A mídia política paraibana. Um verdadeiro partido político

17 outubro, 2009

É notória as ligações políticas entre rádios, tvs e jornais com partidos e grupos políticos. Cada vez mais a atuação da mídia está se distanciando de padrão de qualidade e jornalismo ético para se aproximar de uma atuação restrita e subordinada a interesses ocultos, muitos vezes difíceis de ocultar.

O pior disso é que tais mídias se escondem por traz do fumaça da pretensa imparcialidade e neutralidade para manipular a população e seus leitores. Abusam assim da liberdade de expressão. Esse problema não é só do Brasil, ou da Paraíba, mas ocorre no mundo todo. Veja o caso da atuação de Israel junto as mídias digitais ou não, que este blog já mostrou.

Interessante ler também o artigo sobre o processo que está ocorrendo no EUA entre Obama e a FOX. Veja este comentários do Observatório da Imprensa:

O jornalista Luiz Carlos Azenha transcreve em seu blog Vi o Mundo matéria publicadano The Nation no domingo (11/10) [ver aqui] repercutindo entrevista que a diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, concedeu à rede de televisão CNN e também declarações feitas a repórteres do The New York Times, nas quais ela afirma:

“A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano” (…) “não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN.”

“A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico.”

E disse mais:

“Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição.”

Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?

Não avançaríamos no debate democrático se a grande mídia assumisse publicamente suas posições e reconhecesse que, sim, além dos editoriais, dos artigos e das colunas, a cobertura que faz – ou a ausência dela – é também opinativa e, às vezes, partidária?

Como afirmei a mídia paraibana não fica de fora. Todos sabem das ligações do senador José Maranhão com o Sistema Correio, inclusive seu suplente de senador, que agora é senador, é o dono do sistema. Deste modo é cada vez mais de esperar a atuação político do Correio para ajudar Maranhão nessa “nova” fase política. E por consequencia prejudicar seu principal rival, neste momento Ricardo Coutinho.

A atuação começou cedo. Não se deu cobertura do Prêmio que o Prefeito, ou melhor a prefeitura ganhou em Brasília por preservar o patrimônio histórico. Pelo contrário, falou-se de problemas pontuais da cidade. Claro para iludir o eleitor-leitor-ouvinte.

A atuação política do sistema continuou neste sábado. Após a primeira pesquisa realizada para 2010 por instituto de renome nacional. Apesar de pesquisas não teres significados de previsão, e sem, sentido de situação. Todos os maiores portais do estado divulgaram em manchete a pesquisa que estava disponível desde as 15h.  Mas o correio não deu nem uma nota, omitiu-se e não informou (o mínimo a se esperar).

Os três maiores portais da internet paraibana são o Paraíba 1, Wscom e Portal Correio. Apenas o correio não falou do resultado e os demais portais médios e menores repercutiram, veja o quadro abaixo:

Pesquisa IBOPE

Será que chegaremos a algo parecido como nos EUA?

É bom lembrar que os dados foram amplamente favoráveis a Ricardo e mostrou que ele tem envergadura para enfrentar Maranhão.

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A guerra virtual. Israel e a manipulação da opinião pública

17 agosto, 2009

Em post passado, este blog já havia comentado como Israel estava criando padrão para manipular a opinião pública por disfarce. Neste post afirmamos: Este tipo de ação cria um nova padrão no mundo da mídia. Esta não poderá mais  ser analisada da mesma forma, pois há uma revolução em curso principalmente trazida pela internet e agora associada com este tipo de ação.

Pois bem. Esta ação não era algo isolado e pontual como alguém poderia achar. Mas trata-se de quase uma politica pública do exército de Israel, em todos os sentidos. Veja abaixo notícia de um site Português que mostra como ocorre tais práticas e como jovens são recrutados.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel montou uma equipa cuja tarefa é navegar na Internet 24h por dia, disseminando boas notícias sobre Israel. Os seus membros trabalham sob disfarce e fazem tudo para desacreditar os que defendem os direitos humanos e justiça para os palestinianos.
Por Jonathan Cook, em Nazaré

O forte apoio a Israel expressado nas secções de conversa dos sítios web, nos fóruns da Internet, nos blogs, no Twitter e Facebook, pode não ser tudo aquilo que parece.

Foi noticiado que o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel iria estabelecer uma equipa especial e incógnita de trabalhadores cuja tarefa seria navegar na Internet 24h por dia, disseminando boas notícias sobre Israel.

Jovens israelitas sedentos de Internet, principalmente aqueles que se formaram recentemente e soldados desmobilizados com conhecimentos de línguas, estão a ser recrutados para actuarem como cibernautas normais enquanto divulgam as posições do governo sobre o conflito no Médio Oriente.

“Para todas as intenções e propósitos, a Internet é um teatro de operações no conflito israelo-palestiniano e nós temos de ser activos nesse teatro, caso contrário, perdemos”, disse Ilan Shturman que é o responsável pelo projecto.

A existência de uma “equipa de Guerra na Internet”surgiu quando foi incluída no orçamento deste ano do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Cerca de 150.000 dólares foram postos de lado para a primeira fase de desenvolvimento, com um acréscimo esperado para o próximo ano.

A equipa ficará sob a autoridade de extenso departamento que já lida com aquilo a que os israelitas apelidam dehasbara, oficialmente traduzido por “explicações públicas”, mas que geralmente significa propaganda. Inclui não apenas o trabalho de relações públicas do governo como também assuntos mais secretos que o ministério tem com várias organizações privadas e iniciativas que promovem a imagem de Israel na imprensa, na TV e na Internet.

Numa entrevista dada este mês ao jornal de negócios Calcalist, Shturman, o director-adjunto do departamento dohasbara, admitiu que a sua equipa estava a trabalhar sob disfarce.

“Os nossos agentes não dirão: ‘Olá, eu sou do departamento de hasbara do Ministério dos Negócios Estrangeiros e quero-lhe dizer o seguinte’. Nem se identificarão necessariamente como israelitas”, disse ele. “Falarão como cibernautas e cidadãos e vão escrever respostas que parecem pessoais mas serão baseadas numa lista de mensagens que o Ministério desenvolveu.”

Rona Kuperboim, colunista no Ynet, o site de notícias mais popular de Israel, denunciou a iniciativa acrescentando que era um indicador de que Israel se tinha tornado num “estado polícia do pensamento”.

Disse ainda que “boas relações públicas não tornam a realidade nos Territórios Ocupados mais bonita. Estão a ser mortas crianças, lares estão a ser bombardeados e famílias estão a morrer à fome.”

A sua coluna foi saudada por vários talkbackers1 que perguntaram como é que podiam candidatar-se a esse trabalho na equipa do Ministério.

O projecto é a formalização das práticas de relações públicas que o ministério desenvolveu especificamente para o ataque de Israel a Gaza em Janeiro e Fevereiro últimos.

“Durante a Operação em Gaza, apelámos às comunidades judaicas no estrangeiro e, com a sua ajuda, recrutámos alguns milhares de voluntários que se juntaram a outros israelitas”, disse o Sr. Shturman.

“Nós fornecemos o material de enquadramento e de hasbara e enviámo-los para representarem o ponto de vista de Israel no sites de notícias e em sondagens na Internet.”

Não obstante ter sido criticado por organizações de direitos humanos por enganar os visitantes sobre aquilo que era mostrado nas imagens, o exército israelita também teve uma conta num dos sites mais populares no site de partilha de vídeos, YouTube, onde disponibilizava vídeos regularmente.

CONTINUE LENDO! AQUI.


Buzz: rede sociais virtuais são termômetros da realidade

13 julho, 2009

Embora tenha um foco em comportamento do consumidor em meios virtuais, os monitoramentos dos blogueiros apresenta possibildiade imensas. Leia abaixo.

O Twitter cresce entre as redes sociais, mas não desbanca o Orkut na blogosfera brasileira quando utilizado para publicação de depoimentos sobre a experiência de compra com produtos e serviços. Em 2008, a rede do Google possuía 61,1% do share of buzz dos internautas, enquanto o Twitter respondia por 3,8% do buzz envolvendo experiências de compra. Em 2009, houve uma mudança: o Twitter subiu de 6º para o 2º serviço mais utilizado nas postagens de depoimentos sobre marcas e produtos, com 23%. Mesmo conquistando espaço, o microblog Twitter não ultrapassou a marca de 45,9% do Orkut, que continua líder no ranking.
Os dados acabam de ser divulgados pela E.Life, empresa brasileira líder na monitoração e análise da comunicação boca a boca on-line, que comparou o comportamento da blogosfera no Brasil entre janeiro e abril de 2008 em relação ao mesmo período desse ano.
A faixa etária do usuário das redes sociais no Brasil é outro dado interessante levantado pelo estudo da E-Life: são os jovens entre 19 e 25 anos, seguidos pela faixa etária de 26 a 30 anos, que publicam depoimentos nos serviços MGC (Mídia Gerada pelo Consumidor).

Raking

Orkut – 45,9%
Twitter – 23,0%
Blospot – 12,5%
Reclame Aqui – 8,9%
Yahoo! Respostas – 4,2%
Wordpress – 3,0%
YouTube – 1,9%
Flickr – 0,4%
Spaces.live – 0,1%
Fotolog – 0,1%
Total= 100%

O monitoramento das mídias sociais também auxiliam a entender como está o boca a boca virtual sobre os mais variados assuntos. Veja o caso da gripe suína:

A gripe suína está causando grande repercussão pelo mundo, e podemos sentir o reflexo disso nas mídias sociais, onde a busca e a troca de informações sobre o tema é cada vez maior. No gráfico representativo abaixo, onde sem ser realizado uma análise desta breve investigação, pode-se perceber um grande aumento no buzz nesta última semana de abril referente ao termo ‘gripe suína’.

volumegripesuina


Redes sociais não excluem fotos apagadas pelos usuários

24 maio, 2009

As redes sociais, exemplo maior no Brasil está no Orkut, tem enorme popularidade. Inúmeras são as pessoas que esqueceram os velhos albuns de fotos que guardavam no armário e trocaram pelo album destas comunidades. Lá é possível ver os locais, amigos e coisas que as pessoas fazem. A publicidade do particular é muito grande. Outras não gostam desse tipo de ação, são mais discretos, outros não confiam nas empresas que administram tais sites. Recente pesquisa põe a credibilidade de certas empresas que atuam no meio. Veja a notícia:

Pesquisadores de segurança da Universidade de Cambridge testaram redes sociais online e chegaram a uma conclusão perturbadora: fotos postadas nestes serviços e posteriormente apagadas por seus donos tendem a continuar disponíveis online.

Segundo o site The Register , os especialistas inseriram fotos em 16 serviços do gênero, registrando o endereço completo associado a cada uma das imagens antes de excluí-las. Um mês depois, sete dos sites ainda permitiam a visualização das fotos deletadas.

O problema está no fato de que parte dos sites remove apenas a referência das fotos em seus servidores de perfis, mantendo as fotos armazenadas no servidor de imagens. Sites dedicados a fotografia, como é o caso do Flickr e do Picasa, removeram as fotos, bem como o Windows Live Spaces. Mas populares redes, como o Facebook, MySpace e Bebo mantiveram a imagem no endereço original.

Para Joseph Bonneau, envolvido no estudo, o resultado demonstra que sites de rede social tem preguiça de investir na privacidade, fazendo o que é mais simples em vez do que é correto.

Em contato com a BBC , um porta-voz do Facebook explicou que quando um usuário apaga uma foto, imediatamente ela é removida do servidor, e que no caso do estudo a imagem deve ter ficado armazenada temporariamente em outro lugar, esperando ser sobrescrita por um novo arquivo.

O relatório completo do estudo, chamado de “Attack of the Zombie Photos” (algo como “O Ataque das Fotos Zumbis”) com o período necessário para a exclusão definitiva das imagens pode ser visto em: tinyurl.com/pwm4u7 

No estudo inglês, a rede social Orkut, famosa entre os brasileiros, apagou as fotos como deveria, e o serviço Blogger levou 36 horas para concluir a exclusão. A Geek fez experiências com ambos os serviços e, em 12 horas, as fotos ainda persistiam.

Veja os dados:

Site Type CDN Operator
Revocation
Bebo Social Networking Bebo Unrevoked
Blogger Blogging Google 36 hours
Facebook Social Networking Akamai Unrevoked
Flickr Photo Sharing Yahoo Immediate
Fotki Photo Sharing Fotki < 1 hour
Friendster Social Networking Panther Express 6 days
hi5 Social Networking Akamai Unrevoked
LiveJournal Blogging LiveJournal Immediate*
MySpace Social Networking Akamai Unrevoked
Orkut Social Networking Google Immediate
Photobucket Photo Sharing Photobucket Immediate
Picasa Photo Sharing Google 5 hours
SkyRock Blogging Téléfun Unrevoked
Tagged Social Networking Limelight 14 days
Windows Live Spaces Social Networking Microsoft N/A (cookies)
Xanga Blogging Xanga 6 hours*

 

 

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São pequenos detalhes como esses que fazem toda a diferença. Estas redes possuem uma enorme quantidade de informações pessoais dos seus usuários e  a privacidade é uma pedra de toque destes serviços.

Aí está o alerta. Nem tudo são nuvens.