O Desprezo por Lula. Mesquinharia. Vocês vão ter que engolir!

5 outubro, 2009

Há que se registrar para não passar em branco. O Brasil, o Rio de Janeiro será sede das olimpíadas de 2016. Muito se especula sobre quais razões levaram o Brasil a conseguir tal fato. Há muitos créditos e um deles não se pode deixar de dar, o crédito pelo trabalho de Lula. Pode-se até questionar se há outros mais relevantes, mas entre os importantes está seu trabalho dentro e fora do país.

Agora. O que a grande mídia vem fazendo, e está fazendo com o presidente não tem igual. O Fantástico de ontem é apenas sintomático. Desde a chamada da reportagem que a EXCLUSÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA foi percebida. Não fala Lula, falo PRESIDENTE. Um comentarista do blog de Nassif notou, e ele sabiamente postou. Quantos não notaram. Chega a ser triste por ver a pequinês dessa grande imprensa do sul do País e de um conjunto de pessoas, um círculo fechado.

O Presidente foi sim responsável, um dos, por tal conquista. Hoje, quando abro o jornal local, está uma matéria falando que Tóquio reclamou da atuação de bastidor do governo, e diz que o Japão deveria ter feito o mesmo. Mas abaixo vai um vídeo de Lula falando o que está cada vez mais visível, a DIFERENÇA de cobertura entre a imprensa nacional e internacional sobre o fato e sobre o governo. Trata-se de ver, pelo menos, para aqueles raivoso, os fatos mínimos, ter um ponto mínimo de acordo. Mas parece que os aloprados são os da mídia.

Cada vez mais temos que fazer discursos e não comentários sobre a atuação de certas pessoas da grande mídia nacional. Temos que aguentar o que aquilo que está ficando insuportável. Eles sempre acharam e ainda acham, apesar de todo esse tempo, que Lula não sabe nada, é um nada, não vale nada. Eles só não sabem explicar como Lula chegou na presidência, se reelegeu, conquistou o mundo, conseguiu melhorar a renda, a economia, impulsionou o Brasil lá fora, sendo tido como figura importante na Europa e EUA (tudo o que eles queriam ser ou ter).

Não sabem ou não conseguem ou não querem entender como um pé rapado consegue tudo isso. Inventam mil desculpas, fala de produto da mídia, falam de sorte, falam de herança passada, atribuem a outras pessoas. Enfim, não falam em duendes, papai noel e coelhinho da páscoa, porque já seria o cúmulo. Esnobam ele por tudo isso. Maltratam ele por tudo isso. Usam palavras “bonitas” que machucam mais que palavrão, tapas e beliscões.

E o que temos? Um homem, é presidente é, mas é um homem que passa um governo a pedradas vindas da grande mídia nacional e do sul. Um homem que tem que trabalhar pelo País e continuar mantendo-se firme apenas da música lá na mídia. E ele tem que ser superior a isso tudo, essa mesquinharia, essa pequenês, essa raiva preconceituosa, essa inveja contida, essa vontade de tomar seu lugar. Tem que ser maior e se MOSTRA maior que isso. Aí está seu valor. E cada vez mais tem valor.

E na hora da vitória ele tem todo o direito de falar. Porque é a hora de falar. Então como disse Zagalo: “Vocês vão ter que me engolir”.

Por Hooligan

Nassif, o “Fantástico” de hoje vai entrar para a história, como o JN de 1989 e a edição do debate Collor/Lula. A globo simplesmente “limou” o presidente da cerimônia de escolha da cidade. Na abertura do programa, um “clip” contendo imagens da cidade e da delegação, na expectativa da escolha. Após o anúncio, mostrou a festa, a comemoração. Focaram o Pelé, que nem abriu a boca, duas vezes. O Lula, nenhuma!!!

Pior foi depois, durante o programa, uma matéria mostrando o Nuzman dizendo sobre o que considerou importante para a conquista… Disse “o discurso do Havelange”, e mostra o velhão falando, “o mapa-mundi”, e mostra o tal mapa… E ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE O DISCURSO DO LULA!!! Não é que nao mostraram o discurso dele, é que simplesmente nem foi mencionado que ele discursou e emocionou a todos! Depois mostraram só umas imagens “de bastidores”, em que ele aparece meio de “papagaio de pirata”, como que pra dizer que sua participaçao foi acessória, simbólica! Se alguém se “informou” só pelo “Fantástico”, ficou com a nítida impressao que Lula não teve NENHUMA INFLUENCIA na escolha do Rio!!!

É incrível, a globo não se cansa de tentar escrever sua versão da história… E cria esses momentos que a gente não pode deixar esquecidos!


O cinismo da grande mídia e o 3º mandato – Lula e Uribe

20 agosto, 2009

Esssa aqui não merece nenhum tipo de comentário. O que se vê já é bastante para entender tudo. Mas não podemos deixar de publicar, é um fato afirmativo de uma argumentação que a Folha tentar desmantelar em seu edital de hoje, afirmando que “denuncismo” como algo surreal. Aqui está a miséria moral da grande mídia do sul, exposto. Veja o caso de Honduras, será que não há algo de similar. E se na Colômbia começar uma “revolução” para derrubar Uribe.. aí, meu Deus, vai ser o pior golpe das Américas, a mídia só iria falar disso uns três meses seguidos…

Por Hugh Bronstein

BOGOTÁ (Reuters) – O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, ficou mais próximo de buscar uma segunda reeleição em 2010 após o Senado do país ter aprovado na noite de quarta-feira uma lei que o permite buscar o terceiro mandato.

Uma votação apertada será realizada na Câmara na próximo semana sobre o tema.

A lei pede a realização de um referendo que perguntará aos eleitores se eles querem mudar a Constituição para permitir que o presidente, forte líder no combate à violência, possa concorrer novamente no pleito de maio.

Uribe ainda não disse publicamente se vai tentar mais uma reeleição. Mas seu governo está pressionando bastante pela realização da consulta popular.

O presidente foi eleito pela primeira vez em 2002 e depois reeleito em 2006, após uma mudança na Constituição que permitiu o segundo mandato. Ele é um herói para muitas pessoas por ter tornado as cidades e estradas colombianas mais seguras após um acordo com os Estados Unidos para combater o tráfico de drogas e as Farc.

Uribe é o principal aliado do governo norte-americano na região, onde governos vizinhos, liderados pelo venezuelano Hugo Chávez, criticam regularmente as políticas norte-americanas e reforçam seus laços com Rússia, China e Irã.

(Reportagem adicional de Monica Garcia)

Essa peróla foi replicada sem revisão por quase todas as grandes mídias, é só ver no Google.

A grande imprensa brasileira mostra a tua cara de pau. Quando um deputado petista sugeriu o terceiro mandato para Lula, ela acusou a manobra de golpe. Mas quando o assunto é Álvaro Uribe o tratamento é outro. Veja o que publicou o “Estadão” nesta quinta-feira (preste atenção no que vai em negrito), destacados acima, como no original. Veja o blog que atentou para o fato.

Veja mais:

https://olhosdonorte.wordpress.com/2009/06/04/terceiro-mandato-mais-uma-perseguicao-da-midia-contra-lula/

https://olhosdonorte.wordpress.com/2009/05/17/fhc-o-mandato-presidencial-e-a-republica-de-remendos/


The Economist dá um tapa na cara

11 julho, 2009

Jornal Britânico faz análise da crise no senado e que análise. Leve e ampla ele dá um tapa na cara da mídia brasileira e dos políticos, sem poupar Lula, situação e oposição. Consegue enfocar alguns pontos mais neufrágicos, o que a mídia local não faz, pois se perde nos meandros obscuros. Veja o que a BBC Brasil fala sobre o artigo do Jornal:

O revista britânica The Economist diz na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira que os escândalos do Senado brasileiro são um lembrete das falhas cometidas por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da “disposição de Lula em fechar os olhos para escândalos quando lhe convém”.

O artigo é intitulado “Casa dos Horrores”, em uma referência ao Senado, “que tem 81 membros mas, de algum modo, requer quase 10 mil funcionários para cuidar deles”.

Muitos dos funcionários da Casa, segundo a revista, “foram apontados como favores a amigos dos senadores ou simpatizantes políticos”.

A revista comenta a pressão sobre o presidente do Senado, José Sarney, por conta do escândalo.

Sarney é aliado de Lula, afirma o artigo, e o presidente estaria interessado no apoio do PMDB – Partido de Sarney – para a provável candidatura de Dilma Rousseff pelo PT.

“Muitos senadores, de todo o espectro político, cometeram erros. Quando o líder do opositor PSDB foi passear em Paris, por exemplo, o Senado pagou a conta do hotel. (Ele diz que foi um ‘empréstimo’). Então parece injusto que Sarney seja o único pressionado a renunciar”, diz a Economist.

“Mas ele também não pode se dizer ignorante sobre o que se passava no Senado. Este é seu terceiro mandato como presidente. Durante um período anterior, ele apontou Agaciel Maia (chefe da administração do Senado) para sua lucrativa posição.”

O artigo ainda comenta outros deslizes de José Sarney, mas afirma que ele é “um sobrevivente” e “provavelmente vai manter seu posto”, justamente por ainda ter poder dentro do PMDB e ser aliado de Lula.

“Lula disse que Sarney merece mais respeito e culpou a imprensa por inflar o escândalo. Mas no momento em que a economia está apenas emergindo de uma recessão, a saga dos ‘atos secretos’ lembra os brasileiros que seus políticos nunca impõem austeridade a si mesmos”, afirma a Economist.


Terceiro Mandato – (mais uma) perseguição da mídia contra Lula

4 junho, 2009

Estou há algum tempo sem publicar posts. O trabalho entre outras coisas estão me tomando tempo. Mas sempre acho uma brechinha para ler algo na internet. É sempre bom. Hoje resolvi colocar um post, na verdade uma replicação de alguns posts que vi no Acerto de Contas. Vou marcar ponto nesta discussão.

Aqui volto a questão do terceiro mandato de Lula e a cobertura da grande imprensa contra o Presidente. Os dois temas se misturam neste tópico, isso fica bem evidente. Não se trata de defender ou não o terceiro mandato (não acho uma idéia pertinente), mas de falar sobre como a mídia trata esse tema, um exemplo de como trata o Presidente. Esse assunto está indo longe demais e não sei porque, ou começo a ver porque. O presidente e várias importantes figuras do governo disserem que o papo está acabado, mas a imprensa continua, continua martelando. 

Muito engraçado essa situação: lá fora o nosso Presidente é bastante respeitado, tem erros, sim, tem. Mas é respeitado. Internamente, para a grande mídia (que coloca pra si a alcunha de imparcialidade), trata-se de alguém que não deveria estar ali. Pois não tema sua cara. Preferem um letrado, sociólogo de preferência. Antes toleravam tudo que FHC fazia, e ainda toleram, além de esquecerem do passado para afrontar Lula constantemente.

Pois bem vejam os posts:

Veja comentário de um leitor do Acerto de Contas que virou uma post:

É trágico o que acontece na Itália. Este gangster, que atualmente é primeiro ministro, já fez passar inclusive leis de imunidade judicial para si.

Monopoliza as comunicações na península e dá espetáculos de péssimo gosto em diversas ocasiões. É curioso que a mídia brasileira, sempre tão ávida em apontar supostas gafes do presidente Lula, nunca se tenha dedicado às verdadeiras patadas de Berlusconi.

Quando o rei de Espanha advertiu o presidente Chavez, por conta de uma impertinência, mancheteou-se o episódio em todos os grandes jornais brasileiros, como se se tratasse de algo intimamente ligado aos destinos cotidianos de todos os brasileiros. Ou como se a imprensa brasileira fosse um bastião de cosmopolitismo, ligada diretamente ao mundo.

Quando o bufão – relativamente idoso e com cabelos da cor das asas da graúna – disse tolices e comportou-se como novo rico mal educado na presença da rainha da Inglaterra, notinhas de fundo de página, sem muito destaque.

Preocupações seletivas muito significativas das reais preocupações por trás dos veículos de imprensa. Uma curiosa imprensa que tem raiva do presidente brasileiro atual exatamente por ele não ser aquilo que querem que seja. Falo da insistência esquizofrênica na estória do terceiro mandato.

Curiosamente, o narcotraficante Álvaro Uribe acaba de pavimentar a via do terceiro mandato. Ou nada se dirá, ou dir-se-á que a um ungido de deus nada pode ser obstáculo.

Curiosamente, outro ungido de deus, mas que perdeu o posto, o nipo peruano atualmente julgado por crimes contra o povo que o elegeu, contou com o entusiástico apoio fernando henriquista na ocasião em que mudou a constituição peruana para…. para o terceiro mandato.

Fujimori era a modernidade chegando ao Peru numa nave daquelas que trazem o capitão com quem a Geni não queria dormir. Trazido dos céus para por ordem naquela confusão de índios incapazes de se auto governarem.

O tamanho da missão – divina – demandava mais um mandato. O tamanho da missão aproximou para a causa nobilíssima Le Prince des sociologues. Este advogou para nosso vizinho pacífico a virtuosa possibilidade de ter o Chino por mais tempo.

Bem, ao menos esse pessoal convenceu suas populações a engolirem as mudanças. Monsieur Cardoso subornou o congresso para uma só e mísera reeleição.

Eis o tipo de problema que me chama a atenção. Esta seletividade devia ser declarada pelos meios de comunicação. Nada demais nisso haveria. Problemas há no comportamento patife de declarar-se praticante de uma imparcialidade absolutamente desmentida pela realidade.

Ou seja, escrevem ou para canalhas, ou para imbecis.

Veja post de Leandro Fortes no Observatório da Imprensa:

A imprensa brasileira não vai descansar enquanto não arrancar do presidente Lula, ou de algum ministro de Estado, uma declaração favorável ao terceiro mandato. A insistência com que a mídia tem tratado do tema, em ondas ciclotímicas cada vez mais curtas, revela aquele tipo de interesse que nada tem a ver com os fatos ou, no limite, com demandas jornalísticas. Trata-se de uma campanha infernal para colar na imagem de Lula a pecha de “ditador chavista” às vésperas de um ano eleitoral, como se fosse possível, a essa altura do campeonato, estabelecer semelhanças ideológicas e de ação governamental entre o presidente brasileiro e seu colega Hugo Chávez, da Venezuela.

Há mais de dois anos, escrevi uma matéria na CartaCapital (“Eterno factóide”) a respeito do assunto, quando a onda do terceiro mandato tinha como objetivo contaminar as bases eleitorais do governo, com vistas às eleições municipais de 2008, quando ainda rescendiam brasas sobre os escombros do chamado “mensalão”. Lá, pelas tantas, escrevi:

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de ter sido beneficiado com a manobra da reeleição, colocada em prática via mudança da Constituição, foi um dos avalistas internacionais do terceiro mandato de Alberto Fujimori, do Peru. Tanto, e de tal forma, que Fujimori, atualmente às vésperas de ser julgado por crime de corrupção, tráfico de armas e genocídio pela Justiça peruana, arrolou FHC como testemunha”.

Incrível, né? Fernando Henrique Cardoso alterou a Constituição Federal, à custa de um escândalo de compra de votos no Congresso Nacional, para emendar um segundo mandato, com apoio irrestrito da mídia nacional. Em outro front, dava apoio político e diplomático a Fujimori, conhecido bandoleiro internacional, dado a censurar jornalistas e assassinar opositores, para que “El Chino” conseguisse um terceiro mandato no Peru. Sobre o que estamos falando mesmo? Ah, sobre o terceiro mandato, idéia rejeitada, sistematicamente, pelo supostamente (vocábulo adorado dos jornais, nos últimos tempos) principal interessado, a saber, o presidente Lula.

(…)

Quisesse mesmo se empenhar na luta pelo terceiro mandato, Lula teria todas as condições, dentro e fora do Congresso, para conseguir sucesso no intento, sem a necessidade de comprar votos, pelo menos no sentido literal do expediente utilizado na Era FHC. Foi-se o tempo, no entanto, em que o presidente se cercava de assessores que o incitavam a atitudes insanas, como a de querer expulsar o correspondente do New York Times do país, por quem foi acusado de ser cachaceiro militante. Agora, a cada investida da mídia, Lula desmancha-se em desencanto: é contra, diz, o terceiro mandato. Ainda assim, como quem oferece crack a um viciado, o Datafolha gastou tempo e dinheiro na tentação de divulgar uma pesquisa na qual mostra um “país dividido”, 47% a favor, 49% contra o terceiro mandato.

A mensagem é clara: então, por que não arriscar, presidente? A resposta também: porque Lula não é bobo.

Para uma oposição perdida e enterrada num pré-sal de indefinições, nada seria mais providencial do que o surgimento de um Lula ditatorial, finalmente revelado em toda a sua essência autoritária e aparelhadora, um Chávez tropicalizado – e, melhor ainda, a tempo de ser trabalhado em infinitas edições de domingo. Viriam especialistas, cientistas políticos, blogueiros de repetição, colunistas, deputados e senadores a denunciar a quebra das regras democráticas, a incutir pânico na classe média, a convocar as senhoras de Santana a marchar sobre a Avenida Paulista, o horror, o horror!

De qualquer maneira, não custa deixar essa pauta na gaveta. Quem sabe ela não emplaca no ano que vem?

Veja mais:

Folha filtra notícias para atingir imagem de Lula

FHC, o mandato presidencial e a república de remendos


Jarbas: PMDB ficha suja ou ficha limpa

17 fevereiro, 2009

Luis Nassif publica hoje um post intitulado a Estratégia de Jarbas, demonstrando que pode haver ou houve deliberação por parte do político, de modo cooperativo ou não com outros Serristas para atingir o governo. Paulo Henrique Amorim vem perguntando, baseado no “senso comum da política”, porque Jarbas poupou certos PMDbistas  (diga-se de passagem Serristas como ele) em suas críticas, o que para a maioria não tem justificação. Com certeza há um jogo de interesses muito grande ao redor das declarações de Jarbas, sem pensar em suas intenções, sabe-se que tais declarações agora são públicas e viraram arma para todos os tipos de teses e justificativas de apoio, o certo é saber quem ganha com isso.

Ao criticar os PMDbistas Jarbas colocou-se do lado daqueles que não são corrupos e não pactuam com isto, além de mostrar sua desilusão com a política. Realmente trata-se de estratégia simplória-retórica. Colocar todos os políticos num saco só é uma coisa, que todo mundo faz, e chega nem ser novidade. Agora colocar os PMDB num saco só, essa foi a grande novidade de Jarbas. Entretanto todos viram logo de imediato o imacto negativo disto, pois o PMDB é disputado por ambos os lados PT e PSDB.  E aí, com quem iria ficar a maça podre? Como se ver o tiro nem saiu pela tangente, mas acertou em quem se viu e em quem não se viu. Se o alvo era prejudicar o governo, também prejudicou a oposição. 

É nesse momento que o próprio Jarbas, depois que viu o que falou, começa a especificar melhor a sua crítica-desiludida. Nesse jogo entra a mídia e os comentaristas tentando fazer aquela separação do joio e do trigo entre os PMDbistas. O próprio Jarbas fez isso, como bem mostra Nassif. Agora é a vez da mídia, que tirou o foco do PMDB e colocou no presidente. Você já deve ter visto a manchete: “Jarbas aponta para Lula, mas não indica corruptos” e outras parecidas. Começou o jogo, políticos do PMDB ficha limpa para o meu lado, politicos do PMDB ficha suja para o seu lado. E agora José….

Engraçado tudo isso… Agora vamos ver quem sai melhor na fita e consegue passar pelo crivo da grande mídia e da mídia alternativa. Começou a caçada aos políticos do PMDB! vamos devassar sua ficha e assim poder tachá-lo disso ou daquilo. Lembre-se, boa parte da grande mídia comprometida vai puxar os ficha limpa para o lado de Serra e os ficha suja para o lado do Governo. 

Não deixe de ler o post de Nassif! Vejam comentários de Alon.


Como explicar o crescimento da popularidade de Lula?

6 fevereiro, 2009

lula

No blog do Alon saiu recentemente um post tentando explicar porque a popularidade de Lula e do Governo cresce em meio a crise estrangeira que atinge cada vez mais o Brasil. Ele eleva o nível dos argumentos daqueles que tentam explicar porque Lula andam bem na foto. Vejam:

Há certa estupefação diante da (cada vez mais) alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, dado que a curva ascendente coincide com a economia descendo ladeira abaixo. Uma explicação possível é que as pessoas ainda não têm a percepção da nova realidade. Eu prefiro outro caminho de análise. Lula está crescendo na crise porque quem se opõe a Lula não consegue responder a duas perguntas. O que o governo deveria fazer e não está fazendo? O que o governo deixou de fazer e deveria ter sido feito? Há os juros estratosféricos (do Banco Central para os bancos e destes para o tomador), mas a oposição não parece ter mais apetite para enfrentar o problema do que o governo. O ato de escolher um líder tem sempre a ver com a avaliação de seus atributos de liderança -e da adequação desses atributos aos desafios colocados. Imaginem um grupo de pessoas encerradas num bunker, enquanto suas casas são demolidas por bombardeios aéreos. E imaginem que o grupo não coloca em seu líder a culpa pelo bombardeio. A situação objetiva está piorando, já que eles estão perdendo suas casas. Mas isso não se reflete no prestígio do líder, já que ele, pelo menos, providenciou o bunker. Alguém vai morrer? É possível. Pode haver feridos? Sim. Mas se o líder tiver feito tudo que as pessoas acham necessário para enfrentar o problema é improvável que o grupo queira trocá-lo.