PF, Deusimar Guedes, a droga apreendida nesta segunda-feira, 2 (26 quilos de cocaína) proveniente de Mato Grosso havia sido encomendada por um grupo de detentos do PB1 através de um ex-presidiário que se encontra em liberdade.

O detento contratado para receber a droga foi subornado por membros de outra facção de presos existente naquele presídio de segurança máxima.

O objetivo era receber a droga, matar o motorista da carreta, abandonar o corpo no Estado de Pernambuco e desviar o veículo e droga, dando a entender que a droga teria desaparecido e não iria chegar ao destino.

Rota da droga

Segundo Guedes a rota da droga até chegar a Paraíba nasce na Bolívia, entra no Brasil pela região Norte de onde é dissiminada para todo o País – incluindo a Paraíba, onde a PF atesta crescimento “assustador” de consumo.

A região mais visada pelos traficantes é a Grande João Pessoa.

Ultimamente a droga que mais cresce em comercialização é o crack – derivado da cocaína. O apelo do craque é o baixo preço. No entanto a maconha continua sendo a droga mais consumida pelos viciados.

Segundo estatística da PF somente em 2008 foram apreendidas 112 quilos da droga, mas apenas nos primeiros dois meses de 2009 já foi superada o volume de apreensão da droga, chegando a 123 quilos.

Identificação

A Polícia Federal jgarantiu hohe que á conseguiu identificar todos os detentos do Presídio de Segurança Máxima PB1 envolvidos com a dissiminação de drogas na Grande João Pessoa.

Os nomes estão sendo preservados para não atrapalhar investigações que os agentes da PF continuam realizando para descobrir pontos de venda de drogas.