Paraíba não vai bem em Educação e Segurança.

19 outubro, 2009

Nesta semana saíram algumas informações que mostram como a Paraíba anda tem muito o que fazer. Revela como muito pouco foi feito em educação e saúde.

Uma pesquisa realizada pela oscip Viva Comunidade fez uma radiografia da apreensão e mortes por armas de fogo em todo Brasil. Segundo a pesquisa, a Paraíba está entre os estados em que houve o maior aumento no número de mortes por armas de fogo entre 1996 e 2006 (período de realização da pesquisa).

Veja aqui a pesquisa completa

Os índices revelaram que o Estado está em quarto lugar, num ranking nacional, em que a taxa de mortalidade por armas de fogo cresceu 125% em entre 1996 e 2006. Dados mais atualizados mostram que, entre 2003 e 2006, o crescimento é de 33%, ocupando a quinta colocação.

Considerando somente a evolução a partir de 2003, segundo a pesquisa, foram observados maiores aumentos nas taxas nos estados do Maranhão (36,0%), Paraíba (33,0%) e Rio Grande do Norte (30,5%). 

Para efeito de comparação, o estado de Pernambuco, que tem um dos maiores índices de violência do país, teve um crescimento de 34% nos dez anos da pesquisa e conseguiu ter uma redução de 6,9% entre os anos de 2003 e 2006.

O G1 realizou um levantamento a partir de informações do Ministério da Educação (MEC) que mostra que os professores da rede básica de educação da Paraíba têm a segunda pior média salarial do Brasil, com um salário de R$ 1.057, perdendo apenas para Pernambuco com uma média de R$ 982.

Leia aqui a matéria completa do G1

Segundo um levantamento feito pela Paraíba1, a maior remuneração que um professor da rede municipal de ensino de João Pessoa pode receber é de R$ 1.092,44 e de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa (Sintem), esse valor vale só para os professores licenciados.

Em 2003, a média nacional era de R$ 994, o que revela um crescimento de R$ 53,6% na renda dos professores nos últimos cinco anos. Em relação a 2003, quando 19 estados remuneravam seus professores com valores inferiores à média nacional, houve uma pequena melhora dos salários.

Com certeza esses temas devem fazer parte da campanha de 2010. Há que se fazer propostas concretas e não apenas discurso para iludir e ganhar votos. Tem que se tratar a questão de frente. Os problemas já batem a porta, sejam o crescimento do crack e a greve da política civil e delegados.

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Estudante processa faculdade por não conseguir emprego

18 agosto, 2009

Qundo esta vendo as notícias sobre fieis que processaram a IURD por que deram todo o seu dinheiro e não obtiveram a properidade que era prometida, lembrei deste caso americano, no qual uma aluna processo a faculdade por não conseguir emprego.

A mercantilização deste tipo de relação (educação e religião) é algo muito complicado e prejudicial. Quando alguém sai da faculdade ele tem melhores oportunidades de emprego, não a garantia deste. O mesmo com a igreja, ninguém entra na igreja para ficar rico.

Mas neste novo contexto social, onde tudo é possível, em que a luta pela sobrevivência das organizações está cada vez mais selvagem parece que vale tudo! Para conquistar e manter o cliente, cada vez mais exigente…. A pergunta é, será que temos que ler as relações sociais todas desta mesma forma, sob este mesmo prisma? Já, já alguma noiva entrará na justiça, pois o marido não foi aquilo tudo que parecia ser.

Uma mulher em Nova York está processando a faculdade onde se formou em abril por não conseguir arrumar um emprego, segundo o jornal “The New York Post”.

Trina Thompson, 27, entrou com o processo contra o Monroe College na Suprema Corte do Bronx (bairro no norte de Nova York) na semana passada.

Ela alega que o Departamento de Progresso na Carreira da faculdade não lhe ofereceu o apoio que havia prometido.

A ex-estudante, que se formou em um curso de tecnologia da informação, pede uma compensação no valor dos US$ 70 mil, que seria correspondente a seus gastos com os estudos na instituição.

“Eles não tentaram o suficiente para me ajudar”, alega Trina no processo.

Esperanças
A mãe dela, Carol, afirmou que sua filha está “muito brava com a situação” e que Trina tinha colocado “todas as suas esperanças” na faculdade.

Os empréstimos contraídos pela família para pagar seus estudos estão começando a ser cobrados agora.

Um porta-voz do Monroe College disse que o processo é “completamente sem mérito”, e que a faculdade ajuda seus alunos a encontrar emprego.

“A faculdade se orgulha do excelente apoio ao desenvolvimento da carreira que oferece para cada um dos nossos alunos, e esse caso não merece mais considerações”, afirmou.


Aprender-Ensinar a ensinar. Segredo de Cuba e desafio para o Brasil?!

10 agosto, 2009

Interessante entrevista trata do desafio de melhorar a educação no Brasil. Vale a pena ler o livro do autor.

Vejam:

Para Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular

“Por que alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?” A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países.

No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle. “Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil.”

Para ele, o problema também atinge a rede particular. “Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá.”

Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. “Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la.” Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro “A Vantagem Acadêmica de Cuba”, patrocinado pela Fundação Lemann.

Leia a entrevista:

– O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?

Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio… [entre outros].

– Qual a metodologia do estudo?

Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor.

– Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem?

Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto.

– Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?

LEIAM MAIS AQUI!


Caso Elisa. Ex-secretária prova que estava dentro da lei

23 julho, 2009

Primeiro, vamos relembrar e entender o caso.

No ano de 2008, o jornalista Clilson Júnior apresentou denúncias em seu Blog sobre uma suposta irregularidade na contratação da professora Elisa Gonsalves para desenvolver um projeto na Prefeitura Municipal de João Pessoa. A matéria intitulava-se “Marajá? Prefeitura de JP empenha 174 mil para ex-secretária da educação”. O portal ClickPB também veiculou a notícia, no dia 12 de julho de 2008: “Prefeitura de JP paga R$ 174 mil por curso de secretária demitida”.

A falsa notícia foi transformada em assunto do programa de propaganda eleitoral dos candidatos João Gonçalves e Francisco Barreto, que denunciavam um suposto favorecimento, já que a professora tinha exercido o cargo de Secretária de Educação do Município de João Pessoa.

Em 2009, o ClickPB noticiou: “Aníbal diz que já denunciou caso de Elisa ao Tribunal de Contas”, referindo-se ao deputado Aníbal Marcolino. No dia 31 de março de 2009, o ClickPB noticiou “Devolver dinheiro é assumir irregularidade da PMJP, diz Hervásio sobre caso de Elisa”, referindo-se ao vereador Hervásio Bezerra.

Deu uma rápida olhada no site Clickpb e blogdoClilson e não vi nada sobre a nota de Elisa, não houve nenhuma retratação ou sequer uma replicação da nota de Elisa.

Veja nota da Elisa:

JUSTIÇA APROVA TRABALHO DA PROFESSORA ELISA GONSALVES

Tribunal de Contas, Ministério Público e Fazenda Pública constataram que denúncias contra ex-secretaria de Educação do município de João Pessoas não procedem e afirmam “notória especialização” da professora.

A professora Elisa Gonsalves, ex-secretaria de Educação do Município de João Pessoa, intensifica com mais felicidade o seu trabalho de formação dos profissionais de educação. Sua felicidade se deve ao fato de que a Justiça se pronunciou em três instancias diferentes sobre as calunias que foram noticiadas sobre ela no último ano.

Denúncias feitas pelo blog do Clilson que a acusavam de ser marajá da educação municipal, e posteriormente usadas na campanha eleitoral de 2008, foram analisadas pela Justiça. Nenhuma irregularidade foi encontrada. A professora não recebeu R$ 174 mil nem devolveu dinheiro.

Ficou provada a inocência da professora Elisa em três instâncias diferentes da Justiça, a 7ª Vara da Fazenda Pública, o Tribunal de Contas e o Ministério Público.

O Juiz João Batista Vasconcelos, da 7ª Vara da Fazenda Pública, afirma em seu parecer: “à luz do que consta no contrato em questão, resta demonstrada a notória especialização da contratada, eis que seu trabalho é marcado por características individualizadoras, restando evidenciado que sua atividade é a mais adequada à plena satisfação do objeto do contrato”. Também destaca que a singularidade exigida na Lei é encontrada nas características que estão presentes na contratada, no caso a professora Elisa.

O Juiz conclui que a contratada, professora Elisa, “reúne uma excelência curricular, sendo singular no mercado, detentora clara de notória especialização, conforme corroboram os documentos acostados aos autos, preenchendo, assim, os requisitos exigidos legalmente para enquadrar-se na hipótese de inexigibilidade de licitação. Portanto, não há o que se falar em nulidade do Processo Administrativo”.

Prestígio e notória especialização

Em 25 de maio de 2009, o Ministério Público também se pronunciou sobre as denuncias. O Promotor de Justiça, Adrio Nobre Leite, promoveu o arquivamento do processo, que foi iniciado por um ofício do ex-vereador Severino Paiva. O Promotor afirma que “houve a confirmação do ajuste à legalidade, a partir da manifestação trazida pela auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, inclusive com a constatação de que os valores percebidos pela professora não se destinaram somente à mesma, mas a uma equipe”.

O Promotor afirma que “a competição resta inviável, em virtude de estarmos diante de uma profissional habilitada à prestação de um serviço técnico especializado, consistente em treinamento profissional, por ser merecedora de prestígio e reconhecimento (notória especialização)”, o que tornou singular a referida profissional.

O Promotor afirma ainda que “não há, destarte, que se questionar a qualificação relevante da profissional tanto no mercado local quanto no âmbito nacional”.

Informada destas decisões judiciais, a professora Elisa disse que vai continuar processando por danos morais os responsáveis pela veiculação das falsas reportagens. “Os danos causados à minha imagem, ao meu trabalho e à minha saúde foram imensos. Infelizmente, até hoje tenho que lidar com comentários grosseiros. Mas sigo confiando na Justiça.


Para brasileiros e PNUD, país carece de VALORES.

15 julho, 2009

Já está definido o assunto do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil. Por escolha da maior parte dos 500 mil brasileiros que responderam à pergunta “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”, da pesquisa Brasil Ponto a Ponto, o tema do estudo será “valores”.

Nas respostas à consulta, a falta de respeito, honestidade, amor, responsabilidade e de virtudes similares foi mencionada mais vezes do que questões como educação, segurança, saúde ou emprego. Para o coordenador do relatório, Flávio Comim, o resultado é surpreendente e só foi possível porque a consulta tinha uma pergunta aberta. Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse tipo é feita com questão aberta, que permite que as pessoas escrevam a resposta que quiserem. A iniciativa é inédita – em nenhum outro lugar do mundo, o tema do relatório nacional feito pelo PNUD foi decidido dessa forma.

“As respostas abertas permitiram que as pessoas falassem o que quisessem. Não só o que deveria mudar para suas vidas mudarem, mas também os comos e os porquês daquilo”, salienta Comim. “Nas respostas, você vai encontrar problemas relacionados a saúde, educação, emprego. As novidades foram os comos e porquês. Este é o diferencial.”

Os valores mais citados pelos participantes da consulta foram respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência. Para o coordenador do relatório, isso “nos leva a um conceito novo de valores de vida: nem só morais ou éticos, nem só financeiros, são os valores praticados no dia-a-dia.”

Dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH, estudantes dos ensinos fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Apesar de a consulta ter alcançado grupos bem diversos, Comim conta que os principais pontos levantados foram basicamente os mesmos. Nos primeiros lugares das questões mais objetivas (os pontos compreendidos pelo PNUD como “valores” vieram muitas vezes acompanhados de outras questões) estão educação e violência. Esses dois temas terão destaque no relatório. Comim conta que o que mais apareceu em relação à educação não foi uma demanda por mais conteúdo nas escolas, mas uma carência de que o espaço escolar também transmita valores aos alunos.

Sobre a violência, o que mais apareceu foram reclamações sobre a violência contra a pessoa – agressões, violência doméstica – em detrimento da violência contra a propriedade, como roubos e furtos. A conclusão que se tira disso, para Comim, é de que “o problema é muito maior. Significa que a sociedade resolve seus conflitos de forma violenta.”

Terminada a pesquisa, que parou de receber contribuições em 15 de abril e teve os dados computados até meados de junho, o desafio agora é materializar o tema “valores”. O relatório deve ser publicado até o início de 2010 e seu primeiro caderno abordará a experiência da consulta.

Veja uns exemplos. É por esses e outros que começamos a pensar em valores:

Até Pedro Simon do PMDB nos envergonha, leia o porque neste link.

O senador Simon está com vergonha e pensa em voltar para Porto Alegre (Por causa de Sarney). Aqui ele poderá viver sem vergonha, orgulhoso de seus aliados e do governo que apóia e ajuda a sustentar no Estado (Yada Crusius).

Precisa dizer mais ? Eu também estou envergonhado.

A mídia é desmascara em seu momento sem vergonha, lei o porque nesse link aqui.

VALDO CRUZ – Você sabia?

BRASÍLIA – Você sabia que todo funcionário terceirizado do Senado tem de registrar presença diária num moderno sistema de controle de ponto acionado por digitais? E que os servidores contratados, com estabilidade e salários bem mais elevados, não têm de passar por esse tipo de controle?

Comentário

Voce sabia…

… que os jornalistas políticos de Brasília convivem diariamente com congressistas e funcionários?

… que as informações que hoje são divulgadas são de conhecimento do jornalismo político de Brasilia, e do Valdo Cruz, há anos?

… que, embora conhecidas, as bandalheiras não eram divulgadas porque não interessava naquele momentos aos jornais?

E tem mais essa. Querem anular as ações do Gov. Federal em SP? Veja mais aqui.

O impacto nos preços, ocasionado pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nos produtos da chamada linha branca, foi anulado no Estado de São Paulo, devido à substituição tributária de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) promovida pelo governador José Serra .

Fogão de 4 bocas
R$ 890,00 Preço antes da redução IPI
R$ 830,00 Preço depois da redução do IPI
R$ 908,00 Preço depois da redução do IPI com substituição tributária (ICMS) do José Serra


Desafio Educacional: Faltas, trabalhos administrativos e relação com alunos

3 julho, 2009

O tempo útil nas salas de aula brasileiras parece ser escasso. Faltas e atrasos de professores, além de tempo gasto com outras tarefas, encurtam as horas-aula. Pesquisa feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 23 países mostra que o Brasil é o 8º em que diretores de escolas mais reclamam que faltas e atrasos dos docentes prejudicam o andamento das aulas.

A Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis, na sigla em inglês) foi realizada entre 2007 e 2008, com entrevistas de diretores e professores de países que fazem parte da OCDE, como a Itália e a Noruega, e outros convidados, como Brasil e México. Os resultados finais mostram que 32% dos professores brasileiros trabalham em escolas cujos diretores reclamam das constantes faltas. A média entre os 23 países pesquisados é de 25,8%.

Um quarto dos professores responde a diretores que têm queixas sobre atrasos frequentes, quando a média da pesquisa ficou em 15%. “O número de professores que faltam é alto e, em muitos Estados, temos uma legislação excessivamente permissiva. Há Estados que permitem duas ou três faltas por mês sem desconto de salário”, diz Maria Auxiliadora Seabra, presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Educação (Consed). Apesar de reconhecer que os casos de doença são também altos, a presidente do Consed afirma que a quantidade de atestados médicos fica além do esperado.

Entre os 23 países, faltas parecem ser constantes em 9 deles, onde as reclamações ultrapassaram 30%. A pior situação é a do México – a maioria (67,5%) trabalha em escolas onde essa é uma reclamação constante. “O sistema de concessão de licenças é frouxo”, critica Mozart Ramos Neves, coordenador do movimento Todos pela Educação.

Levantamentos recentes feitos por governos estaduais revelam que o número de licenças pode chegar a 1 em cada 4 professores da ativa, como acontece no Distrito Federal. Em São Paulo, uma lei modificou o sistema de faltas, limitando a 6 licenças com atestado médico por ano. Antes não havia limite.

Apesar das críticas ao sistema de licença e de falta, especialistas reconhecem que, no caso de atrasos, muitas vezes o problema está mais na escola do que no professor. “O tempo que o professor dedica à aula em si é baixo. Falta funcionário nas áreas administrativas e o professor é chamado a cumprir outras tarefas”, diz Mozart.

Entre os 23 países, é o professor brasileiro que mais precisa usar seu tempo com outras tarefas além de ensinar. Ele também utiliza boa parte da aula tentando disciplinar os alunos – 18% dela é dedicada a broncas. Isso se reflete na opinião que os diretores têm dos problemas nas escolas: 60,2% deles acreditam que a maior dificuldade do ensino são as confusões criadas pelos seus alunos.

A pesquisadora Miriam Abramovay, da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), credita esse dado à dificuldade de relação entre professores e jovens. “A percepção dos professores sobre seus alunos é, em geral, muito negativa. Para o professor e o diretor, a culpa dos problemas da escola é dos alunos”, avalia.