CRACK – a morte ronda João Pessoa e o Nordeste

18 novembro, 2009

Segundo reportagem do JPB o crack é consumido ou já foi consumido por 2% da população de João Pessoa. É o pouco alarmante. Este blog desde o início de sua operação há um ano alertava o surto de consumo de crack na Paraíba. É assustador. Precisamos urgentemente da atuação do poder público em vários segmentos, que vai da prevenção até o tratamento.

Abaixo colocamos os vídeos sobre a série de oito reportagens do JPB sobre o avanço do crack no Nordeste e na Paraíba. Valem a pena ver, não podemos deixar de lado. Este blog já mostrou em post anterior que o crack é o centro nervoso do aumento da criminalidade da Paraíba. Combater o crack é garantir segurança pública e saúde a população. Não queremos ver zumbis humanos como na cracolândia em São Paulo.

Vejam o post. Toda esta violência tem um centro nervoso, uma espinha dorsal que se chama CRACK. Trata-se de droga de baixa qualidade e preço, sendo aquela que possui os efeitos mais nocivos a saúde e a família. Ainda, é uma droga de fácil dependência, sendo seu vício extremo. Esta droga invadiu a Paraíba nos últimos anos, com o apoio de pessoas de outros estados.

Valorizamos a reportagem da Tv cabo Branco, é a grande mídia acordando para um problema gravíssimo. Temos a vantagem de poder combater no início, não podemos perder essa oportunidade em meio a escuridão atual e apagão futura, se nada ocorrer.

Primeiro vídeo

Segundo vídeo

Terceiro vídeo

Quarto vídeo

Quinto vídeo

Sexto vídeo

Sétimo vídeo

Oitavo vídeo


Chuvas no Maranhão, tímida cobertura da mídia e Nordeste esquecido

10 maio, 2009

Atualmente o clima tem causado inumeros problemas em várias regiões do País. Tanto o clima seco e quente, quando o frio e com chuvas. As tragédias causadas pelo clima não estão apenas no Nordeste, cada vez mais percebe-se a seca no Sul do País e chuvas fortes no Nordeste. O inverso também é verdadeiro.

Um dos últimos graves problemas causados pelas chuvas foi em Santa Catarina. Houve uma grande comoção na mídia e com forte repercussão na população. Muitos alimentos, remédios e roupas foram doados, inúmeras campanhas e reportagens foram feitas. Agora o Maranhão  (30% do estado debaixo de água) e partes do Nordeste vivem situação semelhante. Fortes chuvas ocorrem e a população está isolada. Muitas cidades sem alimentos, pois estradas foram tolhidas pelas chuvas e quando os alimentos chegam estão estragados. Os preços sobem como a água dos rios que invade casas e deixa milhares desabrigados.

Entretanto a grande mídia nacional diferente do caso de Santa Catarina, tem dado atenção pífia e meramente constatativa. Não há envolvimento. Não vi, nenhum reporter pegar um helicóptero e  ir para o Maranhão fazer reportagem. A cobertura é triste. Vinha sentindo esta diferença e um post que li hoje me fez escrever. Guilherme do blog da Comunicação diz isso:

Nos últimos dias estive acompanhando a tragédia das enchentes que afetaram alguns estados no norte e nordeste do Brasil, especialmente no interior do Maranhão. Cidades submersas, pessoas sem moradia e a mídia no sudeste fazendo uma cobertura tímida. Ao ver cenas de família pobres perderem tudo me lembrei imediatamente das chuvas que assolaram Santa Catarina ano passado, deixando mortes e desabrigados aos montes. As inundações causaram comoção nacional e todo mundo ajudou, inclusive eu que envie alguns alimentos para lá. Mas porque não há comoção quando as tragédias ocorrem no norte/nordeste do Brasil?

No Brasil é um peso e duas medidas. O que acontece no norte/nordeste não importa, quem é que vai se preocupar com eles? Porque ficaríamos chocados, eles são pobres mesmo não é. Suportam dificuldades diariamente e vão suportar mais uma. Fazer o que. Não vi um jornal em São Paulo, maior cidade do país e onde resido, dedicar uma cobertura especial das enchentes como em Santa Catarina. Quero ajudar as vítimas da enchente no Maranhão,como faço? Não sei, o jornal, o rádio e a TV não informam como fizeram daquela vez. Eu terei que cassar informações pela internet mesmo.

E o pior é que isso acontece na terra do Senhor Feudal do Brasil, como bem disse Danilo Gentili do CQC, o presidente do Senado José Sarney e da sua filha, Roseana Sarney recém-empossada governadora depois de virar a mesa e cassar o ex-mandatário Jackson Lago.

(…)

Mas o que me deixa mais puto da vida, quando vejo as pessoas dizerem que ficaram chocados com as cenas que viram em Santa Catarina. Já ouvi frases como “coitada daquela gente bonita, loira sofrendo”. Mas nunca ouvi o mesmo sobre os nordestinos ou nortistas. Não tenho nada contra Santa Catarina, estado belíssimo e que já visitei onde tenho amigos. Eu sei que não tem só loiros lá que sofreram com as fortes chuvas, mas minha crítica é para a sociedade que vê e define tudo pelas aparências. Parafraseando o presidente Lula, comoção só há quando quem sofre são os brancos de olhos azuis.

Este é um caso que deveria ser melhor tratado. Este blog inclusive nasce nesta divergência de olhares regionais. Creio que isso seja relevante. Em nosso post original afirmamos:

Quem já percebeu jornalistas falarem: “ao vivo lá do Nordeste” enquanto que noutros momentos falam: “ao vivo de Brasília”. Este lá deixa tudo tão mais distante, e realmente é assim, por isso a afirmação deste blog.

Olhos do Norte, daqui debaixo mesmo do Equador, é isto. Um espaço para nós, para os Olhos do Norte!

Gostaria de acrescentar que isso não ocorre apenas em relação a tema tão relevante quando este das chuvas e enchentes. Mas em temas corriqueiros. Quem acompanha esporte sabe como as vitórias e conquistas do Sport Recife são desprezadas ou destratadas pela mídia do Sul. Isso mesmo, mídia do sul. Quem faz o que chamamos de mídia brasileira é a mídia do sul, com seu olhar.  O Sport fez a melhor campanha do seu grupo na Libertadores.  O clube é um, pode-se dizer iniciante na taça, e surpreendeu e ninguém fez aquela festa que se costuma fazer, por exemplo, para o Corinthians, Ronaldinho etc.

Outro dia peguei o Estadão publicando comentários preconceituosos contra os nordestinos.  Fazem deduções sem o menor fundamento tentando atribuir a nós problemas que não tem como causa questões regionais ou de raça/etnia… enfim.

É isso… e depois não querem dar espaço para programação local nas grandes mídias e redes. Um amigo fala que o Brasil é dividido em dois, o do norte e aquele do Sul. Sei que há inúmeros questionamentos sobre isso, mas algumas vezes as diferenças de atitudes são gritantes. Ainda escreverei um post sobre a Confederação do Equador  e como o País poderia ficar se os estados tivessem aderido a este grito de aprofundamento (isso mesmo) da Independência do Brasil realizada por Dom Pedro I, algo que os intelectuais do Rio não fizeram, eles ainda taxaram esta confederação de separatista, como se eles tivessem o direito de afirmar quem lutava ou não lutava pelo Brasil.

 

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Saiba como ajudar os desabrigados do Maranhão

Defesa Civil.

Campanha para ajudar. (Reportagem boa, MAS NÂO DIZ O NÙMERO DA CONTA! Pode?)

Site da OAB-MA

Veja mais Links 

A Globo também resolveu se mexer.


Estadão acolhe comentários preconceituosos contra o Nordeste. CHEGA.

9 março, 2009

preconceito-ao-nordeste

Está não é a primeira vez que vejo comentários preconceituosos contra o nordeste na página do Estadão. Hoje foi nesta matéria.  Leitores tomam erros e safadezas feitas por políticos do Nordeste para generalizar e afirmar que todos desta região são assim. Que da mesma forma que estes políticos representam os males do país, o nordeste também representa. Trata-se de uma completa aberração interpretativa, haja vista os inúmeros casos de corrupções e ladroagem feitas por políticos do sul e sudeste, supostos paladinos da moralidade, como certos leitores imaginam.  

Quem não se lembra da política do café com leite que só levou o país para a bancarrota. Bela política, feita por pessoas do Sul. Esse fato histórico e simples serve apenas para mostrar como a questão regional não interfere em nada no que os políticos fazem ou não fazem. Trata-se de uma cultura política brasileira e não de determinada região. Pergunto agora onde anda os supostos políticos do sul do País que não conseguem governar este País. Não venham com desculpas de igualdade na representatividade por estados, haja vista que os maiores colégios eleitorais do País estão em São Paulo, Minas e Rio. Toda a grande mídia nacional é do Sul. O que eles fazem pela decência na política? Nada. Fazem falar, mas na hora de agir, compactuam-se com tudo que está aí. Não fazem nada porque somos todos iguais, ou seja, a origem do político não explica seu comportamento atrasado e vexatório para o País.

Quem são os grandes grupos empresariais e de empreiteiros que financiam a corrupção no Brasil? Eles não vêm do Nordeste, na sua maioria vem do Sul. Isso mostra que temos que acabar com está cultura política mesquinha e danosa ao País trabalhando em suas causas, e não a associando a origem regional do político, pois isso não explica. Isso é apenas desculpa para propagar de modo hipócrita e cheio de sofisma o preconceito contra os nordestinos.

Queremos saber se o jornal Estadão também compactua com esses tipos de comentários? No código de conduta do site eles afirmam que o usuário do blog e comentários contendo insulto, difamação e manifestação de ódio e preconceito serão deletados. Porque esses comentários não foram? O jornal entende que lá não há preconceito? Pois eu me senti insultado, difamado e odiado.  

Não consegui resgatar a outra matéria em que vi manifestação preconceituosa contra os nordestinos. Era uma reportagem sobre Lula. Escrevo este post como uma forma de denúncia. Afinal, hoje no País, a eleição de Lula está deixando aflorar o preconceito da elite, seja intelectual, econômica, midiática contra o presidente que representa e personifica a maioria da população do país, personifica os pobres e não-elitizados. E o que mais dói neles é que o governo está conseguindo governar bem o País, claro que com seus erros. Eles não entendem (ou não suportam) que esse processo está sendo comandado por um pobre nordestino e não por um grande intelectual. Esse tipo de preconceito está ganhando corpo e se irradiando para os nordestinos, terra de onde veio o presidente, e contra os pobres, que recebem grande atenção do presidente em seus projetos assistenciais. Trata-se de uma grande tristeza a cultivo de sentimentos nefastos, horríveis e dolorosos como esses.

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PAra quem não conseguiu ler o texto aqui está a integra:

Capitanias heredittárias
Sáb, 07/03/09 14:43  , lulusimoes@estadao.com.br
Enquanto o Nordeste for dividido em nove estados que nada contribuem com o país além da miséria nas grandes capitais, estes nomes vão continuar se eternizando no “pudê”. Apenas UM estado nordestino para que as oligarquias guerreiem entre si, se matem e desapareçam: joio destruindo o joio. Ou vamos ser honestos de vez e dividir o país: quero ver como esses ladrões vão viver sem o PIB dos estados do sul e sudeste.


Crack se espalha e já assusta o Nordeste

16 janeiro, 2009

crack

Da UNIAD. Droga barata e altamente viciante entra com força no Nordeste e a Paraíba nao está de fora. É preciso ação mais enérgica do estado, este precisa estar mais presente e ter planos concretos contra o tráfico e consumo. Veja:

O consumo de crack vem avançando no Nordeste e assusta as autoridades. Barata e altamente viciante, droga supera maconha e reina absoluta em zonas pobres e ricas de capitais como Fortaleza, Salvador e Maceió.É o que mostra reportagem de Isabela Martin, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. 

Em Fortaleza, por exemplo, o volume de apreensão da droga passou de oito quilos para 60 quilos em um ano, contra 20 quilos de cocaína. Em Salvador, a apreensão da droga triplicou nos últimos 11 meses, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Em Alagoas, a Polícia Federal calcula que o faturamento dos traficantes com a droga, que foi de R$ 100 mil este ano, possa até duplicar em 2009. 

O aumento do consumo da droga – feita à base de pasta da cocaína e barata – é resultado da união entre preço acessível (a pedra custa R$ 5) e o efeito alucinógeno do qual o usuário se torna refém, às vezes até na primeira vez em que experimenta, segundo especialistas. 

Consumo explode em Brasília e já atinge jovens de classe média 

Reportagem de Jailton de Carvalho, também publicada na edição deste domingo de O GLOBO, mostra que o consumo de crack também cresce em Brasília, onde já atinge jovens de classe média. O secretário de Segurança, Valmir Oliveira, confirma a disseminação do crack, inclusive em segmentos com maior poder aquisitivo. Segundo ele, o governo local já percebeu a tendência de alta e decidiu, em caráter imediato, aumentar a repressão ao tráfico e ao consumo. 

De acordo com a reportagem, equipes das polícias Civil e Militar foram destacadas, há uma semana, para fazer um mapeamento das áreas mais freqüentadas por traficantes e usuários e, a partir daí, tentar conter o despejo do crack no mercado brasiliense.