As previsões sobre a crise para o Brasil

17 janeiro, 2009

De 0,5% a 4% são as previsões de crescimento do PIB brasileiro feita pelas mais diversas instituições mundiais. Entre os mais otimistas, a contar de hoje, estão não só o governo federal, mas a agência Moody’s. A ONU possui a previsão mais pessimista. De qualquer forma todas estas previsões apontam um crescimento menor do que aquele que o país vinham tendo nos últimos anos. Por outro lado, são previsões melhores do que aquelas para as grandes potenciais mundiais. Isso mostra que a crise chega ao país na forma de desaceleração, mostra que a economia brasileira possui maior robustes para enfrentar a crise.

ONU – 0,5% / FMI – 3,5% / BM – 2,8% / FOCUS – 2% / MOODY’S – 4% / CNI – 2,?% / CEPAL – 2,?% / GOVERNO – 4% / BC – 3,2%

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Quando se coloca as previsões do governo no meio das demais, percebe-se que não se trata de uma coisa sureal os 4%. O governo está atento e é um dos maiores interessados para que o país passe da melhor forma este período, nesse sentido, as notícias, muitas alarmantes sobre a crise no país, não é uma forma séria e responsável de tratar o assunto. É necessário ver que todos estão no mesmo barco e que no meio da tempestade as previsões ficam no lugar dela, como previsões. Alguém vai acertar, mas quem? É necessário tratar dos mecanismos para combater a crise e não ficar alardeando a “chegada” da desaceleração, ela já tá aí e todos sabem. Este não é o momento de sabotagem, mas de discussão e trabalho em conjunto ou com a mesmo visão.

Veja: https://olhosdonorte.wordpress.com/2008/12/11/as-apostas-sobre-o-futuro-economico-do-brasil/


Brasil, crise econômica e mídia

27 dezembro, 2008

 

Saiu no Jornal do Brasil

O Brasil vai sofrer um processo de desaceleração em seu ritmo de crescimento no próximo ano, principalmente pela onda de incertezas que leva investidores e consumidores a reverem seus projetos, adiando gastos e decisões de expansão da capacidade produtiva.

A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Langoni.

– Vai ser uma desaceleração forte. Mas, eu diria que, em termos relativos, o Brasil ainda vai estar bem na fotografia, porque vamos crescer provavelmente acima da média da maioria dos países da América Latina, que vão sofrer forte contração, como o México, a Venezuela e a própria Argentina. Vamos ficar acima da média de crescimento mundial, que deve ser em torno de 2%. E, o que é mais importante, não vamos mergulhar no abismo recessivo.

A desaceleração será provocada também pelo contágio das restrições de crédito, que “está mais escasso e caro”, e pela queda do preço das ‘commodities’ (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional), que já está afetando setores importantes da economia, como o de mineração, e alguns setores exportadores, disse Langoni.

Ele acredita que o país vai cair de um pico de quase 7% no terceiro trimestre de 2008 para algo em torno de 3% em 2009. O grande desafio, na sua opinião, é o Brasil se preparar para sair o mais rápido possível da crise.

– Ou seja, voltar a crescer acima da economia mundial e mostrar sinais de recuperação.

 

Comentário bem pertinente do Blog do Azenha:

A narrativa da mídia corporativa é de que o Brasil afundará com a crise. Mistura de incompetência com torcida e provincianismo.

Provincianismo porque os editores estão acostumados a repetir, sem visão crítica, o padrão do noticiário que vem de fora. E como lá fora só se fala em crise o assunto vai parar nas manchetes brasileiras sem que os editores se preocupem em contextualizar.

Agora que o dito Primeiro Mundo vai afundar eles estão loucos para o Brasil afundar junto. Vamos perder logo essa chance de ser do Primeiro Mundo?

Já a “torcida” tem relação com um projeto político: o do governador paulista José Serra. Uma “carnificina” no Brasil, causada pela crise econômica, prepararia o eleitorado para eleger Serra em 2010.

E outro tanto debito à incompetência pura e simples de nossos editores. Conheço um que saliva com todas as notícias de que o mundo vai acabar. O contentamento dele em testemunhar algo parecido com a crise de 1929 é inacreditavel. Por lidar com Economia, o editor a que me refiro está se sentindo útil como nunca, traduzindo para os colegas o economês.

O problema de juntar mentes colonizadas e incompetentes em um só ambiente é esse: elas são incapazes de fazer uma leitura independente da crise, discernindo entre o Brasil e outros países do mundo.

O fato concreto é que a economia brasileira mudou muito nos últimos anos. O Brasil diversificou os seus mercados, fortaleceu as suas reservas e desenvolveu um mercado interno. Tornou-se, portanto, mais resistente às crises internacionais.

Difícil saber se o Brasil vai de fato crescer em 2009. O presidente Lula fala em 4%. Já li previsões de todo tipo: de 0,5% a 3% de crescimento. Nos outros BRICs a situação está se deteriorando rapidamente. A situação mais complicada é a da Rússia, extremamente dependente das exportações de petróleo. China e Índia também revisaram para baixo as projeções de expansão econômica.

Seja como for, num quadro de crise mundial o fato de o Brasil crescer, se de fato acontecer, será extraordinário. Ainda que o Brasil cresça apenas 2% o governo Lula poderá cantar vitória. Meu ponto é esse: se a mídia corporativa acredita que está ajudando o projeto político de José Serra ao anunciar a implosão econômica do Brasil, pode se dar muito mal. Se a implosão não acontecer, o governo Lula terá a faca e o queijo na mão para dizer: graças à habilidade de nossa política econômica, sobrevivemos num quadro de hecatombe mundial. Não é hora de mudar. Votem na Dilma.


As apostas sobre o futuro econômico do Brasil

11 dezembro, 2008

Segundo notícia do Estadão: Brasil é o único dos Brics que mostra aceleração no 3º trimestre. Taxa de crescimento da economia brasileira saltou de 6,2% entre abril e junho para 6,8% de julho a setembro

 

 “O Brasil foi o único dos Brics – grupo de países emergentes formado também por Índia, China e Rússia – cujo Produto Interno Bruto (PIB) acelerou do segundo para o terceiro trimestre de 2008, comparando com o mesmo período do ano anterior. A taxa de crescimento da economia brasileira, em 12 meses, saltou de 6,2% entre abril e junho para 6,8% de julho a setembro. A China viu seu PIB recuar de 10,1% para 9%, no primeiro resultado abaixo de dois dígitos em cinco anos. A Índia desacelerou de 7,9% para 7,6%, e a Rússia saiu de 7,5% para 6,2%.”

 

 Enquanto países ditos emergentes como China, Índia e Rússia mostravam tendência de queda em seus PIB’s trimestrais o Brasil mostrava tendência de alta. Enquanto a crise já atingia silenciosamente países centrais com repercussão em países emergentes, o Brasil ainda não tinha sido “atingido”. O PIB do último semestre deste ano dará mais pistas sobre projeções futuras. A tendência segundo comentários e noticiários é que a crise ao sair do silêncio e estourar em outubro vá atingir a economia brasileira, mas a pergunta é: o quanto?

 

 Será que o Brasil ao sentir retardatariamente a crise também irá senti-la com menor intensidade que os demais emergentes? Não se está falando que o país está crescendo mais que Rússia, China ou Índia, mas sim, que está sendo menos abalando. As cartas estão a mesa…. O que dirá nossos economistas.