Caso Manoel de Mattos: quarto envolvido é preso

13 fevereiro, 2009

O quarto envolvido no assassinato do advogado Manoel Mattos, em 24 de janeiro em Pitimbu, foi preso por volta das 15h desta sexta-feira (13) no município de Itambé (PE). O irmão do dono da arma, Cláudio Roberto Borges, conhecido por Claudinho, é acusado de ter envolvimento direto com o crime.

De acordo com o delegado que está à frente do caso, Walter Brandão, Claudinho já respondeu por duas ações penais e havia sido acusado pelo próprio advogado e é insistentemente apontado por José Parafina, que foi preso no último dia 6, acusado de ser um dos executores.

Ainda segundo o delegado,  a prisão preventiva do acusado foi expedida pela Juíza de Caaporã, Daniere Ferreira.  O quarto acusado pelo crime que envolve denúncia de grupos de extermínio foi encaminhado para a Central de Polícia, onde prestará depoimento.

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Caso Manoel Bezerra: Preso terceiro suspeito.

8 fevereiro, 2009

parafina

A polícia civil junto com a federal prendeu um terceiro suspeito de ter participado do assassinato do advogado petista Manoel Bezerra de Mattos. Este seria um dos encapusados que atirou no advogado.

A polícia prendeu na noite desta sexta-feira (6) “Zé Parafina”, acusado de ser o autor dos disparos que matou no último dia 24 o advogado Manoel Mattos. A suspeita da polícia é de que ele e Sérgio (ou Célio) de Souza Azevedo sejam os dois encapuzados que invadiram a casa de praia onde a vítima estava com amigos e parentes festejando e o executaram com dois tiros. Depois fugiram sem levar nada.

 

O advogado do ex-agente conhecido por “José Parafina” pronunciou-se neste sábado sobre a prisão do seu cliente nesta sexta-feira. Segundo Adailton Paulino, ‘Parafina’ é inocente e não foi um dos encapuzados que executaram o advogado pernambucano Manoel Matos.

A Policia Federal deverá tomar depoimento do acusado de participação no crime mas como ainda não foi formalizada a transferência de comando do inquérito vão participar das indagações os delegados Walter Brandão, da Paraíba e o delegado federal Omar Mussi.


PF vai apurar morte de Manoel Bezerra

5 fevereiro, 2009

O governador Cássio Cunha Lima (PSDB) se reuniu na tarde desta quarta-feira (4) com o ministro da Justiça Tarso Genro para pedir a transferência de competências do acompanhamento do caso que investiga o assassinato do advogado Manoel Mattos, morto com dois tiros no litoral sul da Paraíba em 24 de janeiro, além de outros casos citados na CPI do Grupo de Extermínio. 

“Eu fui muito bem recebido pelo ministro, que me pediu para entrar em contato com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para que ele fizesse uma solicitação semelhante. Já falei com Eduardo, que se prontificou a enviar um ofício amanhã mesmo”, contou Cássio.

O ministro disse ao governador paraibano que vai aguardar receber pedidos semelhantes de parlamentares e de entidades ligadas aos direitos humanos para encaminhar a solicitação à Procuradoria Geral da República que emitirá um parecer e o enviará ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quem cabe a palavra final sobre quem deve cuidar do caso.

 O governador se reuniu com o ministro Tarso Genro, juntamente com o deputado federal Luiz Couto e membros da direção nacional do PT. O governador atendeu a pedido de Associações de Direitos Humanos do Brasil que cobraram a entrada da PF no caso, bem como o julgamento dos acusados pela Justiça Federal, já que o crime acontece na divisa dos estados da Paraíba e de Pernambuco.

Fonte: Wscom e Paraíba1


Augusto de Barros, procurador municipal, é assassinado em Pernambuco

29 janeiro, 2009

Há poucos dias Manoel Bezerra advogado e político do PT foi assassinado por duas pessoas ainda não completamente identificadas. A morte dele ocorreu em Pitimbu, município da Paraíba que faz divisa com Pernambuco. Manoel residia em Itambé cidade de pernambuco que também faz divisão com a Paraíba, ficando em torno de 50Km leste de Pitimbu. Esta região que forma a zona da mata cobrindo os dois estados é citada na CPI do extermínio como área de atuação de grupos de extermínios.

Nesta mesma região, só que num município um pouco mais distante, a 80Km sul de Itambé está o município de Lagoa de Itaenga. Pois bem, o procurador deste município, Augusto de Barros, 53 anos, foi assassinado por dois homens. Segundo a polícia, o assassinato foi realizado por dois homens armados e que estavam em uma moto. Eles teriam chegado quando Antônio Barros conversava no posto de gasolina e efetuaram vários disparos. O advogado ainda foi levado para o hospital, mas chegou sem vida ao local.

O assassinato ocorreu dois meses após a morte do prefeito da cidade e primo de Barros, Fernando Antônio do Nascimento . Ex-prefeito de Lagoa de Itaenga, na Mata Norte, Fernando Antônio (PSB) foi assassinado dia 20 de Novembro de 2008, na Estrada das Tabocas, em frente a uma residência na Vila da Camboa, zona rural de Carpina. Segundo a polícia, Fernando foi atingido por quatro tiros (três na cabeça e um no tórax). Os disparos foram efetuados por dois homens que estavam em uma moto. O município de Lagoa de Itaenga possui não mais que 20 mil habitantes e 58 Km². 

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A similaridades entre os três assassinatos é bastante grande, embora não indique que haja atuação de um grupo de extermínio envolvido nas três mortes. Pode ser vários grupos atuando nesta região ou mesmo um modo de atuação das pessoas dessa região que resolvem tudo na arma e na violência. Ainda, pode haver grupos ou bandidos individuais que são contratados  especificamente para para esse tipo de ação.  Apesar destas três opções trata-se de um região marcada pela cultura da morte, de pagar com a vida qualquer tipo de desentendimento ou conflito. Outro traço é a ataução de pessoas detentoras de poder e dinheiro que podem contratar a morte de alguém ou possuir grupo de capangas assassinos.

 Trata-se de fatos e cultura que prejudica o desenvolvimento destas cidades e dão continuidade a velha cultura dos coronéis que mandavam e desmandavam no nordeste e no Brasil que tinah o forte traço de resolver divergências na bala, de fazer juramentos de morte.


Caso Manoel Bezerra: autoridades oferecem primeiras informações

29 janeiro, 2009

bezerra

Vejam este conjunto de reportagens sobre as investigações do caso:

 

Dois homens foram presos e outros dois continuam sendo caçados pelas polícias da Paraíba e de Pernambuco. Eles são suspeitos de participar da execução do advogado Manoel Bezerra de Mattos Neto, assassinado no último sábado, no município de Pitimbu, Litoral Sul paraibano.

Flávio Inácio Pereira – sargento reformado da Polícia Militar da Paraíba – foi preso, anteontem, em Itambé-PE pelo comandante geral da PM, Kelson Chaves. Ele foi levado para prestar depoimento na Secretaria de Segurança e Defesa Social e, em seguida, encaminhado para o 5º Batalhão, no bairro Valentina Figueiredo.

O segundo suspeito, José Nilson Borges, foi pego em Pedras de Fogo-PB, no mesmo dia. Na casa dele, foi encontrada uma espingarda calibre 12, que pode ser a arma usada no crime.

Ambos estão citados na CPI do Narcotráfico da Assembléia Legislativa da Paraíba e na CPI do Extermínio no Nordeste da Câmara Federal e serão apresentados hoje, em João Pessoa.

A entrevista também serviu para esclarecer que o segundo preso não foi Cláudio Roberto Borges. Ele, de acordo com as primeiras informações passadas pela polícia, seria o dono da arma usada no crime. O verdadeiro dono, que está preso na Central de Polícia, se chama José Nilson Borges e é irmão de Cláudio.

acusados

 

De acordo com o coronel Kelson, o sargento negou o crime e se mostrou indignado com as acusações. “Ele nega, é claro. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo”, disse o comandante.

Segundo ele, a prisão do acusado foi feita de forma simples, já que o mesmo não esboçou reação. “Nós fomos para lá, mas não tínhamos a certeza de que ele estivesse na cidade. Porém, eu acredito que se Flávio tentasse fugir seria pior porque era como se ele estivesse confessando o crime. Não foi o que aconteceu. Ele soube que estávamos na cidade a sua procura e foi ao nosso encontro”, contou.

Discutesse se o caso está ou não vinculado com grupos de extermínio e a CPI. Para o sercretário trata-se de um caso isolado:

 

O secretário Eitel Santiago (Segurança Pública) desvinculou nesta quinta-feira, 29, a execução do advogado Manoel Matos de sua participação na CPI dos grupos de extermínio, da Câmara Federal. Para Santiago, a morte foi por vingança e é caso “isolado” motivado por um depoimento pretado pela vítima em 2002 em um processo de assassinato contra o Militar Flávio Pereira. “Não se trata de um crime promovido por grupos de extermínio, aposta o secretário.”

Diferente do que vinham deixando transparecer os comandantes das investigações em sucessivas entrevistas, o secretário disse hoje que o caso ainda não foi elucidado.

Walter Brandão informou que o sargento da Polícia Militar Flávio Inácio Pereira, acusado de ser o mandante do crime, planejou o assassinato para se vingar porque o advogado teria testemunhado contra ele num processo em que ele é acusado de matar outras pessoas. Este processo o fez ficar preso por mais de dois anos.

No entanto, não há como separar completamente este crime da investigação que acontece há anos sobre crimes de pistolagem e grupos de extermínio, uma vez que o acusado é apontado e investigado pela CPI do Grupo de Extermínio. O advogado morto participou desta CPI e, por conta disso, testemunhou contra Flávio e contra outros investigados por crimes desta natureza.

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Segundo informações das autoridades políciais, a investigação deve durar 30 dias. Ainda, a OAB_PE pede solicitação oficial de deslocamento de competência das investigações do assassinato. O pedido oficial será encaminhado à Procuradoria Geral da República.


Caso Manoel Bezerra: Arma e suspeitos são apreendidos

28 janeiro, 2009

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Veja informações coletados no portal correio e paraíba 1:

O coronel Kelson Chaves, comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, disse nesta quarta-feira (28 ) que a arma encontrada com um dos acusados detidos ontem foi a que matou o advogado Manoel Mattos, segundo perícia realizada na espingarda calibre 12. A declaração do coronel foi concedida à TV Cabo Branco, de João Pessoa.

Além do sargento reformado da Polícia Militar Inácio Flávio Pereira, também foi preso na noite de ontem um homem identificado como José Nilson Borges, funcionário de um mercadinho próximo ao local de onde ocorreu o crime. Ele está preso na Central de Polícia de João Pessoa, enquanto Inácio está detido no 5º Batalhão da Polícia Militar, localizado no bairro do Valentina, também na Capital.

A prisão dos acusados ocorreu com a presença do coronel Kelson, que foi pessoalmente a Itambé (PE) e Pedras de Fogo (PB) para buscar o sargento, que ao saber que era apontado como um dos suspeitos de imediato colocou-se à disposição da Polícia. Inácio foi detido porque há cerca de um mês teria feito ameaças em público, numa churrascaria, a Manoel Mattos.

O militar já havia sido apontado pelo deputado Federal Luiz Couto (PT) como provável envolvido no caso. Segundo ele, “Flávio Inácio Pereira sempre que se embriagava, dizia para quem quisesse ouvir que um dia iria matar o advogado Manuel de Mattos”.

Cláudio Roberto, mais conhecido por Claudinho, foi preso por policiais na divisa de Pernambuco com a Paraíba. A polícia inclusive apreendeu com ele uma espingarda calibre 12, que teria sido fornecida por ele para executar o advogado.

Apesar de confirmar estas informações, Eitel Santiago deixou claro que a força tarefa tem atuado em sigilo e que todas as informações ficam centralizadas do delegado Walter Brandão, que preside o inquérito e que “vai disponibilizar todas as informações quando for a hora”.

Como se vê em destaque há imprecisão sobre o nome do segundo acuso, com quem estaria a arma. Além dos praticantes do crime é interessante investigar a existência de mentores intelectuais deste crime, pois como se sabe há um grupo de extermínio em ação.


Luiz Couto relator da CPI do extermínio teme ser a próxima vítima

26 janeiro, 2009

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Declarações do deputado foram para o sistema correio da paraíba:

O deputado federal Luiz Couto disse nesta segunda-feira (26) que teme ser a próxima vítima do crime organizado depois do assassinato do advogado Manoel Bezerra de Matos Neto, de 44 anos, morto na noite do último sábado (24) com dois tiros de espingarda calibre 12 em Pitimbu, no Litoral Sul do Estado. 

 

Assim como Manoel Bezerra de Matos Neto, Couto foi um dos denunciantes dos grupos de extermínios que agiam na Paraíba e Pernambuco.

Luiz Couto revela que na época da denúncia foi encaminhado um relatório à Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos falando sobre o caso, que pediu ao governo brasileiro proteção para as pessoas que participaram ativamente da CPI do Extermínio como denunciante.

Apesar de ter acatado pedido durante algum tempo, o advogado deixou de receber a proteção pouco tempo depois, mesmo com a continuidade das ameaças.

Segundo o deputado QUATRO pessoas que participaram da CPI já foram mortas. Antes de ser morto Manoel Bezerra recebeu ameaças no final de dezembro de 2008. Couto (PT-PB) teme ser o próximo e tem suas razões. 

Que seja dada proteção para o deputado e outros da CPI e que a polícia consiga por os criminosos na cadeia, não apenas os executores, mas principalmente os mandantes! Como sempre ocorre no Brasil, apenas após um crime de grande repercussão as instituições agem com mais afinco no combate a determinados crimes, afinal tem que dar respostas a sociedade. O que é triste.