ENEM: vazamento, suspeitas e política. Novo faroeste?

2 outubro, 2009

Nesse fim de mês aconteceu um fato que vai desgastar e muito, mais uma vez, o governo. Entretanto como outros fatos já ocorridos, há indícios de que foram esquemas políticos e armações sem lastro, coisas criadas para prejudicar a gestão. Muito embora, o contrário não pode ser negado, possa ser que os assaltantes de provas tenham como objetivo ganhar dinheiro.

A prova do ENEM foi cancelada por vazamento do material, e para realizar a nova prova o governo vai gastar R$ 30 milhões de reais  e outros prejuízos como atrasos de atividades e passivos políticos. O ministro agiu como deveria, realmente é de se lamentar o fato, mas não poderíamos esperar outra atitude. Agora é investigar porque vazou, como vazou e até entender se o esquema de segurança do Ministério realmente tem responsabilidades substantivas sobre o caso.

De início o que temos é: ocorreu um vazamento e o ministério tem responsabilidades, a priori, pelo fato pois seu esquema de segurança de algum modo falhou, ou o sistema de elaboração (que envolve entes públicos e privados) está com falhas. A responsabilização nesse caso é também complexa, haja vista que mesmo lojas e grandes museus e joalherias por exemplo já foram assaltadas alguma vez, apesar do aparato de segurança. Ou seja, há que se saber se o governo fez todo o possível e esta ação é mais “mérito” de quem roubou a prova (ou esquemas políticos de quem roubou) do que falta de segurança/planejamento do ministério.

O segundo ponto que temos é: quais as intenções por trás do vazamento? A lógica nos indica que a pessoa que busca roubar uma prova de vestibulares e avaliações substantivas tem a intenção de usá-la para si e seu grupo ou vendê-la para cursinhos, pais, colégios etc. Ou seja, atuar no devido mercado. Mas nesse caso, os jornais de São Paulo foram procurados. Ou seja, havia intenções de explicitar uma possível falha administrativa do governo e até mais especificamente do ministro da Educação. Estavam com as provas desde de segunda e só procuraram nas vésperas para causar maior problema político.

Folha foi procurada.

Recordo e R7 também.

Por fim temos o Estadão.

Há fortes suspeitas que intenções políticas, ou péssimas intenções políticas estejam por trás do caso. Pessoas que preferiram prejudicar toda a população e o Governo para colher dividendos políticos locais ou nacionais para si de forma antiética. Veja a análise de Luis Nassif, muito lúcida.

Vamos ao detalhamento, a partir das matérias publicadas (clique aqui).

1. Há duas maneiras de se fazer dinheiro com o ENEM. O usual – conhecido por esquemas que fraudam provas de vestibulares – é vender para cursinhos ou pais de aluno. É mais rentável mas supõe um esquema prévio armado. O outro modo é explorar politicamente o episódio. E, aí, há duas hipóteses a serem investigadas. Ou o esquema pretendia dinheiro oferecendo o dossiê a jornais (com o intuito de criar escândalos políticos) ou atuava a serviço de alguma organização política.

2. Na explicação dos bandidos aos repórteres do Estadão, fica claro que a melhor maneira de gerar escândalos criminosos é em parceria com veículos propagadores de dossiês (não é o caso do Estadão). Eles dizem claramente que o sigilo de fonte garante a impunidade, razão para não terem procurado o PSDB. Pode ser uma tentativa algo canhestra de explicar porque procuraram o jornal; pode ser uma tentativa de despiste

3. Três veículos foram procurados: Estadão, Record e, pelo que se sabe hoje pela leitura dos jornais, a própria Folha. Os que procuraram o Estado e a Record (não se sabe se são os mesmos) tinham claro conhecimento de fontes especializadas, sabiam das implicações políticas do caso e “adoçaram” a boca dos jornalistas acentuando que o caso poderia derrubar Ministros ou procurando legitimar o vazamento com toques moralistas. Os que procuraram a Folha precisaram se valer de um dono de pizzaria para conseguir o telefone do jornal.

4. O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja –  estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.

5. Qual a intenção de colocar dois trombadinhas para procurar a Folha, então? Uma possibilidade (não a única) é de despiste, soltar penas ao vento para dificultar o trabalho da Polícia Federal, ou colocá-la no encalço de trombadinhas-laranja desviando o foco dos verdadeiros autores

6. Foi uma manobra paulistana, não se tenha dúvida. No caso da Record e do Estadão, havia uma posição dos bandidos em, sempre, colocar Brasília como fonte do vazamento. Eram os filhos de deputados, ora o delegado da Polícia Federal, ora o funcionário do INEP. Ora, há todo um mercado de dossiês já estruturado em Brasília, em torno de sucursais ou dos próprios jornais locais. Uma possibilidade é que tenham atuado em São Paulo para fugir dos esquemas marcados em Brasília. Mas, sendo assim, a troco de quê a insistência em jogar os holofotes sobre supostas fontes brasilienses? Típica manobra de despiste: a operação foi paulistana, reforçada pelo fato de que o material que os repórteres do Estadão viram já eram provas impressas, e o INEP tinha apenas o print das questões em seus cofres.


E aí… será que estamos num novo faroeste? Com armas diferentes?


Das vazamento seletivos-políticos da PF

12 setembro, 2009

Como vem se tornando uma praxe a Folha e a reporter Andrea Michael vazam informações que podem simplesmente atrapalhar uma investigação da Polícia Federal. Ou seja, quem perde são os brasileiros.

Ainda, soa como uma forma de antecipar críticas este trecho da notícia ou nota: “Nesta semana, PF, Ministério Público Federal e Justiça souberam que dados vazaram para investigados.”

Segundo Nassif trata-se da arte de melar investigações. Paulo Henrique vai mais longe, pede a demissão do delegado e do diretor geral da PF. Realmente parece que esses vazamentos são político-seletivos para beneficiar quem tem poder.

É uma grande rede de contatos, em que policiais, agentes e servidores repassam informações de segurança para reporteres que sem nenhum pudor transformam em manchetes. Por fim, quem sai beneficiado é aquele que está sendo investigado e pode com isso queimar provas, cada vez mais difíceis em investigações de corrupção e lavagem de dinheiro. Mas no fim cada qual quer se dar bem no seu negócio, e depois reclamam dos políticos.

Vejam a nota da Falha de São Paulo:

A Polícia Federal prepara operação de busca e apreensão em algumas das maiores empreiteiras do país, informa reportagem de Mônica Bergamo eAndrea Michael, publicada neste sábado pela Folha(íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A ação da PF inclui as casas de executivos das empresas, acusadas de fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva na execução de obras em aeroportos de todo o país. Os desvios chegariam a R$ 500 milhões.

Entre os alvos estão OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Nielsen, Queiroz Galvão e Gautama.


Brasil:segundo País criador de SPAM. FOLHA: único jornal que publica.

16 maio, 2009

Em recente reportagem a Folha de São Paulo publicou a ficha de Dilma Russef feita pelo DOPS. Hoje sabe-se que a ficha é uma fraude e a Folha assumiu que a pegou num e-mail – SPAM! Pois bem… essa foi apenas um resultado esdrúxulo e pecaminoso de um fato: o Brasil é o segundo país no mundo que mais gera e cria SPAM. 

Se não, veja a notícia: O Brasil é o segundo país que mais gerou spamem todo o mundo no mês de maio.

À medida que o ano passa, os níveis mundiais despam estão voltando à normalidade. De acordo com o “Relatório de Spam”, feito pela Symantec, no mês de maio, até o presente momento, as mensagens não desejadas representaram mais de 90 por cento do todo o fluxo monitorado.

Brasil e Colômbia ficaram entre os 10 principais países de origem de spam, ao gerarem 10 e 13 por cento do correio não desejado em todo o mundo.

Em relação às categorias de spam, detectou-se um aumento de 6 por cento nas mensagens relacionadas ao tema saúde, que representou 25% do total de spam. Essa situação é um exemplo de como osspammers aproveitam e incluem os eventos e notícias atuais, com a epidemia da gripe suína, para distribuir suas mensagens e atrair a atenção dos usuários.

O relatório também aponta que houve um aumento no spam relacionado ao “Dia das Mães”, comemorado recentemente em alguns países da América Latina. A quantidade de mensagens não desejadas com títulos como “Flores para o Dia das Mães” ou “Envie um cartão eletrônico para a sua mãe” aumentou significativamente entre os dias 1 e 4 de maio, superando as 4500 mensagens por dia. Fonte: Symantec

 

Como se vê o Brasil está mal das pernas. Primeiro está entres aqueles que mais geram spam e depois tem o único jornal que apela para informações que recebem por e-mail. É por estas e outras que o brasileiro não perde a hora de fazer uma piadinha, veja post do blog Quanto tempo dura:

spam-na-folha-de-sao-paulo2


FSP: o maior (e pior) erro jornalístico do século (XXI)

12 maio, 2009

Você já deve ter ouvido falar da reportagem da Folha de São Paulo sobre uma suposta participação da Ministra Dilma no planejamento do que seria o sequestro do então Ministro militar Delfim Neto. Embora a Ministra tenha negado categoricamente ter participado ou planejado o sequestro, a Folha não levou em conta sua afirmação. 

Para piorar a fonte da reportagem afirma que suas afirmações foram manipuladas para prejudizar a Ministra. Foi nessa linha que o Blog do Mello afirmou que se trata de uma verdadeira reporcagem. Mas o pior estava por vir.  O jornal publicou na capa da via impressa uma ficha que seria da Dilma durante a ditadura, feita pelo Dops. Trata-se de uma ficha falsa, uma fraude, que a Folha assumiu que retirou a ficha de um e-mail (spam) que recebeu! E ainda teve a cara de pau de afirmar que sua veracidade ou falsidade não pode ser provada. Pois bem, a blogosfera cumpriu a ação que um bom reporter deveria fazer e provou que a ficha é uma fraude.

A tal ficha de Dilma, publicada pela Folha de S. Paulo na capa da sua edição de domingo, 5 de abril, é inquestionavelmente uma fraude. Nem é preciso especular se foi feita com máquina elétrica ou não, basta examinar com atenção as distâncias entre as margens da foto e as linhas “impressas” na suposta ficha.

Se fosse autêntica, a foto teria sido colada na ficha. As distâncias entre as margens da foto e as linhas impressas seriam obrigatoriamente irregulares. São perfeitamente paralelas, como só se consegue digitalmente, nunca com papel e cola. Ampliei a imagem e medi, com os instrumentos do Photoshop (provavelmente o programa usado para produzir a fraude). Com toda a ampliação possível, as distâncias entre os cantos superiores esquerdo e direito da foto e a linha impressa são de exatamente três pixels, ou 0,79 milímetros.

Na medida entre a distância da foto e da linha no sentido vertical, maior, a precisão digital se repete.

A distância entre os cantos superior e inferior da foto “colada” e a linha vertical (“impressa”) é, adivinhem, de 3 pixels, ou 0,79 milímetros. Repare agora nas diferenças entre as distâncias entre as margens das fotos e as linhas impressas em verdadeiras fichas policiais.

As distâncias entre as margens das fotos (de Monteiro Lobato e de um desconhecido) e das linhas impressas na ficha (ou datilografadas, no caso de Lobato) variam muito.

O mais curioso: na capa da edição de 5 de abril da FSP, o diagramador teve o cuidado de inclinar a ficha, dando-lhe um aspecto de fac-símile, de fotografia tirada de um original de papel, como se o “fotógrafo” (que nunca existiu) não tivesse conseguido, como é normal acontecer, deixar as linhas no nível horizontal correto.

 

A manipulação era tão evidente que o jornal não teve como não publicar um “erramos”. Só que a Folha errou no “erramos”:

“O primeiro erro foi afirmar na primeira página que a origem da ficha era o ‘arquivo [do] Dops’. Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.”

Não é verdade. A autenticidade da ficha pode ser descartada sem sombra de dúvida. Já o fato do jornal admitir ter publicado em sua capa da edição de domingo um suposto documento de fonte desconhecida é tão vergonhoso que chega a dar pena.

Tudo leva a crer que a Folha de S. Paulo fez de tudo para dar ares de veracidade ao que sabia ser uma fraude. Não seria a primeira vez. (A Folha publicou como verdadeiras as declarações do delegado Edmilson Pereira Bruno – aquele que prendeu os “aloprados” –  que sabia serem falsas.) Quando publica como verdade aquilo que sabe que é mentira, um jornal deixa de ter qualquer utilidade.

Jorge Furtado

Para a Ministra-Chefe da Casa Civil, ainda não terminou o factóide da Folha, sobre sua suposta participação no suposto plano de sequestro do Ministro Delfim Netto. A resposta do jornal – dizendo que não poderia assegurar nem a veracidade nem a falsidade da ficha – deixou a bola quicando na área para a Ministra.

No semi-desmentido sobre a ficha, a Folha fala em uma

ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.

Não é verdade. A Folha sabia que a ficha era falsa. Se não sabia quando soltou a matéria, certamente foi informada quando escreveu o semidesmentido, pelo responsável pelos arquivos do DOPS, da mesma maneira que ele próprio explicou para Dilma, quando ela o procurou.

A tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não têm diferenças entre si – diferente do que acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever comuns. Logo, só poderia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. A primeira máquina elétrica da IBM entrou no mercado brasileiro em 1966. Mas em 1970 não existia no DOPS nem um, nem outro. Logo, não poderia haver nenhuma dúvida sobre a falsificação da ficha.

Não foi o único fato comprometedor nessa sucessão de manipulações daquele que provavelmente é o mais grave episódio a comprometer a imagem do jornal nos últimos anos.

Dilma aceitou dar um depoimento para a repórter Fernanda Odilla a pedido do diretor da sucursal da Folha em Brasília, Melchiades Filho.

Na entrevista, foi taxativa em garantir que jamais participara de uma ação armada sequer.

– Sou uma pessoa bastante desinteressante para gerar matérias sobre o período, diz Dilma, porque jamais cometi ação armada, não fui julgada nem interrogada sobre isso.

Dilma era do Colina (Comando de Libertação Nacional). Houve uma aproximação com outro grupo, o VPR, resultando daí o VAR-Palmares. O namoro durou três meses apenas. Acabou por diferenças irreconciliáveis acerca das estratégias a serem adotadas. O Colina defendia a linha de massa; o VAR, a luta armada. O Colina não descartava a resistência ou mesmo a guerrilha futura, mas, naquele momento, não via as mínimas condições para isso. Houve bate-bocas memoráveis, em que o VAR acusava o Colina de ser “de direita”. Esse racha foi exposto por Dilma à repórter da Folha.

Foi um período foi muito curto, antes dos dois grupos serem desbaratados pela repressão. Em novembro de 1969, Antonio Roberto Espinosa – principal fonte da matéria -, do VAR, foi preso. Em janeiro, foi a vez de Dilma ser presa.

Para Dilma, o tal plano de sequestro de Delfim provavelmente era uma ideia pessoal de Espinosa, mas que, se existiu, nunca ganhou forma.

Sua primeira leitura da matéria, foi no Clipping do governo. Por isso não reparou na ficha propriamente dita, que saiu apenas no jornal impresso. Embaixo, a informação de que tinha sido obtida no DOPS. Para Dilma seria impossível que o DOPS tivesse forjado uma ficha com informações falsas. Em 1970, a luta armada estava completamente derrotada, os militantes já estavam presos, não havia necessidade de inventar fichas para ninguém.

Quando viu a ficha no jornal impresso, Dilma deu-se conta do absurdo. A tal ficha já circulava em sites na Internet, como o Ternuma e o Coturno Soturno. Imediatamente ligou para Melchiades, informando-o das suas suspeitas. Ele reiterou que a fonte eram os arquivos do DOPS. Dilma pediu que lhe enviasse o original. Não obteve resposta.

Dois dias depois, Dilma entrou em contato com o responsável pelos arquivos do DOPS e pediu para ver a ficha original. O responsável pelo arquivo foi taxativo. Disse que não só não tinha essa ficha por lá como desconfiava que era falsa, por uma razão óbvia: a tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não tinham diferenças entre si – como acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever manuais. Logo, só podia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro.

A reação de Dilma foi mandar carta para o ombudsman da Folha, relatando toda sua trajetória e relacionando 16 pontos de inconsistência na matéria. Ele não reproduziu a carta, limitando-se a publicar uma pequena nota, dizendo que a Folha deveria checar melhor as fontes.

Agora, Dilma contratou a UnB e a Universidade de São Paulo para produzir novos laudos. Com eles, pretende desmascarar completamente a tese da Folha, de que não seria possível assegurar que a ficha seja falsa.


Folha filtra notícias para atingir imagem de Lula

25 março, 2009

Hoje saiu loga entre as principais chamadas da Folha On line a seguir manchete: Crise econômica pode ser risco substancial para o PT, diz jornal dos EUA. 

folha-sp

 

Esse “um jornal” que a Folha cita é o Wall Street Journal. Soa como se alguém lá dos EUA estivesse também atento a crise que atinge o País e as pesquisas que o Datafolha lança. Entretanto a Folha não destacou nem noticiou manchetes deste mesmo Jorna americano que saiu esta semana. Veja o que diz o blog Anais Políticos:

WALL STREET JOURNAL: “LULA TEM RAZÃO”

 

Devidamente lembrado pela colega da blogsfera Gloria Leite, leio na BBC o seguinte: 

“A colunista (do Wall Street Journal) se mostrou impressionada com a palestra que o presidente brasileiro fez em uma conferência para investidores patrocinada pelo Wall Street Journal em sua visita a Nova York na semana passada. “Se a tarefa de um líder durante uma crise é inspirar confiança então (…) o presidente Lula da Silva estava fazendo horas extras.”

Durante a palestra, Lula fez “algumas advertências sutis sobre como as coisas podem se tornar difíceis se os Estados Unidos continuarem a lidar mal com seu papel de liderança financeira” no mundo.

O’Grady disse que o presidente brasileiro “tem razão”. “

Vejam bem, senhoras e senhores. O´Grady, uma jornalista americana de um dos principais jornais de negócios do mundo, disse que o Presidente brasileiro TEM RAZÃO!

Estranho a Folha não ter dado essa notícia não? Mais estranho foi a Folha não ter dado esse destaque toda ao reportagem da ewsWeek que coloca Lula na Capa. Trata-se também de uma revista dos EUA. A Folha colocou apenas uma chamada no blog Toda mídia, que também tem as capas de vários jornais e revistas dos Brasil e EUA. 
Veja a chamada que Luis Nassif colocou:

Desde sábado na home e na capa da edição regional da “Newsweek” (acima), “Lula fala” e “Nós temos que ser arrojados”. É uma entrevista ao escritor e editor Fareed Zakaria. Nos enunciados internos, “Lula quer lutar” e, abaixo, “Revigorado pela crise, presidente do Brasil diz que reza por Obama”.
Nas perguntas, coisas como “Você é provavelmente o líder mais popular no mundo. Por quê?”. Até quando buscou ser mais crítica, a revista levantou questões como: “Você é um grande símbolo da democracia nas Américas, mas ainda assim alguns dizem que se cala enquanto Chávez destrói a democracia na Venezuela. Por que não falar?’”. Nas respostas, nada de novo.

Quais são os critérios. Notícia ruim e críticas, destaca, notícias boas evalorização, esconde?

Essa é a ditabranda da Folha de São Paulo

24 março, 2009

“O que estamos fazendo interessa à revolução como exemplo, não como solução. O que estamos fazendo não resolve o problema da revolução. Revolução é questão de mentalidade. Se podemos dar o exemplo com pouca gente por que vamos encher as cadeias?”

Marechal Arthur da Costa e Silva, 7 de fevereiro de 1969. 

ditabranda

Essa frase era para os políticos eleitos e em mandato no País. Imagine para aqueles da esquerda revolucionaria. Ou melhor, contra-revolucionária. Seria algo assim: Se pode dar o exemplo com pouca gente, será feito. Se for necessário encher as cadeias e fazer mais tortura, também será feito. O que está em jogo é a revolução.

A violência é apenas um instrumento na mão do Estado comandado por um conjunto mínimo de pessoas sem representatividade. A violência é um meio para coagir, “educar” mentes e corações. A violência é um dado tão ínfimo em comparação a mudança de mentalidade. É a palmatória do Estado. 

Desde modo, podemos ver a “ditaranda” como um regime de ditadura eficiente. O exemplo dado pela tortura foi tão eficiente que não se precisou avançar nestas ações. Aqueles que apoiam a ditadura com certeza irao concordar. É “ditabranda”, sim. Nós fizemos a “revolução de mentalidade” com poucas mortes e torturas. Quer algo mais eficiente do que isso?


Mais um mal exemplo da Folha.

12 março, 2009

A Folha de São Paulo esta cada vez mais se enrolando com os fatos e as declarações. Assim, fica difícil sustentar alguma credibilidade, mas enfim, vamos aos novos fatos. Primeira a Folha lançou editorial com usando o termo ditabranda para amenizar ou defender a dtadura brasileira. Depois foram um balaio de protesto contra tal declaração e por fim um protesto em frente a sede do jornal. 

Para mostrar que o jornal é aberto ao contraditório um jornalista da casa criticou a Folha e depois foi dado espaço no jornal para o protesto. Até que o dono do jornal lançou nota admitindo ser um erro o uso do termo: ditabranda. 

Mas, uma coisa a Folha estava utilizando de modo pequeno para se sobressair nesta discussões. Estava criticando leitores, entre eles Comparato.

Vejam os posts de Rodrigo Viana :

Por favor, prestem atenção ao texto que reproduzo abaixo. Ele me foi enviado pelo leitor Cássio Schubsky, e eu fui checar lá no site da “Folha On Line”.

O texto  foi publicado no Painel do Leitor da “Folha”, de 1 de junho de 2004. Quem escreve a carta é  o professor Fabio Konder Comparato – o mesmo que Otavinho chamou de cínico, mentiroso e democrata de fachada.

 Agora, prestem atenção ao conteúdo da carta escrita por Comparato em 2004.

E do Blog do Mello:

Como é que é? Comparato criticando Cuba na própria Folha? Mas Otavinho não o chamou de cínico e democrata de fachada exatamente por não fazê-lo? Otavinho não lê o próprio jornal que dirige?

E agora, com que autoridade irá comandar a redação, exigir que os repórteres apurem tudo direitinho, quando ele não o faz? Uma simples pesquisa com o nome do professor Comparato na busca da Folha teria mostrado seu erro a respeito do professor.

Agora, para mostrar que não é um “democrata de fachada”, Otavinho terá de vir novamente ao proscênio para reconhecer que mais uma vez a Folha (ele é a Folha?) errou. Ou, humildemente, dessa vez dirá “Eu errei”?

Agora veja a fala de Comparato no próprio painel de leitor da FOLHA:

PAINEL DO LEITOR

Ruptura 
“O professor François Chesnais (“Ruptura radical” é a saída para o Brasil, defende professor francês”, Entrevista da 2ª, 31/5) tem dado uma excelente contribuição à causa do mundo subdesenvolvido ao mostrar, em seus vários livros, de que forma a globalização capitalista, comandada pelos EUA, aprofunda a divisão entre ricos e pobres até dentro dos países mais ricos do planeta. Mas, ao apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano.” 
Fábio Konder Comparato, professor titular da Faculdade de Direito da USP (São Paulo, SP) 

 

Não se precisa falar mais nada. (Ponto)

 

São Paulo, terça-feira, 01 de junho de 2004