Alguém pode controlar Israel?

31 maio, 2010

ANTES UM FIM HORRÍVEL QUE UM HORROR SEM FIM?

A hipótese mais pessimista confirmou-se, e o impensável aconteceu: uma flotilha de seis barcos levando civis desarmados e ajuda humanitária foi atacado com força letal em águas internacionais por comandos israelenses, resultando na morte de pelo menos dez pessoas – mas há relatos que falam em vinte mortos e três vezes mais feridos.

Os suspeitos de sempre já se espalharam pela mídia, dizendo que isso era de esperar, culpando os mortos pelas mortes e acusando as vítimas de terem atacado comandos israelenses portando armas de guerra com cabos de vassoura e facas de cozinha, forçando os pobres rapazes a abrir fogo a queima-roupa com as suas armas automáticas para se defenderem.

Israel, dizem eles, não podia permitir que os navios da flotilha chegassem a Gaza, furando um bloqueio legítimo de um território habitado por 1,8 milhão de bandidos e terroristas.

Deixando de lado a questão da legitimidade e da legalidade do bloqueio de Gaza pelos israelenses e admitindo, para facilitar a discussão, que as leis internacionais dão-lhes o direito de deter a flotilha pelos meios que se fizessem necessários, por que foi preciso enviarem comandos para tomar de assalto os navios antes do amanhecer, em águas internacionais, em descarada violação dessas mesmas leis internacionais?

Havia outros meios de deter os navios sem correr o risco de matar civis. Poderam, para ficar apenas num exemplo óbvio, esperar que eles chegassem em águas territoriais de Israel, desabilitar os sistemas de comando dos barcos e rebocá-los calmamente para um dos seus portos, acusando a todos os passageiros de entrada ilegal no país e deixando-os guardados por um tempo até esfriarem a cabeça. Ninguém poderia acusá-los de coisa alguma e eles ainda poderiam dar umas boas risadas às custas do fiaco da flotilha.

Em vez disso, preferiram abordar a bala seis barcos com setecentos civis desarmados a bordo, em águas internacionais, juntando a pirataria ao homicídio. Todos sabemos, sobretudo depois que eles foram praticar tiro-ao-alvo com civis de Gaza em 2008, que a noção de relações públicas dos israelenses é meio bizarra, mas isto parece ser demais mesmo para eles: matar palestinos é coisa corriqueira, já estamos acostumados. Matar brancos europeus é inaudito.

O que aconteceu? Será que estão perdendo o controle? Será que a gangue governante deles está decidida a dar razão aos que dizem que são loucos?

Não. Há metodo na loucura deles: estão mandando um recado prà gente. Com a maré da opinião pública mundial voltando-se contra as práticas delinquentes eles, frente à derrota certa da iniciativa conjunta deles com os EUA de imporem mais sanções ilegais ao Irã, vendo o seu arsenal nuclear condenado por unanimidade por 189 países em uma declaração que atéos seus aliados mais próximos foram forçados a assinar e prestes de serem arrastados aos tribunais internacionais pelo que fizeram em Gaza em 2008, os israelenses nos estão dizendo que farão o que for preciso para defender os seus interesses – e que não ligam a mínima para o que o mundo acha deles.

Vão abater a tiros que ficar no caminho deles, vão invadir os vizinhos quando lhes der na telha, vão enviar submarinos com ogivas nuclearres para o litoral iraniano e *vão usá-los* se for preciso. Nada pode detê-los.

Este é recado dos vinte mortos em alto mar: não mexam conosco, podemos tudo.

Está claro que a população israelense, mergulhada em uma barragem de propaganda que os convenceu de que *eles* são as vítimas e que o mundo todo está atrás do couro deles, não vai fazer nada para deter os bandidos que os governam e, ao contrário vão elegê-los de novo até o fim dos tempos. De modo que já está mais que na hora de a comunidade internacional tome uma atitude firme e unida contra as loucuras deles. Se os EUA não assumem as suas responsablidades de pôr um freio nos seus aliados ensandecidos, outros deverão fazer isso por eles.

Urgentemente. Antes que nos arrastem a todos para o Armageddon que parecem desejar tão ardentemente

Por Tomás Rosa Bueno

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A guerra virtual. Israel e a manipulação da opinião pública

17 agosto, 2009

Em post passado, este blog já havia comentado como Israel estava criando padrão para manipular a opinião pública por disfarce. Neste post afirmamos: Este tipo de ação cria um nova padrão no mundo da mídia. Esta não poderá mais  ser analisada da mesma forma, pois há uma revolução em curso principalmente trazida pela internet e agora associada com este tipo de ação.

Pois bem. Esta ação não era algo isolado e pontual como alguém poderia achar. Mas trata-se de quase uma politica pública do exército de Israel, em todos os sentidos. Veja abaixo notícia de um site Português que mostra como ocorre tais práticas e como jovens são recrutados.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel montou uma equipa cuja tarefa é navegar na Internet 24h por dia, disseminando boas notícias sobre Israel. Os seus membros trabalham sob disfarce e fazem tudo para desacreditar os que defendem os direitos humanos e justiça para os palestinianos.
Por Jonathan Cook, em Nazaré

O forte apoio a Israel expressado nas secções de conversa dos sítios web, nos fóruns da Internet, nos blogs, no Twitter e Facebook, pode não ser tudo aquilo que parece.

Foi noticiado que o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel iria estabelecer uma equipa especial e incógnita de trabalhadores cuja tarefa seria navegar na Internet 24h por dia, disseminando boas notícias sobre Israel.

Jovens israelitas sedentos de Internet, principalmente aqueles que se formaram recentemente e soldados desmobilizados com conhecimentos de línguas, estão a ser recrutados para actuarem como cibernautas normais enquanto divulgam as posições do governo sobre o conflito no Médio Oriente.

“Para todas as intenções e propósitos, a Internet é um teatro de operações no conflito israelo-palestiniano e nós temos de ser activos nesse teatro, caso contrário, perdemos”, disse Ilan Shturman que é o responsável pelo projecto.

A existência de uma “equipa de Guerra na Internet”surgiu quando foi incluída no orçamento deste ano do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Cerca de 150.000 dólares foram postos de lado para a primeira fase de desenvolvimento, com um acréscimo esperado para o próximo ano.

A equipa ficará sob a autoridade de extenso departamento que já lida com aquilo a que os israelitas apelidam dehasbara, oficialmente traduzido por “explicações públicas”, mas que geralmente significa propaganda. Inclui não apenas o trabalho de relações públicas do governo como também assuntos mais secretos que o ministério tem com várias organizações privadas e iniciativas que promovem a imagem de Israel na imprensa, na TV e na Internet.

Numa entrevista dada este mês ao jornal de negócios Calcalist, Shturman, o director-adjunto do departamento dohasbara, admitiu que a sua equipa estava a trabalhar sob disfarce.

“Os nossos agentes não dirão: ‘Olá, eu sou do departamento de hasbara do Ministério dos Negócios Estrangeiros e quero-lhe dizer o seguinte’. Nem se identificarão necessariamente como israelitas”, disse ele. “Falarão como cibernautas e cidadãos e vão escrever respostas que parecem pessoais mas serão baseadas numa lista de mensagens que o Ministério desenvolveu.”

Rona Kuperboim, colunista no Ynet, o site de notícias mais popular de Israel, denunciou a iniciativa acrescentando que era um indicador de que Israel se tinha tornado num “estado polícia do pensamento”.

Disse ainda que “boas relações públicas não tornam a realidade nos Territórios Ocupados mais bonita. Estão a ser mortas crianças, lares estão a ser bombardeados e famílias estão a morrer à fome.”

A sua coluna foi saudada por vários talkbackers1 que perguntaram como é que podiam candidatar-se a esse trabalho na equipa do Ministério.

O projecto é a formalização das práticas de relações públicas que o ministério desenvolveu especificamente para o ataque de Israel a Gaza em Janeiro e Fevereiro últimos.

“Durante a Operação em Gaza, apelámos às comunidades judaicas no estrangeiro e, com a sua ajuda, recrutámos alguns milhares de voluntários que se juntaram a outros israelitas”, disse o Sr. Shturman.

“Nós fornecemos o material de enquadramento e de hasbara e enviámo-los para representarem o ponto de vista de Israel no sites de notícias e em sondagens na Internet.”

Não obstante ter sido criticado por organizações de direitos humanos por enganar os visitantes sobre aquilo que era mostrado nas imagens, o exército israelita também teve uma conta num dos sites mais populares no site de partilha de vídeos, YouTube, onde disponibilizava vídeos regularmente.

CONTINUE LENDO! AQUI.


A guerra limpa e sem erros de Israel

14 julho, 2009

“Abrimos fuego y no hacemos preguntas”. “Nos dijeron que debíamos arrasar la mayor parte posible de nuestra zona”. “Mi comandante me dijo, medio sonriendo, medio serio, que esas demoliciones podrían añadirse a su lista de crímenes de guerra”. “Si alguna vez nos hablaron de inocentes, fue para decirnos que no había inocentes”. Es el turno de los soldados israelíes. Dirigentes, académicos y analistas hebreos; políticos y civiles palestinos; organizaciones no gubernamentales internacionales y locales; Naciones Unidas. Todos han investigado y extraído conclusiones de la guerra que el Ejército israelí lanzó contra Gaza el invierno pasado. ¿Guerra? “¿Es realmente plausible denominar batallas al bombardeo con artillería y tanques, y al fuego lanzado desde helicópteros y aviones?”, se pregunta el abogado Michael Sfard, defensor ante los tribunales israelíes de muchas víctimas palestinas del Ejército. “Es el ataque más duro que ha infligido el Estado de Israel a una zona urbana densamente poblada por civiles”, añade Sfard.

Um grupo de soldados israelenses que participou da ofensiva na Faixa de Gaza, em janeiro, afirmou que abusos frequentes, alguns que poderiam ser classificados como “crimes de guerra”, foram cometidos contra civis durante o confronto com militantes do grupo palestino Hamas.

As declarações anônimas dos mais de 25 soldados foram feitas à organização Breaking the Silence(Quebrando o Silêncio), uma instituição de veteranos israelenses contra abusos no Exército.

Em um relatório divulgado pela organização a partir dos relatos, os soldados descrevem que as regras de conduta “permissivas” do Exército não distinguiam civis e combatentes e resultaram em um “golpe massivo e sem precedentes” contra os civis em Gaza.

Segundo os relatos, as mortes de israelenses deveriam ser prevenidas, mesmo que à custa de vidas palestinas.


Assassinatos de crianças e vandalismo em Gaza. Resultados da guerra.

22 março, 2009

Como tenho dito, todo a solução da paz nesta região depende principalmente de Israel tomar uma posição, repor perdas irreparáveis e vencer seus preconceitos. Noticio a denuncia de que soldados de Israel mataram crianças e mulheres porque podiam e porque cultivavam o ódio pelos palestinos. As autoridades do exército eram omissão e coniventes com tudo isso. Vamos ler e esperar os resultados. ONU deve se pronunciar claramente e as cortes intenacionais também.

Antes vejam as camisetas que os soldados gostam de usar. Blog do Mello:

 

Camiseta de soldado israelense: 1 shot 2 kill

Esta é uma das camisetas usadas por jovens soldados da IDF (Israel Defense Forces). Há outros modelitos, que você pode conferir na reportagem Dead Palestinian babies and bombed mosques – IDF fashion 2009.

A denúncia não é de nenhuma publicação antissionista, antissemita ou anti-Israel. Está no Haaretz, principal jornal de Israel.

Agora as reportagens:

Os soldados israelenses que lutaram durante os 22 dias da recente ofensiva contra o movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza, admitiram que mataram civis [ao menos 900, segundo números do ministério palestino] que não representavam ameaça às tropas e destruíram intencionalmente suas propriedades, “simplesmente porque podiam”. As declarações foram divulgadas em reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal israelense “Haaretz”.

As confissões chocam pela franqueza. “A atmosfera em geral, não sei como descrever. As vidas de palestinos, digamos que são menos importantes que as de nossos soldados”, diz um dos trechos da declaração de um chefe de pelotão que atuou em Gaza, ao justificar a morte de uma palestina e seus dois filhos, mortos por um atirador de elite israelense. “Porque, depois de tudo, fez seu trabalho segundo as ordens que lhe foram dadas. […] Assim, se eles estão preocupados, podem justificar desta forma”, completa.

O jornal publicou trechos de declarações de militares que lutaram durante a operação em Gaza realizada entre 27 de dezembro e 18 de janeiro deste ano e que deixou ao menos 1.300 mortos, entre eles ao menos 900 civis, além de destruir milhares de casas e a infraestrutura do território palestino.

(…)

Não há lógica

Segundo o jornal, o chefe do pelotão conta ainda que foi conversar com seu comandante sobre as regras da operação que permitiam que os militares “checassem” as casas à procura de militantes palestinos com armas na mão e atirando sem nem ao menos avisar os moradores com antecedência.

Depois que as regras foram mudadas, afirma o jornal, o líder do pelotão reclamou que eles “deveriam matar todo mundo em Gaza”. “Todo mundo é terrorista”, explicou.

“Você não tem a impressão dos comandantes de que há qualquer lógica nisso, mas eles não dizem nada. Nós escrevíamos “morte aos árabes” nas paredes, pegávamos as fotos de família deles e cuspíamos nelas, apenas porque podíamos”, conta o chefe do pelotão.

“Eu acho que este é o principal: Entender o quanto as Forças Armadas israelenses caíram no âmbito de ética. Isso é o que eu mais me lembrarei”, disse o soldado.

O chefe do serviço jurídico do Exército israelense, Avichai Mendelblit, ordenou a abertura de uma investigação sobre as circunstâncias dos fatos relatados pelos soldados, que considera “errôneos” e “inaceitáveis” para as Forças Armadas de Israel.

——

E a ONU?

Grupos israelenses de defesa dos direitos humanos pediram nesta sexta-feira uma “investigação independente sobre os crimes de guerra” do Exército de Israel na faixa de Gaza –denunciados por soldados que participaram da recente operação militar no território palestino.

Uma dezena de organizações afirmaram em um comunicado que a decisão do governo de investigar a morte de civis palestinos não garante a objetividade necessária.

“A rejeição do governo de estabelecer uma comissão de investigação independente é uma violação das responsabilidades de Israel frente ao direito internacional”, afirmam as organizações em carta dirigida ao procurador-geral do Estado de Israel, Menahem Mazouz.

Segundo o comunicado, a decisão de abrir uma investigação sobre o ocorrido três semanas depois que os fatos foram publicados pela imprensa, abre margem para questionamentos.

De acordo com depoimentos de soldados que participaram da ofensiva de 27 de dezembro a 18 de janeiro em Gaza, que foram divulgados nesta quinta-feira (19), soldados israelenses mataram civis palestinos indefesos.

Segundo um balanço das fontes médicas palestinas, a ofensiva israelense contra o Hamas na faixa de Gaza provocou a morte de 1.330 palestinos e feriu 5.000. Entre os mortos estão 437 crianças menores de 16 anos, 110 mulheres e 123 idosos, e 14 médicos e jornalistas.

A operação militar lançada por Israel tinha por objetivo reduzir o mínimo lançamento de foguetes contra seu território por parte dos grupos palestinos insurgentes, como o Hamas. Do lado dos israelenses, o balanço foi de dez militares e três civis mortos, segundo dados oficiais.

Indícios

O relator da ONU (Organização das Nações Unidas) para os territórios palestinos, Richard Falk, afirma que há indícios legais de que Israel cometeu crimes de guerra em sua recente ofensiva em Gaza. O relator pede que um grupo de analistas averigue sua denúncia e afirma que a ação militar israelense em Gaza não estava legalmente justificada e foi potencialmente um crime de guerra.

Reprodução
O relator da ONU, Richard Falk, afirma que há indícios legais de que Israel cometeu crimes de guerra em sua recente ofensiva em Gaza
O relator da ONU, Richard Falk, afirma que há indícios legais de que Israel cometeu crimes de guerra em sua recente ofensiva em Gaza

Na conclusão de seu relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, que apresentará na segunda-feira (23), Falk propõe uma investigação por “três ou mais respeitados especialistas em leis internacionais de direitos humanos e lei criminal internacional”, acrescentando que devem ser examinados igualmente os lançamentos de foguetes pelo Hamas.

Segundo Falk, se não é possível distinguir entre os alvos militares e os civis, como define as condições de Gaza, “então lançar os ataques é inerentemente ilegal e poderia constituir um crime de guerra da maior magnitude sob a lei internacional”. Seu relatório afirma que “os ataques se dirigiram a áreas densamente povoadas, […] sendo previsível que hospitais, escolas e igrejas e sedes da ONU fossem atingidos pelos bombardeios israelenses, causando numerosas vítimas civis”.

Um segundo agravante para Falk é o fato de que todas as fronteiras da faixa de Gaza ficaram fechadas, de forma que “os civis não podiam escapar dos locais atacados”. “Em uma política beligerante sem precedentes, Israel rejeitou a permissão a toda a população civil de Gaza -com a exceção de 200 mulheres estrangeiras- de abandonar a área de guerra durante os 22 dias de ataques que começaram em 27 de dezembro”, acrescenta.


Israel-Palestina: Como entender as f@tos?

29 janeiro, 2009

Estas imagens foram colocadas no blog de Paulo Henrique. Chamaram-me muito a atenção. É notória e assustadora a similaridade das situações mostradas e descritas nas fotos. Se você subtrair o contexto geral, as justificativas para as ações mostradas e sem se importar com quem manda ou faz tais coisas você fica assustado de saber que algo assim pode estar acontecendo hoje em sua época. Depois de tanto falar que o Holocausto foi algo distante, feito por uma geração que não é a nosso, isso é assustador.

 

 

Muitos não sabem explicar como os alemães chegaram a fazer aquilo, talvez aqueles das fotos não saibam explicar porque fazem aquilo com exatidão, podem até falarem algo, mas….

Os alemães fizeram aquilo que aparece no lado esquerdo do slid com certos civis do estado alemão (judeus, comunistas e outros diferentes). Os israelenses fazem aquilo que aparece no lado direito do slid com os palestinos e arabes, que são civis de outro “estado”, não são do estado israelense. Os alemães acreditavam que eram seres superiores aos que eles estavam prendendo e cerceando. Os israelenses acreditam que se defendem de pessoas que os odeiam e os atacam. A diferença de ser de outro ou do mesmo estado, pode ser um detalhe… que não justifica.

Sem querer condenar, sinceramente. Se abstrairmos das fotos os contextos gerais e analisarmos elas por elas mesmas, são inevitáveis as associações e as repulsas. Mas será que o contexto geral (história dos conflitos, partes envolvidas, objetivos, interesses e direitos em jogo) justificam e explicam as f@tos?….


Israel institucionaliza a manipulação da opinião pública

20 janeiro, 2009

midia

Este tipo de ação cria um nova padrão no mundo da mídia. Esta não poderá mais  ser analisada da mesma forma, pois há uma revolução em curso principalmente trazida pela internet e agora associada com este tipo de ação.

A relação entre sociedade – mídia e individuo -mídia deve mudar. Ela precisa ser vista de forma totalmente diferente, a mídia já é palco de disputas argumentativa e isto se aprofunda com ações ativistas institucionalizadas. Qual o impacto que o poder, as relações e o dinheiro tem sobre isso? Como saber em qual onda você surfa? E quais as ondas em curso, da moda e marginalizadas? Qual o impacto destas mudanças sobre o desligados destas ações?

— Vejam a matéria:

DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

Nem só de caças F-16 e mísseis teleguiados são feitos os ataques israelenses em Gaza. Uma arma em específico se destacou pela eficiência apresentada desde a escalada do conflito –e continuará sendo usada, mesmo após o cessar-fogo. Ela age nos bastidores da internet, modificando resultados de enquetes on-line, entupindo caixas de e-mails de autoridades e ajudando a protestar contra notícias desfavoráveis à comunidade israelense.

O nome da ferramenta é Megaphone, um software desenvolvido pela companhia Collactive e distribuído pela organização Giyus (“mobilização” em hebraico, mas também sigla para “Give Israel Your United Support” ou “Dê a Israel seu apoio integrado”, em tradução livre). O programa serve para mobilizar internautas pelo mundo dispostos a manobrar (“balancear”, segundo os usuários) opiniões na rede.

Desenvolvido em 2006, durante a Guerra do Líbano, seu uso atingiu 36.700 “soldados virtuais” com o conflito em Gaza. A meta: 100 mil participantes.

Lobby 2.0

O internauta disposto a fazer parte do arrastão cibernético precisa baixar um programa no site Giyus.org, que se apresenta como uma “coalizão de organizações pró-Israel trabalhando juntas para ajudar a comunidade judaica a fazer suas opiniões serem ouvidas de maneira efetiva”.

Instalada a plataforma, aparecem no computador alertas em tempo real sobre notícias, enquetes, artigos, vídeos ou blogs que estejam com visões “a favor ou contra” a comunidade. Lembram os avisos de novas mensagens do comunicador instantâneo MSN. O internauta é convidado, a partir daí, a “agir por Israel” –enchendo os alvos de críticas, elogios ou votos.

Com poucos cliques (e sem dominar o idioma da página em questão), é possível influenciar uma pesquisa no site do Yahoo! ou mandar uma notícia sobre mísseis palestinos para a ONU, entre outros. O programa oferece no próprio navegador um formulário completo de “ação” já preenchido, com endereços dos destinatários e conteúdo padrão a ser enviado: o internauta sequer precisa abrir sua conta de e-mail ou clicar em “enviar”.

Redes sociais e sites colaborativos, como Facebook e YouTube, também estão na mira do software. Esse tipo de estratégia, que recebeu o apoio do Ministério das Relações Exteriores de Israel, já forçou o site da BBC a tirar uma enquete do ar.

Desde o início da invasão a Gaza, dezenas de comunidades e sites foram “pichados”, invadidos ou derrubados, tanto por piratas virtuais palestinos quanto israelenses. O que se destaca neste caso, no entanto, é o modo de atuação do programa, que institucionaliza a manipulação de informação de forma coordenada e colaborativa.


Guerra em Gaza – trágico final em números

19 janeiro, 2009

Hoje no jornal Folha de São Paulo saiu alguns números sobre a guerra em Gaza:

18 meses de bloqueia territorial que racionou a entrada de alimentos, remédios, combustível entre outros produtos vitais.

Com o cessar-fogo, após 22 dias de bombadeios, afirma-se que:

1,5 mil fábricas, lojas, oficinas e outras instalações foram destruídas;;

16 ministérios destruídos;

20 mesquitas destruídas;

31 quartéis destuídos;

25 escolas e hospitais destruídos;

4,1 mil casas destruídas;

17 mil casas danificadas;

1.300 palestinos mortos, maioria civil,  incluindo 410 crianças e 108 mulheres;

5,3 mil feridos;

50 mil desabrigados;

1,4 bilhões de dolares é o prejuízo total, foraas vidas incalculáveis;

13 israelenses mortos!

Serão estes os objetivos de Israel ao fazer esta guerra? Eles começaram, veja aqui, e que agora  terminaram unilareralmente. esta cada vez mais clara que Israel faz o que quiser com este povo e este território. A desproporção e assimetria é latente e o pior é que a comunidade internacional aceita todos os rompantes despóticos deste estado. Será isso adequado para o equilibrio político global?

Esse tipo de ação tem por objetivo destruir qualquer capacidade dos palestinos de se desenvolveram seja como nação ou como estado. Trata-se de cortar as pernas daquele que busca se levantar. É esse tipo de ação que se deseja fazer, mantendo um povo submisso e com o tempo conseguindo tomar todo o seu território. Até quando isso ocorrerá?